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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Os nomes

Nas últimas duas eleições consegui fazer levantamentos sobre os candidatos que tinham domicílio eleitoral na região sul (envolvendo as três microrregiões). Em 2010, foram 62 nomes entre candidatos a deputado estadual, federal, suplente de senador, senador, vice-governador e governador. Em 2014, o número cresceu para 69 (só de vice-governador eram cinco). Não tenho os número de votos absolutos recebidos por esta turma mas o fato é que o número de deputados eleitos na Alesc caiu e na Câmara ficou o mesmo.

As listas completas você pode conferir aqui:

Voto Regional 2010 – 62 nomes do Sul
Voto Regional 2014 - 69 candidatos do Sul

segunda-feira, 12 de março de 2018

Novo velho DEM

O deputado federal João Paulo Kleinubing deixou o PSD para voltar Ao Democratas. De cara já assumiu a direção estadual do partido e foi lançado como pré-candidato a governador. Com ele devem migrar muitos outros ex-pessedistas que um dia já foram do DEM. Vale lembrar que quando foi eleito governador em 2010, Raimundo Colombo era filiado ao DEM. Naquele pleito a sigla elegeu três deputados federais e sete estaduais. Kleinubing era prefeito de Blumenau.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Já vai tarde

O discurso do deputado federal Tiririca (PR-SP), dizendo que vai abandonar a política e que não vai ser candidato a reeleição em 2018 provocou reações diversas de apoio e de insatisfação. Com um tom de coitadinho justificou que estava desapontado com a classe política e que por isso iria sair.

Mas vamos a alguns fatos leitor. O discurso do parlamentar foi o primeiro e provavelmente o último em sete anos de mandato (ainda tem mais um ano pela frente). Demorou tudo isso para ter o que falar? E ainda, só depois de sete anos e vencimentos de R$ 33.763,00 por mês (R$ 438.919,00 por ano = a R$ 3.072.433,00 até agora) ele resolveu dizer que vai largar tudo. E lembro, ainda tem 2018 inteiro de salário garantido.

Neste período, o deputado nunca havia percebido que foi usado apenas como um puxador de votos? Em 2010, com mais de 1,3 milhões de votos elegeu outros com votação bem menor, mas beneficiados pela legenda da coligação. Em 2014, novamente votação acima de 1 milhão, e sem coligação o partido elegeu outros cinco deputados, um deles com apenas 32 mil votos.

E ainda, pra confirmar que na verdade ele já vai tarde, recordo de uma das mensagens que ele propagava na primeira campanha eleitoral. "Oi, eu sou o Tiririca da televisão. Sou candidato a deputado federal. O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto." E parece que demorou muito para descobrir?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Um segundo tucano

Um dos caminhos para construir uma candidatura a deputado é convencer os diretórios municipais. E talvez esta seja a situação que envolva o surgimento de um segundo nome do PSDB para disputar uma vaga na Assembleia em 2018. O vereador de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, percorre a região na condição de representante do deputado federal Marco Tebaldi e desta forma acaba sendo visto pelos tucanos de fora de Tubarão como um possível candidato. Filippi já foi filiado ao PMDB e atuou como coordenador da campanha a deputado estadual do atual vereador licenciado de Tubarão, Alexandres Moraes (hoje no PSD) em 2010.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Um vazio e alguns desafios

O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) foi eleito Senador em 2010 aos 70 anos. Como terminaria o mandato com 78 chegou a dizer na época que aquela seria a sua última eleição. Estaria perto de quase 50 anos de vida pública e por isso não estaria mais disposto a enfrentar as urnas.

Mas após a reeleição de Raimundo Colombo (PSD) em 2014, o nome de Luiz Henrique ganhou força como o único candidato possível para unir o PMDB e manter a aliança que já governa o estado há quatro mandatos. Mas quis o destino que esta decisão não ficasse a cargo dos homens. O senador morreu no último domingo e sem dúvida deixa uma lacuna na política do estado.

