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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Eu cansei... me rendo, por Leonardo Haberkorn

Na postagem de hoje, peço licença para publicar o texto de um jornalista e escritor uruguaio que na última semana se despediu das salas de aula. Leonardo Haberkorn desistiu de lecionar aulas no curso de Comunicação na Universidade ORT, em Montevidéu, por meio desta carta que moveu o mundo da educação.

“Eu cansei... me rendo


Depois de muitos, muitos anos, hoje eu lecionei na Universidade pela última vez. Eu me cansei de lutar contra celulares, contra o Whatsapp e o Facebook. Eles me bateram. Me rendo. Eu jogo a toalha. Eu me cansei de falar sobre coisas que eu amo com caras que não podem tirar a visão de um telefone que nunca deixa de receber selfies.

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Claro, é verdade, nem todo mundo é assim. Mas cada vez mais eles são mais. Até três ou quatro anos atrás, o pedido de deixar o telefone de lado por 90 minutos, mesmo que apenas para evitar ser rude, ainda tivesse algum efeito.

Hoje não mais. Pode ser eu. Pode ser que eu tenha me desgastado nesse combate. Ou que esteja fazendo algo errado.

Mas há algo verdadeiro: muitos desses caras não estão cientes de quão ofensivos e irritantes eles são. Além disso, é cada vez mais difícil explicar como o jornalismo funciona diante de pessoas que não consomem ou têm a sensação de estarem sendo informadas.

Esta semana na aula o tema Venezuela saiu. Apenas um estudante em 20 poderia dizer o básico do conflito. O muito básico. O resto não teve a menor ideia. Perguntei-lhes se sabiam quem era o uruguaio que estava no meio daquela tempestade.

Obviamente, nenhum deles sabia.

Eu perguntei se eles sabiam quem é Almagro. Silêncio. Do fundo da sala, uma garota solitária gaguejou: não era o chanceler? Assim, com tudo. O que está acontecendo na Síria? Silêncio. Qual partido é mais liberal, ou é mais para ‘à esquerda’ nos Estados Unidos, os Democratas ou os Republicanos? Silêncio.

Você sabe quem é Vargas Llosa?

"Sim!”

Alguém leu algum de seus livros? Não ninguém. Lamento que os jovens não podem deixar o celular, nem mesmo na aula. Conectar pessoas tão desinformadas com o jornalismo é complicado.

É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde os vegetais não existem. Em um exercício em que tiveram que sair para procurar uma notícia na rua, um aluno retornou com a notícia de que jornais e revistas ainda são vendidos nas ruas.

Chega um momento em que ser um jornalista joga contra você. Porque um é treinado para se colocar no lugar do outro, cultiva a empatia como uma ferramenta básica de trabalho.

E então você vê que esses caras que ainda têm a inteligência, a simpatia e o calor comum os enganaram, que a culpa não é apenas deles. Que a ignorância, o desinteresse e a alienação não nasceram sozinhas.

Eles foram mortos pela curiosidade e que, com cada professor que parou de corrigir erros ortográficos, eles aprenderam que tudo dá mais ou menos o mesmo.

Então, quando você entende que eles também são vítimas, quase sem perceber, eles baixam a guarda.

E o ruim acaba sendo aprovado como medíocre; o medíocre passa como bom; e o bom, nas poucas vezes em que chega, é celebrado como se fosse brilhante. Eu não quero fazer parte desse círculo perverso. Eu nunca fui assim e não serei.

O que eu faço sempre gostei de fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse em todas as perguntas que faço e respondem com silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio.

Eles queriam que a aula terminasse. Eu também.”

Link do texto original

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O país do tempo perdido

Ao que parece o bordão ‘Brasil, País do Futuro’ foi forjado pelo judeu-austríaco Stefan Zweig, que fugiu do nazismo e se radicou na serra fluminense, mais precisamente em Petrópolis-RJ. Em 1941 lançou um livro com este título que acabou convertido em epíteto nacional, segundo o seu biógrafo e recém falecido jornalista Alberto Dines.

