O Sul do Estado não teve nenhuma cidade com segundo turno nas eleições municipais. Por isso assistimos de longe as disputas que ocorreram em Florianópolis, Blumenau e Joinville e que terminaram domingo com a votação, apuração e definição dos eleitos.
Os resultados nestas grandes cidades favorecem os encaminhamentos para as eleições estaduais de 2014 e que se continuarem no mesmo ritmo não devem apresentar nenhuma novidade na divisão de forças.
Os partidos que compõem a chamada Tríplice Aliança tiveram uma vitória cada um. O PMDB venceu em Joinville, o PSDB em Blumenau e o PSD, com um vice do PP, foi o vencedor em Florianópolis.
Apesar das disputas entre sí, estes partidos só não estarão juntos em 2014 se não quiserem. Mesmo a aproximação do PP com o governo, que poderia afastar PMDB e PSDB, já passa a ser digerida com mais facilidade por todos. Do jeito que está, só o surgimento de um fato muito surpreendente para colocar algum tempero nesta disputa.
Ainda há tempo é verdade, mas a tática utilizada nos últimos pleitos tem se confirmado imbatível. O seu maior defensor é o ex-governador e agora senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Unidos eles tiveram vitória em 2006 e 2010, a última já no primeiro turno. Se o PP realmente integrar esta aliança a oposição ficará ainda mais enfraquecida.
A divisão destas siglas em mais de uma candidatura é no momento uma das esperanças do PT, por exemplo. Mas os resultados de ontem, tornam esta expectativa mais difícil e por isso a necessidade de se buscar outros caminhos. Só assim para sonhar com algo diferente do quadro atual.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O carisma de Manoel
A morte do prefeito Manoel Bertoncini não o transformará no melhor prefeito da história de Tubarão. Até porque o seu governo teve problemas que se assemelham aos diversos prefeitos pelo Brasil afora.
Mas não se pode negar que a forma com que ele encarou os problemas pessoais para continuar trabalhando deixaram um exemplo para quem fica. Ele não teve plena saúde durante nenhum dia de seu mandato e mesmo assim procurou manter o compromisso que lhe foi conferido pelas urnas em 2008.
Contrariou as previsões negativas, a vontade da família, ignorou as dores e sequelas do tratamento do câncer e trabalhou até o último dia em que teve forças. Publicamente sempre atendeu a todos da melhor maneira possível. Respondia o que lhe perguntavam de bom, ou ruim. E sempre, sempre conseguia sorrir. Ao fazer isso, Manoel apenas confirmou o carisma que teve em sua curta carreira política.
Enfrentou três eleições apenas. Foi o segundo vereador mais votado em 2004 com 2.767 votos. Obteve 21.839 votos para deputado estadual em 2006, sendo 13.524 em Tubarão, mais do que o ex-prefeito Carlos Stupp conquistou em 2010. E foi eleito prefeito em 2008 com 30.128 votos, superando o total de votos dos adversários.
Como gestor público não teve o nome envolvido em nenhum escândalo. Foi um político ´ficha limpa´. Não fez tudo o que pretendia, é verdade, mas foi fiel ao seu grupo político mantendo posições e nomeações nem sempre correspondidas.
O pagamento do Piso Nacional aos professores, início das obras da Arena Multiuso, do Pronto Atendimento 24 horas, da macrodrenagem da margem esquerda, Central do Cidadão, entre outras, são ações que deverão ser lembradas no futuro.
Mas com certeza, a imagem de quem não desistiu ou fraquejou diante de problemas que vão além da nossa compreensão é que estão sempre ligadas ao agora saudoso prefeito de Tubarão Manoel Bertoncini. Que ele descanse em paz.
Mas não se pode negar que a forma com que ele encarou os problemas pessoais para continuar trabalhando deixaram um exemplo para quem fica. Ele não teve plena saúde durante nenhum dia de seu mandato e mesmo assim procurou manter o compromisso que lhe foi conferido pelas urnas em 2008.
