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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Senado: figurões vão sobrar

Com duas vagas em disputa, podia-se imaginar que a eleição para Senador em Santa Catarina seria mais tranquila. Ocorre que após as convenções e definições das candidaturas a disputa mostra-se acirrada e com nomes de peso e histórico na política do Estado. O que significa que ‘figurões’ irão sobrar. Do jeito que ficou a corrida ao Senado se mostra mais difícil que a própria disputa ao cargo de governador.

Entre os 14 candidatos, temos três ex-senadores tentando voltar ao cargo e um disputando a reeleição. É indiscutível que Esperidião Amin (PP), Paulo Bauer (PSDB) Raimundo Colombo (PSD), e Ideli Salvatti (PT) levem alguma vantagem sobre os demais por já serem mais conhecidos do eleitor. A eles também pode se somar Jorginho Mello (PR), conhecido pelos mandatos de deputado estadual e federal.

Correndo por fora, e como novidades vêm Lédio Rosa de Andrade (PT) e Lucas Esmeraldino (PSL). Seguidos por Andréa Carvalho (PCO), Antônio Campos (PSOL), Diego Mezzogiorno (Rede), Miriam Prochnow (Rede), Pedro Cabral (PSOL), Roberto Salum (PMN) e Ricardo Lautert (PSTU).

Amarração do segundo voto

Como são dois votos para o Senado, as coligações também estão tratando de garantir que o segundo voto não escape para uma coligação adversária. A principal tática foi escolher suplentes dos partidos aliados. E nesta história, o Sul entrou com três nomes. O ex-senador Geraldo Althoff (PSD) é o primeiro suplente de Amin (PP). O ex-prefeito de Imbituba Beto Martins (PSDB) é o segundo suplente de Jorginho (PR) e o vice-prefeito de Içara Sandro Giassi (MDB) é o segundo suplente de Bauer (PSDB).

Saiba mais sobre os candidatos

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Ingrid Assis questionará o pagamento da dívida pública de SC

Candidata a governadora de SC
Ingrid Assis (PSTU)
Um dos temas que será defendido pela candidata a governadora de Santa Catarina Ingrid Assis (PSTU) será o não pagamento da dívida pública do Estado. Para ela a dívida não existe mais e os recursos devem ser investidos em saúde, educação e segurança. Confira um pouco mais sobre o que ela pensa:

O PSTU tem participado das últimas eleições ao Governo do Estado e estará presente também em 2018. Como foi a construção da sua candidatura?

Ingrid Assis – Nós do PSTU temos apresentado sempre chapa para concorrer às eleições e usar este espaço para tentar conscientizar as pessoas sobre o nosso projeto. O PSTU este ano vem com o lema ‘Chamado à Rebelião’ e ressaltando que não devemos ter nenhuma confiança neste sistema eleitoral e nos projetos que são apresentados pela maioria dos partidos, porque a gente sabe e tem várias experiências de que não vão resolver os problemas da população de Santa Catarina e do país.

Você é a única candidata mulher e também a primeira indígena a disputar o cargo. Que propostas pretende destacar junto ao eleitor?

Ingrid Assis - Em nossas candidaturas, não só aqui em Santa Catarina, mas por todo o país, tentamos colocar este quadro: pessoas que moram na periferia, que atuam nos movimentos populares e nas ações que a gente defende. Os trabalhadores e a população pobre, oprimida, em seus locais de trabalho, de estudo e de moradia, devem se organizar pra fazer uma grande luta contra esse sistema que tem nos atacados todos os dias. Dentro disso, nossas principais propostas são contra esse sistema que interfere na precarização da educação, da saúde, da segurança e dos serviços públicos em geral. A grande questão é a dívida pública. Aqui em Santa Catarina, tivemos no mês de junho um decreto do atual governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), que tirou R$ 217 milhões da educação, para fazer o pagamento de uma dívida que nunca tem uma explicação de por que ela não acaba, se há tantos anos vem sendo paga. Então nossa proposta é que essa dívida pública ela pare de ser paga, e se, por acaso, vieram falar que nós estamos dando calote nessa dívida, que o Estado apresente provas de que essa dívida não foi paga. Porque a gente tem que parar, a gente tem que inverter as prioridades. E as prioridades dos pobres e oprimidos de Santa Catarina são a educação, a saúde, serviços públicos se segurança de qualidade. Hoje é impossível se ter, com a retirada desses investimentos desse setor pra pagar uma dívida que não existe.


