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sábado, 13 de abril de 2019

A euforia passou

O mandato de Jair Bolsonaro (PSL) já tem três meses e meio e se somarmos a vitória nas urnas já são quase seis meses, entre transição e ação. Pouco tempo, muito tempo? Depende do ponto de vista, mas na situação que o Brasil se encontra, pelo menos o mercado financeiro já anda desanimado com o desempenho mostrado até agora.

A Reforma da Previdência é considerada por muitos como o símbolo desta mudança, mas anda bem emperrada. A euforia inicial já acabou. A economia deu sinais de recuperação, mas se retraiu novamente. A luz no fim do túnel voltou a ficar fraca.

Definitivamente, todos (incluindo o presidente, seus familiares, seguidores, e não seguidores) precisam entender que as eleições passaram. Bolsonaro venceu e pronto. Não precisamos de discussões pelas redes sociais, precisamos de ação!

Engie no gás natural

Engie e Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ), venceram o processo competitivo conduzido pela Petrobras para a aquisição de 90% da participação acionária da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). O negócio marca a entrada da empresa no segmento de gás natural no país e está alinhado com a estratégia global do Grupo de descarbonização. Há dois anos a empresa anunciou a busca de compradores do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (Capivari de Baixo) e da Usina Termelétrica Pampa Sul (RS).

Mão de obra do futuro

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) aprovou a criação de subcomissões para discutir o tema ‘Impactos da Sociedade 4.0 – Profissões do Futuro’. As subcomissões serão: Cyber Segurança; Biometria e Privacidade; e Empreendedorismo e Inovação. A proposição inicial foi da deputada federal catarinense Ângela Amin (PP).

Públicas e privadas

– A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) lançou uma página para receber denúncias relativas à sonegação fiscal. As informações podem ser cadastradas anonimamente. A aplicação também permite o carregamento de arquivos em formato pdf ou jpg relativos aos fatos denunciados.
– O deputado estadual Felipe Estevão (PSL) pediu na Alesc a reativação do Porto Pesqueiro de Laguna. Hoje a produção é descarregada em Itajaí ou no Rio Grande do Sul.
– Portadores de diabetes mellitus poderão conquistar o direito à isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os proventos de aposentadoria ou reforma. O benefício está previsto no Projeto de Lei, do senador Álvaro Dias (Pode-PR), aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Mais qualidade no legislativo

Seja qual for o seu candidato a presidente ou governador tenha em mente que ele não vai cumprir todas as promessas e nem chegará perto de colocar em prática os projetos que vem fazendo e apresentando nessa campanha eleitoral. Vivemos o sistema presidencialista e o poder executivo não governa sozinho. Depende do legislativo para aprovar as reformas fundamentais que precisam ser feitas no país e estados. Se for diferente disso, vira uma ditadura e isso eu não quero acreditar que a maioria dos brasileiros quer de volta.

De nada vai adiantar essa discussão toda que vemos nas redes sociais sobre os candidatos a presidente A, B ou C, se o eleitor não melhorar a qualidade do legislativo. Eleger senadores, deputados federais e estaduais afinados com o presidente e governador eleitos é fundamental. Será que você já parou para pensar nisso?

Mordomias

Reflita sobre alguns exemplos. O Brasil tem um dos legislativos mais caros do mundo. Em 2018 Senado e Câmara dos Deputados devem custar mais de R$ 8,5 bilhões. Cada um dos 81 Senadores custa R$ 33,4 milhões por ano. Cada um dos 513 deputados custa R$ 6,6 milhões por ano. Quem é que vai acabar com essa farra? O futuro presidente? Como, se os parlamentares legislam em causa própria.

Nas assembleias legislativas o problema é igual. Lembre só o que se descobriu em Santa Catarina onde os deputados tinham as despesas médicas ilimitadas pagas com recursos públicos.

As mordomias ainda incluem 14º e 15º salários, verbas indenizatórias, auxílio-moradia, cota postal, cota telefônica, passagens aéreas, combustível e dinheiro para gastar com gráfica, jornais e revistas.

E aí eu lhe pergunto. O seu candidato a deputado ou senador está comprometido a acabar com isso?

