Nas últimas duas eleições consegui fazer levantamentos sobre os candidatos que tinham domicílio eleitoral na região sul (envolvendo as três microrregiões). Em 2010, foram 62 nomes entre candidatos a deputado estadual, federal, suplente de senador, senador, vice-governador e governador. Em 2014, o número cresceu para 69 (só de vice-governador eram cinco). Não tenho os número de votos absolutos recebidos por esta turma mas o fato é que o número de deputados eleitos na Alesc caiu e na Câmara ficou o mesmo.
As listas completas você pode conferir aqui:
Voto Regional 2010 – 62 nomes do Sul
Voto Regional 2014 - 69 candidatos do Sul
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segunda-feira, 2 de abril de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Já vai tarde
O discurso do deputado federal Tiririca (PR-SP), dizendo que vai abandonar a política e que não vai ser candidato a reeleição em 2018 provocou reações diversas de apoio e de insatisfação. Com um tom de coitadinho justificou que estava desapontado com a classe política e que por isso iria sair.
Mas vamos a alguns fatos leitor. O discurso do parlamentar foi o primeiro e provavelmente o último em sete anos de mandato (ainda tem mais um ano pela frente). Demorou tudo isso para ter o que falar? E ainda, só depois de sete anos e vencimentos de R$ 33.763,00 por mês (R$ 438.919,00 por ano = a R$ 3.072.433,00 até agora) ele resolveu dizer que vai largar tudo. E lembro, ainda tem 2018 inteiro de salário garantido.
Neste período, o deputado nunca havia percebido que foi usado apenas como um puxador de votos? Em 2010, com mais de 1,3 milhões de votos elegeu outros com votação bem menor, mas beneficiados pela legenda da coligação. Em 2014, novamente votação acima de 1 milhão, e sem coligação o partido elegeu outros cinco deputados, um deles com apenas 32 mil votos.
E ainda, pra confirmar que na verdade ele já vai tarde, recordo de uma das mensagens que ele propagava na primeira campanha eleitoral. "Oi, eu sou o Tiririca da televisão. Sou candidato a deputado federal. O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto." E parece que demorou muito para descobrir?
Mas vamos a alguns fatos leitor. O discurso do parlamentar foi o primeiro e provavelmente o último em sete anos de mandato (ainda tem mais um ano pela frente). Demorou tudo isso para ter o que falar? E ainda, só depois de sete anos e vencimentos de R$ 33.763,00 por mês (R$ 438.919,00 por ano = a R$ 3.072.433,00 até agora) ele resolveu dizer que vai largar tudo. E lembro, ainda tem 2018 inteiro de salário garantido.
Neste período, o deputado nunca havia percebido que foi usado apenas como um puxador de votos? Em 2010, com mais de 1,3 milhões de votos elegeu outros com votação bem menor, mas beneficiados pela legenda da coligação. Em 2014, novamente votação acima de 1 milhão, e sem coligação o partido elegeu outros cinco deputados, um deles com apenas 32 mil votos.
E ainda, pra confirmar que na verdade ele já vai tarde, recordo de uma das mensagens que ele propagava na primeira campanha eleitoral. "Oi, eu sou o Tiririca da televisão. Sou candidato a deputado federal. O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto." E parece que demorou muito para descobrir?
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Sem repetição de voto
Uma outra pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas indica que 71,6% dos eleitores não repetiriam em 2018 o voto de 2014 para a Câmara dos Deputados. Isso não significa que teria uma renovação na mesma proporção, pois o voto pode mudar de um candidato que disputa a reeleição para outra na mesma condição, mas demonstra a insatisfação do eleitor. Outro problema para seria as poucas novidades que surgem entre os candidatos. Mas e você leitor? Você repetiria o seu voto de 2014 em 2018?
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Matiolla no PSB?