Contrariou as previsões negativas, a vontade da família, ignorou as dores e sequelas do tratamento do câncer e trabalhou até o último dia em que teve forças. Publicamente sempre atendeu a todos da melhor maneira possível. Respondia o que lhe perguntavam de bom, ou ruim. E sempre, sempre conseguia sorrir. Ao fazer isso, Manoel apenas confirmou o carisma que teve em sua curta carreira política.
Enfrentou três eleições apenas. Foi o segundo vereador mais votado em 2004 com 2.767 votos. Obteve 21.839 votos para deputado estadual em 2006, sendo 13.524 em Tubarão, mais do que o ex-prefeito Carlos Stupp conquistou em 2010. E foi eleito prefeito em 2008 com 30.128 votos, superando o total de votos dos adversários.
Como gestor público não teve o nome envolvido em nenhum escândalo. Foi um político ´ficha limpa´. Não fez tudo o que pretendia, é verdade, mas foi fiel ao seu grupo político mantendo posições e nomeações nem sempre correspondidas.
O pagamento do Piso Nacional aos professores, início das obras da Arena Multiuso, do Pronto Atendimento 24 horas, da macrodrenagem da margem esquerda, Central do Cidadão, entre outras, são ações que deverão ser lembradas no futuro.
Mas com certeza, a imagem de quem não desistiu ou fraquejou diante de problemas que vão além da nossa compreensão é que estão sempre ligadas ao agora saudoso prefeito de Tubarão Manoel Bertoncini. Que ele descanse em paz.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Transferência de votos
Em toda eleição sempre tem os candidatos que buscam herdar os votos de alguém que está de fora da eleição. Neste pleito, o caso mais notável é o da candidata a presidente Dilma Roussef (PT), que busca ser a sucessora do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Aqui na região todos buscavam os votos do deputado estadual Genésio Goulart (PMDB). Alexandre Moraes (PMDB) que seria a opção natural, fez pouco mais do que 10% da votação de Goulart em 2006, que foi de 33.293 votos.
Já o deputado estadual eleito José Nei Ascari (DEM), tido como o sucessor do ex-deputado Júlio Garcia (DEM), conseguiu não somente se eleger, mas superar o desempenho do 'mentor'. Em 2006, Garcia foi eleito com 51.010 votos (nono mais votado). Em 2010, Ascari foi o quinto mais votado com 55.692 votos. Cinco mil votos de boa diferença.
Aqui na região todos buscavam os votos do deputado estadual Genésio Goulart (PMDB). Alexandre Moraes (PMDB) que seria a opção natural, fez pouco mais do que 10% da votação de Goulart em 2006, que foi de 33.293 votos.
Já o deputado estadual eleito José Nei Ascari (DEM), tido como o sucessor do ex-deputado Júlio Garcia (DEM), conseguiu não somente se eleger, mas superar o desempenho do 'mentor'. Em 2006, Garcia foi eleito com 51.010 votos (nono mais votado). Em 2010, Ascari foi o quinto mais votado com 55.692 votos. Cinco mil votos de boa diferença.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
TRE deixa PT sem Fundo Partidário por um mês
O TRE-SC desaprovou as contas do Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores referentes ao exercício de 2006. Na decisão foi determinada ainda a suspensão do recebimento de novas cotas do fundo partidário pelo período de um mês, a partir da data de publicação desta decisão. Da decisão, publicada no Acódão n. 25335, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A rejeição aconteceu após a análise técnica pela Coordenadoria de Controle Interno do Tribunal (Cocin), que opinou pela desaprovação das contas em decorrência de impropriedades que comprometem a sua regularidade e confiabilidade. Primeiramente, constatou-se o pagamento de despesas eleitorais com recursos que não transitaram pela conta bancária da campanha; além de ter havido divergência entre os valores de doações efetuadas pelo Comitê e aqueles declarados pelos candidatos em suas prestações de contas.