Outras reformas

Outras reformas importantes como a tributária, da previdência, política, do judiciário, leis polêmicas, controle de gastos públicos, e o imenso trabalho de fiscalização passam pelo legislativo. Qual é a posição que o seu candidato tem sobre estes e outros assuntos que são do seu interesse? Ele está alinhado ao seu candidato a presidente e governador? Escolher bem um presidente ou governador é fundamental, mas no modelo que vivemos, escolher melhor ainda um senador e deputado é até mais importante.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O quadrado de cada um

De acordo com o site Politize, a função de um senador é propor novas leis, normas e alterações na Constituição. Além disso o Senado é uma câmara revisora, já que tem a prerrogativa de avaliar e rever as propostas e projetos que já foram votados na Câmara dos Deputados. Já os deputados têm como principal função legislar e fiscalizar. No Brasil os parlamentares também indicam emendas ao orçamento que é executado pelo Executivo (presidente). Ou seja não se engane com as promessas de obras feitas por candidatos a esses cargos. A decisão sobre isso não cabe a eles.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

As primeiras pesquisas

As primeiras pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (17/8) deram uma ideia de como ficou a disputado ao governo do Estado. Após a desistência de Esperidião Amin (PP) e Paulo Bauer (PSDB), líderes nas pesquisas prévias, estávamos sem um parâmetro para avaliar o cenário. Mauro Mariani (MDB) lidera a pesquisa Mapa e Décio Lima (PT) lidera a pesquisa do Ibope. Gelson Merísio (PSD) ficou em terceiro nas duas. O fato mais curioso e que coloca qualquer comemoração de molho foi o desempenho do candidato do PCO, Ângelo Castro, desconhecido do eleitor, que obteve 4% na pesquisa Ibope, enquanto que Leonel Camasão (PSOL), que aparece nos debates ficou com zero. E antes que alguém diga que é a rejeição ao partido. Os candidatos do PSOL ao Senado obtiveram 5%. Ou seja, dá pra desconfiar de quem foi bem e de quem foi mal.

E a onda Bolsonaro em SC?

Outra incógnita neste cenário é saber qual será a influência do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) no desempenho dos candidatos do partido em Santa Catarina ao longo da campanha. Diferente do quadro nacional que tem a liderança de Lula (PT) nas pesquisas, aqui no Estado esta liderança é de Bolsonaro. Se conseguisse transferir 100% para os seus correligionários, seria fácil afirmar que o Comandante Moisés estaria no segundo turno e que Lucas Esmeraldino estaria eleito Senador. Só que não é tão simples assim. Ao mesmo tempo, esta influência não pode ser ignorada. O percentual obtido por Moisés e Lucas nas primeiras pesquisas ainda foi bem abaixo disso, mas será que pode crescer e ‘bagunçar’ a disputa?

Leia mais...
Ibope mostra Décio Lima na liderança
Mariani lidera em pesquisa de triplo empate técnico

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Senado: figurões vão sobrar

Com duas vagas em disputa, podia-se imaginar que a eleição para Senador em Santa Catarina seria mais tranquila. Ocorre que após as convenções e definições das candidaturas a disputa mostra-se acirrada e com nomes de peso e histórico na política do Estado. O que significa que ‘figurões’ irão sobrar. Do jeito que ficou a corrida ao Senado se mostra mais difícil que a própria disputa ao cargo de governador.

Entre os 14 candidatos, temos três ex-senadores tentando voltar ao cargo e um disputando a reeleição. É indiscutível que Esperidião Amin (PP), Paulo Bauer (PSDB) Raimundo Colombo (PSD), e Ideli Salvatti (PT) levem alguma vantagem sobre os demais por já serem mais conhecidos do eleitor. A eles também pode se somar Jorginho Mello (PR), conhecido pelos mandatos de deputado estadual e federal.

Correndo por fora, e como novidades vêm Lédio Rosa de Andrade (PT) e Lucas Esmeraldino (PSL). Seguidos por Andréa Carvalho (PCO), Antônio Campos (PSOL), Diego Mezzogiorno (Rede), Miriam Prochnow (Rede), Pedro Cabral (PSOL), Roberto Salum (PMN) e Ricardo Lautert (PSTU).