Foi um dos principais nomes da história recente. Chegou a ser Ministro da Ciência e Tecnologia no final dos anos 80 e depois presidente nacional do PMDB.

Sem Luiz Henrique para liderar o partido, os correligionários catarinenses sabem que tem pela frente não só a tarefa de manter o PMDB unido, mas encontrar entre suas lideranças um estrategista que saiba os caminhos para negociar com aliados e se manter próximo do poder.

Luiz Henrique era um líder ainda na ativa e por isso o seu desaparecimento repentino também gera esta expectativa. Quem irá sucedê-lo? O atual vice-governador Eduardo Moreira, o senador Dário Berger e os deputados Mauro Mariani e Valdir Cobalchini devem buscar este espaço.

Com relação ao trabalho que fazia no Senador, Luiz Henrique era um dos principais defensores da revisão do Pacto Federativo. Governadores e prefeitos perdem um grande aliado na defesa pela mudança na divisão do bolo tributário.

E ainda pra finalizar, o senador e ex-governador iria receber em breve o título de Cidadão Tubaronense, numa indicação feita pelo vereador Edson Firmino. Agora, algum familiar deverá receber a homenagem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O ´noivo´ de Imbituba

O médico Rosenvaldo Júnior, candidato a prefeito em 2012 e a deputado estadual agora em 2014, é o chamado ‘noivo’ da vez em Imbituba. O desempenho dele nas eleições de outubro, quando foi o mais votado na cidade com 7.143 votos, o coloca em posição favorável e semelhante a Olávio Falchetti em Tubarão em 2010. PMDB e PSB teriam interesses em coligar com os petistas. Em 2008, Rosenvaldo disputou as eleições como candidato a vice do peemedebista Osny Souza.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Stüpp na Alesc

O ex-prefeito de Tubarão, Carlos Stüpp (PSDB), voltou a ter um mandato eletivo depois de seis anos ao assumir hoje uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele ficará no cargo de deputado estadual por três meses, na vaga do deputado Dóia Guglielmi (PSDB) que disputa a reeleição. Stüpp fez 23.404 votos nas eleições de 2010 e ficou na suplência. Agora em 2014 ele vai ficar fora da disputa.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PT e PMDB rompidos, oficialmente, em Imaruí

A aliança entre PT e PMDB não completou o segundo ano em Imaruí. Os dois partidos, que juntos venceram as eleições de 2010, com Manoel Viana (PT) e Elina Roussenq (PMDB) tiveram uma convivência atribulada nos últimos tempos e o anúncio oficial do rompimento veio no início da tarde desta sexta-feira, por meio de uma nota oficial, assinada pelo prefeito Manoel Viana (PT).  Leia abaixo, o conteúdo na íntegra:

"Nota oficial do Governo Municipal de Imaruí

O Governo Municipal, através desta declaração pública e por força dos princípios de transparência que têm norteado suas ações, comunica a ruptura com o PMDB e o consequente afastamento dos respectivos secretários pemedebistas ocupantes de cargos em comissão. A coligação de sustentação ao atual governo, foi constituída em momento importante da política imaruiense e projetada para longa duração. Contudo, os obstáculos de convivência com algumas lideranças pemedebistas, cuja visão maioritária contrastam com os interesses do município, têm impedido a execução do projeto de governo.

É perceptível, por exemplo, a dificuldade que essas lideranças têm de participar, efetivamente, das ações de governo, por vezes preferindo omitir-se em momentos importantes, sem assumir os compromissos inerentes aos encargos da coligação. Esse comportamento tem gerado obstáculos na postura da bancada do partido, inclusive no próprio Legislativo Municipal.

Reafirmamos nesta oportunidade nosso compromisso de continuar trabalhando em busca do desenvolvimento, amparados pela participação popular que tem garantido respaldo às nossas ações. Esses objetivos somente serão alcançados com o efetivo envolvimento dos outros partidos integrantes da coligação e demais lideranças igualmente comprometidos com o projeto de construção do futuro de Imaruí.

