O discurso de um deputado federal do PSDB do Rio Grande do Sul, Nelson Marchezan Junior, circula por algumas redes sociais sem muito alarde, mas toca num assunto que merece uma reflexão e até mesmo repercussão. Ele fala sobre o aumento dos salários no setor público e de como a crise parece não ter afetado tanto este setor.
Marchezan apresenta um número de 200 mil empresas fechando no país, ao mesmo tempo em que todos os setores públicos (executivo, legislativo e judiciário), têm os seus salários em dia e grande parte com aumentos.
O deputado ressalta que existe uma completa desconexão do setor público com a vida real do Brasil, dos problemas da sociedade, mais especificamente do momento econômico. Mas eu acrescentaria que a população em geral também não acordou completamente para esta situação.
Desde 2013 estamos vendo manifestações populares. Elas buscam a desvinculção dos partidos políticos, em alguns momentos não tiveram uma pauta definida e este ano tiveram o foco no impeachment, com movimentos a favor e contra.
É de se pensar que as vezes, as manifestações deveriam ser constantes, pois a classe política vive desafiando a paciência e apostando na falta de vigilância da população. Pois como pode milhares de pessoas se mobilizarem para apoiar ou não o impeachment e ao mesmo tempo, aceitar de braços cruzados a aprovação de aumentos salariais, que só complicam as despesas públicas, tiram dinheiro dos serviços básicos da população e fazem crescer o rombo da dívida pública?
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quinta-feira, 9 de junho de 2016
Maioria acha que nada mudou
A consulta feita pela Confederação Nacional dos Transportes indica que o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) tem avaliação positiva de 11% dos entrevistados, contra 28% de avaliação negativa. Para 30%, a avaliação é regular e outros 30% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge quase 34% contra 40% de desaprovação. Quase 55% disseram que o governo de Temer está igual ao de Dilma Rousseff (PT) e que não se percebe nenhuma mudança no país. Para 20%, está melhor, e para outros 15% está pior. Além disso, para 46%, a corrupção no governo Temer será igual ao do governo Dilma. 28% acreditam que vai ser menor e 18% consideram que vai ser maior.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Interino das baixas
Na semana em que Michel Temer (PMDB) vai completar um mês no cargo de presidente interino pode-se dizer que pouca coisa mudou no governo. Dois ministros já caíram, três já estão quase fora e pelos menos mais dois podem fazer parte desta lista.
A situação já era esperada desde o início quando foi montado um governo com nomes suspeitos e envolvidos nas denúncias da Lava-Jata. Temer até pode dizer a todo momento que não vai parar as investigações, mas nomeou ministros e assessores que tentam fazer este trabalho sujo.
A montagem do ministério do presidente interino deveria ter sido muito mais transparente com a sociedade do que uma negociata com os partidos politicos. A chantagem do congresso em nome da governabilidade continuou e só poderia dar nisso mesmo. Mais escândalos envolvendo quem está no poder.
A nomeação de Temer até acalmou um pouco a situação, mas tudo continua parado, em ritmo de observação. Acredito que a população aguardava por mais agilidade, mas o peso da morosa burocracia brasileira fala mais alto nestas horas.
O que mudou mesmo nestas últimas semanas foi a falta de pesquisas para avaliar a popularidade de Temer. Este tipo de informação pipocava todos os dias na mídia na véspera do afastamento de Dilma Roussef (PT), mas agora sumiu. Será que daqui há pouco vamos ter manifestos pedindo a volta de quem saiu? Ou dá pra sonhar mais alto ainda imaginando eleiçoes gerais e uma tentativa de limpeza completa do governo?
A situação já era esperada desde o início quando foi montado um governo com nomes suspeitos e envolvidos nas denúncias da Lava-Jata. Temer até pode dizer a todo momento que não vai parar as investigações, mas nomeou ministros e assessores que tentam fazer este trabalho sujo.
A montagem do ministério do presidente interino deveria ter sido muito mais transparente com a sociedade do que uma negociata com os partidos politicos. A chantagem do congresso em nome da governabilidade continuou e só poderia dar nisso mesmo. Mais escândalos envolvendo quem está no poder.
A nomeação de Temer até acalmou um pouco a situação, mas tudo continua parado, em ritmo de observação. Acredito que a população aguardava por mais agilidade, mas o peso da morosa burocracia brasileira fala mais alto nestas horas.
