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segunda-feira, 17 de abril de 2017

A lista do eleitor

A lista de envolvidos nas delações da Odebrecht não para de aumentar. Parece um mar sem fim e envolve muita, mas muita gente mesmo. Até políticos próximos da nossa realidade começam a aparecer.

Mas o quem vem surgindo nestas denúncias não pode ficar esquecido pelo eleitor. A justiça vai demorar anos para condenar os envolvidos e já se fala até no risco de que os crimes sejam prescritos, ou seja, quando chegar a hora da punição, o tempo se esgotou.

Só que o eleitor tem em suas mãos as eleições a cada dois anos. É momento de excluir os envolvidos. Se eles provarem inocência, até podem voltar na eleição seguinte.

Mas de nada adianta toda esta sujeira sendo destapada se o eleitor não fizer a sua lista. Será que as pessoas estão anotando os nomes que aparecem nas denúncias?

Doações oficiais
A grande maioria dos denunciados vem dando desculpas muito parecidas. 'Todas as doações recebidas fazem parte da lista de prestação de contas aprovada pela Justiça Eleitoral'. Mas será que o que foi doado oficialmente também não merece alguma suspeita? Em Santa Catarina, por exemplo, são várias empresas que aparecem entre as doadoras dos eleitos, de partidos diferentes e opostos? O que elas queriam com isso?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O bolo continua loteado

Dilma Roussef (PT) não deveria ter sido a vencedora das eleições de 2014. O projeto político do PT já estava com o prazo de validade vencido, mas a oposição foi incompetente em apresentar um nome que pudesse representar novidade e esperança. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não conseguiram convencer o eleitor. Ficou na história daquela eleição, o talvez, caso Eduardo Campos (PSB) não tivesse perdido a vida num desastre de avião.

Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.

Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.

Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Este é o nosso país!

A capa do Jornal O Estado de Minas desta quinta-feira, 26/11, usou a letra de uma antiga música do rock nacional para representar a situação atual de diversos problemas nacionais. Sujeiras nas praias, nos rios, causadas pelo desastre de Minas Gerais, sujeira com a prisão de um Senador da República acusado de tentar sumir com um dos réus do escândalo Lava Jato e se eximir de qualquer culpa, que pelo jeito ele tem. Que pais é este?

A capa ainda destaca outros versos da música. “Ninguém respeita a Constituição”, “Quando vendemos todas as almas dos nossos índios num leilão”, “Terceiro mundo, se for. Piada no exterior.”

O que acaba combinando com outra manchete da BBC, canal de televisão britânico (ao lado), que destaca a prisão de manifestantes que foram presos por 'crime ambiental' depois de jogar lama no Congresso. Pode parecer piada, mas não é.

O que nos faz refletir ainda mais sobre esta música é que ela foi feita em 1978 e 37 anos depois parece tão atual. Por coincidência, a banda do autor, Renato Russo, se apresentou em Tubarão no fim de semana e sem nenhuma música nova. Nem precisava.

Mas o brasileiro não pode se deixar render por esta roubalheira histórica. Os bons e os honestos estão por aí e não é possível que sejam vencidos por esta inundação de corrupção. Mas que dá vontade de começar tudo do zero, ha isso dá.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Acreditar na punição

Como uma resposta às manifestações populares do último fim de semana, a presidente Dilma Roussef (PT) anunciou algumas ações contra a corrupção. Nada de revolucionário, mas que poderão ajudar a combater esta prática tão nociva em nossa sociedade. Vão desde punir com mais rigor quem faz caixa 2 até o enriquecimento ilícito.

Algumas propostas quase semelhantes já tramitam no Congresso Nacional há alguns anos. Então é preciso também pressionar deputados e senadores para que votem as leis necessárias. A população deve escolher as propostas que considera mais eficientes e fazer pressão. Tem que estar na pauta das próximas manifestações.

A corrupção, em geral, está em todo lugar. A diferença maior é sobre a punição aplicada aos infratores. Enquanto aqui ainda se aplicam multas irrisórias e penas entre 2 e 12 anos de prisão, que quase nunca são cumpridas, outros países são mais rigorosos.

Nova Zelândia, Finlândia e Dinamarca considerados os menos corruptos do mundo têm penas de 14 anos de prisão. Na Alemanha, o tempo de cadeia é menor, até cinco anos, mas as multas são de um milhão de Euros, ou seja, quase quatro milhões de reais. China, Irã e Coreia do Norte podem punir até com pena de morte. O que são casos extremos e que não precisam ser copiados.

Mas a corrupção é um crime, e como já disse outras vezes aqui, corrói nossa sociedade. A impunidade precisa acabar e todos precisam entender que o país pode ser melhor com transparência e honestidade de todos.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Manifestação de selfies?

E chegamos ao fim da semana com certa expectativa sobre como vão ser as manifestações previstas para o próximo domingo. Será que vão conseguir reunir milhares de pessoas como foi em junho de 2013? Vão ser pacíficas ou vamos ter confusão nas grandes cidades? O caráter de ausência de lideranças e partidos políticos vai prevalecer? A pauta diversificada de reivindicações vai conseguir dar um recado às autoridades?