Amarração do segundo voto

Como são dois votos para o Senado, as coligações também estão tratando de garantir que o segundo voto não escape para uma coligação adversária. A principal tática foi escolher suplentes dos partidos aliados. E nesta história, o Sul entrou com três nomes. O ex-senador Geraldo Althoff (PSD) é o primeiro suplente de Amin (PP). O ex-prefeito de Imbituba Beto Martins (PSDB) é o segundo suplente de Jorginho (PR) e o vice-prefeito de Içara Sandro Giassi (MDB) é o segundo suplente de Bauer (PSDB).

Saiba mais sobre os candidatos

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Bernardes, o Plano D do PSDB

O pré-candidato a Senador, Napoleão Bernardes (PSDB), realizou um roteiro de visitas pela região Sul durante o fim de semana. Teve encontros com os diretórios de Tubarão e Jaguaruna (onde visitou o Aeroporto Regional – foto) na Amurel, Nova Veneza e Forquilhinha na Amrec, e Meleiro na Amesc. Por onde passou levou a mensagem que o plano A, B e C, do partido é ter candidatura própria ao governo mantendo a confiança que Paulo Bauer será o candidato. Porém, diante das investigações que vem surgindo e envolvendo o nome do senador, ninguém descarta que esse candidato seja o próprio Napoleão, numa espécie de Plano D.

Com apenas 35 anos, ele nunca exerceu nenhum cargo estadual, mas tem no currículo duas vitórias para prefeito de Blumenau e é também sobre esta experiência que tem buscado motivar a militância. “Como ex-prefeito, sei onde o calo aperta e sei que os municípios precisam ser fortalecidos. Hoje 70% do que é produzido nas cidades vai para a União e que depois os prefeitos precisam ficar lutando para ter o retorno destes recursos”, me disse com a empolgação e discurso que se encaixam para uma candidatura ao senado ou ao governo.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Segurança pública

O projeto de lei que tramita no Senado altera o decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para presumir a legítima defesa quando o agente de segurança pública mata ou lesiona quem porta ilegal e ostensivamente arma de fogo de uso restrito. Qual a sua opinião? Participe por meio do link: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=130958.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Doações para Universidades

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou projeto, do Senado, que autoriza as doações feitas às universidades que sejam direcionadas a setores ou projetos específicos, segundo acordo entre os doadores e as instituições beneficiárias. Nos Estados Unidos, por exemplo, esta é uma prática comum, mas por aqui a legislação não prevê doações diretas, apenas as realizadas por meio de convênios com entidades públicas ou privadas.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Cota dos 45 anos

Tramita no Senado Federal uma consulta pública para levar adiante o Projeto de Lei que estabelece que as empresas com 100 ou mais empregados ficam obrigadas a oferecer, no mínimo, 15% das vagas de seus quadros de pessoal a trabalhadores com idade igual ou superior a 45 anos. Até sexta-feira, o não vencia com 53% dos votos. Quem quiser pode opinar no link.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Rateio da gorjeta

Os proprietários de pequenas empresas poderão reter até 20% das gorjetas para pagar encargos sociais. O substitutivo do Senado para o Projeto de Lei que regulamenta o rateio da gorjeta foi aprovado na Câmara dos Deputados. De acordo com o substitutivo, a gorjeta cobrada por bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares não é receita própria dos empregadores e se destina aos trabalhadores, devendo ser distribuída segundo critérios de custeio e de rateio definidos em convenção ou acordo coletivo de trabalho. A matéria segue aguarda agora à sanção presidencial.

Isenção de IPI

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos poderá ser estendida a todas as pessoas com deficiência. Esse é o teor de um projeto que está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. O autor da proposta, senador Romário (PSB-RJ), aponta que a legislação atual não contempla, por exemplo, os deficientes auditivos. Pelo projeto, essa diferença acaba, devendo figurar na lei apenas que o benefício poderá ser usado “por pessoas com deficiência, diretamente ou por intermédio de seu representante legal”.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Nova loteria para ajudar municípios

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) reúne-se nesta quarta-feira (15/6) para analisar uma pauta com quatro itens. Entre eles, está proposta do senador Dário Berger (PMDB-SC) que regulamenta a realização, pela Caixa Econômica Federal, de concursos especiais de loterias, cuja renda líquida deverá ser destinada para cidades em estado de calamidade pública para o pronto atendimento às vítimas. A proposta de Dário Berger (PMDB-SC) é relatada por Elmano Ferrer (PTB-PI), que apresentou voto favorável à aprovação.

