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segunda-feira, 28 de maio de 2018

O que podemos aprender com a greve dos caminhoneiros?

Que os caminhoneiros podem parar o país

A greve dos caminhoneiros da última semana forjou um novo capítulo da história de manifestações populares no Brasil. Os motoristas paralisaram o país, desabasteceram alguns setores e botaram a classe política para correr. Confesso que para mim foi uma surpresa ver a falta de combustível, por exemplo, com apenas três dias de paralisações. Faltar frutas e verduras (produtos perecíveis) era compreensível, mas outros produtos?

Revela uma face da crise por meio dos baixos estoques e também a falta de coletividade. Teve gente encarando duas horas de fila em posto de combustível para completar o tanque com cinco, seis litros. Será que não dava para deixar para quem realmente precisava?

Que o povo não sabe bem o que quer, mas quer mudança

Mas voltando às manifestações, também houve quem se lembrou daquelas grandes passeatas de 2013. O povo foi às ruas protestar contra tudo, sem reivindicações específicas e sem a participação de partidos políticos.

O que se espera dessa vez, é que estas greves e manifestações tenham algum efeito prático nas eleições. Em 2014 praticamente não se viu renovação nenhuma entre os eleitos. Quem sabe agora em outubro, com a memória mais fresca, o eleitor vote diferente.

Que democracia é melhor que ditadura

Ao passar pelos pontos de concentração dos motoristas ao longa da BR-101 e cidades do Sul de Santa Catarina me deparei com as faixas pedindo “Intervenção Militar Já”. Será que as pessoas que defendem isso não entendem o quão grave é este pedido? Será que elas não entendem que depois, se estiverem insatisfeitas com a ditadura solicitada, não terão o direito de expor uma nova faixa com o texto “Chega de intervenção militar”.

Então, ao ver todo este rebuliço causado pelos caminhoneiros, acredito que um dos aprendizados é que a democracia pode ter um governo ruim, mas a liberdade de dizer que ele é ruim não tem preço.

Que devemos prestar atenção na fala dos políticos

Será que nas eleições de outubro o eleitor vai prestar atenção no que vão dizer os candidatos a presidente? Será que o eleitor vai ficar atento a política de preços dos combustíveis de cada candidato dirá que vai adotar? Será que o eleitor vai ficar atento a como o futuro presidente vai tratar os investimentos em educação? O que cada um vai prometer sobre Reforma da Previdência, Reforma Fiscal, entre outros assuntos importantes?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Comemoração equivocada

O anúncio da contratação de mais de mil policiais militares foi uma resposta à preocupação dos catarinenses com o constante crescimento da violência. Mas a comemoração à medida do governador Raimundo Colombo (PSD) é do tipo que encaro com tristeza. Não discuto a necessidade do reforço nas frentes policiais, mas sim o tratamento ao problema e pouca atenção as suas causas.

Mais mil policiais admitidos, provavelmente significam menos profissionais contratados em outras áreas, pois o Estado alega não ter condições de absorver tanta gente na folha de pagamento. A educação, por exemplo. Será que mil efetivos na polícia não significam mil professores efetivos a menos e mil ACTs (Admitidos em Caráter Temporário) a mais?

A desigualdade social continua sendo um dos maiores problemas de nosso país e no centro da causa de tanta violência. Com uma educação de baixa qualidade e de difícil acesso, temos uma população com sérias dificuldades de ascender socialmente e diminuir as diferenças.

Até quando vamos ficar cobrando e comemorando a contratação de policiais, enquanto escolas são fechadas e professores são desvalorizados?

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Faces do frio

O frio tem sido muito bom para o comércio de Tubarão. O comércio de roupas, por exemplo, tem tido um dos melhores faturamentos dos últimos anos e em alguns locais falta mercadoria. Mas para quem vive nas ruas o frio tem sido de castigar. Por isso é importante o trabalho que vem sendo realizado pela Defesa Civil, junto com a Fundação de Desenvolvimento Social e Guarda Municipal. Eles não podem obrigar as pessoas a dormirem no albergue, mas tentam levar algum tipo de conforto distribuindo comida e roupas. Em algumas noites o atendimento chega a 25 pessoas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Crise de seriedade

O Brasil vive uma crise. É o que todos falam. Mas não é só uma crise econômica. É uma crise de credibilidade também, de um buraco enorme de falta de moralidade. A corrupção está em todo lugar. É uma cultura enraizada, aquela que algumas vezes chamamos de jeitinho brasileiro, mas que hoje nos coloca num mato sem cachorro.