Pois quase 80 anos depois esta ideia continua norteando a esperança do brasileiro que sonha com que algo de bom aconteça e nos coloque no caminho da prosperidade. Na teoria temos tudo para que isso ocorra. E na verdade, na teoria, este futuro já deveria ter acontecido e transformado o presente. Temos clima, recursos naturais, recursos humanos e uma série de outros elementos que outras nações não possuem. Mas o futuro próspero ainda não prevalece.

É difícil explicar o que acontece? Seria fácil simplificar e botar toda a culpa no PT como se tem feito agora. Mas releiam lá em cima que o termo País do Futuro já tem quase oitenta anos. Portanto oito décadas teriam sido suficiente para que outras siglas partidárias também tivessem contribuído com esta transformação. Mas a insistência dos governos em tomar decisões erradas nos coloca sempre em posições desfavoráveis. A impressão que fica é que vivemos no país do tempo perdido.

O futuro passa pela educação

No mesmo período de forja da expressão ‘Brasil, País do Futuro’ países como Alemanha e Japão passaram por uma reconstrução após a derrota na Segunda Guerra Mundial. Conseguiram a recuperação num espaço de tempo bem menor, sem precisar dos 80 anos, e fizeram isso com investimentos consideráveis em educação. Já por aqui seguimos correndo atrás do tempo perdido. Confira os exemplos abaixo.

Cortes nos Cedups

Na última semana o Governo de Santa Catarina anunciou o cancelamento de novas matrículas nos Centros de Educação Profissional, os Cedups. Oficialmente a Secretaria de Estadual de Educação informa que o objetivo é garantir o equilíbrio entre a oferta e a procura de vagas. Já o deputado estadual Dirceu Dresch (PT) argumenta que isso tem relação com o decreto 1.608, de 11 de maio deste ano, assinado pelo governador Eduardo Moreira (MDB), que anula R$ 271,2 milhões do orçamento da educação. Recursos que seriam remanejados para o pagamento de dívidas do Estado. 

Cortes nas federais

Em nível federal, levantamento do Site G1, revelou que os repasses do Ministério da Educação (MEC) para as universidades federais chegaram ao menor patamar dos últimos seis anos. Em 2017 foram pouco mais de R$ 6 bilhões para despesas como conta de luz, bolsas para estudantes de baixa renda e manutenção de prédios, chamadas verbas não obrigatórias. Esse valor é um pouco maior do que foi repassado em 2010. Mesmo que não obrigatórias é impossível dizer que elas não interfiram nas atividades educacionais.

Círculo vicioso

Mas é tudo reflexo da crise, alguém pode argumentar. Sim, é claro que é. Mas os cortes que os governos fazem na educação hoje têm reflexos nos gastos futuros com saúde, segurança e etc. É um circulo vicioso que não nos deixa ser o país do futuro e nos segura perdendo tempo, ou não é?

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Três posturas para cobrar de um candidato
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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Telefone e direção não combinam

De acordo com um levantamento das Organizações das Nações Unidas (ONU), o Brasil está no Top-5 de trânsito violento mundial. Por aqui, são cerca de 200 mortes para cada 100 mil veículos. Por esta estatística, seria o número de pessoas que morreria em Tubarão todo ano, vítima da violência no trânsito. É claro que felizmente não temos tudo isso, mas é bom as pessoas se ligarem no problema. Ou melhor desligarem os seus aparelhos de celular enquanto estão ao volante. Você já reparou como tem gente dirigindo e usando o telefone ao mesmo tempo?

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Três posturas para cobrar de um candidato

A cada dois anos milhares de candidatos se apresentam para o eleitor como opção para algum cargo eletivo. Como escolher em meio a esse ‘mundaréu’ (expressão que escuto desde criança e que significa o mesmo que ‘um montão’) de informações? Pois hoje listo três tópicos que considero importante neste momento. Não estão por ordem de importância, pois não considero que um seja menos importante que o outro, mas fazem parte de um conjunto de posturas que se deve esperar de um candidato.

Transparência e coerência

Não importa se o candidato defende partido A ou B, tem ideologia de direita, esquerda, centro ou escanteio. É preciso ter coerência com as suas atitudes. O que se ‘vende’ durante uma campanha para o eleitor, deve ser entregue durante o mandato. As decisões, as votações, os gastos, entre outros deveriam sempre estar disponíveis e acessíveis.