O professor José Matiolla foi convidado pelo deputado estadual Cleiton Salvaro para se filiar ao PSB e ser um dos candidatos do partido a deputado federal em 2018. Matiolla, que já foi do PPS, e hoje está filiado ao PP, disse que ficou satisfeito por ter sido lembrado, mas não definiu nada. O professor disse ainda que a decisão de deixar o PP ou ser candidato depende de conversar com lideranças do partido como o prefeito Joares Ponticelli e o chefe de gabinete Laércio Menegaz e também dos compromissos profissionais. Matiolla é diretor do Colégio Dehon, escola mantida pela Fundação Unisul.
O convite ao professor tubaronense faz parte das estratégias do PSB para as eleições 2018. Salvaro foi eleito deputado em 2014 com apenas 14.986 votos e para a reeleição busca ter o maior número de candidatos a deputado federal como aliados na campanha. No ano passado, o partido elegeu 10 prefeitos em Santa Catarina, dois deles aqui no Sul. Nivaldo de Souza, em Capivari de Baixo, e Eder Mattos, em Meleiro.
O convite ao professor tubaronense faz parte das estratégias do PSB para as eleições 2018. Salvaro foi eleito deputado em 2014 com apenas 14.986 votos e para a reeleição busca ter o maior número de candidatos a deputado federal como aliados na campanha. No ano passado, o partido elegeu 10 prefeitos em Santa Catarina, dois deles aqui no Sul. Nivaldo de Souza, em Capivari de Baixo, e Eder Mattos, em Meleiro.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Ainda suplente
A volta do ex-deputado estadual Doia Guglielmi (PSDB) à Assembleia Legislativa era dada quase como certa com a candidatura a prefeito de Balneário Camboriu, do atual deputado estadual Leonel Pavan (PSDB). Só que o ex-prefeito e ex-governador acabou sendo derrotado por Fabrício Oliveira (PSB) por uma diferença de quase 10 mil votos. Foi mais um dos grandes favoritos derrotados nesta eleição. Doia vai ter que esperar.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Pavan e Dóia
Os tucanos de Tubarão estão, obviamente, com um olho na campanha de Carlos Stüpp por aqui, mas outro na campanha de Balneário Camboriú. É que o deputado estadual Leonel Pavan é candidato a prefeito por lá e se for eleito abre vaga na Assembleia Legislativa. Dóia Guglielmi, que ficou na primeira suplência por 38 votos, passaria a ser titular. Em Tubarão, Dóia obteve 2.278 votos com apoio do PSDB local.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
O bolo continua loteado
Dilma Roussef (PT) não deveria ter sido a vencedora das eleições de 2014. O projeto político do PT já estava com o prazo de validade vencido, mas a oposição foi incompetente em apresentar um nome que pudesse representar novidade e esperança. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não conseguiram convencer o eleitor. Ficou na história daquela eleição, o talvez, caso Eduardo Campos (PSB) não tivesse perdido a vida num desastre de avião.
Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.
Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.
Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!
Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.
Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.
Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
Em nome dos meus
A última eleição indireta para presidente da República ocorreu em 15 de janeiro de 1985. Foi quando Tancredo Neves foi eleito por um colégio eleitoral de 660 parlamentares. Pra quem não era nascido nesta época ou não lembrava como era, a votação sobre o impeachment da presidente Dilma Roussef de ontem foi algo bem parecido.
Mas o grande circo armado nos últimos dias tem algo de bom para ser avaliado. Como a votação foi nominal, a população pode acompanhar um por um como justificou e votou cada deputado. A grande maioria evocou poderes divinos e agradecimentos aos familiares, confirmando que o mandato vem para interesses próprios e não os públicos. Teve deputado que até tentou fazer o filho votar em seu lugar. Também deu para conhecer aqueles que estão por lá há quarenta anos e nunca se ouviu falar.
O fato da votação de ontem também significar o desejo de mudanças, deixou uma grande brecha e necessidade para sejam feitas outras reformas, principalmente do sistema político. Adotar o parlamentarismo seria um dos principais meios para se trocar um governo que não está dando certo, sem traumas e julgamentos meramente políticos.