Um exemplo é o que acontece nas obras públicas. Tudo começa com a morosidade para a tomada de decisões. Entre a necessidade da população e a realização da obra, muitas vezes se espera por até uma década. É muito tempo para se tirar um projeto do papel e transformá-lo em realidade.

Se já não bastasse isso vem a desconfiança com o superfaturamento, mas principalmente com a qualidade da obra. A BR-101, por exemplo. Trechos recém-inaugurados precisam ser recuperados pois a pavimentação colocada não resistiu. Onde está a fiscalização da qualidade da obra? E pior ainda, onde está a honestidade das empreiteiras que realizam o trabalho. Se tivessem alguma decência entregariam uma obra com qualidade.

E a lista de péssimos exemplos é grande. Olha só a novela que é a obra da Ponte de Congonhas, a Arena Multiuso, a abandonada UPA 24 horas, a avenida Padre Geraldo Spettmann, a rodovia que liga Tubarão a Orleans e os constantes deslizamentos de terra, a rodovia que liga Tubarão a Braço do Norte.

Onde foi parar a seriedade destas pessoas, sejam elas políticos ou empresários ligados ao setor público? Sem resolver esta crise, fica difícil encontrar um caminho para resolver a outra que abala a nossa economia.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cruzada contra as drogas

Nos anos 90 os órgãos de saúde realizaram grandes campanhas de conscientização sobre a Aids e parecem ter contido o crescimento do número de pessoas infectadas pelos vírus.

Em outras épocas também tivemos campanhas de mídia contra o cigarro e para pedir o uso do cinto de segurança e ter mais segurança no trânsito. Estas campanhas tiveram algum efeito e de tempos em tempos deveriam voltar para reforçar a atenção da população com estes temas.

Além disso, outros problemas sociais merecem campanhas maciças na mídia como forma buscar um caminho de conscientização. Uma deles deve abordar o combate ao uso de drogas. Entre os tantos problemas que já afetam as famílias, o uso de drogas certamente é um dos que mais preocupa os pais. Santa Catarina tem um dos maiores índices do país de uso de drogas entre os jovens. Falar destes números é muito importante. Mas campanhas bem feitas que mostrem o estrago que as drogas fazem nas vidas das pessoas e na relação que tem com a violência podem, quem sabe, ter algum efeito.

O Governo do Estado está anunciando hoje uma campanha conjunta que envolve as secretarias de Assistencial Social, Saúde, Educação e Segurança Pública. É um primeiro passo. Importante. E que precisa ser contínuo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Lei Maurício

Confusões como a que ocorreu no sábado à noite num posto de gasolina de Tubarão só demonstram como a sociedade está desajustada. Por causa de um telefone celular, um tiroteio quase acaba em tragédia. Há alguns anos, o ex-vereador Maurício da Silva propôs uma lei que restringia a venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina e restringia o horário de funcionamento em casas noturnas. Por pressão de uns poucos interessados, a Lei acabou sendo engavetada. Enquanto isso, nas madrugadas...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Temos que aprender

Toda derrota deve trazer um aprendizado. Mesmo as mais dolorosas. Mas não sei se a derrota de ontem, da nossa querida e admirada Seleção Brasileira, por mais humilhante que tenha sido, vai fazer com que os brasileiros aprendam alguma coisa.

Não vejo a goleada da Alemanha como uma tragédia, pois foi apenas um jogo de futebol. Tragédia é algo bem pior. Mas como o brasileiro trata o futebol com mais seriedade que a política podemos fazer uma relação entre o que deu errado e o que precisa melhorar.

A seleção alemã não está entre as melhores do mundo por acaso. Depois do fracasso nas copas de 1994 e 1998 eles traçaram um planejamento para voltar a ter um time forte e principalmente para ter a melhor organização de uma Copa do Mundo como foi a de 2006.