Ser novidade

Quando me refiro a novidade não quero dizer exclusivamente que os eleitos devem ser novos em idade. Mesclar experiência com juventude sempre é bom. Mas podemos ter políticos de idade avançada com pensamentos de vanguarda e jovens com ideias retrógadas. Ao incluir este tópico me refiro a postura com ideias inovadoras. Criar soluções ou buscar os melhores exemplos para resolver os problemas de nossa sociedade devem ser uma qualidade em todo candidato.

Educação como prioridade

Este é um tópico que precisa estar em qualquer lista. É a base para todos os outros problemas que precisam ser enfrentados de frente para melhorar este país. O combate à corrupção, a má gestão na saúde, o enfrentamento à falta de segurança, o fortalecimento da economia, uma melhor qualidade de vida da população, entre outros. Nenhum avanço significativo e com bases sólidas será feito se não tivermos educação de qualidade para todos.

E você leitor, concorda com a necessidade destas posturas? Que outras você acrescentaria? Deixe a sua opinião nos comentários desta postagem. Compartilhe também em suas redes sociais para saber a opinião dos seus amigos. Abaixo também listo outros textos que podem contribuir sobre esta reflexão do que esperamos da classe política.

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Sociedade com mandato
Mais escolas e menos prisões

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dinheiro parado

Os recursos arrecadados com as multas aplicadas em motoristas de fora do Estado devem ser revertidos para os Detrans Estaduais, DERs e municípios onde foram verificadas estas infrações. São mais de R$ 270 milhões por ano e atualmente mais de R$ 30 milhões estão parados na conta do Denatran por falta de solicitação de Estados e municípios.

Só o Detran e o DER de Santa Catarina têm mais de R$ 1,25 milhão para serem acessados. Entre os municípios da Amurel, Imbituba é o que tem direito a mais recursos: R$ 72,1 mil. Tubarão tem R$ 12,7 mil, Capivari de Baixo R$ 1,1 mil, Laguna R$ 9,5 mil, Sangão R$ 930, Gravatal R$ 887, São Ludgero R$ 592, Braço do Norte R$ 513 e Jaguaruna R$ 244. O município catarinense com maior valor é Balneário Camboriú com R$ 1,5 milhão (mais que os órgãos estaduais) e cinco vezes mais que a capital Florianópolis (R$ 378 mil).

Os recursos podem ser investidos em sinalização, fiscalização e campanhas de educação no trânsito. Não sei quanto custam as placas de trânsito, mas este dinheiro poderia vir a calhar muito bem em diversas rodovias estaduais e na manutenção de algumas vias públicas. Está lá parado e cabe aos órgãos públicos se organizarem para poder usar.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Novo ensino médio

Representantes do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente estarão esta semana em Tubarão para a programação do Vitrine das Profissões, na Unisul. A assessora técnica do MEC, Doutora Claudia Denis Alves Da Paz vai proferir uma palestra sobre o novo ensino médio. O professor tubaronense Felipe Felisbino, atualmente em Brasília, também acompanha o grupo.

Economia e criatividade

Duas professoras do Centro de Educação Infantil Padre Augustinho, em Laguna, Clarice Souza e Janaina Luz construíram um brinquedo pula-pula para bebês a partir de material reciclado. O pula-pula, ou jumper para bebês, virou alternativa depois que especialistas condenaram o uso dos andadores. No mercado, os brinquedos podem custar até R$ 300 e ao usar borracha de pneu usado de moto, calça jeans velha e pequenos pedaços de madeira elas economizaram bastante. O resultado pode ser conferido num vídeo que circula nas redes sociais.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Doações para Universidades

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou projeto, do Senado, que autoriza as doações feitas às universidades que sejam direcionadas a setores ou projetos específicos, segundo acordo entre os doadores e as instituições beneficiárias. Nos Estados Unidos, por exemplo, esta é uma prática comum, mas por aqui a legislação não prevê doações diretas, apenas as realizadas por meio de convênios com entidades públicas ou privadas.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Por mais educação no trânsito

Este espaço já foi usado outras vezes para discutir os problemas de trânsito da nossa cidade. Um acidente com morte na Avenida Padre Geraldo Spettmann reacendeu a polêmica sobre as mudanças que ocorreram no local. Mas ao mesmo tempo em que surgiram as reclamações e críticas ao sistema binário, também reforçou que uma das causas é a falta de educação no trânsito.

