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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Mais de 14 meses de agonia?

Vivemos um desgoverno. Não é muita novidade, eu sei. Mas você já parou para pensar? Está tudo parado. E a culpa é de quem? Foi feita uma força tremenda para que Dilma Rousseff (PT) não governasse, depois que sofresse o impeachment, que Michel Temer (PDMB) assumisse e esse não para de fazer força para se segura no cargo. E com força, quero dizer manter aliados, sabe-se lá a que preço.

Enquanto isso a economia derrete. O cidadão segue perdendo o emprego, ou com medo de perder. Com isso não gasta, o patrão não investe porque vende menos e assim o circulo da crise segue fechado sem uma saída. Tudo porque vivemos um desgoverno de incertezas e instabilidade que não garante a ninguém que amanhã será melhor.

E a posse de um novo governo só vai ocorrer em janeiro de 2019. Ou seja, vão judiar da gente por pelo menos mais 14 meses.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Povo não se importa de sangrar?

Garantir ou não o quórum para a votação que rejeitou o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) era uma das discussões entre os membros da oposição. Para uns a ideia era fazer o governo sangrar. Para outros era vota logo e virar mais esta página. Como sabemos, acabou dando quórum e a investigação, se ocorrer, deverá ser por outras vias.

Mas quem de fato está sangrando, é a população brasileira, que assistiu a tudo isso de forma muito silenciosa. Foi às ruas para mostrar indignação contra Dilma (PT) e agora a revolta ficou mesmo só nas redes sociais. Fora isso, pouco se viu de protestos sobre a forma como os deputados foram convencidos a votar a favor do presidente. Vai ver, o brasileiro está mesmo satisfeito com tudo isso.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Maioria acha que nada mudou

A consulta feita pela Confederação Nacional dos Transportes indica que o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) tem avaliação positiva de 11% dos entrevistados, contra 28% de avaliação negativa. Para 30%, a avaliação é regular e outros 30% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge quase 34% contra 40% de desaprovação. Quase 55% disseram que o governo de Temer está igual ao de Dilma Rousseff (PT) e que não se percebe nenhuma mudança no país. Para 20%, está melhor, e para outros 15% está pior. Além disso, para 46%, a corrupção no governo Temer será igual ao do governo Dilma. 28% acreditam que vai ser menor e 18% consideram que vai ser maior.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Interino das baixas

Na semana em que Michel Temer (PMDB) vai completar um mês no cargo de presidente interino pode-se dizer que pouca coisa mudou no governo. Dois ministros já caíram, três já estão quase fora e pelos menos mais dois podem fazer parte desta lista.

A situação já era esperada desde o início quando foi montado um governo com nomes suspeitos e envolvidos nas denúncias da Lava-Jata. Temer até pode dizer a todo momento que não vai parar as investigações, mas nomeou ministros e assessores que tentam fazer este trabalho sujo.

A montagem do ministério do presidente interino deveria ter sido muito mais transparente com a sociedade do que uma negociata com os partidos politicos. A chantagem do congresso em nome da governabilidade continuou e só poderia dar nisso mesmo. Mais escândalos envolvendo quem está no poder.

A nomeação de Temer até acalmou um pouco a situação, mas tudo continua parado, em ritmo de observação. Acredito que a população aguardava por mais agilidade, mas o peso da morosa burocracia brasileira fala mais alto nestas horas.

O que mudou mesmo nestas últimas semanas foi a falta de pesquisas para avaliar a popularidade de Temer. Este tipo de informação pipocava todos os dias na mídia na véspera do afastamento de Dilma Roussef (PT), mas agora sumiu. Será que daqui há pouco vamos ter manifestos pedindo a volta de quem saiu? Ou dá pra sonhar mais alto ainda imaginando eleiçoes gerais e uma tentativa de limpeza completa do governo?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O bolo continua loteado

Dilma Roussef (PT) não deveria ter sido a vencedora das eleições de 2014. O projeto político do PT já estava com o prazo de validade vencido, mas a oposição foi incompetente em apresentar um nome que pudesse representar novidade e esperança. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) não conseguiram convencer o eleitor. Ficou na história daquela eleição, o talvez, caso Eduardo Campos (PSB) não tivesse perdido a vida num desastre de avião.