O que mudou mesmo nestas últimas semanas foi a falta de pesquisas para avaliar a popularidade de Temer. Este tipo de informação pipocava todos os dias na mídia na véspera do afastamento de Dilma Roussef (PT), mas agora sumiu. Será que daqui há pouco vamos ter manifestos pedindo a volta de quem saiu? Ou dá pra sonhar mais alto ainda imaginando eleiçoes gerais e uma tentativa de limpeza completa do governo?
segunda-feira, 6 de junho de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
O bolo continua loteado
Dilma Roussef (PT) não deveria ter sido a vencedora das eleições de 2014. O projeto político do PT já estava com o prazo de validade vencido, mas a oposição foi incompetente em apresentar um nome que pudesse representar novidade e esperança. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não conseguiram convencer o eleitor. Ficou na história daquela eleição, o talvez, caso Eduardo Campos (PSB) não tivesse perdido a vida num desastre de avião.
Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.
Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.
Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!
Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.
Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.
Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!
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terça-feira, 10 de maio de 2016
‘Tão’ nem aí
Os políticos estão cansados de provar que não estão nem aí para a população. Atuam sempre em benefício próprio. Crise e desemprego pra eles não existe. Pois o salário e as mordomias deles estão garantidas todos os meses. O país está parado aguardando o desenrolar do Impeachment. Mas pra eles, o que importa? Quanto mais tumultuado e duvidoso melhor. Amanhã, o Senado vota o parecer da comissão, mas será que Dilma se afasta? Será que não vai se apegar nestas decisões de vai e vem para se segurar no cargo com medidas judiciais? Estão brincando com as instituições. O descrédito é geral e estão dando brecha pra coisa pior acontecer. Quem nos salva?
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Já de olho no Senado
Domingo vamos vivenciar um capítulo importante da história política brasileira. É praticamente certo que a Câmara dos Deputados vai aprovar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT). Isso é tão certo que o burburinho em Brasília é de que o governo já trabalha para obter os votos necessários no Senado, para onde vai seguir o processo, pois na Câmara a fatura já estaria perdida.
Ontem mesmo a presidente recebeu dez jornalistas para falar que se vencer a votação, vai propor um pacto para tentar governar, o que não conseguiu até agora nestes 15 meses do segundo mandato. Mas para quem estava presente, a fala dela era de quem sabe que vai ser difícil vencer a votação de domingo.
Por isso, no Senado, o governo acredita que vai ter mais força para segurar os votos necessários para evitar o impeachment. Na Câmara é preciso um terço, ou 171 votos para rejeitar o processo, e no Senado, esta votação muda para uma maioria simples, com 41 votos. Na matemática era mais fácil garantir os votos na Câmara o que se vê agora que ficou bem complicado.
Mas para a população, que não tem o poder do voto direto sobre a votação da Câmara e do Senado, vale manter a atenção sobre o movimento que é feito por partidos políticos e parlamentares na última hora. Para quem sempre foi oposição, nada mais coerente do que votar pelo impeachment. Agora aqueles que fizeram parte do governo até a véspera de ele ruir, merecem o descrédito e a desconfiança, dedicada aos oportunistas. Eles fazem parte do fracasso.
Pra finalizar, ainda é preciso esclarecer que o afastamento de Dilma só será efetivado após a apreciação do Senado, que não tem prazo nenhum para ocorrer. O que significa que esta agonizante inércia vai durar mais algum tempo. Dá para arriscar dizer que depois de outubro de 2014, o Brasil fechou para balanço e não reabriu até agora.
Ontem mesmo a presidente recebeu dez jornalistas para falar que se vencer a votação, vai propor um pacto para tentar governar, o que não conseguiu até agora nestes 15 meses do segundo mandato. Mas para quem estava presente, a fala dela era de quem sabe que vai ser difícil vencer a votação de domingo.
Por isso, no Senado, o governo acredita que vai ter mais força para segurar os votos necessários para evitar o impeachment. Na Câmara é preciso um terço, ou 171 votos para rejeitar o processo, e no Senado, esta votação muda para uma maioria simples, com 41 votos. Na matemática era mais fácil garantir os votos na Câmara o que se vê agora que ficou bem complicado.
Mas para a população, que não tem o poder do voto direto sobre a votação da Câmara e do Senado, vale manter a atenção sobre o movimento que é feito por partidos políticos e parlamentares na última hora. Para quem sempre foi oposição, nada mais coerente do que votar pelo impeachment. Agora aqueles que fizeram parte do governo até a véspera de ele ruir, merecem o descrédito e a desconfiança, dedicada aos oportunistas. Eles fazem parte do fracasso.
Pra finalizar, ainda é preciso esclarecer que o afastamento de Dilma só será efetivado após a apreciação do Senado, que não tem prazo nenhum para ocorrer. O que significa que esta agonizante inércia vai durar mais algum tempo. Dá para arriscar dizer que depois de outubro de 2014, o Brasil fechou para balanço e não reabriu até agora.
terça-feira, 15 de março de 2016
Manifestar e reformar
As manifestações registradas no domingo em todo o Brasil são válidas e demonstram que parte da população não está satisfeita com toda a corrupção que escorre de Brasília e demais repartições. Neste ritmo, o impeachment da presidenta Dilma Roussef (PT) é algo cada vez mais possível. Mas de nada adianta se manifestar agora, em março, e em outubro o resultado das urnas apresentar pouca ou nenhuma novidade.