Toda vez que descumprimos uma regra, assumimos um risco. Seja levar uma multa e certo prejuízo financeiro, ou até mesmo brincar com a vida. E infelizmente o que aconteceu no acidente, foi isso. Uma vida foi perdida por causa da imprudência.

Nas redes sociais tivemos as manifestações mais diversas. Desde pessoas admitindo que desconheciam a proibição de cruzar as avenidas ou então argumentando que as mudanças não foram bem aceitas pelos motoristas.

Lamentavelmente, são desculpas inaceitáveis. Atenção à sinalização é algo básico pra quem quer dirigir. Cumprir a sinalização é compromisso de quem dirige, concorde ou não com ela. Se precisa melhorar, que se busquem os meios para mudar, o que não pode é descumprir, só porque não concorda.

Outros pontos
O acidente que aconteceu na avenida é apenas uma das situações onde a falta de educação no trânsito predomina em Tubarão. Em outros pontos da cidade temos cruzamentos proibidos que não são respeitados (ponte da Fragoma, por exemplo), sinais vermelhos furados, estacionamentos em locais proibidos, pedestres cruzando a via fora da faixa. A diferença até agora é que ninguém se feriu ou perdeu a vida por causa destas infrações.

Conscientizaçao do uso de energia sustentável

Deputado estadual Zé Milton Scheffer (PP) está propondo a criação do Dia Estadual de Conscientização do Uso de Energia Sustentável. Pelo Projeto de Lei apresentado, a ideia é que este dia seja o 5 de junho. De acordo com a proposta, nesta data deverão ser realizadas ações educativas com os estudantes do ensino fundamental e médio.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A vontade popular

Se uma comunidade pode se reunir para reivindicar a saída de alguém de um cargo público e até eletivo, porquê ela não pode fazer mesmo para pedir que alguém continue? Esta é apenas uma das questões que surgiram na última semana a partir das manifestações de pais de alunos da Escola Martinho Alves do Santos em defesa do diretor José Thiesen.

Os argumentos da Secretaria Estadual de Educação (SED) é de que ele cometeu faltas que justificaram a exoneração. A Gerência Regional de Educação (Gered) diz que não sabia de nada sobre o processo, mas é tomada como vilã nesta história toda.

O fato é que o impasse foi criado, algumas aulas foram perdidas, e dúvidas como a que abriram este texto ficaram no ar, além de outras. Quem está certo ou errado? A vontade popular deve prevalecer, mesmo o diretor tendo feito algo fora do regulamento?

De qualquer forma a transparência deveria ter prevalecido desde o início para que se pudesse entender definitivamente o que estava acontecendo na Escola Martinho Alves dos Santos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Comemoração equivocada

O anúncio da contratação de mais de mil policiais militares foi uma resposta à preocupação dos catarinenses com o constante crescimento da violência. Mas a comemoração à medida do governador Raimundo Colombo (PSD) é do tipo que encaro com tristeza. Não discuto a necessidade do reforço nas frentes policiais, mas sim o tratamento ao problema e pouca atenção as suas causas.

Mais mil policiais admitidos, provavelmente significam menos profissionais contratados em outras áreas, pois o Estado alega não ter condições de absorver tanta gente na folha de pagamento. A educação, por exemplo. Será que mil efetivos na polícia não significam mil professores efetivos a menos e mil ACTs (Admitidos em Caráter Temporário) a mais?

A desigualdade social continua sendo um dos maiores problemas de nosso país e no centro da causa de tanta violência. Com uma educação de baixa qualidade e de difícil acesso, temos uma população com sérias dificuldades de ascender socialmente e diminuir as diferenças.

Até quando vamos ficar cobrando e comemorando a contratação de policiais, enquanto escolas são fechadas e professores são desvalorizados?