Só que Dilma venceu, mas nunca mais convenceu. Uma série de escândalos e decisões políticas a levaram a perder o apoio popular, que um dia chegou a superar a casa dos 70%, e também de toda a sua base política. O resultado foi a aprovação de um processo de Impeachment com votações expressivas, e ao que tudo indica um afastamento definitivo. Pois só esta madrugada no Senado já foram 55 votos contra ela, número que supera os 54 que vão ser preciso para a segunda votação após a investigação do STF.

Mas o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume o cargo de forma interina cercado de muita desconfiança. Não é a esperança e sim o que temos para hoje. E a forma como montou este governo provisório indica que ele segue usando dos mesmos artifícios do governo petista. Troca ministérios por apoio político. O bolo segue sendo fatiado conforme as conveniências.

Pior ainda é que entre os nomes já divulgados como Ministros estão deputados e senadores investigados pela Operação Lava-Jato, um dos pivôs da crise política. Temer promete ações no campo econômico para ajudar o Brasil a reagir, mas deveria ter como premissa básica, começar uma história livre da corrupção. Ou seja, investigados na Lava-Jato, ficha sujas e outros de reputação suspeita deveriam ficar longe!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Em nome dos meus

A última eleição indireta para presidente da República ocorreu em 15 de janeiro de 1985. Foi quando Tancredo Neves foi eleito por um colégio eleitoral de 660 parlamentares. Pra quem não era nascido nesta época ou não lembrava como era, a votação sobre o impeachment da presidente Dilma Roussef de ontem foi algo bem parecido.

Mas o grande circo armado nos últimos dias tem algo de bom para ser avaliado. Como a votação foi nominal, a população pode acompanhar um por um como justificou e votou cada deputado. A grande maioria evocou poderes divinos e agradecimentos aos familiares, confirmando que o mandato vem para interesses próprios e não os públicos. Teve deputado que até tentou fazer o filho votar em seu lugar. Também deu para conhecer aqueles que estão por lá há quarenta anos e nunca se ouviu falar.

O fato da votação de ontem também significar o desejo de mudanças, deixou uma grande brecha e necessidade para sejam feitas outras reformas, principalmente do sistema político. Adotar o parlamentarismo seria um dos principais meios para se trocar um governo que não está dando certo, sem traumas e julgamentos meramente políticos.

Mas o circo também deixa pontos a serem lamentados. O principal deles é que os deputados ignoraram o resultado das eleições de 2014 e seguiram as vontades próprias para aprovar o encaminhamento do processo ao Senado. Desde o dia seguinte à reeleição de Dilma, a grande mídia fala em país dividido e de fato ela não conseguiu governar até agora e não vai governar. Mas se venceu as eleições com 54,5 milhões de votos contra 51 milhões de Aécio, a vontade da maioria tinha de ser respeitada.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Já de olho no Senado

Domingo vamos vivenciar um capítulo importante da história política brasileira. É praticamente certo que a Câmara dos Deputados vai aprovar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT). Isso é tão certo que o burburinho em Brasília é de que o governo já trabalha para obter os votos necessários no Senado, para onde vai seguir o processo, pois na Câmara a fatura já estaria perdida.

Ontem mesmo a presidente recebeu dez jornalistas para falar que se vencer a votação, vai propor um pacto para tentar governar, o que não conseguiu até agora nestes 15 meses do segundo mandato. Mas para quem estava presente, a fala dela era de quem sabe que vai ser difícil vencer a votação de domingo.

Por isso, no Senado, o governo acredita que vai ter mais força para segurar os votos necessários para evitar o impeachment. Na Câmara é preciso um terço, ou 171 votos para rejeitar o processo, e no Senado, esta votação muda para uma maioria simples, com 41 votos. Na matemática era mais fácil garantir os votos na Câmara o que se vê agora que ficou bem complicado.