O juiz-relator Leopoldo Augusto Brüggmann explicou que o Comitê realizou despesa com combustível no valor de R$ 116,70 junto à empresa Auto Posto da Imperatriz, a qual não foi registrada em sua contabilidade. Segundo o magistrado, o Comitê assumiu a existência da despesa e sustentou que pudesse ter ocorrido a perda da nota fiscal, esquecimento ou erro e, posteriormente, apresentou o documento.
Leia mais...
PT não receberá cotas do fundo partidário por um mês
A rejeição aconteceu após a análise técnica pela Coordenadoria de Controle Interno do Tribunal (Cocin), que opinou pela desaprovação das contas em decorrência de impropriedades que comprometem a sua regularidade e confiabilidade. Primeiramente, constatou-se o pagamento de despesas eleitorais com recursos que não transitaram pela conta bancária da campanha; além de ter havido divergência entre os valores de doações efetuadas pelo Comitê e aqueles declarados pelos candidatos em suas prestações de contas.
O juiz-relator Leopoldo Augusto Brüggmann explicou que o Comitê realizou despesa com combustível no valor de R$ 116,70 junto à empresa Auto Posto da Imperatriz, a qual não foi registrada em sua contabilidade. Segundo o magistrado, o Comitê assumiu a existência da despesa e sustentou que pudesse ter ocorrido a perda da nota fiscal, esquecimento ou erro e, posteriormente, apresentou o documento.
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PT não receberá cotas do fundo partidário por um mês
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Marina não repete Heloísa
O ex-governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) condiciona a possibilidade de vitória de Dilma Roussef (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais ao desempenho de Marina Silva (PV). Para ele a candidata do Partido Verde não conseguirá repetir o desempenho que Heloísa Helena (PSOL) teve em 2006 quando as pesquisas indicavam 15%.
– Se a Marina continuar nesta tendência de não ultrapassar os 10% é possível acreditar na vitória de Dilma no primeiro turno – avalia.
– O desempenho de Heloísa Helena naquela eleição foi tão considerável que no segundo turno o Geraldo Alckmin fez menos votos do que no primeiro – completa.
– Se a Marina continuar nesta tendência de não ultrapassar os 10% é possível acreditar na vitória de Dilma no primeiro turno – avalia.
– O desempenho de Heloísa Helena naquela eleição foi tão considerável que no segundo turno o Geraldo Alckmin fez menos votos do que no primeiro – completa.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
PV par#tido
Os verdes contrários à decisão de ter um candidato ao governo do Estado afirmam que o partido está se despedaçando e rumando ao próprio enterro. Pelo Twitter, Gerson Basso, que obteve mais de 250 mil votos ao senado em 2006, escreveu "O PV em SC será a vergonha da eleição. Dez anos de luta jogados fora“. Ivan Naatz também acha que o partido não tem condições de enfrentar uma eleição estadual e que a pré-candidata a presidência Marina Silva será a principal prejudicada.
Para o sábado (19/6) está convocada uma reunião estadual para deliberar sobre as pré-candidaturas do partidos. José Paulo Teixeira e Rogério Portanova são cotados para disputar o governo.
Leia mais...
PV sem rumo em SC
Para o sábado (19/6) está convocada uma reunião estadual para deliberar sobre as pré-candidaturas do partidos. José Paulo Teixeira e Rogério Portanova são cotados para disputar o governo.
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PV sem rumo em SC
terça-feira, 8 de junho de 2010
O número mágico de cada um
A janela de convenções partidárias abre na quinta-feira, dia 10, e os partidos tem até o dia 30 de junho para definir os candidatos. Muita gente já está definida e também fazendo contas. Todos calculam e projetam a quantidade de votos necessária para se eleger.
Como exemplo, vamos ficar com os candidatos a deputado estadual. Já temos cerca de dez pré-candidatos aqui na Amurel. Quantos votos são necessários para se eleger? Quem são os reais adversários de cada um?
Esta questão dos números é discutida em Tubarão a partir da desistência de disputar a reeleição do deputado Genésio Goulart. Quem ficaria com os votos de Genésio? É muito difícil prever.