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Quatro temas para os futuros prefeitos

A campanha eleitoral começa a ganhar as ruas e os candidatos devem apresentar as propostas para conquistar o eleitor. Muitos temas são importantes neste momento e eu gostaria de destacar alguns deles, que no meu entendimento devem estar na pauta de todos.

O momento da economia nacional e a queda da arrecadação dos municípios exige um controle das contas muito rígido dos administradores públicos. Equilibrar os gastos é um dos principais desafios, pois hoje boa parte das prefeituras mal consegue cobrir a folha de pagamento e a sobra para investimentos raramente passa de um por cento da arrecadação. Ou seja, nenhum candidato pode prometer obras mirabolantes, pois vai depender do governo federal e estadual para fazer isso.

A mobilidade urbana também ganha destaque na medida que as cidades ficam cada vez mais lotadas de veículos particulares. Municípios médios e pequenos de nossa região têm problemas de estacionamento nas áreas centrais, e uma das soluções para isso é resolver o transporte coletivo. Tubarão, por exemplo, espera há décadas por algum projeto que traga inovação e qualidade ao serviço.

A garantia de vagas em creches e pré-escolas é outra necessidade das famílias nos tempos atuais. Pai e mãe precisam trabalhar para obter uma renda que atenda as necessidades e por isso, os filhos precisam de um lugar para passar o dia. Alimentação e educação de qualidade são essenciais, mas garantir vagas para todos também é algo que nem deveria ser discutido, mas em alguma cidade ainda é.

Pra finalizar, o tema que está na ponta das prioridades dos eleitores: a saúde. Municípios, estado e união tem as suas responsabilidades, mas nem sempre todos cumprem com a parte que lhes cabe. Mas os futuros prefeitos não podem esquecer que a agilidade no atendimento é algo essencial. Quem está doente não pode esperar. Depois disso, o principal reforço deve ser na prevenção, com políticas integradas com outras áreas. Só assim para deixar de ser uma secretária de doença e efetivamente ser saúde.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Salas de informática sob perigo

Uma nova situação na área educacional tem deixado os profissionais envolvidos com a pulga atrás da orelha. O Governo do Estado teria excluido a vaga dos professores da sala informatizada do processo seletivo para os anos de 2017 e 2018, o que significa que estes espaços serão desativados.

Este espaços são para muitos estudantes, o único local onde podem efetuar pesquisas e trabalhos escolares, pois o acesso a internet em casa ainda não é uma situação universal. Cresceu muito, é verdade e chega a quase 60%, mas ainda não é como um aparelho de televisão que está em 98% das residências brasileiras.

Em maio deste ano, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), promoveu um encontro para discutir as condições de trabalho das salas de informática. Neste evento se cobrou a realização de um concurso público para efetivar os profissionais, além de exigir a formação específica para a atuar na área. Formação esta que está sendo feita por alguns profissionais que agora estão na iminência de perder o emprego.

A comunidade escolar precisa se mexer agora, para evitar que estes espaços sejam perdidos. Caso contrário vamos ver algo semelhante ao que ocorreu quando foram fechadas algumas escolas. Quando se tentou reverter a situação era tarde demais.

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Fechar escolas é inovar?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Reforço na segurança do bairro Dehon

A realização do projeto Câmara da Escola no Colégio Dehon foi a oportunidade para falar de problemas do bairro que leva o mesmo nome da escola. os vereadores Gelson Bento (PP) e Neno da Farmácia (PMDB) apresentaram requerimentos que tratam sobre as questões de segurança no bairro Dehon, mais especificamente nos arredores da Universidade.

Não há dúvidas sobre a concentração de pessoas nesta região da cidade diariamente. Não há local mais movimentado em Tubarão de segunda a sexta-feira. Começa pela manhã e segue até a noite. São pessoas que vêm de toda a região sul. Quem passa por aqui sabe do que estamos falando, sabe como é difícil estacionar um carro, por exemplo.