Mas o circo também deixa pontos a serem lamentados. O principal deles é que os deputados ignoraram o resultado das eleições de 2014 e seguiram as vontades próprias para aprovar o encaminhamento do processo ao Senado. Desde o dia seguinte à reeleição de Dilma, a grande mídia fala em país dividido e de fato ela não conseguiu governar até agora e não vai governar. Mas se venceu as eleições com 54,5 milhões de votos contra 51 milhões de Aécio, a vontade da maioria tinha de ser respeitada.
Mas o grande circo armado nos últimos dias tem algo de bom para ser avaliado. Como a votação foi nominal, a população pode acompanhar um por um como justificou e votou cada deputado. A grande maioria evocou poderes divinos e agradecimentos aos familiares, confirmando que o mandato vem para interesses próprios e não os públicos. Teve deputado que até tentou fazer o filho votar em seu lugar. Também deu para conhecer aqueles que estão por lá há quarenta anos e nunca se ouviu falar.
O fato da votação de ontem também significar o desejo de mudanças, deixou uma grande brecha e necessidade para sejam feitas outras reformas, principalmente do sistema político. Adotar o parlamentarismo seria um dos principais meios para se trocar um governo que não está dando certo, sem traumas e julgamentos meramente políticos.
Mas o circo também deixa pontos a serem lamentados. O principal deles é que os deputados ignoraram o resultado das eleições de 2014 e seguiram as vontades próprias para aprovar o encaminhamento do processo ao Senado. Desde o dia seguinte à reeleição de Dilma, a grande mídia fala em país dividido e de fato ela não conseguiu governar até agora e não vai governar. Mas se venceu as eleições com 54,5 milhões de votos contra 51 milhões de Aécio, a vontade da maioria tinha de ser respeitada.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Nada de satisfações
Onde também falta diálogo é na Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, responsável pela administração dos presídios no estado entre eles o de Tubarão. O contrato com uma empresa que prestava serviços no presídio regional foi encerrado, funcionários demitidos, mas pouco se conseguiu esclarecer. A secretária é a deputada estadual Ada de Luca (PMDB) com quem a imprensa de Tubarão não consegue falar. Vale lembrar que a deputada obteve 7.795 votos na região em 2014. Em Laguna e Santa Rosa de Lima foi a candidata mais votada, mas em Tubarão foram apenas 593 votos, que talvez explica tamanha indiferença.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Com CNPJ fora, tem que limitar o CPF
Após um processo de quase dois anos o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (17/9) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4650 e declarou a inconstitucionalidade da doação de pessoas jurídicas a partidos políticos e campanhas eleitorais. Ou seja, partidos e candidatos não podem mais receber dinheiro de empresas. A ação foi ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra dispositivos da Lei das Eleições e da Lei dos Partidos Políticos.
Ontem foi dia de comemoração para quem defende a proposta como uma alternativa para diminuir a influência das empresas nas ações dos políticos e assim a corrupção. E de lamentação para quem entende que sem o dinheiro das empresas vai ficar impossível fazer campanha eleitoral.
Pra mim a decisão do STF foi acertada, pois pessoa jurídica, ou seja, uma empresa, não tem título de eleitor. Portanto quem vota, são as pessoas, aquelas que têm CPF. E são elas que devem financiar as campanhas eleitorais.
Ou será que alguém pode explicar com transparência quais são os interesses de empresas financiarem candidatos. Já viu empresário fazer negócio sem esperar nada em troca?
Olha só um exemplo aqui de Santa Catarina. O maior financiador do PSD e da campanha de reeleição do governador Raimundo Colombo em 2014, foi uma empresa siderúrgica multinacional. Foram quase R$ 7 milhões só para o governador. Será que é só afinidade política e ideológica?