Mas o fato é que os adversários de cada candidato estão dentro dos próprios partidos. Alexandre Moraes por exemplo. Ele disputa voto com os outros candidatos do PMDB. Muitos já ocuparam espaço na região com o vazio criado pela desistência de Genésio. O pré-candidato tubaronense luta para recuperar este espaço e a projeção de votos fica dentro disso.
Em 2006, a última vaga do PMDB foi ocupada por Ada de Luca que fez 30.192 votos. Hoje ela já projeta passar dos 60 mil e ser uma das mais votadas. Então qual deve ser a meta de Moraes? Com certeza é passar de 35 mil votos. Qualquer número abaixo disso dificulta e muito conquistar uma vaga.
Já o ex-prefeito Carlos Stupp, por exemplo, que é pré-candidato pelo PSDB. O último dos tucanos em 2006 foi Marcos Vieira com 35.072 votos. Portanto as projeções de Stupp também devem ser superiores a 40 mil.
Olávio Falchetti, que disputará a eleição pelo PT, deve projetar mais de 25 mil votos para se eleger, já quem em 2006, Décio Góes entrou na Alesc com 23.010.
Então como se percebe, o número mágico de cada um é bem diferente. Temos pré-candidato projetando se eleger com menos de 15 mil votos.
Mas, mais do que uma disputa entre os nomes da região, é preciso que o eleitor tenha consciência para votar em representantes que sejam daqui. A Amurel, hoje, tem apenas três representantes na Assembleia. O ideal seria aumentar este quadro, diminuir seria muito ruim, mas diante da atual situação, se conseguir manter o que já tem será satisfatório.
Como exemplo, vamos ficar com os candidatos a deputado estadual. Já temos cerca de dez pré-candidatos aqui na Amurel. Quantos votos são necessários para se eleger? Quem são os reais adversários de cada um?
Esta questão dos números é discutida em Tubarão a partir da desistência de disputar a reeleição do deputado Genésio Goulart. Quem ficaria com os votos de Genésio? É muito difícil prever.
Mas o fato é que os adversários de cada candidato estão dentro dos próprios partidos. Alexandre Moraes por exemplo. Ele disputa voto com os outros candidatos do PMDB. Muitos já ocuparam espaço na região com o vazio criado pela desistência de Genésio. O pré-candidato tubaronense luta para recuperar este espaço e a projeção de votos fica dentro disso.
Em 2006, a última vaga do PMDB foi ocupada por Ada de Luca que fez 30.192 votos. Hoje ela já projeta passar dos 60 mil e ser uma das mais votadas. Então qual deve ser a meta de Moraes? Com certeza é passar de 35 mil votos. Qualquer número abaixo disso dificulta e muito conquistar uma vaga.
Já o ex-prefeito Carlos Stupp, por exemplo, que é pré-candidato pelo PSDB. O último dos tucanos em 2006 foi Marcos Vieira com 35.072 votos. Portanto as projeções de Stupp também devem ser superiores a 40 mil.
Olávio Falchetti, que disputará a eleição pelo PT, deve projetar mais de 25 mil votos para se eleger, já quem em 2006, Décio Góes entrou na Alesc com 23.010.
Então como se percebe, o número mágico de cada um é bem diferente. Temos pré-candidato projetando se eleger com menos de 15 mil votos.
Mas, mais do que uma disputa entre os nomes da região, é preciso que o eleitor tenha consciência para votar em representantes que sejam daqui. A Amurel, hoje, tem apenas três representantes na Assembleia. O ideal seria aumentar este quadro, diminuir seria muito ruim, mas diante da atual situação, se conseguir manter o que já tem será satisfatório.
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sábado, 5 de junho de 2010
Por e-mail: Deputado federal Jorge Boeira (PT)
Na troca de e-mails desta semana o deputado petista fala sobre recursos federais para prevenção às cheias, cassações e perfil dos petistas
BLOG DO RAFAEL MATOS - Qual ação efetiva pode ser feita pelos municípios da região para obter recursos para projetos de prevenção de cheias?