Por isso nada mais natural que esta região também receba a atenção das autoridades de segurança. As rondas precisam ser mais regulares, a presença do policiamento precisa ser mais ostensiva. Seja para coibir furtos a veículos e aos pedestres. E também até mesmo para evitar os abusos causados por motoristas, com os estacionamentos irregulares, som alto e festas que incomodam a vizinhança.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Simpósio: O Direito e o Cidadão

O Diretório Central dos Estudantes da Unisul promove nesta terça e quarta-feira, 17e 18/5, a primeira edição do Simpósio: O Direito e o Cidadão. Em dois dias de evento vão ser discutidos temas como segurança pública, violência doméstica e exploração sexual, direito ambiental, malha fina e medicina legal. A programação é aberta aos estudantes de Direito, Administração, Contabilidade, Medicina, Agronomia, Biologia, Psicilogia, Medicina Veterinária e demais cursos interessados. O Simpósio vai ser realizado no Espaço Integrado de Artes, sempre a partir das 19h15min.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Transporte no ritmo do Século passado

O relato de uma mãe esta semana representa a situação de muitas famílias de Tubarão, e esta em particular do bairro Caruru. Ela me contou que tem dois filhos que estudam na Unisul, um no período da tarde e outro no período noturno.

Até o ano passado os horários de ônibus atendiam as necessidades deles e de outros estudantes do bairro. Esta semana com o início das aulas foram surpreendidos com o fim de uma das linhas e que os deixou sem saber o que fazer.

Uma das linhas saia do Centro de Tubarão no final da tarde levando pra casa passageiros, entre eles os alunos que vieram estudar. Este ônibus retornava para o Centro às 18 horas, trazendo os estudantes para o turno da noite. Sem ele, quem vem à tarde tem que esperar até às 22 horas para ir embora e os que vem para à noite tem que usar o ônibus das 16 horas.

Sem transporte, muitos estudantes consideram até abandonar os estudos. O que convenhamos, em pleno Século XXI, alguém deixar de estudar por falta de transporte, é um absurdo.

Mas esta situação do bairro Caruru, como eu disse no início, representa um problema de diversas pessoas de vários bairros e municípios. A precariedade dos serviços de transporte público afasta as pessoas, o que diminui o número de passageiros e depois as empresas encerram os horários por falta de lucratividade.

Em Tubarão, especificamente, é uma situação que se agrava há décadas. Sai prefeito, entra prefeito, e ninguém resolve o problema. A cidade convive com uma concessão do serviço ultrapassada. Todo o sistema precisa ser revisto e modernizado, de forma que venha a atender as necessidades da população e até mesmo garantir a mobilidade urbana.

Mas quem é que se atreve a dar um jeito nisso?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Conferindo o gênero

Depois de Tubarão é a vez dos veredores de Imbituba pedirem informações sobre o material didático distribuido na escolas. O vereador Ladiada (PSD) pediu cópia de todo o material distribuido e utilizado nas unidades da cidade. Quer conferir se a Ideologia de Gênero está mesmo fora do conteúdo, pois o município também está entre os que excluiu o tema do Plano Municipal de Educação.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Diálogo para ajudar a entender

O tempo é de mudanças. Só que nem todas são bem-vindas ou entendidas. Nas escolas públicas, por exemplo, o número de estudantes é menor e o poder público precisa rever a utilização de espaços físicos e alocação de funcionários.

Por conta disso vem o que a Secretaria Estadual chama de reordenamento, mas que aos ouvidos da sociedade chega como fechamento de escolas. E isso ninguém quer. Um Estado que administre melhor os bens e recursos é cobrado por todos, mas obviamente ver uma escola fechada é difícil de aceitar.

Por isso o diálogo com as famílias precisa ser melhorado. Os prós e contras de se mudar ou até decretar o fim de uma escola poderiam ser melhor entendidos se o assunto não fosse determinado ‘por decreto’.

Por que as escolas que estão sendo fechadas perderam alunos ao longo dos anos? As famílias estão menores? Os estudantes migraram para a rede particular? Há outra alternativa? E se com essa crise, os estudantes tiverem que deixar as escolas particulares e voltar para as públicas? Vai ter vaga pra todo mundo?

São perguntas que poderiam ser esclarecidas se houvesse mais debate. Aí quem sabe seria mais compreensível a decisão de fechar uma escola.

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