Em 2013 tivemos protestos ainda maiores, contra o aumento das passagens, contra a Copa do Mundo e também contra o Governo. Mas um ano depois o que aconteceu? Quantos envolvidos em escândalos agora foram reeleitos?
Muita gente não gostou de ver políticos no meio das manifestações, mas o fato é que sem a política não vai ser possível fazer mudanças. E é isso que as pessoas precisam entender. Temos que acabar com a politicagem e precisamos encontrar políticos capazes de fazer as mudanças necessárias. Estes que estão aí já provaram que não vão fazer.
As eleições deste ano, são para os municípios, que pouco podem fazer para mudar a estrutura política que vem de Brasília. Mas pode ser um começo.
Mas se houver o impeachment, que venham também as reformas necessárias para termos mudanças significativas. Vamos dar um fim à reeleição? Vamos dar um basta para a criação de partidos que tem como objetivo apenas ocupar cargos? Vamos adotar o voto distrital como forma de garantir a representação regional? Vamos adotar o parlamentarismo para permitir que governos fracos e sem representação continuem no comando?
Há muitos outros pontos que precisam mudar, mas são reflexões que precisam ser feitas juntos com os novos protestos que virão. Caso contrário vamos novamente e somente, ter boas fotos para publicar nas redes sociais.
Em 2013 tivemos protestos ainda maiores, contra o aumento das passagens, contra a Copa do Mundo e também contra o Governo. Mas um ano depois o que aconteceu? Quantos envolvidos em escândalos agora foram reeleitos?
Muita gente não gostou de ver políticos no meio das manifestações, mas o fato é que sem a política não vai ser possível fazer mudanças. E é isso que as pessoas precisam entender. Temos que acabar com a politicagem e precisamos encontrar políticos capazes de fazer as mudanças necessárias. Estes que estão aí já provaram que não vão fazer.
As eleições deste ano, são para os municípios, que pouco podem fazer para mudar a estrutura política que vem de Brasília. Mas pode ser um começo.
Mas se houver o impeachment, que venham também as reformas necessárias para termos mudanças significativas. Vamos dar um fim à reeleição? Vamos dar um basta para a criação de partidos que tem como objetivo apenas ocupar cargos? Vamos adotar o voto distrital como forma de garantir a representação regional? Vamos adotar o parlamentarismo para permitir que governos fracos e sem representação continuem no comando?
Há muitos outros pontos que precisam mudar, mas são reflexões que precisam ser feitas juntos com os novos protestos que virão. Caso contrário vamos novamente e somente, ter boas fotos para publicar nas redes sociais.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Uma chance ao parlamentarismo
Na semana passada falei aqui que esta história de voltar a ter as eleições em cédulas de papel, era uma boa oportunidade para acabar com as eleições a cada dois anos.
Agora, com este novo processo de impeachment, também temos uma nova oportunidade de discutir a troca de presidencialismo pelo parlamentarismo. No parlamentarismo, a troca de um governo poderia ser menos traumática do que é no presidencialismo.
Como se sabe, no parlamentarismo, o primeiro ministro é a figura responsável pelos principais atos de gestão do governo. Mas não tem um mandato pré-determinado. Pode ser destituido a qualquer hora pelo parlamento. Este primeiro ministro será escolhido pelo partido ou coligação que tiver maior representação no parlamento.
Se houver necessidade de troca, escolhe-se um novo líder entre esta base. Não há no parlamentarismo, um primeiro ministro sem apoio do congresso.
Neste sistema, teríamos também um parlamento eleito pelo voto distrital. Todas as regiões saberiam quem são os seus verdadeiro representantes. As campanhas eleitorais seriam mais baratas.
É claro que esta discussão não cabe exatamente agora, quando que é necessário decidir pelo sim ou pelo não do impeachment da presidente Dilma Roussef. Mas os brasileiros que pedem uma definição sobre o assunto, devem continuar a pressão para que o sistema político seja revisto.
Não é possível, por exemplo, que os senhores deputados possam entrar em recesso parlamentar na hora que o circo está pegando fogo. Este processo de impeachment não pode ficar para depois do Carnaval, sob a desculpa de que a pressa beneficia Dilma.
E o restante do país? Como fica com essa demora? Nós brasileiros vamos ter que esperar até quando? Os processos de impeachmet são coisa muito séria. Interrompem o mandato de quem foi eleito num sistema democrático. São dolorosos, apesar de as vezes serem necessários.
Deve haver pressão popular sim para se resolver o assunto. Primeiro pelo sim ou pelo não ao processo de impeachment. E depois, seja qual for o resultado, por mudanças no sistema político. Caso contrário, será novamente um tempo ruim passado em vão.