JORGE BOEIRA - Para conseguir os recursos, antes é necessário que as prefeituras tenham bons projetos. E não só os projetos idealizados, é necessário a execução do projetos básico, executivo e principalmente o licenciamento ambiental. Ou seja, os municípios têm que se preparar para pleitear os recursos que estão sendo disponibilizados pelo Governo Federal. Como exemplo, informo que no final de 2009 trabalhamos junto ao Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Defesa Civil o empenho de R$ 24 milhões para 17 municípios do sul para serem executados projetos de "Obras para Prevenção de enchentes e desastres". Desses R$ 1,1 milhão foi para a prefeitura de Tubarão.
BRM - O senhor foi eleito deputado federal em 2002 e depois ficou na suplência em 2006. Ficou desapontado? Qual lição tirou disso?
JB - Acredito que o trabalho realizado foi aprovado pela população. Tanto que na primeira eleição fiz 51.142 votos e na segunda 67.259. Foram 16 mil votos a mais. Claro que não foram suficientes para garantir a reeleição, mais significa aprovação do nosso trabalho. Houve reconhecimento e não fiquei frustrado. Muito pelo contrário, sou eternamente grato pela confiança daquelas 67 mil e 259 pessoas que depositaram em mim o seu voto de confiança, pessoas que sei que posso contar novamente.
BRM - O Projeto Ficha Limpa será suficiente para recuperar a imagem da classe política, tão desgastada nos últimos tempos?
JB - Acredito que só isso ainda não. O Ficha Limpa vai inibir e evitar o acesso do corrupto já julgado em colegiado na vida pública e a longo prazo contribuir, mas acredito que o fim da corrupção esta ligada diretamente a pessoa, a sua formação familiar, suas crenças e valores. Eu acredito nisso. Na educação e na formação de valores para combater a corrupção. Eu votei a favor do Ficha Limpa. Tenho zelo com o dinheiro público e nada a esconder de minha vida pública. Muito pelo contrário, quando assumi como deputado meu primeiro pronunciamento na Tribuna da Câmara foi abrir as contas e os gastos de meu gabinete para todo cidadão acompanhar. Uma pesquisa mostrou que o nosso gabinete foi o que mais economizou verba entre os deputados de SC.
BRM - TSE e TRE têm anunciado um grande numero de cassações. Pode-se dizer que os candidatos não se adaptaram a legislação? Ou está havendo um rigor exagerado?
JB - Acredito que são os dois casos. Na vida pessoal você pode fazer o que bem entender com seu dinheiro. É seu. Na pública não. Nós não podemos nos dar ao luxo de errar, de cometer equívocos. Precisamos zelar ao máximo, pois o dinheiro público nada mais é que a soma dos impostos pagos pelo cidadão, por isso, precisa ser bem empregado.
BRM - Antes de ser deputado federal o senhor teve experiência como secretário municipal em Araranguá (No governo de Neri Garcia 1992-1996). Pensa no futuro disputar um cargo executivo?
JB - Por enquanto estou deputado e é um privilégio representar meu Estado e principalmente a nossa região sul, em Brasília. O futuro a Deus pertence. Por enquanto acredito que ainda posso contribuir muito com Tubarão e as cidades da Amurel.
BRM - O perfil de alguns líderes do PT mudou nos últimos anos. Empresários como o senhor, como o pré-candidato a deputado estadual Olávio Falchetti em Tubarão, são exemplos disso. Por que acha que isso ocorreu?
JB - Empresários, pintores, cantores, metalúrgico, jornalistas, garis, mecânicos médicos, engenheiros, advogados, enfim, em todas as profissões existem pessoas que sonham por um país de oportunidades. Tanto eu, como o amigo Olávio Falchetti e outras milhões de pessoas, também acreditam num Brasil que possa distribuir suas rendas para garantir o seu desenvolvimento. Que defendem o crescimento econômico e a redução da desigualdade social. Para contribuir com essas mudanças e se doar você precisa estar em um partido. Nós escolhemos o Partido dos Trabalhadores porque ele tem esse foco, esse objetivo, essa ideologia.
BRM - Há um mês das convenções partidárias onde o senhor aposta suas fichas em SC? Duas grandes coligações ou candidaturas próprias no primeiro turno?