A decisão do STF, porém, não significa que a partir de agora o financiamento vai ser público. Esta é uma outra batalha a ser combatida e propostas como esta circulam em Brasília. Se está faltando dinheiro para obras, saúde, e investimentos públicos, não dá para aceitar que sobre para partidos e candidatos.
Se agora se decidiu que a doação deve vir do cidadão eleitor, o próximo passo é brigar para que exista um limite. Algo como um ou dois salários mínimos por CPF. O compromisso de quem se elege passaria a ser com muito mais gente do que alguns CNPJotas!
Ontem foi dia de comemoração para quem defende a proposta como uma alternativa para diminuir a influência das empresas nas ações dos políticos e assim a corrupção. E de lamentação para quem entende que sem o dinheiro das empresas vai ficar impossível fazer campanha eleitoral.
Pra mim a decisão do STF foi acertada, pois pessoa jurídica, ou seja, uma empresa, não tem título de eleitor. Portanto quem vota, são as pessoas, aquelas que têm CPF. E são elas que devem financiar as campanhas eleitorais.
Ou será que alguém pode explicar com transparência quais são os interesses de empresas financiarem candidatos. Já viu empresário fazer negócio sem esperar nada em troca?
Olha só um exemplo aqui de Santa Catarina. O maior financiador do PSD e da campanha de reeleição do governador Raimundo Colombo em 2014, foi uma empresa siderúrgica multinacional. Foram quase R$ 7 milhões só para o governador. Será que é só afinidade política e ideológica?
A decisão do STF, porém, não significa que a partir de agora o financiamento vai ser público. Esta é uma outra batalha a ser combatida e propostas como esta circulam em Brasília. Se está faltando dinheiro para obras, saúde, e investimentos públicos, não dá para aceitar que sobre para partidos e candidatos.
Se agora se decidiu que a doação deve vir do cidadão eleitor, o próximo passo é brigar para que exista um limite. Algo como um ou dois salários mínimos por CPF. O compromisso de quem se elege passaria a ser com muito mais gente do que alguns CNPJotas!
terça-feira, 7 de julho de 2015
Reforço no PPS?
O projeto do PPS para as eleições municipais de 2016 pode ganhar um reforço nos próximos dias. A sigla que já tem como pré-candidato a prefeito o radialista Paulo Garcia, pode receber a filiação do ex-vereador Maurício da Silva e mais um grupo de cerca de 30 lideranças. O coordenador do PPS, Flávio Alves, não confirma a filiação, mas o convite foi feito. O professor Maurício deixou o PR após não ter conseguido se eleger deputado estadual o ano passado e desde então é cogitado em outras siglas.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Um vazio e alguns desafios
O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) foi eleito Senador em 2010 aos 70 anos. Como terminaria o mandato com 78 chegou a dizer na época que aquela seria a sua última eleição. Estaria perto de quase 50 anos de vida pública e por isso não estaria mais disposto a enfrentar as urnas.
Mas após a reeleição de Raimundo Colombo (PSD) em 2014, o nome de Luiz Henrique ganhou força como o único candidato possível para unir o PMDB e manter a aliança que já governa o estado há quatro mandatos. Mas quis o destino que esta decisão não ficasse a cargo dos homens. O senador morreu no último domingo e sem dúvida deixa uma lacuna na política do estado.
Foi um dos principais nomes da história recente. Chegou a ser Ministro da Ciência e Tecnologia no final dos anos 80 e depois presidente nacional do PMDB.
Sem Luiz Henrique para liderar o partido, os correligionários catarinenses sabem que tem pela frente não só a tarefa de manter o PMDB unido, mas encontrar entre suas lideranças um estrategista que saiba os caminhos para negociar com aliados e se manter próximo do poder.
Luiz Henrique era um líder ainda na ativa e por isso o seu desaparecimento repentino também gera esta expectativa. Quem irá sucedê-lo? O atual vice-governador Eduardo Moreira, o senador Dário Berger e os deputados Mauro Mariani e Valdir Cobalchini devem buscar este espaço.