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PSTU com Ingrid Assis

domingo, 5 de agosto de 2018

E quatro candidaturas viraram duas

Como já era de se imaginar, as definições das chapas para a disputa das eleições ao governo de Santa Catarina ficaram para a última hora. As convenções foram sendo realizadas desde o dia 20 de julho, mas com atas abertas, homologações aprovadas e candidato nomeados, tudo ficou para os últimos minutos do dia 5 de agosto. E a decisão final ainda coube ao PSDB, que com reunião convocada para o domingo de manhã levou o assunto até o final da tarde.

No final, PSD e PP voltaram a se entender e o PSDB coligou com o PMDB. Após diversas reuniões e possiblidades de composição, Gelson Merísio (PSD) será o candidato a governador com João Paulo Kleinubing (DEM) de vice. Para o senado, Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (PP). Já Mauro Mariani (MDB) será candidato a governador, tendo como vice Napoleão Bernardes (PSDB). Disputam o senado Paulo Bauer (PSDB) e Jorginho Mello (PR). O PT vai de chapa pura com Décio Lima para o governo, Kiko de vice, e Lédio Rosa e Ideli Salvatti para o senado.

Desta forma teremos oito candidatos na disputa pelo governo de Santa Catarina. Além dos já citados acima, teremos ainda: Ângelo Castro (PCO), Carlos Moises da Silva (PSL), Ingrid Assis (PSTU), Leonel Camasão (PSOL), e Rogério Portanova (Rede).

Boeira fora

Para a região Sul, além da falta de representatividade nas chapas majoritárias, ainda terá a baixa do deputado federal Jorge Boeira (PP), que tentou ser candidato ao senado e sem conseguir, não vai disputar a reeleição.

Alianças sem projetos

Com as negociações até o fim do prazo legal, fica mais uma vez evidente que os partidos procuram se acertar nos nomes, e o projeto político fica em segundo plano. O tempo de televisão conta mais. Vemos alianças com siglas de histórico socialista com outras liberais. As chapas puras se formaram muito mais por isolamento do que por ideologia. E isso não é um problema só em nosso estado. As formações das chapas para presidente seguiram quase o mesmo ritual. Enquanto o eleitor se deixar iludir dessa forma, assim será.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Líder indígena é candidato a deputado federal pela REDE-SC

Leopardo Sales da etnia Huni Kuin
Se o PSTU tem uma indígena e única mulher, Ingrid Assis, até agora na disputa pelo Governo do Estado, a REDE catarinense tem também o líder indígena Leopardo Sales como candidato a deputado federal. Ele é originário da etnia Huni Kuin, chamada de Kaxinawá na documentação da Funai. Nasceu numa reserva às margens do rio Jordão, no sudoeste do Acre próximo à fronteira com o Peru. Em 2003, Leopardo deixou a aldeia no Acre para estudar em São Paulo, onde se formou em Ciências Sociais pela PUC e desde 2008, por meio de palestras no meio acadêmico, vem advogando em Santa Catarina pela preservação do meio ambiente e divulgando saberes originários em saúde, nutrição e espiritualidade.

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PSTU com Ingrid Assis
Rede com Portanova

terça-feira, 24 de julho de 2018

PSTU com Ingrid Assis

O PSTU realizou convenção partidária no domingo (22/7) e definiu os nomes dos candidatos do partido para as eleições catarinenses. A chapa é formada por professores e por enquanto apresenta a primeira candidata mulher ao cargo de governadora desta eleição. Ingrid Assis será também a primeira candidata de origem indígena. Ela terá como vice o professor Ederson da Silva. Para o Senado o indicado é o professor Ricardo Lautert. A convenção também definiu os candidatos a deputado estadual e federal.