JB - Aposto na maturidade dos partidos políticos em construir suas propostas baseadas nas necessidades reais de cada pessoa, visando o desenvolvimento, a reestruturação e a oferta de oportunidades e inclusão. Dificilmente a senadora Ideli Salvatti não será candidata ao governo de SC. O PT está unido nesta proposta e ela está preparada. Nunca na história de Santa Catarina se garantiu a vinda de tantos recursos para serem investidos no Estado como pelo trabalho da senadora. Em relação a duas ou mais candidaturas próprias, apesar de estarmos há menos de 30 dias, ainda não sem tem nada claro.
BLOG DO RAFAEL MATOS - Qual ação efetiva pode ser feita pelos municípios da região para obter recursos para projetos de prevenção de cheias?
JORGE BOEIRA - Para conseguir os recursos, antes é necessário que as prefeituras tenham bons projetos. E não só os projetos idealizados, é necessário a execução do projetos básico, executivo e principalmente o licenciamento ambiental. Ou seja, os municípios têm que se preparar para pleitear os recursos que estão sendo disponibilizados pelo Governo Federal. Como exemplo, informo que no final de 2009 trabalhamos junto ao Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Defesa Civil o empenho de R$ 24 milhões para 17 municípios do sul para serem executados projetos de "Obras para Prevenção de enchentes e desastres". Desses R$ 1,1 milhão foi para a prefeitura de Tubarão.
BRM - O senhor foi eleito deputado federal em 2002 e depois ficou na suplência em 2006. Ficou desapontado? Qual lição tirou disso?
JB - Acredito que o trabalho realizado foi aprovado pela população. Tanto que na primeira eleição fiz 51.142 votos e na segunda 67.259. Foram 16 mil votos a mais. Claro que não foram suficientes para garantir a reeleição, mais significa aprovação do nosso trabalho. Houve reconhecimento e não fiquei frustrado. Muito pelo contrário, sou eternamente grato pela confiança daquelas 67 mil e 259 pessoas que depositaram em mim o seu voto de confiança, pessoas que sei que posso contar novamente.
BRM - O Projeto Ficha Limpa será suficiente para recuperar a imagem da classe política, tão desgastada nos últimos tempos?
JB - Acredito que só isso ainda não. O Ficha Limpa vai inibir e evitar o acesso do corrupto já julgado em colegiado na vida pública e a longo prazo contribuir, mas acredito que o fim da corrupção esta ligada diretamente a pessoa, a sua formação familiar, suas crenças e valores. Eu acredito nisso. Na educação e na formação de valores para combater a corrupção. Eu votei a favor do Ficha Limpa. Tenho zelo com o dinheiro público e nada a esconder de minha vida pública. Muito pelo contrário, quando assumi como deputado meu primeiro pronunciamento na Tribuna da Câmara foi abrir as contas e os gastos de meu gabinete para todo cidadão acompanhar. Uma pesquisa mostrou que o nosso gabinete foi o que mais economizou verba entre os deputados de SC.
BRM - TSE e TRE têm anunciado um grande numero de cassações. Pode-se dizer que os candidatos não se adaptaram a legislação? Ou está havendo um rigor exagerado?
JB - Acredito que são os dois casos. Na vida pessoal você pode fazer o que bem entender com seu dinheiro. É seu. Na pública não. Nós não podemos nos dar ao luxo de errar, de cometer equívocos. Precisamos zelar ao máximo, pois o dinheiro público nada mais é que a soma dos impostos pagos pelo cidadão, por isso, precisa ser bem empregado.
BRM - Antes de ser deputado federal o senhor teve experiência como secretário municipal em Araranguá (No governo de Neri Garcia 1992-1996). Pensa no futuro disputar um cargo executivo?
JB - Por enquanto estou deputado e é um privilégio representar meu Estado e principalmente a nossa região sul, em Brasília. O futuro a Deus pertence. Por enquanto acredito que ainda posso contribuir muito com Tubarão e as cidades da Amurel.