Na área futebolística trataram de fortalecer o campeonato nacional. Os clubes de lá não fazem gastos exorbitantes para contratar os maiores astros do futebol. Há um investimento sério nas categorias de base e desenvolvimento de cidadãos, que até podem se tornar jogadores de futebol profissional, mas se não forem estarão preparados para a vida. Os reflexos apareceram em campo e nas últimas quatro copas, eles estão sempre entre os finalistas.

Já no Brasil, o país do futebol, se teima na teoria de que aqui os craques brotam naturalmente. Organizamos a nossa Copa, com estádios inacabados, obras pelas cidades também em andamento e tivemos em campo um time que é o reflexo de toda esta desorganização.

Até construímos estádios em lugares onde o futebol não tem nenhuma expressão. Será que temos um planejamento para a utilização destes espaços? Temos algum planejamento para modernizar a nossa forma de jogar? Os nossos campeonatos vão continuar sendo decididos nos tribunais? Os nossos melhores jogadores vão continuar no exterior?

Que a derrota de 7 a 1 nos faça descer à realidade, que é dura, mas pode mudar. E não estou falando só do futebol.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fim das organizadas

Cada vez mais me convenço que a separação das torcidas nos estádios estimula a violência. Agrupadas cada uma em seus setores as torcidas sentem-se no direito de atacar umas as outras. O ideal seria ter um estádio livre dos grupos organizados e cada um sentado onde bem entendesse. Qual o problema de um pai ir ao estádio vestindo a camisa de um clube e o filho de outro? Para os ‘descontrolados’ é um crime mortal. Para a maioria que não age desta forma é pura intolerância.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sem medo das ruas

As denúncias sobre abuso no uso de aeronaves do governo só revela que os políticos continuam apostando na impunidade. Alguns dos casos que vieram à tona agora ocorreram durante o auge das manifestações que tomaram as ruas do país. Nem mesmo o povo na rua foi capaz de botar medo neles. Os protestos de agora precisam repercutir nas urnas em 2014, caso contrário corre-se o risco de continuar tudo como sempre foi.

Uva Goethe

A histórica comunidade de Azambuja, em Pedras Grandes, está eufórica com mais uma edição da Festa do Vinho Goethe que será realizada a partir de sexta-feira. Os organizadores esperam mais de 40 mil visitantes, dez vezes mais a população do município. Esta será a primeira edição da festa depois do reconhecimento oficial, pelo INPI, da Indicação de Procedência (IP) dos Vales da Uva Goethe. Vinícolas de toda a região estão presentes na festa e uma das representantes locais é a Irmãos Felipe, hoje a única industrial da cidade.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Precisamos de partidos, melhores

Um dos principais gritos de guerra durante as manifestações que tomam as ruas do Brasil é o “sem partido, sem partido!”. Por que isso? Qual o problema da participação dos partidos políticos nos protestos da população? A resposta pode ser falta de credibilidade e um não ao oportunismo.

Pois ao que parece, boa parte da população vê os partidos e seus militantes como meros oportunistas num momento que movimentos populares e sem lideranças bem definidas conseguem mobilizar e chamar a atenção. E a culpa deste pensamento comum é quase que exclusiva dos partidos que ao longo dos últimos anos ignoraram ideologias, participaram de negociatas e deixaram de lado os problemas da população.

Mas além de todas as reivindicações que levam as pessoas para as ruas, deve estar também a de termos melhores partidos. Todos devem lembrar que um sistema sem partidos é uma ditadura. Então se as entidades partidárias estão ruins, deve-se lutar para que elas sejam fortalecidas e aprimoradas.

O Brasil hoje tem 30 partidos oficializados, mas somente 16 têm representantes no Senado e 23 na Câmara dos Deputados. Entre eles, somente três tem mais de dez senadores e quatro tem mais de quarenta deputados. Só um destes partidos é de oposição. O restante das vagas está pulverizado. Os chamados nanicos, por exemplo, não somam 20 deputados ou cinco senadores.