Agora, com este novo processo de impeachment, também temos uma nova oportunidade de discutir a troca de presidencialismo pelo parlamentarismo. No parlamentarismo, a troca de um governo poderia ser menos traumática do que é no presidencialismo.
Como se sabe, no parlamentarismo, o primeiro ministro é a figura responsável pelos principais atos de gestão do governo. Mas não tem um mandato pré-determinado. Pode ser destituido a qualquer hora pelo parlamento. Este primeiro ministro será escolhido pelo partido ou coligação que tiver maior representação no parlamento.
Se houver necessidade de troca, escolhe-se um novo líder entre esta base. Não há no parlamentarismo, um primeiro ministro sem apoio do congresso.
Neste sistema, teríamos também um parlamento eleito pelo voto distrital. Todas as regiões saberiam quem são os seus verdadeiro representantes. As campanhas eleitorais seriam mais baratas.
É claro que esta discussão não cabe exatamente agora, quando que é necessário decidir pelo sim ou pelo não do impeachment da presidente Dilma Roussef. Mas os brasileiros que pedem uma definição sobre o assunto, devem continuar a pressão para que o sistema político seja revisto.
Não é possível, por exemplo, que os senhores deputados possam entrar em recesso parlamentar na hora que o circo está pegando fogo. Este processo de impeachment não pode ficar para depois do Carnaval, sob a desculpa de que a pressa beneficia Dilma.
E o restante do país? Como fica com essa demora? Nós brasileiros vamos ter que esperar até quando? Os processos de impeachmet são coisa muito séria. Interrompem o mandato de quem foi eleito num sistema democrático. São dolorosos, apesar de as vezes serem necessários.
Deve haver pressão popular sim para se resolver o assunto. Primeiro pelo sim ou pelo não ao processo de impeachment. E depois, seja qual for o resultado, por mudanças no sistema político. Caso contrário, será novamente um tempo ruim passado em vão.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Impeachment ou contra-ataque?
O último processo de impeachment aceito foi contra o ex-presidente Fernando Collor, que acabou sendo afastado. Isso lá em 1992. Já se vão 23 anos.
Mas foi o próprio Collor que escreveu anos depois, num livro onde tenta se explicar do processo que “pedidos de impeachment contra os presidentes da República transformaram-se numa atividade rotineira do presidencialismo. Todos os chefes de Governo sob a Constituição de 1946, à exceção do marechal Dutra e do presidente Jânio Quadros, e todos os demais, depois do fim do regime militar: José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram pedidos de impeachment, alguns subscritos por parlamentares, outros por anônimos em busca de notoriedade.”
A lista aumenta agora com Dilma Roussef, e que neste caso teve o processo autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Se vai resultar em afastamento ou não, é outro assunto que ainda vai se arrastar por um bom tempo. É isso que talvez preocupa mais. O país veio parando em 2015 e se desenha um 2016 ainda pior.
A credibilidade de Cunha para autorizar o processo também é altamente questionável e este argumento vai ser usado a toda hora para tentar desqualificar o processo.
Será que se ele não tivesse perdido o apoio na Comissão de Ética que discute a cassação do mandato dele, Cunha autorizaria o processo?
Julgamentos de impeachment nem sempre levam em conta os crimes investigados e o cenário político e o apoio popular geralmente prevalecem. A popularidade Dilma já perdeu, resta saber até quando terá apoio no parlamento para se sustentar no governo.
Mas foi o próprio Collor que escreveu anos depois, num livro onde tenta se explicar do processo que “pedidos de impeachment contra os presidentes da República transformaram-se numa atividade rotineira do presidencialismo. Todos os chefes de Governo sob a Constituição de 1946, à exceção do marechal Dutra e do presidente Jânio Quadros, e todos os demais, depois do fim do regime militar: José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram pedidos de impeachment, alguns subscritos por parlamentares, outros por anônimos em busca de notoriedade.”
A lista aumenta agora com Dilma Roussef, e que neste caso teve o processo autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Se vai resultar em afastamento ou não, é outro assunto que ainda vai se arrastar por um bom tempo. É isso que talvez preocupa mais. O país veio parando em 2015 e se desenha um 2016 ainda pior.
A credibilidade de Cunha para autorizar o processo também é altamente questionável e este argumento vai ser usado a toda hora para tentar desqualificar o processo.
Será que se ele não tivesse perdido o apoio na Comissão de Ética que discute a cassação do mandato dele, Cunha autorizaria o processo?
Julgamentos de impeachment nem sempre levam em conta os crimes investigados e o cenário político e o apoio popular geralmente prevalecem. A popularidade Dilma já perdeu, resta saber até quando terá apoio no parlamento para se sustentar no governo.
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