BRM - O perfil de alguns líderes do PT mudou nos últimos anos. Empresários como o senhor, como o pré-candidato a deputado estadual Olávio Falchetti em Tubarão, são exemplos disso. Por que acha que isso ocorreu?
JB - Empresários, pintores, cantores, metalúrgico, jornalistas, garis, mecânicos médicos, engenheiros, advogados, enfim, em todas as profissões existem pessoas que sonham por um país de oportunidades. Tanto eu, como o amigo Olávio Falchetti e outras milhões de pessoas, também acreditam num Brasil que possa distribuir suas rendas para garantir o seu desenvolvimento. Que defendem o crescimento econômico e a redução da desigualdade social. Para contribuir com essas mudanças e se doar você precisa estar em um partido. Nós escolhemos o Partido dos Trabalhadores porque ele tem esse foco, esse objetivo, essa ideologia.
BRM - Há um mês das convenções partidárias onde o senhor aposta suas fichas em SC? Duas grandes coligações ou candidaturas próprias no primeiro turno?
JB - Aposto na maturidade dos partidos políticos em construir suas propostas baseadas nas necessidades reais de cada pessoa, visando o desenvolvimento, a reestruturação e a oferta de oportunidades e inclusão. Dificilmente a senadora Ideli Salvatti não será candidata ao governo de SC. O PT está unido nesta proposta e ela está preparada. Nunca na história de Santa Catarina se garantiu a vinda de tantos recursos para serem investidos no Estado como pelo trabalho da senadora. Em relação a duas ou mais candidaturas próprias, apesar de estarmos há menos de 30 dias, ainda não sem tem nada claro.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
PSDC forma comissão provisória em Tubarão
O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) formou a Comissão Provisória da sigla em Tubarão. O presidente é José Márcio Correa, que nos próximos dias pretende realizar um encontro ampliado para oficializar a reativação da sigla que estava dissolvida desde o final de 2008.
O PSDC tem um pré-candidato a presidente, José Maria Eymael, que segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada na semana passada, aparece em quarto lugar com 1,1% das intenções de votos. Ele já foi candidato a presidente em 1998 e 2006, com 171.831 (9º) e 63.294 (6º) votos respectivamente.
No mês passado o pré-candidato a deputado estadual pelo PSC, Douglas Antunes, havia anunciado o apoio do PSDC de Tubarão, mas a informação foi desautorizada pelo presidente estadual do PSDC Antônio Carlos Costa.
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Presidente do PSDC de SC desautoriza apoio ao PSC
O PSDC tem um pré-candidato a presidente, José Maria Eymael, que segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada na semana passada, aparece em quarto lugar com 1,1% das intenções de votos. Ele já foi candidato a presidente em 1998 e 2006, com 171.831 (9º) e 63.294 (6º) votos respectivamente.
No mês passado o pré-candidato a deputado estadual pelo PSC, Douglas Antunes, havia anunciado o apoio do PSDC de Tubarão, mas a informação foi desautorizada pelo presidente estadual do PSDC Antônio Carlos Costa.
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Presidente do PSDC de SC desautoriza apoio ao PSC
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Balneário Gaivota com pré-candidato a presidente
Santa Catarina terá pelo menos um representante na corrida presidencial deste ano. O presidente estadual do PSL, Américo de Souza, é o pré-candidato da sigla para a disputa. Ele já foi candidato a vice-presidente em 2006, na chapa de Luciano Bivar.
Souza é natural do Maranhão e já exerceu mandatos de deputado federal e senador pelo estado, além de um mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Há vinte anos reside em Santa Catarina, em Balneário Gaivota.
Em 2006, a chapa do PSL ficou em último lugar entre os sete candidatos. Foram 62.064 votos, equivalentes a 0,065%. Em Santa Catarina foram 1.974 votos e na cidade de Souza, apenas 76 votos.
Esta semana o site do partido, comemora a divulgação de três pesquisas que indicam o candidato do PSL com 1% das intenções de voto, o que significaria muito mais que o obtido em 2006.