Mas para a população, que não tem o poder do voto direto sobre a votação da Câmara e do Senado, vale manter a atenção sobre o movimento que é feito por partidos políticos e parlamentares na última hora. Para quem sempre foi oposição, nada mais coerente do que votar pelo impeachment. Agora aqueles que fizeram parte do governo até a véspera de ele ruir, merecem o descrédito e a desconfiança, dedicada aos oportunistas. Eles fazem parte do fracasso.

Pra finalizar, ainda é preciso esclarecer que o afastamento de Dilma só será efetivado após a apreciação do Senado, que não tem prazo nenhum para ocorrer. O que significa que esta agonizante inércia vai durar mais algum tempo. Dá para arriscar dizer que depois de outubro de 2014, o Brasil fechou para balanço e não reabriu até agora.

quinta-feira, 17 de março de 2016

De doer o estômago

Não sei o que você leitor sente ao ler e ouvir as notícias sobre esta grande sujeira de escândalos políticos que abalam o Brasil, mas em mim dá uma dor de estomago tremenda. Que na verdade é um reflexo de tristeza. Pois por mais revoltante que seja tudo isso, dá uma grande tristeza ver que depois de 24 anos da saída de Fernando Collor (PTB), a corrupção continue roubando os sonhos de uma nação.

A situação do atual governo é praticamente insustentável. Vai ser necessária muita mágica para reverter o quadro. Só que quando olhamos para a frente para imaginar quem é que vai reconduzir o país, não vemos ninguém. O Congresso Nacional está na moita, como se diz no popular, esperando pra ver o que vai acontecer e quem será a próxima vítima dos assaltos.

O descontentamento da população que pede a renúncia do governo, repudia a nomeação de Lula (PT) como ministro, precisa ir além. Sem uma revisão da constituição e reformas gerais em todo o modelo político-administrativo, vamos continuar reféns. Quem sabe até uma virada radical, com a renúncia de todo mundo para se começar do zero.

Mas tem uma outra coisa que me entristece e embrulha o estômago: o grande número de pessoas que pede uma intervenção militar e a volta da ditadura. Será que naqueles tempos não existia corrupção? Esquecem estas pessoas que se isso acontecer, vão perder o direito de se manifestar e inclusive pedir o fim destes regimes. Eu por exemplo, estaria impedido de dizer o que estou dizendo hoje aqui, que sou contra a ditatura, seja ela civil ou militar. Não estou ofendendo ninguém, mas não seria livre para dar a minha opinião.

Mas o fato é que é preciso dar rumo a esta situação. Os brasileiros não podem ficar no meio deste fogo cruzado. Só quem perde, só quem se prejudica é quem não tem recursos. A turma dos altos salários, das mordomias e regalias, só está preocupada mesmo em salvar a própria pele.

terça-feira, 15 de março de 2016

Manifestar e reformar

As manifestações registradas no domingo em todo o Brasil são válidas e demonstram que parte da população não está satisfeita com toda a corrupção que escorre de Brasília e demais repartições. Neste ritmo, o impeachment da presidenta Dilma Roussef (PT) é algo cada vez mais possível. Mas de nada adianta se manifestar agora, em março, e em outubro o resultado das urnas apresentar pouca ou nenhuma novidade.

Em 2013 tivemos protestos ainda maiores, contra o aumento das passagens, contra a Copa do Mundo e também contra o Governo. Mas um ano depois o que aconteceu? Quantos envolvidos em escândalos agora foram reeleitos?

Muita gente não gostou de ver políticos no meio das manifestações, mas o fato é que sem a política não vai ser possível fazer mudanças. E é isso que as pessoas precisam entender. Temos que acabar com a politicagem e precisamos encontrar políticos capazes de fazer as mudanças necessárias. Estes que estão aí já provaram que não vão fazer.

As eleições deste ano, são para os municípios, que pouco podem fazer para mudar a estrutura política que vem de Brasília. Mas pode ser um começo.

Mas se houver o impeachment, que venham também as reformas necessárias para termos mudanças significativas. Vamos dar um fim à reeleição? Vamos dar um basta para a criação de partidos que tem como objetivo apenas ocupar cargos? Vamos adotar o voto distrital como forma de garantir a representação regional? Vamos adotar o parlamentarismo para permitir que governos fracos e sem representação continuem no comando?