Imaruí, 13 de junho 2014

Manoel Viana
Prefeito municipal"

terça-feira, 1 de abril de 2014

Nos ombros de Vignatti

A posse de Ideli Salvatti na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência define o rumo de um nome importante nas eleições de 2014. A ex-senadora não será candidata e a responsabilidade dos petistas catarinenses, liderados por Cláudio Vignatti, ficou ainda maior.

A presidente Dilma Roussef (PT) deseja candidaturas fortes para o Senado para tentar garantir uma folga nas votações. Sem Ideli, os petistas discutem outros nomes como o dos deputados Décio Lima ou Jailson Lima e até mesmo Vignatti, que ficou em terceiro lugar em 2010, seria uma opção.

Esta vaga de candidato ao Senado também abre possibilidade de composições para os petistas que tem realizado discussões com o PP e alimentado especulações de que estariam junto com o PMDB caso não permaneçam na coligação com o PSD.

O interessante nesta história toda é como o planejamento prévio acaba ficando de lado com o desenrolar do tempo. Nos últimos quatro anos, Ideli sempre teve mais força junto ao governo federal. Esta preferência não foi suficiente para ela garantir espaços no PT catarinense. Claudio Vignatti que deixou Brasília a partir da chegada de Ideli está há mais de três anos sem cargo, mas conseguiu articulação suficiente para conquistar o comando da sigla no Estado. O sucesso ou fracasso nas urnas estarão nas costas dele.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Voto em quem olha pela região

Nas eleições de 2010 as Associações Empresariais da região sul organizaram a campanha ‘Voto pelo Sul’ que destacava a importância do voto em candidatos da região. Naquele ano foram 62 candidatos com domicílio eleitoral em alguma cidade das três microrregiões.

Nas urnas pode-se dizer que o resultado da campanha foi parcialmente atingido. A bancada de deputados estaduais diminuiu e a federal cresceu. Será que a campanha será repetida em 2014?

Na região Norte de Santa Catarina, a Acij (Associação Empresarial de Joinville) já lançou esta semana a campanha ‘Vote Certo, Vote em Joinville’. Mais do que votar nos candidatos da região eles querem incentivar as pessoas que migraram para a cidade a transferir o título e aumentar o número de eleitores, que já é um dos maiores do estado.

Como se percebe, a campanha e os candidatos ainda não se definiu, mas já existe uma organização prévia para a mobilização. Por aqui em 2010 houve dificuldade para a campanha deslanchar e até mesmo saber quais eram os candidatos do Sul.

E tem algo ainda que a campanha, se ela existir, deveria se preocupar. O eleitor precisa ser incentivado a votar em candidatos comprometidos com propostas e necessidades da região. Muitas vezes o candidato eleito pode ser um vizinho, mas o compromisso dele pode estar bem longe.

Bom mesmo, se os eleitos tiverem vontade de fazer uma reforma política e, por exemplo, propor o voto distrital. Seria uma maneira de garantir representatividade para todas as regiões do estado e, inclusive, deixar as campanhas eleitorais mais baratas.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nem de perto pela 101

A presidenta Dilma Roussef (PT) estará em Santa Catarina nesta quarta-feira. Chega em Joinville, passará por São Francisco do Sul, Itajaí e Florianópolis. Vai anunciar recursos para obras no Porto de Imbituba, mas fisicamente vai passar longe do Sul.

Tudo bem que a agenda da presidenta é concorrida e que ela dever ser cercada de toda a segurança possível, mas se viesse alguns quilômetros mais ao Sul ela poderia ver de perto os problemas gerados pelo atraso nas obras de duplicação da BR-101. Obra esta que ela prometeu durante a campanha que iria concluir. Do jeito que está só com reeleição e isso não estava implícito na promessa.

Como Dilma terá um encontro com o governador Raimundo Colombo (PSD) espera-se que ele conte as medidas que estão sendo planejadas para amenizar a situação durante o verão. A ideia é restringir o tráfego de veículos pesados nos finais de semana ou então usar a BR-116.