Com o objetivo de agilizar o sorteio, o PLS 56/2016 propõe que a Caixa realize o concurso no prazo máximo de 20 dias, contados da data de reconhecimento do estado de calamidade pública do município por parte do Governo Federal. O projeto também estabelece que a Caixa repasse diretamente aos municípios, no prazo máximo de três dias, os recursos cabíveis, devendo então o município prestar contas ao seu Tribunal de Contas ou, na falta desse, ao Tribunal de Contas do Estado, no prazo máximo de 120 dias contados da data de recebimento do recurso.

De acordo com o projeto, 58% do montante arrecadado nesses concursos específicos serão destinados ao rateio entre as cidades. Ferrer acolheu uma emenda apresentada posteriormente por Berger determinando que 28% do arrecadado será destinado aos vencedores do sorteio, sobrando 5% para a Caixa e 9% aos lotéricos

Com informações da AI/SDB

terça-feira, 14 de junho de 2016

Pra hoje

O projeto que aumenta o limite de faturamento para as micro e pequenas empresas continuarem enquadradas no Super Simples deve ser votado hoje no Senado Federal. A informação é do presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, deputado federal Jorginho Mello (PR). O projeto evita o medo de os pequenos negócios crescerem, ampliando o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas. Também amplia o prazo de parcelamento dos débitos de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros de pelo menos 90% para o Micro Empreendedor Individual e de pelo menos 50% para as Micro e Pequenas Empresas, além de facilitar a baixa do registro de microempreendedores individuais em casos de fraude feita por terceiros.

terça-feira, 10 de maio de 2016

‘Tão’ nem aí

Os políticos estão cansados de provar que não estão nem aí para a população. Atuam sempre em benefício próprio. Crise e desemprego pra eles não existe. Pois o salário e as mordomias deles estão garantidas todos os meses. O país está parado aguardando o desenrolar do Impeachment. Mas pra eles, o que importa? Quanto mais tumultuado e duvidoso melhor. Amanhã, o Senado vota o parecer da comissão, mas será que Dilma se afasta? Será que não vai se apegar nestas decisões de vai e vem para se segurar no cargo com medidas judiciais? Estão brincando com as instituições. O descrédito é geral e estão dando brecha pra coisa pior acontecer. Quem nos salva?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Já de olho no Senado

Domingo vamos vivenciar um capítulo importante da história política brasileira. É praticamente certo que a Câmara dos Deputados vai aprovar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef (PT). Isso é tão certo que o burburinho em Brasília é de que o governo já trabalha para obter os votos necessários no Senado, para onde vai seguir o processo, pois na Câmara a fatura já estaria perdida.

Ontem mesmo a presidente recebeu dez jornalistas para falar que se vencer a votação, vai propor um pacto para tentar governar, o que não conseguiu até agora nestes 15 meses do segundo mandato. Mas para quem estava presente, a fala dela era de quem sabe que vai ser difícil vencer a votação de domingo.

Por isso, no Senado, o governo acredita que vai ter mais força para segurar os votos necessários para evitar o impeachment. Na Câmara é preciso um terço, ou 171 votos para rejeitar o processo, e no Senado, esta votação muda para uma maioria simples, com 41 votos. Na matemática era mais fácil garantir os votos na Câmara o que se vê agora que ficou bem complicado.

Mas para a população, que não tem o poder do voto direto sobre a votação da Câmara e do Senado, vale manter a atenção sobre o movimento que é feito por partidos políticos e parlamentares na última hora. Para quem sempre foi oposição, nada mais coerente do que votar pelo impeachment. Agora aqueles que fizeram parte do governo até a véspera de ele ruir, merecem o descrédito e a desconfiança, dedicada aos oportunistas. Eles fazem parte do fracasso.

Pra finalizar, ainda é preciso esclarecer que o afastamento de Dilma só será efetivado após a apreciação do Senado, que não tem prazo nenhum para ocorrer. O que significa que esta agonizante inércia vai durar mais algum tempo. Dá para arriscar dizer que depois de outubro de 2014, o Brasil fechou para balanço e não reabriu até agora.

quinta-feira, 17 de março de 2016

De doer o estômago

Não sei o que você leitor sente ao ler e ouvir as notícias sobre esta grande sujeira de escândalos políticos que abalam o Brasil, mas em mim dá uma dor de estomago tremenda. Que na verdade é um reflexo de tristeza. Pois por mais revoltante que seja tudo isso, dá uma grande tristeza ver que depois de 24 anos da saída de Fernando Collor (PTB), a corrupção continue roubando os sonhos de uma nação.