Novamente sem coligação, o partido ainda não definiu se vai indicar o segundo voto ao senado. “Nosso centro é um chamado a rebelião. Nesse momento saímos numa chapa pura porque os outros partidos não querem um chamado a rebelião, não apoiam o não pagamento da pagamento da dívida pública para garantir geração de empregos e serviços públicos de qualidade”, disse Ingrid.

“Nossa campanha vai ser pobre, como sempre foi, pedindo contribuição para os trabalhadores. Não temos condições de fazer uma campanha grandiosa, a gente vai fazer do jeito que pode. As eleições se dão num esquema fraudulento, antidemocrático. Nós, do PSTU, utilizaremos todos os espaços para falar das nossas ideias, e é legítimo que nós, enquanto partido, façamos isso”, completa a candidata.

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Candidaturas próximas de definições

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Governo no debate

A presença do vice-governador e candidato à reeleição, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), no debate de ontem anulou uma das estratégias dos adversários, que era criticar o atual governo sem a possibilidade de resposta imediata. No primeiro debate, com a ausência de Raimundo Colombo (PSD) não houve o contra-ataque.

Por estar dentro do governo, Eduardo, rebateu as críticas e contestou os adversários. Foi assim principalmente contra o candidato a vice-governador do PT, Thiago Morastoni. O petista apresentou números sobre despesas das SDRs e saúde que foram desmentidos pelo vice-governador.

Na outra ponta, Cíntia dos Santos (PSTU), não poupou críticas ao deputado Joares Ponticelli (PP). O plano de carreira do magistério catarinense foi o principal assunto. Cíntia criticou Joares, que foi o relator do projeto na Assembleia, e as proposta apresentadas para recuperar o achatamento salarial. Joares rebateu dizendo que as propostas do PSTU eram fantasiosas e que a realidade exigia soluções mais viáveis e responsáveis.

O candidato do PRP, Nilton Silva, ficou de fora de disputas mais acirradas e defendeu as posições do partido, levantando temas como segurança, agricultura e independência do Tribunal de Contas do Estado.

Novamente, o programa foi uma oportunidade para os eleitores conhecerem as pessoas que compõem as chapas majoritárias e vão estar ao lado do futuro governador do estado. Domingo que vem tem mais, desta vez cm os candidatos a senador.

Cláudia Durans em SC

A candidata a vice-presidente pelo PSTU, Cláudia Durans, vem a Santa Catarina no fim de semana e vai passar pelo Sul do Estado. Os correligionários preparam intensa agenda que deve incluir compromissos em Florianópolis e Criciúma, cidade da candidata a vice-governador Cíntia dos Santos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Propaganda partidária - PSTU

A propaganda partidária desta quinta-feira (21/7) será ocupada pelo PSTU. O programa semestral do partido pretende falar sobre o endividamento dos trabalhadores e denunciar os baixos salários. Os programas de cinco minutos de duração no rádio e na TV vão ao ar em rede nacional às 20 e 20h30min, respectivamente. Logo após os membros do PSTU pretendem promover um twittaço com a hashtag #indignados.

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Nesta quinta, PSTU vai à TV e mostra indignação dos trabalhadores

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pesquisa não mede memória curta

Apesar da distância, a corrida eleitoral de 2012 ganha corpo com a repercussão de alguns assuntos. A saida do PP da administração municipal de Tubarão é um deles. O anúncio oficial feito esta semana indica que o PP será adversário do PSDB em 2012. E para manter as chances de eleição procura por um parceiro para coligar.

Um dos nomes mais cobiçados pelas siglas de oposição é o do petista Olávio Falchetti, que já obteve uma excelente votação nas eleições de 2008 e foi o mais votado na cidade no ano passado entre os candidatos a deputado estadual.

Nos bastidores, setores do PMDB e PP não escondem que gostariam de formar uma chapa com o petista. Inclusive os números de uma pesquisa feita na cidade tem sido divulgados com a intenção de mostrar o potencial do candidato. Falchetti aparece como o preferido tanto na pesquisa espontânea como na estimulada.