Para os veículos menores a proposta envolve a divulgação de rotas alternativas, que no caso incluem trechos de rodovias não pavimentadas, o que convenhamos, não agrada ninguém.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sem garantias

Vai longe o tempo em que os políticos transferiam votos com facilidade para quem quisessem. O caudilho Leonel Brizola, que era bom de votos por aqui tentou isso uma vez com Manoel Dias (PDT), este mesmo que agora é Ministro do Trabalho. Não deu em nada e Maneca nem chegou perto de uma vaga para deputado estadual nas eleições de 1990. E olha que Brizola recém tinha sido candidato a presidente!

Mais recentemente, o prefeito de Braço do Norte Ademir Matos (PMDB) venceu com folga as eleições municipais de 2008, mas acabou não assumindo. Nas eleições complementares lançou a esposa Zalene (PMDB) como candidata e acabaram derrotados por Vânio Uliano (PP). O eleitor queria Ademir e não Zalene.

No ano passado, em Tubarão, muita gente achava a chapa Edinho Bez (PMDB) e Deka May (PP) imbatível. Após a derrota confirmou-se a rejeição identificada nas pesquisas prévias. Os que queriam Deka não toparam votar em Edinho.

Portanto, é possível duvidar se os simpatizantes de Marina Silva e os estimados 20 milhões de eleitores irão apoiar a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB) só porque ela o fez. A filiação de última hora criou evidentemente um fato novo e de repercussão. Mas ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Almeida busca apoio entre lideranças do PMDB

O PMDB de Tubarão tentará em 2014 recuperar a vaga que tinha na Assembleia Legislativa e que não conseguiu manter após a aposentadoria do ex-deputado Genésio Goulart. Para isso busca realizar um trabalho prévio para garantir as chances do atual presidente da Câmara de Vereadores Evandro Almeida que no momento é o pré-candidato da sigla.

Em 2010 o candidato peemedebista Alexandre Moraes derrotou Almeida numa prévia realizada no diretório e depois seguiu em campanha com o partido dividido e sem apoio de muitos prefeitos da região. Vivenciou os mesmos problemas de Jefferson Brunato nas eleições de 1998 e teve um desempenho ainda pior.

Evandro Almeida e seus apoiadores já estão percorrendo as cidades vizinhas para conversar com as lideranças locais e viabilizar a candidatura. Ter o apoio deles e de vereadores é fundamental para uma campanha desta proporção. O ex-prefeito de Capivari de Baixo, Luiz Carlos Brunel Alves, corre por fora neste processo e também sonha com uma candidatura.

O desafio deles é repetir no pleito estadual a mesma força que o PMDB demonstra nas eleições municipais. São seis prefeitos e dezenas de vereadores. Só que mais do que um deputado peemedebista, a região precisa reforçar a sua representatividade na Assembleia Legislativa e ter mais gente defendendo os pleitos regionais. É uma defesa a mais da necessidade da valorização dos candidatos locais.

sábado, 10 de agosto de 2013

Pré-candidatos do PT

O espaço está aberto no PT do Sul para a pré-candidatura do vereador de Tubarão, Matusa. Os últimos dois deputados do partido, que não se reelegeram em 2010 estão de fora da disputa em 2014. Décio Góes foi eleito prefeito de Balneário Rincão e José Paulo Serafim assumiu a presidência da Cooperminas. Sem eles, todos os possíveis pré-candidatos serão novidade no processo.

sábado, 4 de maio de 2013

Campanha mais abrangente

Vereador de Tubarão, Matusa (PT), que é pré-candidato a deputado estadual, já trabalha na organização da campanha de 2014. O petista disputou o mesmo cargo em 1994 (3.635 votos sendo 1.195 em Tubarão) e em 2002 (12.561 votos, sendo 9.487 em Tubarão). Diante dos números, um dos primeiros objetivos será ampliar a votação em outros municípios, incluindo até cidades de fora da Amurel. Ainda para lembrar, em 2010 o candidato petista foi Olavio Falchetti. Ele também não realizou campanha fora da cidade e obteve um total de 14.850 votos sendo o mais votado em Tubarão com 12.433 votos.

terça-feira, 26 de março de 2013

Matemática no lugar da ideologia

O secretário estadual de Turismo Beto Martins (PSDB) está desde o último fim de semana respondendo aos questionamentos sobre uma possível mudança de partido. A informação que circula é de que ele estaria trocando o PSDB pelo PP. Alguns até davam a notícia como certa e do litoral ao oeste catarinense surgiram diversas manifestações de parabéns e boas vindas.