A situação do atual governo é praticamente insustentável. Vai ser necessária muita mágica para reverter o quadro. Só que quando olhamos para a frente para imaginar quem é que vai reconduzir o país, não vemos ninguém. O Congresso Nacional está na moita, como se diz no popular, esperando pra ver o que vai acontecer e quem será a próxima vítima dos assaltos.

O descontentamento da população que pede a renúncia do governo, repudia a nomeação de Lula (PT) como ministro, precisa ir além. Sem uma revisão da constituição e reformas gerais em todo o modelo político-administrativo, vamos continuar reféns. Quem sabe até uma virada radical, com a renúncia de todo mundo para se começar do zero.

Mas tem uma outra coisa que me entristece e embrulha o estômago: o grande número de pessoas que pede uma intervenção militar e a volta da ditadura. Será que naqueles tempos não existia corrupção? Esquecem estas pessoas que se isso acontecer, vão perder o direito de se manifestar e inclusive pedir o fim destes regimes. Eu por exemplo, estaria impedido de dizer o que estou dizendo hoje aqui, que sou contra a ditatura, seja ela civil ou militar. Não estou ofendendo ninguém, mas não seria livre para dar a minha opinião.

Mas o fato é que é preciso dar rumo a esta situação. Os brasileiros não podem ficar no meio deste fogo cruzado. Só quem perde, só quem se prejudica é quem não tem recursos. A turma dos altos salários, das mordomias e regalias, só está preocupada mesmo em salvar a própria pele.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Uma chance ao parlamentarismo

Na semana passada falei aqui que esta história de voltar a ter as eleições em cédulas de papel, era uma boa oportunidade para acabar com as eleições a cada dois anos.

Agora, com este novo processo de impeachment, também temos uma nova oportunidade de discutir a troca de presidencialismo pelo parlamentarismo. No parlamentarismo, a troca de um governo poderia ser menos traumática do que é no presidencialismo.

Como se sabe, no parlamentarismo, o primeiro ministro é a figura responsável pelos principais atos de gestão do governo. Mas não tem um mandato pré-determinado. Pode ser destituido a qualquer hora pelo parlamento. Este primeiro ministro será escolhido pelo partido ou coligação que tiver maior representação no parlamento.

Se houver necessidade de troca, escolhe-se um novo líder entre esta base. Não há no parlamentarismo, um primeiro ministro sem apoio do congresso.

Neste sistema, teríamos também um parlamento eleito pelo voto distrital. Todas as regiões saberiam quem são os seus verdadeiro representantes. As campanhas eleitorais seriam mais baratas.

É claro que esta discussão não cabe exatamente agora, quando que é necessário decidir pelo sim ou pelo não do impeachment da presidente Dilma Roussef. Mas os brasileiros que pedem uma definição sobre o assunto, devem continuar a pressão para que o sistema político seja revisto.

Não é possível, por exemplo, que os senhores deputados possam entrar em recesso parlamentar na hora que o circo está pegando fogo. Este processo de impeachment não pode ficar para depois do Carnaval, sob a desculpa de que a pressa beneficia Dilma.

E o restante do país? Como fica com essa demora? Nós brasileiros vamos ter que esperar até quando? Os processos de impeachmet são coisa muito séria. Interrompem o mandato de quem foi eleito num sistema democrático. São dolorosos, apesar de as vezes serem necessários.

Deve haver pressão popular sim para se resolver o assunto. Primeiro pelo sim ou pelo não ao processo de impeachment. E depois, seja qual for o resultado, por mudanças no sistema político. Caso contrário, será novamente um tempo ruim passado em vão.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cerco aos 'nanicos'

A reforma política continua sendo feita a conta gotas no Congresso Nacional. Propostas isoladas tem sido feitas e votadas na Câmara dos Deputados e Senado, sem que um pacote completo seja discutido. Volto a repetir que não será uma reforma, e somente um remendo.