Mas eu já escrevi aqui, ainda em outubro de 2010. A eleição de deputado é bem diferente da de prefeito. Olávio Falchetti diz sempre que não aceita coligações e sozinho, num cenário com adversários coligados e unidos as chances do PT ficam comprometidas.

Pesquisa feita agora, não tem o poder de prever o que vai acontecer em 2012. Não dá para combinar com o eleitor, que em época de campanha, geralmente não presta atenção no que dizem os candidatos.

Quer um exemplo. A professora Amanda Gurgel, esta que ficou famosa na internet e televisão defendendo os professores e pedindo providências para que se mudem as condições de trabalho desta profissão. Ela é do Rio Grande do Norte e se as eleições fossem hoje, certamente teria chances de se eleger.

Mas se tudo o que Amanda falou for dito num programa eleitoral e pelo partido ao qual ela é filiada quase ninguém iria ouvir. A professora é filiada ao PSTU, sigla que tem um discurso afinado com todos falando a mesma língua, mas que com apenas 30 segundos de tempo no horário político, não conseguiu eleger nenhum candidato em 2010. Arrisco dizer que no ano que vem ninguém vai quer prestar atenção no que ela tenha a dizer, mesmo que seja a mais pura e melhor das verdades.

Portanto, o desafio de quem encomenda as pesquisas agora é provar aos seus pares ou para aqueles que tem interesse em coligar quais são as chances numa eleição futura, porque pesquisa nenhuma tem o poder de ser uma bola de cristal e prever que o eleitor vai cumprir aquilo que diz. Ainda mais, eleitores de memória curta.

quinta-feira, 10 de março de 2011

PSTU no Sul

O PSTU de Santa Catarina quer aproveitar a mudança do ex-candidato ao Senado Alex Sander da Silva para Criciúma, e com domicílio eleitoral em Araranguá, para fortalecer a sigla na região. No município o partido já teve candidatos em eleições passadas e agora parte para a organização em outras cidades. Em Araranguá, um ex-vereador do PT tem interesse em participar. Tubarão, cidade da outra ex-candidata Joaninha de Oliveira, também é alvo da ‘expansão’ do PSTU.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

TSE indefere registro de Joaninha. Partido vai recorrer

A candidata ao senado pelo PSTU, Joaninha de Oliveira, teve a candidatura indeferida novamente, desta vez pelo TSE. Ela não votou na última eleição e pagou a multa depois do prazo, o que segundo a Lei deixa o eleitor inelegível. A informação publicada na coluna de Adelor Lessa, no jornal A Tribuna, pegou de surpresa o candidato ao governo Gilmar Salgado que ainda desconhecia a decisão. Ele informou que o partido vai recorrer ao STF para garantir a candidatura.

– Esta decisão é um absurdo por se tratar de uma multa de R$ 6. Nós somos a favor do Ficha Limpa e gostaríamos que a justiça tivesse o mesmo rigor com os candidatos que enfrentam processos deste tipo.

Na última segunda-feira (13/9) gravei entrevista com a candidata Joaninha de Oliveira e ela estava bastante confiante com os 5% de intenção de votos dados em pesquisa divulgada pelo Diário Catarinense no fim de semana. A entrevista está prevista para ser veiculada na Unisul TV na próxima segunda-feira (20/9).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PSTU: discurso organizado

O PSTU é um dos pequenos partidos desta eleição, tem propostas que muitos consideram radicais, mas ninguém pode dizer que o discurso de seus candidatos é desarticulado. Em entrevista esta semana com o candidato ao senado, Alex Sander da Silva, escutei a defesa do mesmo projeto que já tinha escutado do candidato ao governo Gilmar Salgado, e que ainda vou escutar da outra candidata ao senado, Joaninha de Oliveira.

Os candidatos da sigla defendem, entre outras propostas, a reestatização das empresas privatizadas, a federalização do Sistema Acafe e o não pagamento das dívidas externas e interna.