Há muitos outros pontos que precisam mudar, mas são reflexões que precisam ser feitas juntos com os novos protestos que virão. Caso contrário vamos novamente e somente, ter boas fotos para publicar nas redes sociais.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O que derrete pode solidificar

De tempos em tempos surgem termos e expressões para explicar determinadas situações. Por exemplo, no futebol se falava em atacar e agora é mais moderno falar agredir o adversário.

No cenário político o termo da moda é derreter. A popularidade da presidente Dilma Roussef derreteu em 2016. A economia também derreteu e se perderam todos os ganhos dos últimos anos.

Na questão local, fala-se que a intenção de voto no prefeito Olavio Falchetti também estaria derretida. Pesquisas internas dos partidos indicam esta situação o que deixa os pré-candidatos de oposição motivados.

Mas o que não se pode esquecer é que o que derrete pode voltar a ficar sólido. Ou seja, as chances de reeleição de Falchetti podem crescer em 2016 se os partidos de oposição não encontrarem um jeito de se entender.

Num cenário de quatro candidaturas fortes a avaliação é de que as chances de vitória do petista aumentam. E por isso, o grande desafio para a oposição é evitar a divisão.

O problema é chegar a um entendimento. Será que PSDB e PP voltam a formar uma aliança que já venceu três eleições na cidade? E como ficariam PMDB e PSD nesta história? Pode haver uma chapa com PSDB e PMDB e outra com PP e PSD? É difícil imaginar um desenho que contemple todos os interesses, mas todos sabem que a divisão só é favorável a Falchetti.

É claro que Olavio Falchetti (PT) tem outros problemas que podem lhe prejudicar. A rejeição das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas do Estado é a bomba de fim de ano que ele não queria. Vai ter ainda como se explicar e tentar mudar este parecer, mas se não conseguir, e a Câmara de Vereadores também votar pela rejeição vai ficar inelegível para as eleições e aí o caminho estará livre para os adversários.

Enfim, uma virada de ano cheia de interrogações no cenário político tubaronense.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sociedade com mandato

Quem assistiu a alguma imagem dos trabalhos na Câmara dos Deputados, em Brasília, deve ter visto o tamanho da confusão em que estamos metidos. Seja no Conselho de Ética ou no Plenário tudo é feito na base da enrolação, manobras regimentares e até mesmo no grito ou no braço.

Enquanto isso, nada se resolve e o jogo de interesses pessoais prevalece.

No Conselho de Ética, se tenta cassar o mandato do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que por sua vez autorizou o processo de impeachment para cassar o mandato a presidente da república Dilma Roussef (PT).

A gente até pode se perguntar o motivo dessas figuras públicas agirem desta maneira. Mas a resposta, às vezes, é bem simples. Nós os colocamos lá por meio do voto.

Mais lamentável ainda é nos darmos conta de que eles representam a nossa sociedade. Não dá apenas para dizer que a culpa é dos políticos e da corrupção.

Temos que lembrar, que a grande maioria das pessoas que hoje tem um cargo eletivo, de vereador a presidente, um dia foi um membro da sociedade sem cargo. Mas hoje estão lá, escolhidos pelo voto, professores, advogados, jornalistas, agricultores, comerciantes, médicos, enfermeiros, sindicalistas e representantes das mais diversas profissões.

A grande pergunta é: a corrupção e o mau comportamento político só atingiu estas pessoas depois que elas foram eleitas? Se antes elas eram figuras exemplares na sociedade, ao ponto de merecer o voto do eleitor, deixaram de ser somente porque venceram uma eleição?

Por onde eu converso sobre isso, me dizem que está difícil escolher entre os candidatos que se apresentam, que todo político é corrupto e coisa e tal. Mas eu ainda quero acreditar que tem gente boa tentado se eleger por aí, o problema é que nem sempre consegue. E a culpa disso é de um sistema que primeiro privilegia quem já faz parte dele, e depois de quem vende o voto. O resultado disso está nessa bagunça em que estamos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Uma chance ao parlamentarismo

Na semana passada falei aqui que esta história de voltar a ter as eleições em cédulas de papel, era uma boa oportunidade para acabar com as eleições a cada dois anos.