Sobre o assunto, o ex-prefeito de Imbituba me disse que não havia tratado formalmente com ninguém, mas como tem muitos e grandes amigos no PP a informação surgiu como brincadeira. Mas percebam, Beto disse que formalmente não tem nada, o que significa que informalmente se fala no assunto.

Mas quem acha que a troca de partido de uma das principais lideranças tucanas no Estado é apenas especulação deve prestar atenção a alguns números que são muito estudados quando se planejam projetos eleitorais. É a matemática no lugar da ideologia.

Beto Martins tem interesse em ser candidato a deputado estadual em 2014 e baseado na votação dos eleitos em 2010 faz as contas. Naquela eleição Marcos Vieira foi o quarto mais votado do PSDB com 38.370 votos. Pela sobra, Dóia Guglielmi conquistou a sexta e última vaga com 34.667 votos. Ou seja, se o PSDB manter o mesmo número de vagas seriam necessários entre 40 a 45 mil votos para se eleger com folga. Mas será que o partido repete o desempenho?

Já entre os deputados eleitos pelo PP, Valmir Comim foi o quinto mais votado com 30.223 votos e pela sobra Reno Caramori ocupou a vaga do falecido Lício da Silveira com 24.198 votos. Uma diferença de 10,5 mil votos para o último eleito do PSDB.

Com uma votação superior a dos progressistas, os tucanos Maurício Escudlark e Daniel Tozzo fizeram 34.093 votos e 27.755 votos respectivamente e ficaram na suplência. O candidato tucano da Amurel mais votado foi Carlos Stüpp que fez 23.404 votos.

Como o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli, já anunciou que não disputa a reeleição, o PP da Amurel teria uma vaga a ser ocupada e muito provalmente seria o espaço para Beto Martins. Em Imbituba, cidade em que foi prefeito por dois mandatos, o sucessor Jaison Cardoso (PSDB) tem um vice do PP. Então não seria nada constrangedora a mudança. E ainda pela aprovação que deixou a prefeitura, a expectativa seria obter mais de 50% dos votos na cidade e já partiria com a eleição bem encaminhada. Se Ponticelli for candidato a deputado federal, ganharia também um cabo eleitoral de peso.

Ah é claro, o PSDB em 2014 também deve ter o senador Paulo Bauer como candidato ao governo do estado e um dos nomes cotados para vice é também o de Beto Martins. Então a decisão levará outros fatores em conta e o tempo deve valorizar o passe dele ainda mais.

terça-feira, 12 de março de 2013

PT estadual reflete sobre exemplo de Tubarão

O PT catarinense também começa a discutir a preparação do partido para as eleições de 2014. E o exemplo de Tubarão pode nortear as posições que serão tomadas pelos petistas. A então criticada posição do prefeito Olávio Falchetti em não realizar coligações passa a ser considerada uma possibilidade diante do resultado obtido nas urnas. O próprio tubaronense chegou a dizer algumas vezes que a sua decisão serviria de exemplo e agora há indícios de que a previsão pode se concretizar, ou pelo menos ser cogitada.

A partir desta quarta-feira o diretório estadual do PT começa a realização de 33 encontros microrregionais. Na pauta estarão o Processo de Eleições Diretas (PED), que trata das renovações de todos os diretórios e o projeto para as Eleições de 2014.

Com uma possível mudança na composição da Tríplice Aliança, o senador Luiz Henrique da Silveira tem divulgado que gostaria de ter o PT formando chapa com o PMDB. Tendo até o PSD representado pelo governador Raimundo Colombo. Na prática seria o modelo de coligações que se apresenta regularmente.