Com relação ao trabalho que fazia no Senador, Luiz Henrique era um dos principais defensores da revisão do Pacto Federativo. Governadores e prefeitos perdem um grande aliado na defesa pela mudança na divisão do bolo tributário.
E ainda pra finalizar, o senador e ex-governador iria receber em breve o título de Cidadão Tubaronense, numa indicação feita pelo vereador Edson Firmino. Agora, algum familiar deverá receber a homenagem.
Mas após a reeleição de Raimundo Colombo (PSD) em 2014, o nome de Luiz Henrique ganhou força como o único candidato possível para unir o PMDB e manter a aliança que já governa o estado há quatro mandatos. Mas quis o destino que esta decisão não ficasse a cargo dos homens. O senador morreu no último domingo e sem dúvida deixa uma lacuna na política do estado.
Foi um dos principais nomes da história recente. Chegou a ser Ministro da Ciência e Tecnologia no final dos anos 80 e depois presidente nacional do PMDB.
Sem Luiz Henrique para liderar o partido, os correligionários catarinenses sabem que tem pela frente não só a tarefa de manter o PMDB unido, mas encontrar entre suas lideranças um estrategista que saiba os caminhos para negociar com aliados e se manter próximo do poder.
Luiz Henrique era um líder ainda na ativa e por isso o seu desaparecimento repentino também gera esta expectativa. Quem irá sucedê-lo? O atual vice-governador Eduardo Moreira, o senador Dário Berger e os deputados Mauro Mariani e Valdir Cobalchini devem buscar este espaço.
Com relação ao trabalho que fazia no Senador, Luiz Henrique era um dos principais defensores da revisão do Pacto Federativo. Governadores e prefeitos perdem um grande aliado na defesa pela mudança na divisão do bolo tributário.
E ainda pra finalizar, o senador e ex-governador iria receber em breve o título de Cidadão Tubaronense, numa indicação feita pelo vereador Edson Firmino. Agora, algum familiar deverá receber a homenagem.
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Manifestação de selfies?
E chegamos ao fim da semana com certa expectativa sobre como vão ser as manifestações previstas para o próximo domingo. Será que vão conseguir reunir milhares de pessoas como foi em junho de 2013? Vão ser pacíficas ou vamos ter confusão nas grandes cidades? O caráter de ausência de lideranças e partidos políticos vai prevalecer? A pauta diversificada de reivindicações vai conseguir dar um recado às autoridades?
Outro dia estava revendo fotos das manifestações de 2013 e lendo as mensagens expostas em faixas e cartazes. Todo mundo foi pra rua com uma grande vontade de dizer que estava insatisfeito. Tomando aquela situação como exemplo, pode-se concluir que pouca coisa mudou. Provavelmente quem for para a rua no domingo vai poder usar as mesmas mensagens de dois anos atrás.
O povo, que tem todo o direito de protestar, poderia ter dado um grande passo nas eleições de 2014 sem depender muito da vontade dos outros. A insatisfação poderia ter sido expressa com a eleição de políticos diferentes, novos de ideias e posturas. Não deveria ter reeleito ninguém, mas não foi o que se viu. Agora parece que se exige um terceiro turno que não faz parte das regras.
A grande pauta dos protestos de domingo deveria ser dar um basta na corrupção e acabar com a impunidade. E isso em todos os níveis. Esta praga corrói o judiciário, o legislativo, e o executivo e precisa ser combatida, doa a quem doer. As manifestações de domingo precisam ficar marcadas como uma grande virada e história e não como mais um festival de selfies para registrar nas redes sociais.
Outro dia estava revendo fotos das manifestações de 2013 e lendo as mensagens expostas em faixas e cartazes. Todo mundo foi pra rua com uma grande vontade de dizer que estava insatisfeito. Tomando aquela situação como exemplo, pode-se concluir que pouca coisa mudou. Provavelmente quem for para a rua no domingo vai poder usar as mesmas mensagens de dois anos atrás.