Agora, com este novo processo de impeachment, também temos uma nova oportunidade de discutir a troca de presidencialismo pelo parlamentarismo. No parlamentarismo, a troca de um governo poderia ser menos traumática do que é no presidencialismo.

Como se sabe, no parlamentarismo, o primeiro ministro é a figura responsável pelos principais atos de gestão do governo. Mas não tem um mandato pré-determinado. Pode ser destituido a qualquer hora pelo parlamento. Este primeiro ministro será escolhido pelo partido ou coligação que tiver maior representação no parlamento.

Se houver necessidade de troca, escolhe-se um novo líder entre esta base. Não há no parlamentarismo, um primeiro ministro sem apoio do congresso.

Neste sistema, teríamos também um parlamento eleito pelo voto distrital. Todas as regiões saberiam quem são os seus verdadeiro representantes. As campanhas eleitorais seriam mais baratas.

É claro que esta discussão não cabe exatamente agora, quando que é necessário decidir pelo sim ou pelo não do impeachment da presidente Dilma Roussef. Mas os brasileiros que pedem uma definição sobre o assunto, devem continuar a pressão para que o sistema político seja revisto.

Não é possível, por exemplo, que os senhores deputados possam entrar em recesso parlamentar na hora que o circo está pegando fogo. Este processo de impeachment não pode ficar para depois do Carnaval, sob a desculpa de que a pressa beneficia Dilma.

E o restante do país? Como fica com essa demora? Nós brasileiros vamos ter que esperar até quando? Os processos de impeachmet são coisa muito séria. Interrompem o mandato de quem foi eleito num sistema democrático. São dolorosos, apesar de as vezes serem necessários.

Deve haver pressão popular sim para se resolver o assunto. Primeiro pelo sim ou pelo não ao processo de impeachment. E depois, seja qual for o resultado, por mudanças no sistema político. Caso contrário, será novamente um tempo ruim passado em vão.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Impeachment ou contra-ataque?

O último processo de impeachment aceito foi contra o ex-presidente Fernando Collor, que acabou sendo afastado. Isso lá em 1992. Já se vão 23 anos.

Mas foi o próprio Collor que escreveu anos depois, num livro onde tenta se explicar do processo que “pedidos de impeachment contra os presidentes da República transformaram-se numa atividade rotineira do presidencialismo. Todos os chefes de Governo sob a Constituição de 1946, à exceção do marechal Dutra e do presidente Jânio Quadros, e todos os demais, depois do fim do regime militar: José Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram pedidos de impeachment, alguns subscritos por parlamentares, outros por anônimos em busca de notoriedade.”

A lista aumenta agora com Dilma Roussef, e que neste caso teve o processo autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Se vai resultar em afastamento ou não, é outro assunto que ainda vai se arrastar por um bom tempo. É isso que talvez preocupa mais. O país veio parando em 2015 e se desenha um 2016 ainda pior.

A credibilidade de Cunha para autorizar o processo também é altamente questionável e este argumento vai ser usado a toda hora para tentar desqualificar o processo.

Será que se ele não tivesse perdido o apoio na Comissão de Ética que discute a cassação do mandato dele, Cunha autorizaria o processo?

Julgamentos de impeachment nem sempre levam em conta os crimes investigados e o cenário político e o apoio popular geralmente prevalecem. A popularidade Dilma já perdeu, resta saber até quando terá apoio no parlamento para se sustentar no governo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O professor é de todos

Prefeitos dos três estados do Sul do Brasil estiveram reunidos esta semana em Florianópolis para discutir a queda na arrecadação que acaba gerando problemas para manter os compromissos dos municípios. A toda hora a gente vê notícias de cidades que estão com problemas para fechar as contas, dar aumento de salários, enfim cumprir com suas obrigações.

E o que isso tem a ver com os professores. Este problema financeiro das prefeituras e dos governos estaduais é muitas vezes apontado como a grande dificuldade para pagar salários decentes aos profissionais da educação. É uma bola de neve que vem crescendo nas últimas décadas na mesma proporção em que a profissão vem sendo desvalorizada.