No Senado, por exemplo, já foi votada e aprovada a proposta que acaba com as coligações nas eleições proporcionais. Ou seja, nas eleições para vereador e deputado estadual e federal, os partidos devem lançar chapas sozinhos, sem união entre partidos e soma de votos para alcançar a legenda necessária. A medida atinge diretamente os partidos pequenos que dificilmente vão conseguir eleger representantes.

Aqui em Tubarão, por exemplo, que tem o maior número de vereadores entre os municípios da Amurel, apenas seis partidos estão representados na Câmara. E olha que são 32 partidos registrados no país. Mesmo assim, na cidade, apenas 15 estão com a situação regularizada neste momento. Ou seja, muito partido pequeno, nem existe. E quando surgem, os conhecidos nanicos, só são montados em período de eleições, exatamente para negociar as coligações, ainda mais em cidades que tem Propaganda Eleitoral na a televisão.

Por este ponto de vista, a proposta é boa, mas por outro lado vai impedir o surgimento de novas forças políticas e são situações que precisam ser levadas em conta. Da mesma forma que a proibição de coligações deveria ser ampliada para os cargos de prefeito, senador, governador e presidente. Desta forma, um partido que hoje é nanico, vai ganhar visibilidade se tiver boas lideranças que consigam transmitir alguma credibilidade e principalmente boas ideias.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Acreditar na punição

Como uma resposta às manifestações populares do último fim de semana, a presidente Dilma Roussef (PT) anunciou algumas ações contra a corrupção. Nada de revolucionário, mas que poderão ajudar a combater esta prática tão nociva em nossa sociedade. Vão desde punir com mais rigor quem faz caixa 2 até o enriquecimento ilícito.

Algumas propostas quase semelhantes já tramitam no Congresso Nacional há alguns anos. Então é preciso também pressionar deputados e senadores para que votem as leis necessárias. A população deve escolher as propostas que considera mais eficientes e fazer pressão. Tem que estar na pauta das próximas manifestações.

A corrupção, em geral, está em todo lugar. A diferença maior é sobre a punição aplicada aos infratores. Enquanto aqui ainda se aplicam multas irrisórias e penas entre 2 e 12 anos de prisão, que quase nunca são cumpridas, outros países são mais rigorosos.

Nova Zelândia, Finlândia e Dinamarca considerados os menos corruptos do mundo têm penas de 14 anos de prisão. Na Alemanha, o tempo de cadeia é menor, até cinco anos, mas as multas são de um milhão de Euros, ou seja, quase quatro milhões de reais. China, Irã e Coreia do Norte podem punir até com pena de morte. O que são casos extremos e que não precisam ser copiados.

Mas a corrupção é um crime, e como já disse outras vezes aqui, corrói nossa sociedade. A impunidade precisa acabar e todos precisam entender que o país pode ser melhor com transparência e honestidade de todos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Corroídos pela corrupção

A presidenta reeleita Dilma Roussef (PT) tem como grande compromisso vencer a corrupção. O baixo nível da campanha focou em ataques pessoais e aos partidos dos candidatos. A conclusão que ficou é que os dois tiveram ou ainda têm muito envolvimento com escândalos. Espera-se que no futuro não tenham mais.

A corrupção corrói as riquezas nacionais. Bota no ralo recursos importantes para garantir mais saúde, educação, segurança, infraestrutura. É uma doença nacional que precisa ser curada.

As manifestações de junho de 2013 não foram devidamente expressadas nas urnas. No congresso e assembleias houve pouca renovação. Apenas parte do recado foi dado. Quase 40 milhões de abstenções e votos nulos e brancos no primeiro e segundo turno. Ninguém aguenta mais eleições a cada dois anos e candidatos sem propostas.

A grande mídia fala agora numa divisão do país após o resultado das eleições. Alguns até ressuscitam o movimento separatista (e inconstitucional) ‘O Sul é meu país’. Pois fica a pergunta: nesta separação, Santa Catarina seria o novo Nordeste, já que somos o estado mais pobre do Sul? Numa votação de dois turnos, é até óbvio falar em divisão, pois o eleitor tinha a opção de votar num ou noutro.

O que se deve observar nesta votação apertada é o fortalecimento da oposição. Nomes de peso foram eleitos para o Senado e congresso dando uma expectativa de boas discussões. Uma oposição mais forte será bem melhor para todos, inclusive para melhorar as ações do governo.

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