Dilma Roussef (PT) não deveria ter sido a vencedora das eleições de 2014. O projeto político do PT já estava com o prazo de validade vencido, mas a oposição foi incompetente em apresentar um nome que pudesse representar novidade e esperança. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não conseguiram convencer o eleitor. Ficou na história daquela eleição, o talvez, caso Eduardo Campos (PSB) não tivesse perdido a vida num desastre de avião.
Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.
Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.
Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
O bolo continua loteado
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Cenário imprevisível
Toda morte trágica e repentina é lamentável. E o acidente aéreo que tirou a vida de sete pessoas ontem no litoral paulista, entre eles o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, tem este sentimento. Simpatizantes ou não do candidato lamentaram as mortes.
E de uma forma que ninguém deseja, o cenário político foi radicalmente alterado sem a presença de um dos principais candidatos que até agora aparecia em terceiro lugar nas pesquisas. O partido vai ter até o próximo sábado, dia 23, para nomear um substituto, o que já indicou que vai ser feito, após as devidas homenagens a Campos.
O mais óbvio pode parecer que a candidata à vice, Marina Silva, assuma o posto de candidata e se indique outro vice. Mas, o fato é que isto não é tão certo assim. Marina só filiou-se ao PSB por não ter conseguido o registro da Rede Sustentabilidade. Sua presença na chapa era bancada por Eduardo Campos.
Se ela teria um desempenho melhor ou pior, ou se a morte do candidato terá uma influência emocional no eleitor e na campanha só o tempo pode dizer. Agora tudo não passa de especulação.
Em Santa Catarina, se Marina ou outro nome identificado com a esquerda sair como candidato, a família Bornhausen deve abraçar outra chapa. O candidato ao Senado pelo PSB, Paulinho Bornhausen, deve transferir o apoio para o candidato do PSDB, Aécio Neves.
De qualquer forma os constrangimentos político-partidários continuariam. O próprio Paulinho, que é coligado com Paulo Bauer (PSDB), tem o apoio de Raimundo Colombo (PSD), que é coligado com o PMDB, que tem como candidato Dário Berger.
Com a morte de Eduardo Campos, é possível que o cenário comece a ficar mais definido para o eleitor catarinense, mas a sala deve continuar com o mesmo tempero amargo de antes.
E de uma forma que ninguém deseja, o cenário político foi radicalmente alterado sem a presença de um dos principais candidatos que até agora aparecia em terceiro lugar nas pesquisas. O partido vai ter até o próximo sábado, dia 23, para nomear um substituto, o que já indicou que vai ser feito, após as devidas homenagens a Campos.
O mais óbvio pode parecer que a candidata à vice, Marina Silva, assuma o posto de candidata e se indique outro vice. Mas, o fato é que isto não é tão certo assim. Marina só filiou-se ao PSB por não ter conseguido o registro da Rede Sustentabilidade. Sua presença na chapa era bancada por Eduardo Campos.
Se ela teria um desempenho melhor ou pior, ou se a morte do candidato terá uma influência emocional no eleitor e na campanha só o tempo pode dizer. Agora tudo não passa de especulação.
Em Santa Catarina, se Marina ou outro nome identificado com a esquerda sair como candidato, a família Bornhausen deve abraçar outra chapa. O candidato ao Senado pelo PSB, Paulinho Bornhausen, deve transferir o apoio para o candidato do PSDB, Aécio Neves.
De qualquer forma os constrangimentos político-partidários continuariam. O próprio Paulinho, que é coligado com Paulo Bauer (PSDB), tem o apoio de Raimundo Colombo (PSD), que é coligado com o PMDB, que tem como candidato Dário Berger.
Com a morte de Eduardo Campos, é possível que o cenário comece a ficar mais definido para o eleitor catarinense, mas a sala deve continuar com o mesmo tempero amargo de antes.
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
Sem garantias
Vai longe o tempo em que os políticos transferiam votos com facilidade para quem quisessem. O caudilho Leonel Brizola, que era bom de votos por aqui tentou isso uma vez com Manoel Dias (PDT), este mesmo que agora é Ministro do Trabalho. Não deu em nada e Maneca nem chegou perto de uma vaga para deputado estadual nas eleições de 1990. E olha que Brizola recém tinha sido candidato a presidente!
Mais recentemente, o prefeito de Braço do Norte Ademir Matos (PMDB) venceu com folga as eleições municipais de 2008, mas acabou não assumindo. Nas eleições complementares lançou a esposa Zalene (PMDB) como candidata e acabaram derrotados por Vânio Uliano (PP). O eleitor queria Ademir e não Zalene.
No ano passado, em Tubarão, muita gente achava a chapa Edinho Bez (PMDB) e Deka May (PP) imbatível. Após a derrota confirmou-se a rejeição identificada nas pesquisas prévias. Os que queriam Deka não toparam votar em Edinho.
Portanto, é possível duvidar se os simpatizantes de Marina Silva e os estimados 20 milhões de eleitores irão apoiar a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB) só porque ela o fez. A filiação de última hora criou evidentemente um fato novo e de repercussão. Mas ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo.
Mais recentemente, o prefeito de Braço do Norte Ademir Matos (PMDB) venceu com folga as eleições municipais de 2008, mas acabou não assumindo. Nas eleições complementares lançou a esposa Zalene (PMDB) como candidata e acabaram derrotados por Vânio Uliano (PP). O eleitor queria Ademir e não Zalene.
No ano passado, em Tubarão, muita gente achava a chapa Edinho Bez (PMDB) e Deka May (PP) imbatível. Após a derrota confirmou-se a rejeição identificada nas pesquisas prévias. Os que queriam Deka não toparam votar em Edinho.
Portanto, é possível duvidar se os simpatizantes de Marina Silva e os estimados 20 milhões de eleitores irão apoiar a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB) só porque ela o fez. A filiação de última hora criou evidentemente um fato novo e de repercussão. Mas ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Propaganda partidária - PSB
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) exibe, nesta quinta-feira (19/5), o programa partidário em cadeia nacional de rádio e tevê. A propaganda tem a duração de dez minutos e vai ao ar às 20h no rádio e às 20h30 na televisão. O programa tem como apresentador o presidente Nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os temas que serão abordados são os investimentos e êxitos alcançados pelo PSB nos últimos anos, reforma política e crescimento do partido.
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