Ocorre que dentro do PT também há um entendimento de que os mais de 10 anos da aliança que governa Santa Catarina apresentam um desgaste. Seria então a oportunidade para apresentar um projeto isolado, com chapa pura, no mesmo molde do que foi feito em Tubarão.

Para reforçar a ideia será melhor ainda que administração de Falchetti decole. Se conseguir tirar do papel os projetos que tanto sonha e realizar uma administração exemplar, os defensores da ideia terão ainda mais argumentos para levar a proposta adiante.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A hora certa do desembarque

O PSDB de Santa Catarina avalia a possibilidade de desembarcar da Tríplice Aliança e por consequência do Governo Estadual. O principal motivo seria incentivar uma candidatura própria do partido nas eleições de 2014 e garantir espaço ao pré-candidato a presidente da sigla, o senador Aécio Neves.

O senador Paulo Bauer tem se apresentando como esta alternativa dos tucanos e já realiza um roteiro pelo estado para discutir a situação com os filiados. A região sul ainda não foi visitada pelo senador e pelo ex-governador Leonel Pavan e espera-se que isso ocorra em breve, antes até das convenções municipais que devem ser realizadas até o dia 24 de março.

O desembarque do PSDB do governo pode ser uma manobra parecida a que realizou o Democratas em 2010. A diferença é que Raimundo Colombo tinha como objetivo manter a triplice aliança e ser o candidato da coligação, o que conseguiu.

Desta vez, Colombo será candidato à reeleição e não há espaço para esta discussão. Os tucanos também não estão satisfeitos com o interesse de integrar o PP na composição e também no apoio que o PSD, partido atual do governador, deve dar à candidatura de Dilma Roussef à reeleição. Por isso a alternativa de candidatura e palanque próprio.

Mas será que o desembarque do governo interessa também às base do partido? Esta ruptura significaria deixar para trás cargos em secretaria estaduais e nas secretarias de desenvolvimento regional. O PSDB da região tem hoje duas SDRs, Tubarão e Braço do Norte, e ainda o secretário estadual de Turismo, Beto Martins, apenas para citar os exemplos locais.

E ainda, o Democratas deixou o governo e todos os cargos em março de 2010. Não seria cedo demais para o PSDB tomar esta posição e ficar sem a visibilidade de suas lideranças há mais de um ano e meio das eleições? São respostas que os encontros regionais e as convenções podem dar. Toda posição tem um preço e resta saber se os tucanos estão dispostos a pagar por ela?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Morre professor Valmir Martins, do PSOL

O professor Valmir Martins (PSOL), ex-candidato ao governo do estado em 2010, morreu nesta sexta-feira, em Florianópolis. De acordo com o Blog de Moacir Pereira ele estava internado há cerca de 40 dias no Hospital SOS Cárdio. Martins nasceu em Florianópolis, foi professor no Departamento de História da UFSC e destacou-se por forte atuação política em Santa Catarina. Participou ativamente da luta contra a ditadura militar, da fundação do Partido dos Trabalhadores. Ele foi um dos organizadores da Novembrada, movimento politico que ocorreu em Florianópolis em 30 de novembro de 1979 e deu início ao fim do regime militar, há exatos 33 anos.

Durante a campanha eleitoral de 2010, Martins esteve na Unisul TV onde participou do programa de A Hora do Voto - Entrevista e também do debate entre os candidatos ao governo. Confira abaixo os vídeos de 2010:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Promessas de Governo

Alguém lembra de alguma das propostas de campanha do governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD)? Foram muitas é claro, mas uma delas, relativa a saúde dizia, mais ou menos, que ninguém ficaria sem atendimento médico de referência num raio de 100 quilômetros. Diante das situações do hospitais de nossa região e da greve dos servidores da saúde o que se pode dizer? Existem tentativas, como o mutirão de cirurgias, mas está cada vez mais difícil cumprir as metas sem uma gestão mais técnica e menos política. Isso vale para todos os setores do governo.

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