– Entendemos que tudo o que já foi pago até agora foi suficiente para quitar esta dívida. Os recursos que hoje servem para pagar os juros deveriam servir para os investimentos que a população tanto precisa – diz Silva.

Em tempo, Alex Sander da Silva nasceu em Araranguá, onde ainda vota. Foi seminarista durante seis anos em Tubarão e hoje mora e trabalha como professor de Filosofia em São José. Foi candidato a deputado federal em 2006 e obteve 1.338 votos.

domingo, 1 de agosto de 2010

Entrevista com Gilmar Salgado (PSTU), candidato a governador de SC

Gilmar Salgado, durante entrevista à Unisul TV
Servidor da Casan, há 29 anos, ele disputa o governo do Estado pela segunda vez. Em 2002, obteve 4.136 votos

BLOG DO RAFAEL MATOS - Por que o PSTU defende a estatização das multinacionais?
GILMAR SALGADO
- A questão toda que tentam nos convencer é de que as multinacionais trazem muito dinheiro para o nosso país, para Santa Catarina, criando empregos, trazendo tecnologias novas e que o Brasil sozinho não poderia desenvolver a a ciência e tecnologia sem as multinacionais. Mas os números, do último período, mostram que o saldo da balança comercial é o seguinte: está saindo muito mais dinheiro do nosso país do que está entrando com as multinacionais. Então as multinacionais da Alemanha, da Bélgica, como é a Tractebel, por exemplo, vem pra cá e conseguem estabelecer poucas vagas de trabalho, e o lucro não é aplicado no Brasil, em Tubarão ou Capivari de Baixo, em Santa Catarina, é enviado para as matrizes, no exterior. Então elas devem ser estatizadas, todas as montadoras de carro, as empresas que lideram o agronegócio. Elas vem aqui para explorar a força de trabalho dos trabalhadores, com salários miseráveis e jornadas abusivas. O Brasil precisa se desenvolver sem as multinacionais, por isso defendemos que elas sejam estatizadas sem indenização porque já lucraram demais.


BRM - O senhor defende mudança nos valores determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal para os repasses para educação e saúde?
GS - Não há dúvida, os países com os melhores índices de educação no mundo não foram criando Fundef, ou Fundeb, arrumando uma migalha aqui, uma esmola alí, para aplicar na educação. Eles trabalham com um percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Então nós defendemos isso. Hoje o Brasil gasta 3% só com saúde e 36% com juros das dívidas interna e externa para os banqueiros. Com educação gastou só 4% em 2009. Nós defendemos que a saúde deve dobrar esse investimento em relação ao PIB, chegando a 6% e a educação passar para 10%, rumo aos 15%. Essa é a única maneira de atender, de fato, as necessidades da população que hoje morre nas filas, sem médicos especialistas, professores e o magistério cada vez mais desvalorizados, sendo massacrados pelos governos. E depois da reforma da previdência, que teve o apoio dos senadores, hoje candidatos, Colombo (DEM) e Ideli (PT), os professores trabalham doentes porque não conseguem se aposentar. Tem que ter um salário decente para o professor, que pelo Dieese, hoje deveria ser de R$ 2,1 para 20 horas/aula e 50 horas/atividades, para o professor melhorar preprar as aulas e os estudantes aprendam mais e fiquem satisfeitos com o que é repassado em sala de aula.