Outro dia estava revendo fotos das manifestações de 2013 e lendo as mensagens expostas em faixas e cartazes. Todo mundo foi pra rua com uma grande vontade de dizer que estava insatisfeito. Tomando aquela situação como exemplo, pode-se concluir que pouca coisa mudou. Provavelmente quem for para a rua no domingo vai poder usar as mesmas mensagens de dois anos atrás.

O povo, que tem todo o direito de protestar, poderia ter dado um grande passo nas eleições de 2014 sem depender muito da vontade dos outros. A insatisfação poderia ter sido expressa com a eleição de políticos diferentes, novos de ideias e posturas. Não deveria ter reeleito ninguém, mas não foi o que se viu. Agora parece que se exige um terceiro turno que não faz parte das regras.

A grande pauta dos protestos de domingo deveria ser dar um basta na corrupção e acabar com a impunidade. E isso em todos os níveis. Esta praga corrói o judiciário, o legislativo, e o executivo e precisa ser combatida, doa a quem doer. As manifestações de domingo precisam ficar marcadas como uma grande virada e história e não como mais um festival de selfies para registrar nas redes sociais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Corroídos pela corrupção

A presidenta reeleita Dilma Roussef (PT) tem como grande compromisso vencer a corrupção. O baixo nível da campanha focou em ataques pessoais e aos partidos dos candidatos. A conclusão que ficou é que os dois tiveram ou ainda têm muito envolvimento com escândalos. Espera-se que no futuro não tenham mais.

A corrupção corrói as riquezas nacionais. Bota no ralo recursos importantes para garantir mais saúde, educação, segurança, infraestrutura. É uma doença nacional que precisa ser curada.

As manifestações de junho de 2013 não foram devidamente expressadas nas urnas. No congresso e assembleias houve pouca renovação. Apenas parte do recado foi dado. Quase 40 milhões de abstenções e votos nulos e brancos no primeiro e segundo turno. Ninguém aguenta mais eleições a cada dois anos e candidatos sem propostas.

A grande mídia fala agora numa divisão do país após o resultado das eleições. Alguns até ressuscitam o movimento separatista (e inconstitucional) ‘O Sul é meu país’. Pois fica a pergunta: nesta separação, Santa Catarina seria o novo Nordeste, já que somos o estado mais pobre do Sul? Numa votação de dois turnos, é até óbvio falar em divisão, pois o eleitor tinha a opção de votar num ou noutro.

O que se deve observar nesta votação apertada é o fortalecimento da oposição. Nomes de peso foram eleitos para o Senado e congresso dando uma expectativa de boas discussões. Uma oposição mais forte será bem melhor para todos, inclusive para melhorar as ações do governo.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Crime hediondo: teoria e prática

O Senado aprovou mudança na Lei que inclui o crime de corrupção entre os crimes hediondos. Se ver político sendo preso já é difícil imagine agora ser enquadrado em corrupção? A vigilância da população que foi às ruas para protestar deve ser permanente para cobrar que as reivindicações sejam cumpridas na teoria e na prática também.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O copo transbordou

Um médico alergista costuma explicar ao paciente que ao longo da vida é como se fosse enchendo um copo com as coisas que causam a alergia. Mas chega um dia, este copo transborda e as reações alérgicas se manifestam no corpo do doente.

Seria mais ou menos o que está acontecendo com a sociedade brasileira e com os protestos que se espalham pelo país. Os vinte centavos das passagens dos ônibus seriam o que fez transbordar o copo da paciência.

Falta de recursos para a educação, para a saúde, para reajustar a tabela do SUS, para construir hospitais, para dar segurança, respeito aos aposentados, saneamento básico, os escândalos de corrupção, superfaturamento de obras, impunidade, reformas na legislação que nunca saem como a política, a penal e a tributária, PEC 37, auxílio-alimentação do judiciário, auxílio-moradia de deputados, controle da inflação, gastos excessivos com os estádios para a Copa, ufa! É uma lista que pode ser quase interminável, mas que é suficiente para transbordar qualquer copo.

Os protestos vão crescer mais? Até onde isso vai chegar? Teremos conquistas?

Como em todo tratamento médico, a vigilância tem que ser permanente. A classe política precisa ser lembrada diariamente que tem que agir em sintonia com as necessidades da população.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Corrupção é corrupção

O ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), afirmou, em entrevista à edição de segunda-feira (30/4) do jornal Folha de S. Paulo, que a corrupção cresceu significativamente em relação à época em que ocupou a Presidência da República. Não sei o que é pior. Um presidente admitir que sabia o tamanho de corrupção eu seu governo. Ou ainda amenizar a situação comparando com os governos seguintes. Triste mesmo é saber que nenhum deles (ex-presidentes e atual) pouco fez ou faz para acabar com ela.

segunda-feira, 26 de março de 2012

No Rio de Janeiro e aqui?