Leia mais...
Três pesquisas já apontam Américo de Souza com 1%
Souza é natural do Maranhão e já exerceu mandatos de deputado federal e senador pelo estado, além de um mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Há vinte anos reside em Santa Catarina, em Balneário Gaivota.
Em 2006, a chapa do PSL ficou em último lugar entre os sete candidatos. Foram 62.064 votos, equivalentes a 0,065%. Em Santa Catarina foram 1.974 votos e na cidade de Souza, apenas 76 votos.
Esta semana o site do partido, comemora a divulgação de três pesquisas que indicam o candidato do PSL com 1% das intenções de voto, o que significaria muito mais que o obtido em 2006.
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Três pesquisas já apontam Américo de Souza com 1%
quinta-feira, 6 de maio de 2010
PSB ficará sem cotas partidárias
O diretório estadual do PSB foi punido com a suspensão das cotas do Fundo Partidário e deixará de recebê-las pelo período de oito meses, a partir de janeiro do ano que vem. A decisão foi tomada por unimidade de votos na sessão de quarta-feira (5/5) do Pleno do TRE-SC devido à desaprovação da prestação de contas do comitê financeiro único do partido, relativas às eleições de 2006. Da decisão, que está registrada no Acórdão nº 24.474 do TRE-SC, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
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PSB perderá cotas do Fundo Partidário por ter contas desaprovadas
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PSB perderá cotas do Fundo Partidário por ter contas desaprovadas
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Na posse de Visú, PT de Jaguaruna confirma apoios a Serafim e Boeira
Não é só no PMDB que a demora em indicar um pré-candidato prejudica na obtenção de apoio. No PT, apesar de definida desde fevereiro, a pré-candidatura de Olávio Falchetti também pode ter sido tardia.
No sábado (17/4), o PT de Jaguaruna empossou a nova diretoria executiva. O vereador Adilson Tibúrcio, o Visu, é o novo presidente da sigla na cidade. Nas eleições de 2010, o diretório local definiu apoiar as pré-candidaturas de José Paulo Serafim, para deputado estadual, e Jorge Boeira, para deputado federal.
Visu explica que estas definições ocorrem em virtude da afinidade dos petistas de Jaguaruna com os dois pré-candidatos e por também terem trabalhado com eles nas eleições de 2006. A demora na confirmação de outras pré-candidaturas também contribuiu.
– Isso não quer dizer que outros candidatos do PT não serão bem recebidos aqui – avisa Visu, referindo-se aos pré-candidatos Olávio Falchetti e Ademir Mota da Silva, o Milo.
Segundo o vereador, o vice-prefeito Lorisvaldo Felisbino, o Loro, apresentará os candidatos do partido nas comunidades de Jaguaruna.
Apesar de eleito ainda em 2009, a posse de Visú só ocorreu agora porque os petistas de Jaguaruna preferiram esperar a posse estadual e o congresso do partido.
No sábado (17/4), o PT de Jaguaruna empossou a nova diretoria executiva. O vereador Adilson Tibúrcio, o Visu, é o novo presidente da sigla na cidade. Nas eleições de 2010, o diretório local definiu apoiar as pré-candidaturas de José Paulo Serafim, para deputado estadual, e Jorge Boeira, para deputado federal.
Visu explica que estas definições ocorrem em virtude da afinidade dos petistas de Jaguaruna com os dois pré-candidatos e por também terem trabalhado com eles nas eleições de 2006. A demora na confirmação de outras pré-candidaturas também contribuiu.
– Isso não quer dizer que outros candidatos do PT não serão bem recebidos aqui – avisa Visu, referindo-se aos pré-candidatos Olávio Falchetti e Ademir Mota da Silva, o Milo.
Segundo o vereador, o vice-prefeito Lorisvaldo Felisbino, o Loro, apresentará os candidatos do partido nas comunidades de Jaguaruna.
Apesar de eleito ainda em 2009, a posse de Visú só ocorreu agora porque os petistas de Jaguaruna preferiram esperar a posse estadual e o congresso do partido.
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