O povo, que tem todo o direito de protestar, poderia ter dado um grande passo nas eleições de 2014 sem depender muito da vontade dos outros. A insatisfação poderia ter sido expressa com a eleição de políticos diferentes, novos de ideias e posturas. Não deveria ter reeleito ninguém, mas não foi o que se viu. Agora parece que se exige um terceiro turno que não faz parte das regras.
A grande pauta dos protestos de domingo deveria ser dar um basta na corrupção e acabar com a impunidade. E isso em todos os níveis. Esta praga corrói o judiciário, o legislativo, e o executivo e precisa ser combatida, doa a quem doer. As manifestações de domingo precisam ficar marcadas como uma grande virada e história e não como mais um festival de selfies para registrar nas redes sociais.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
TRE nega processo de cassação de Comin
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou o processo que pedia a cassação do registro de candidatura e do diploma do deputado estadual reeleito Valmir Comin (PP). O deputado teria publicado um informativo com recursos públicos que feria as regras da propaganda eleitoral. Por unanimidade, a corte acompanhou o voto do relator, juiz Fernando Vieira Luiz, que considerou que o conteúdo do informativo não caracterizou nenhuma irregularidade de campanha fora de época. O relator constatou que o material apresentava nada além da prestação de contas do trabalho executado pelo parlamentar durante a atuação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Reforma recupera bancada do Sul
A formação do secretariado de Raimundo Colombo (PSD) deve garantir um reforço nas bancadas estaduais e federais do Sul do Estado, todos do PMDB. Pelo menos dois suplentes da Alesc, Luiz Fernando Vampiro, de Criciúma e Manoel Mota, de Araranguá, e um federal, Edinho Bez, de Tubarão, vão ter vagas asseguradas desde o primeiro dia da legislatura. Levando em conta que Ada de Luca, de Criciúma, abre uma vaga para voltar à secretaria de Justiça e Cidadania, a região vai manter os oito deputados estaduais e três federais.
As primeiras informações da reforma administrativa para o segundo mandato de Colombo foram divulgadas ontem e também dão conta de que devem ser extintos cerca de 500 cargos comissionados. Entre eles, 36 cargos de diretores-adjuntos das Secretarias de Desenvolvimento Regional. Geralmente estes cargos são ocupados por pessoas que têm partido diferente do secretário e muitas vezes pipocam divergências e rivalidades.
Outra alteração discutida sobre as SDRS é até bem antiga, que seria a mudança de foco e a transformação delas em Agências de Desenvolvimento Regional. Os titulares deixariam de ser secretários para serem secretários-executivos. Perderiam poder político, mas ganhariam orçamento para manutenção e serviços.
As propostas de Colombo ainda envolvem outras áreas, mas o que se entende é que o principal objetivo do governador é reduzir despesas para garantir recursos para investimentos.
As primeiras informações da reforma administrativa para o segundo mandato de Colombo foram divulgadas ontem e também dão conta de que devem ser extintos cerca de 500 cargos comissionados. Entre eles, 36 cargos de diretores-adjuntos das Secretarias de Desenvolvimento Regional. Geralmente estes cargos são ocupados por pessoas que têm partido diferente do secretário e muitas vezes pipocam divergências e rivalidades.
Outra alteração discutida sobre as SDRS é até bem antiga, que seria a mudança de foco e a transformação delas em Agências de Desenvolvimento Regional. Os titulares deixariam de ser secretários para serem secretários-executivos. Perderiam poder político, mas ganhariam orçamento para manutenção e serviços.