O parlamento tem que ser o responsável pela aprovação de leis e reformas que podem melhorar a sociedade e também um fiscalizador das ações do executivo. Quem sabe quando eles pararem de legislar em causa própria poderão voltar às ruas e se integrar ao povo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Silêncio oportunista

As autoridades políticas nacionais precisam apresentar um plano de ações para dar uma resposta aos protestos que já mobilizaram milhões de brasileiros. Até agora governo, senadores e deputados assistiram tudo de longe. Um senador chegou ao absurdo de dizer que não foi possível ouvir pessoalmente os pleitos dos manifestantes em razão da dificuldade para identificar seus representantes. Será que o grito que vem das ruas não foi suficiente até agora?

Estas figuras políticas desacreditadas fazem de conta que não é com eles. Mas quem dita o rumo da economia, das políticas de saúde, educação, investimento e outras tantas situações que são lembradas pelos manifestos é a União. E quem vota as medidas são os parlamentares.

Então cabe a eles mudar a agenda de discussões em Brasília e colocar na pauta as soluções para os problemas que tem amargurado os brasileiros. Os vinte centavos das passagens e os estádios da copa foram só o estopim de uma grande insatisfação.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tem que ecoar longe

O despertar dos jovens para os grandes problemas nacionais é até agora o maior ponto positivo de todas estas manifestações que acontecem pelo país. A indignação deles para os desmandos da atualidade é o que pode trazer de esperança para alguma mudança.

Mas para que elas apresentem algum resultado, será preciso manter esta mobilização até as próximas eleições. Se em outubro de 2014 ninguém se lembrar de mais nada, o efeito será mínimo.

Esta grande massa de manifestantes terá o poder de renovar os governos, parte do Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas. Ninguém deveria ser reeleito para manter viva a chama da mudança.

Estes jovens que saem às ruas agora terão de lembrar o nome de deputados e senadores que propõem algumas das leis que geram os protestos. Quem foi o deputado que propôs a PEC 37, que tira do Ministério Público o poder de investigação? Quem é o deputado que tenta votar uma Lei para tratar a homossexualidade como doença? Quem são os parlamentares que aprovam e mantém medidas que lhe garantem regalias dignas de reis e rainhas? Só para citar alguns exemplos.

A forma como as manifestações estão ocorrendo, sem lideranças definidas e sem ligações partidárias é a confirmação de que a classe política está desacreditada. Quem vai a rua não quer a presença de políticos e partidos nas passeatas e nenhum político com mandato também se arrisca a chegar perto.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O copo transbordou

Um médico alergista costuma explicar ao paciente que ao longo da vida é como se fosse enchendo um copo com as coisas que causam a alergia. Mas chega um dia, este copo transborda e as reações alérgicas se manifestam no corpo do doente.

Seria mais ou menos o que está acontecendo com a sociedade brasileira e com os protestos que se espalham pelo país. Os vinte centavos das passagens dos ônibus seriam o que fez transbordar o copo da paciência.

Falta de recursos para a educação, para a saúde, para reajustar a tabela do SUS, para construir hospitais, para dar segurança, respeito aos aposentados, saneamento básico, os escândalos de corrupção, superfaturamento de obras, impunidade, reformas na legislação que nunca saem como a política, a penal e a tributária, PEC 37, auxílio-alimentação do judiciário, auxílio-moradia de deputados, controle da inflação, gastos excessivos com os estádios para a Copa, ufa! É uma lista que pode ser quase interminável, mas que é suficiente para transbordar qualquer copo.

Os protestos vão crescer mais? Até onde isso vai chegar? Teremos conquistas?

Como em todo tratamento médico, a vigilância tem que ser permanente. A classe política precisa ser lembrada diariamente que tem que agir em sintonia com as necessidades da população.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protesto e insatisfação

O começo da Copa das Confederações foi o grande assunto do fim de semana em todo o país. Dentro das quatro linhas e fora delas. Tem muita gente se perguntando se os protestos realizados são legítimos e se deveriam realmente acontecer. Será que a presidente Dilma Roussef (PT) merecia as vaias?

Bom, os protestos mostram que tem gente insatisfeita com o que ocorre no país. Seja pelos preços do transporte público ou pelos gastos para sediar a Copa, mas tem. E tem que protestar mesmo, só que sem violência e sem ataques a quem não tem nada a ver com o assunto. Protesta quem quer e fica de braço cruzado quem quiser.