O professor é principal responsável por todos os outros profissionais do mercado. É ele que ensina, do mais simples profissional ao mais qualificado. Os políticos também. Do vereador até o presidente. Todos tiveram que passar por um banco de escola. Então não é exagero dizer que o professor deveria ser o mais bem pago de todos os profissionais.

Num momento em que se fala no impeachment da presidente Dilma Roussef por causa de mentiras proferidas durante a campanha eleitoral, não se fala da mentira que é o lema do atual governo: Brasil Pátria Educadora. Como estão as políticas públicas necessárias para fazer valer este lema? Este seria um bom motivo para levar a população para as ruas para protestar.

O momento pode ser de crise em diversos setores, mas se a crise na educação persistir, que esperança vamos ter do futuro? Enquanto tivermos políticos ganhando salários astronômicos e professores brigando em greves para que se cumpra a lei do Piso Nacional, vai continuar sendo difícil. Não vemos ninguém propondo que o salário de um vereador ou deputado, por exemplo, seja o mesmo que o de um professor.

Mas professor, geralmente é um sujeito teimoso, não desiste diante das dificuldades, sejam elas de estrutura ou de valorização da carreira. Para a maioria, professor ainda é o mestre que vai ser lembrado por toda a vida.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Derrota para a explicação

Uma das interpretações para a vitória de Olavio Falchetti (PT) nas eleições municipais de 2012 era de que o eleitor de Tubarão queria mudanças. Por isso, entre os adversários ficou o discurso de que a derrota foi atribuída ao voto num candidato diferente e não necessariamente para o petista. O argumento desta tese usa o resultado das urnas, onde o vencedor não obteve a maioria absoluta dos votos. É uma avaliação.

Um argumento parecido poderá ser utilizado no ano que vem em caso de derrota de Olavio na disputa pela reeleição. Por mais que tenha tido dificuldades em seu governo até agora, o prefeito tem certa popularidade nas comunidades. Mas o contexto político nacional, que coloca o Partido dos Trabalhadores como um dos vilões da crise, deve representar a maior parcela de dificuldade para tentar convencer o eleitor a lhe dar um novo mandato. Ou seja, Olavio pode perder a eleição pela rejeição ao partido que pertence e não somente pela avaliação da gestão, ou para um adversário mais popular.

Outras cidades da região sul com governos petistas enfrentam o mesmo tipo de dificuldade. Se o quadro não tiver mudanças significativas em breve e o impeachment da presidente Dilma Rousseff ganhar mais força vai ser difícil algum petista se reeleger em 2016.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Insatisfação nas ruas

Sobre os novos protestos de domingo, o que vou dizer agora não é uma questão de apoio ao governo e ao PT e nem de condenação aos protestos da população. Quem foi pra rua está certo em manifestar a sua insatisfação com o momento do país. Deveria ser sempre assim. O momento que vivemos é ruim. É o pior da última década, mas é melhor do que há vinte, trinta anos. Além disso, fica a dúvida, será que o impeachment da presidente, para assumir o vice-presidente vai melhorar alguma coisa?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Uma lasca de costela para Dilma!

A inauguração da Ponte Anita Garibaldi e a presença da presidenta Dilma Roussef (PT) atraíram todas as atenções para Laguna. A mídia nacional deu repercussão mais ao que Dilma disse por aqui do que pela própria inauguração.

Para o restante do país a inauguração de uma obra não tem o mesmo significado que para os moradores locais. Mas o que a presidenta disse por aqui, falando na crise e nas ações que são necessárias para superar acabou sendo manchete nos principais veículos e sites de notícias.

A presidente usou a inauguração da ponte como exemplo para a superação da crise, falou em coragem para atravessar este momento e humildade para reconhecer que se passa por alguma dificuldade.

Dilma também fez uma analogia sobre o significado de uma ponte e a capacidade que ela tem de unir dois pontos. Fez referência a união do país, que acabou dividido após as últimas eleições. Disse que a ponte que ajuda na integração do Sul, serve de exemplo para que a população se una para ajudar o país a voltar a crescer.