As propostas de Colombo ainda envolvem outras áreas, mas o que se entende é que o principal objetivo do governador é reduzir despesas para garantir recursos para investimentos.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
O ´noivo´ de Imbituba
O médico Rosenvaldo Júnior, candidato a prefeito em 2012 e a deputado estadual agora em 2014, é o chamado ‘noivo’ da vez em Imbituba. O desempenho dele nas eleições de outubro, quando foi o mais votado na cidade com 7.143 votos, o coloca em posição favorável e semelhante a Olávio Falchetti em Tubarão em 2010. PMDB e PSB teriam interesses em coligar com os petistas. Em 2008, Rosenvaldo disputou as eleições como candidato a vice do peemedebista Osny Souza.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Doações ou investimentos?
Metade das doações para campanhas eleitorais em 2014 tiveram origem em 19 grupos empresariais privados. Sete dos dez maiores doadores são suspeitos de envolvimento com algum tipo de corrupção. O maior doador do país concentrou repasses para candidatos governistas. Este grupo empresarial doou mais de 110 milhões de reais. Só a campanha da presidente Dilma Roussef (PT) ficou com 68% dos recursos dos maiores doadores.
Cada uma faz o que quer do próprio dinheiro, mas estas informações divulgadas na imprensa durante e após o término das eleições reforçam a necessidade de que algo precisa ser feito para diminuir o poder econômico no processo eleitoral. Os doadores, é claro, dão dinheiro a quem tem mais chances de ganhar. Não há nada ideológico nisso. É puro investimento!
A tal reforma política que falam tanto que vão fazer precisa tocar neste assunto. Se não mexer no financiamento das campanhas todas as outras mudanças poderão ser quase sem efeito. E não venham dizer que o ideal é o financiamento público. Esta contribuição do cidadão já é feita com o pagamento de impostos e depois com os recursos gastos para a realização das eleições e manutenção dos partidos políticos.
A contribuição de empresas precisa acabar e somente pessoas físicas poderão doar recursos para as campanhas. E mesmo assim deve haver um limite entre um e dois salários mínimos por CPF. Esta regra vai colocar todos em igualdade de condições. O problema é que é difícil de acreditar que os políticos vão criar regras que os façam deixar de receber bilhões a cada dois anos.
Cada uma faz o que quer do próprio dinheiro, mas estas informações divulgadas na imprensa durante e após o término das eleições reforçam a necessidade de que algo precisa ser feito para diminuir o poder econômico no processo eleitoral. Os doadores, é claro, dão dinheiro a quem tem mais chances de ganhar. Não há nada ideológico nisso. É puro investimento!
A tal reforma política que falam tanto que vão fazer precisa tocar neste assunto. Se não mexer no financiamento das campanhas todas as outras mudanças poderão ser quase sem efeito. E não venham dizer que o ideal é o financiamento público. Esta contribuição do cidadão já é feita com o pagamento de impostos e depois com os recursos gastos para a realização das eleições e manutenção dos partidos políticos.
A contribuição de empresas precisa acabar e somente pessoas físicas poderão doar recursos para as campanhas. E mesmo assim deve haver um limite entre um e dois salários mínimos por CPF. Esta regra vai colocar todos em igualdade de condições. O problema é que é difícil de acreditar que os políticos vão criar regras que os façam deixar de receber bilhões a cada dois anos.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Buscando vaga na Alesc
Decisão do TSE que deferiu a candidatura e validou os votos de Elmis Mannrich (PMDB), ex-prefeito de Tijucas, poderia ter dado uma reviravolta entre os deputados estaduais eleitos. Havia a expectativa que o partido ganhasse mais uma vaga na Alesc, que seria do representante do Sul, Luiz Fernando Vampiro. O problema é que ao contrário do que se previa quem perderia uma vaga seria o também representante do Sul Salvaro (PSB) e não Natalino Lazare (PR). Como a soma dos votos não mudou a distribuição das vagas, a região continuará com sete representantes.