BRM - Os municípios querem que os royalties do petróleo extraído do pré-sal sejam distribuídos de acordo com o FPM. Você concorda com isso?
GS - Eu acho insuficiente. Hoje os municípios estão a toda hora de pires na mão em Brasília e não resolvem nada, porque os deputados estão preocupados com os próprios salários e privilégios do que resolver os problemas da população. O Congresso Nacional está de costas para a população, principalmente os mais pobres. O petróleo hoje, a discussão que está tendo do pré-sal, especialistas da Petrobrás, que fazem parte da Conlutas e do Sindicato dos Petroleiros, fizeram um estudo e ele recomenda que esse não é o momento de explorar a camada do pré-sal, tendo em vista que a exploração vai levar a uma chamada para as multinacionais para vir aqui se apropriar dessa riqueza natural que é do nosso país. E apesar da Petrabrás ter a melhor tecnologia para explorar em águas profundas, o brasileiro não está se beneficiando desta riqueza. Porque o Fernando Henrique Cardoso (PSDB) (presidente 1995-2002) abriu a Petrobrás e privatizou através dos leilões de poços de petróleo que continuaram no governo Lula (PT). Agora no pré-sal a discussão é: a oposição de direita, o DEM e o PSDB, que representam os grandes bancos e os banqueiros, que sempre governaram contra os trabalhadores querem o regime de concessões, ou seja, entregar para as multinacionais. O governo Lula quer o regime de partilha, dividar com as multinacionais. A pergunta é: por que entregar nossas riquezas naturais para elas. Esses recursos devem servir para os municípios investirem em educação e saúde. A população tem que se beneficiar dessa riqueza.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Hora do Voto: Gilmar Salgado (PSTU) fala sobre saúde

A Unisul TV estreou o programa "A Hora do Voto Entrevista". O programa vai receber todos os candidatos ao governo do estado. Por ordem de sorteio, o primeiro convidado foi Gilmar Salgado, do PSTU. Durante uma hora, ele falou sobre diversas questões de interesse da população. Como critério, que também será usado nos demais programas, selecionamos as respostas que foram dadas às perguntas feitas pela população. Uma delas tratou de investimentos em saúde

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eleições 2010: Gilmar Salgado (PSTU) fala sobre segurança

A Unisul TV estreou o programa "A Hora do Voto - Entrevista", que vai receber todos os candidatos ao governo do Estado. Por ordem de sorteio, o primeiro convidado foi o candidato Gilmar Salgado, do PSTU. Durante uma hora, ele falou sobre diversas questões e agora no Câmera Aberta vamos exibir um trecho da entrevista. Como critério, que também será usado nos demais programas, selecionamos as respostas que foram dadas às perguntas feitas pela população. Uma delas tratou de segurança pública



No Câmera Aberta Segunda Edição você poderá ver o que o candidato Gilmar Salgado falou sobre saúde. E na próxima segunda-feira, o convidado do programa "A Hora do Voto - Entrevista" será Carmelito Smieguel, do PMN

Gilmar Salgado: defesa do socialismo

O costume com os sistemas de governos atuais que, independente de partidos, se parecem tanto, faz com que ao ouvir um candidato com propostas mais ideológicas e fundamentadas ele soe um tanto radical. Pelo menos foi essa a impressão deixada pelo candidato ao governo de Santa Catarina Gilmar Salgado (PSTU). Mas vale lembrar, o 'radicalismo' dele é fundamentado em ideologia, coisa tão rara nos dias de hoje. Quem o ouve pode até discordar, mas Salgado defende aquilo em que acredita.

E o socialismo foi a ideologia defendida por Salgado durante a entrevista concedida à Unisul TV, durante o programa A Hora do Voto. E defender o socialismo significa estatizar todas as multinacionais, reestatizar as empresas vendidas, federalizar o Sistema Acafe, o sistema bancário, criar frentes de trabalho para dar empregos, melhorar os salários, descriminalizar as drogas e garantir atendido público de saúde, entre outras propostas.

Concordar ou não com o candidato é uma decisão do eleitor. Mas fazer esta decisão após ouvir o que ele tem a dizer é compromisso ainda maior. O voto deveria ser decidido assim, pelas ideias e não pela imagem que se passa. Por isso aproveite as oportunidades de ouvir e perguntar aos candidatos.

Na próxima semana, o entrevistado será Carmelito Smieguel (PMN). Nunca ouviu falar dele, não sabe o que ele defende? Pois escute, questione e depois decida.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

TRE suspende cotas do Fundo Partidário do PSTU

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina desaprovou, por unanimidade, as contas do diretório estadual do PSTU, referentes ao exercício financeiro de 2007, e determinou a suspensão do repasse de cotas do Fundo Partidário por oito meses. Da decisão, publicada no Acórdão nº 24.554, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Pleno suspende cotas do Fundo Partidário do PSTU por oito meses

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