Sabe aquela reportagem do Fantástico que denunciou o esquema de corrupção no setor de compras de um hospital do Rio de Janeiro? Pois o deputado estadual Joares Ponticelli declarou no último sábado (24/3) durante o programa Frente a Frente, da Rádio Bandeirantes AM, que se reportagem semelhante fosse feita na Prefeitura de Tubarão também renderia denúncias do mesmo tipo. A grave acusação do deputado não deveria ficar apenas na falácia. Se a imprensa local não tem como apurar, o Ministério Público poderia se manifestar e pedir mais detalhes ao deputado, não acham?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Manifestação contra a corrupção

Um grupo de moradores de Tubarão resolveu protestar contra a corrupção no país. O manifesto ocorreu na Avenida Marcolino Martins Cabral

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Falta de punição incentiva a corrupção

Qual a forma de combater a corrupção no Brasil? Falta de punição aos envolvidos e a lentidão da justiça são causas do problema? Acompanhe o que diz o jornalista e professor, Laudelino José Sardá

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Correr para qual lado?

Algumas pessoas sugerem a criação de mais um Ministério, no caso o da Defesa Civil Emergência e Socorro, para diminuir os escândalos de desvio de verbas públicas enviadas para a recuperação de municípios. Mas tomando o exemplo da quadr...., quero dizer, da turma que está caindo do Ministério dos Transportes, será que criar mais um Ministério seria a solução? Bom, deixar com as prefeituras também parece não ser uma boa ideia. Em Teresópolis, severamente atingida por temporais em janeiro deste ano, a Controladoria Geral da União (CGU), encontrou indícios de desvios de R$ 7 milhões enviados pelo Governo Federal. Ou seja, o cidadão comum não tem para onde correr.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Centro de Investigações Especiais integrará trabalho das polícias

O combate aos crimes que exigem o serviço de inteligência da polícia agora terá um reforço em todo o sul catarinense. Desde o início deste mês está em fase de implantação o Centro de Investigações Especiais, que vai integrar o trabalho das forças policiais

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Miséria social

O Brasil tem formas de combater a corrupção, sim, basta vontade da justiça, do executivo e do legislativo. Há países, como a Filândia, que zeraram a corrupção com mecanismos eficientes de combate.

Há exemplos que fogem à compreensão e provocam revolta na população. Por exemplo: é possível um secretário de estado ou de um município, que ganhe menos de R$ 6 mil por mês, comprar um imóvel no valor de R$ 800 mil ou mais? Por que, diante desses exemplos abomináveis, o Ministério Público não investiga?

Há uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que revela um dado estarrecedor: cerca de R$ 200 bilhões de reais, ou seja, 10% do PIB brasileiro, são roubados por ano dos governo federal, estadual e municipal, além de empresas estatais.
Enquanto isso, a sociedade vive na miséria social.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A torneira que não quer fechar

A Controladoria Geral da União tem fiscalizado o repasse de recursos federais aos municípios brasileiros. Até agora 30% foram fiscalizados e os números não são nada satisfatórios. Os escândalos de corrupção já começam nos municípios brasileiros.

Muito se fala e se dá destaque para os escândalos no Congresso Nacional e Senado Federal. Desvio de dinheiro que atinge números estratosféricos. Só que a investigação que a Controladoria Geral da União vem fazendo nos municípios brasileiros indica que o problema começa bem mais perto, no nosso quintal.

Cerca de 95% das cidades visitadas até agora pelos fiscais do CGU apresentam algum tipo de irregularidade administrativa. São licitações fraudadas, comprovação de gastos com notas frias e falsas e apropriação indevida dos recursos públicos.

O orçamento da União destina aos mais de 5.600 municípios brasileiros cerca de R$ 90 bilhões. É muito dinheiro e pouca fiscalização. Não se sabe, por exemplo, quando os fiscais da União voltarão aos municípios. E mais, a escolha das cidades é feita por sorteio porque não se tem condições de visitar todas.

Eu não estou falando aqui de nenhum caso específico de nossa região, mas estou falando de um alerta que é preciso fazer. Somente a sociedade unida e mobilizada pode contribuir para mudar esta realidade.

Se cobra, e muito, pela realização de obras e projetos. As prefeituras, com poucos recursos, tem que buscar dinheiro na esfera federal para realizar estes projetos. Mas quem fiscaliza?

A mesma sociedade que se une para cobrar também deve se unir para fiscalizar. Esta torneira de desperdício do dinheiro público tem que ser fechada. Se a Controladoria Geral da União não tem condições de fazer isso sozinha porque não receber ajuda da população?

Se vivemos uma época de prosperidade econômica e crescimento social como se propaga, precisamos garantir a aplicação dos recursos e diminuir os índices de corrupção para fazer que isso seja realmente uma realidade.

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Corrupção nanica, estrago gigante

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lei contra corrupção eleitoral já cassou 667 prefeitos e vereadores

Criada para por um freio na corrupção eleitoral, a Lei 9.840/99 completou 10 anos (28/9) com um saldo de pelo menos 667 políticos cassados por compra de votos. Levantamento divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que, entre 2000 e 2009, 460 prefeitos e vice-prefeitos perderam os mandatos por terem sido flagrados na tentativa de captar votos irregularmente.

Além da perda da função pública, a Lei 9.840 impôs multa que hoje equivale a mais de R$ 96 mil ao candidato que “doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição”.

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