Mas festa política à parte, o fato é que a inauguração da ponte é um grande marco. A população foi conferir. Teve até gente que fez churrasco e com certeza gostaria de oferecer uma lasca de costela para a Dilma. Para muitos foi um dia de festa. No estado de Santa Catarina não se via obra tão grande há muito tempo. Poucos presidentes conseguem começar e terminar uma obra num prazo tão curto. E o atraso de dois meses pode até ser considerado normal diante do tamanho da obra.

O gargalo agora está na Cidade Azul. Sem túnel e ponte do rio Tubarão prontos as filas na BR-101 vão continuar. Temos o que comemorar e também o que continuar cobrando. Mas até se pode suspirar e dizer, falta pouco, pois já foi pior.

A região está praticamente pronta para deslanchar. Tem um porto ativo, um aeroporto em funcionamento, uma BR-101 quase duplicada. Tem condições de atrair fortes investimentos econômicos como o que ocorreu na região Norte do estado após a duplicação. Mas tem que ir atrás deles, nada vai cair do céu aqui. Portanto, a vigilância continua!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Mais paciência

As tão esperadas inaugurações de amanhã vão exigir um pouco mais de paciência da população e motoristas. O Túnel do Morro do Formigão será visitado pela presidente Dilma Roussef (PT), mas não será liberado para o tráfego. Faltam concluir os acessos Sul e Norte. Já a Ponte de Laguna será preciso desmontar toda a estrutura montada para a inauguração para só depois, ser liberada completamente. Então, amanhã, ainda será um dia de muita fila na região.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Inaugurem, por favor!

Engana-se quem pensa que a inauguração da ponte de Laguna e do túnel do Morro do Formigão vai acabar com engarrafamentos na BR-101 Sul. Na verdade eles serão apenas transferidos de Laguna para Tubarão, já que por aqui ainda falta uma ponte e também os trechos de acesso ao túnel.

Vai ficar fácil sair de Tubarão e chegar em Laguna, mas vai ficar bem complicado se dirigir ao Rio Grande do Sul e ainda é preciso ter atenção para os desvios que vão ocorrer por dentro da cidade.

Mas o túnel, por sinal, só deveria ser liberado por alguns dias para que fosse recuperado o trecho que corta o morro. Como teremos um gargalo na saída Sul vamos acabar tendo filas dentro do túnel. E se ficar parado na BR-101 já é ruim, dentro de um túnel deve ser ainda pior e inseguro. No último verão já tivemos registros de furtos na fila em Laguna, imaginem num lugar fechado?

Pode até parecer reclamação demais, mas estas inaugurações que estão previstas para a próxima semana estão chegando com quase 20 anos de atraso. Nesta conta está a duplicação da BR-101 feita só no trecho norte pelo governo de Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e depois nos anos 2000 pelos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Todos eles são responsáveis por esta divisão que ocorreu em Santa Catarina. Pelo atraso no desenvolvimento do Sul do Estado e pelas milhares de vidas que foram perdidas. Ninguém recupera isso!

Portanto, com ou sem a presença da presidenta, governador, prefeitos e etc., que se faça o que for preciso para terminar esta obra de duplicação da BR-101. Passou do tempo e da hora!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ponte no dia 15

A Assessoria de Imprensa do Governador Raimundo Colombo (PSD) informa que a inauguração da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, está prevista para o dia 15 de julho, com a presença da presidenta Dilma Roussef (PT). No mesma nota não há nenhuma menção ao Túnel do Morro do Formigão. Confira:

"O governador Raimundo Colombo confirmou com o Palácio do Planalto, na manhã desta quarta, 8, que a presidente Dilma Rousseff inaugurará a Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, no dia 15 de julho. Todos os detalhes do ato serão definidos pelo gabinete da Presidência da República nos próximos dias.

A Ponte Anita Garibaldi é a primeira ponte estaiada (suspensa por cabos) em curva do Brasil. Ela tem 2.830 metros de comprimento, 52 vãos, 136 estacas escavadas e 716 aduelas pré-moldadas. Foram investidos mais de R$ 600 milhões na obra. Nesta semana, a ponte está passando por testes de carga.

A estrutura é uma das principais reivindicações de moradores e motoristas e irá solunionar o problema do trânsito em um piores pontos da BR-101 em SC."

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