Um protesto interessante, por exemplo, seria boicotar as competições e não pagar o preço absurdo dos ingressos. Afinal, gastar pelo menos uns mil reais para vaiar não é para qualquer um.

É claro que os protestos durante um evento que atrai a atenção internacional podem ter mais repercussão do que numa esquina qualquer. Todo organizador de evento, ou de protesto, sabe disso.

O importante nesta história é que as manifestações contagiem a população e ocorram por causa de muitos outros temas. Temos eleições a cada dois anos e uma grande oportunidade de dizer que não estamos satisfeitos.

Mas esta semana, por exemplo, o projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação é o destaque na Câmara dos Deputados, em Brasília. Será que alguém vai lá protestar para garantir os direitos de uma área tão importante? E se tivermos o protesto, terá a mesma repercussão da Copa?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Kits para os Conselhos Tutelares

Os municípios de Imaruí, Gravatal, Grão Pará e Imbituba estão entre os beneficiados com kits destinados aos Conselhos Tutelares. Por meio de emenda parlamentar do deputado federal Jorginho Mello (PR) eles vão receber um veículo Fiat Pálio 0KM, computadores e móveis. Outros treze municípios do Estado estão incluídos. A entrega formal será nesta sexta-feira, 7/6, em Florianópolis.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Coragem para perder uma eleição

Você conhece algum político que tenha coragem de perder a próxima eleição? Difícil não é? Mas se esta figura existe, ela é a pessoa mais capacitada para exercer os cargos públicos com eficiência e respeito aos impostos pagos pelo cidadão.

Mas se estou dizendo que este político tem o que é preciso para fazer o melhor, por que ele não deve ter medo de perder as eleições? É porque ele provavelmente vai perder. A reeleição para quem procurar fazer somente o que é certo, que busca em investir em situações que beneficiem a maioria, que fecha as portas para a corrupção e bota para correr os que tentam obter algum benefício particular é sempre mais difícil. Este sujeito não promove uma caça às bruxas, mas cobra eficiência na execução dos serviços prestados ao cidadão, doa a quem doer.

Este tipo de trabalho, que pode ser considerado de moralização, nem sempre é visível ao cidadão. Não é uma grande obra que pode ser vista por todos. Só grandiosas estruturas físicas, às vezes sem utilidade posterior, ou que deixam grandes contas a serem pagas por décadas, é que parecem ser revertidas em votos.

O político despreocupado com as urnas e compromissado com o que é de interesse público só terá o reconhecimento devido quando o eleitor, o cidadão, prestar mais atenção no que acontece ao seu redor e aprender a ter o mesmo sentimento de que o coletivo precisa ser melhorado para que cada um também participe individualmente destas conquistas.

Enquanto isso não acontece, vamos continuar com políticos que dançam conforme a música e que só pensam na próxima eleição. Dessa forma, o futuro é sempre breve e passageiro e em longo prazo, sempre nebuloso. Então, coragem pra mudar!

sábado, 4 de maio de 2013

Mobilização por outros pontos também

A ampliação do número de alunos em sala de aula na rede estadual de ensino, a chamada reenturmação, pode estar servindo para despertar o sentimento de mobilização entre pais e alunos. Insatisfeitos com a medida eles participam de manifestações organizadas pelos professores e engrossam o coro dos descontentes.

Se vão conseguir que o governo estadual volte atrás na decisão isso não se sabe, mas é importante que não desistam e passem a exigir outras melhorias. E que inclusive, todos reflitam no papel que tem na formação educacional, que é não exclusiva dos professores e já começa dentro das famílias.

Todos precisam participar de discussões que promovam melhorias no sistema educacional. O número de alunos em sala de aula é apenas um deles. Mais respeito aos profissionais da área, manutenção e ampliação das unidades escolares, modernização de laboratórios e bibliotecas e até uma revisão do modelo pedagógico. São elementos que podem contribuir para a retenção e interesse dos estudantes nas escolas, acompanhar o desenvolvimento social e formar os cidadãos do futuro.

E para que isso aconteça, está mais do que provado que não dá para esperar pelos outros, tem que arregaçar as mangas e participar.

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