Outro nome da região que tenta conquistar uma vaga é o deputado estadual Dóia Gugliemi (PSDB). A perícia realizada numa urna em Içara não obteve resultados e não foi possível recuperar os votos armazenados na seção 458. A partir de agora, um laudo oficial vai ser elaborado e entregue à relatora do processo. O julgamento, com o posicionamento final do TRE-SC, deve acontecer em breve, cabendo recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outro nome da região que tenta conquistar uma vaga é o deputado estadual Dóia Gugliemi (PSDB). A perícia realizada numa urna em Içara não obteve resultados e não foi possível recuperar os votos armazenados na seção 458. A partir de agora, um laudo oficial vai ser elaborado e entregue à relatora do processo. O julgamento, com o posicionamento final do TRE-SC, deve acontecer em breve, cabendo recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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TSE
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Para a próxima
Como estamos sem previsão do fim das eleições a cada dois anos é inevitável passar a discutir um pleito logo depois que outro acaba. Então, passado o segundo turno das eleições presidenciais de 2014, as atenções se voltam para as municipais de 2016. O que se pode dizer sobre o resultado das urnas?
Em Tubarão, o eleitor deixou dois grandes recados em cinco de outubro. O primeiro foi um grande sinal de alerta e insatisfação com o governo municipal. O vereador petista Matusa, candidato do partido de Olavio Falchetti, ficou abaixo de cinco mil votos, quando a expectativa era bem maior. O segundo é que Deka May (PP) desponta como o principal favorito para as próximas eleições. Sai da disputa para deputado estadual com a mesma motivação que Manoel Bertoncini teve em 2006 e Falchetti em 2010.
É claro que dois anos separam uma eleição da outra e muitas discussões devem ocorrer. Falchetti vai conseguir melhorar o desempenho do governo? Pai e filho serão candidatos, um pelo PT e outro pelo PV? A oposição vai se entender para evitar quatro candidaturas fortes como foi em 2012? Fala-se no retorno da união entre PP e PSDB, mas os tucanos vão aceitar ficar de vice? E PMDB e PSD como vão ficar nesta história? Mais algum partido pode surgir por fora? Muitas perguntas!
De Imbituba
O resultado de Imbituba também precisa ser avaliado nas projeções para 2016. O petista Rosenvaldo Júnior foi o mais votado na cidade com 7.143 votos, quase seis vezes mais do que os candidatos apoiados pelo PSDB, PSD, PMDB e PSDB e lideranças locais. A votação garante favoritismo e poder de negociação para garantir alianças que sustentem uma segunda candidatura a prefeito de Rosenvaldo.
Em Tubarão, o eleitor deixou dois grandes recados em cinco de outubro. O primeiro foi um grande sinal de alerta e insatisfação com o governo municipal. O vereador petista Matusa, candidato do partido de Olavio Falchetti, ficou abaixo de cinco mil votos, quando a expectativa era bem maior. O segundo é que Deka May (PP) desponta como o principal favorito para as próximas eleições. Sai da disputa para deputado estadual com a mesma motivação que Manoel Bertoncini teve em 2006 e Falchetti em 2010.
É claro que dois anos separam uma eleição da outra e muitas discussões devem ocorrer. Falchetti vai conseguir melhorar o desempenho do governo? Pai e filho serão candidatos, um pelo PT e outro pelo PV? A oposição vai se entender para evitar quatro candidaturas fortes como foi em 2012? Fala-se no retorno da união entre PP e PSDB, mas os tucanos vão aceitar ficar de vice? E PMDB e PSD como vão ficar nesta história? Mais algum partido pode surgir por fora? Muitas perguntas!
De Imbituba
O resultado de Imbituba também precisa ser avaliado nas projeções para 2016. O petista Rosenvaldo Júnior foi o mais votado na cidade com 7.143 votos, quase seis vezes mais do que os candidatos apoiados pelo PSDB, PSD, PMDB e PSDB e lideranças locais. A votação garante favoritismo e poder de negociação para garantir alianças que sustentem uma segunda candidatura a prefeito de Rosenvaldo.
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