Alguns políticos não se cansam de tentar fazer o cidadão de bobo. Com tantos escândalos envolvendo os partidos políticos uma das soluções encontradas é mudar o nome. A modinha do momento é eliminar a letra P de partido. Seria algo parecido como que acontece no comércio de bebidas, por exemplo, onde bar agora chama-se Pub, ou de comidas, onde o antigo x-salada agora virou hamburgueria.
Oficialmente já temos o Democratas (antigo PFL), Podemos (antigo PTN) e os mais novos como o Solidariedade, Novo (que omite o Partido) e o Rede Sustentabilidade. A esta lista tentam se juntar o PtdoB que tenta virar Avante, o PSL que quer ser chamados apenas de Livres e mais recentemente o PMDB que voltar a ser o MDB e o PP, que um dia já foi PDS e PPB, pensa em ser apenas o Progressista.
Ainda em formação, ouvi dizer que temos partidos como Igualdade, Manancial, União da Democracia Cristã do Brasil, Patriotas e Força Brasil.
Será que o cidadão brasileiro vai deixar se levar por esta maquiagem barata onde as agremiações políticas, uma vez camufladas de partidos, agora tentar se mostrar como boutiques moderninhas de ideais descabidas?
Debaixo do tapete
Mas vale aqui um lembrete ao eleitor. Hoje são 35 partidos políticos em condições de apresentar candidatos. Você sabe qual o tipo de ideias que cada um representa? O que eles propõem para resolver os problemas da economia, da desigualdade social, da falta de infraestrutura, da falta de segurança, da falta de educação e eteceteras? Se soubesses, com certeza não seria preciso varrer o ‘P’ para debaixo do tapete.
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terça-feira, 22 de agosto de 2017
Um P a menos não faz diferença
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Dezessete anos depois
A presidência de Joares Ponticelli (PP) na Alesc, em 2013, marcará o retorno de um representante da Amurel ao comando da Alesc depois de 17 anos. Os últimos dois deputados da região a presidirem a casa foram Pedro Bittencourt Neto, pelo PPR partido que sucedeu o PDS e antecedeu o PP, entre 1994 e 1996, e Stélio Boabaid, pelo PMDB, entre 1985 e 1986.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Ex-prefeito de BN é condenado no STJ
O ex-prefeito de Braço do Norte, Laércio Michels (89-92), foi condenado, em recurso especial impetrado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ressarcir o erário municipal e ao pagamento de multa em razão de uma omissão que resultou em prejuízo ao Município.
A Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa foi inicialmente proposta pelo MPSC na comarca de Braço do Norte em 1996, em função do ex-prefeito ter deixando de comparecer a uma audiência na Justiça do Trabalho, acarretando na condenação à revelia do município ao pagamento de verbas rescisórias.
Em primeira instância, Michels, na época filiado ao PDS, foi condenado ao ressarcimento de R$ 4.719,14 - atualizados monetariamente e acrescidos dos juros legais e à suspensão dos direitos políticos por cinco anos. O ex-prefeito apelou ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), conseguindo a exclusão da suspensão dos direitos políticos da sentença.
Contra esta decisão, o MP-SC, por meio de sua Coordenadoria de Recursos, recorreu ao STJ, por entender que o ressarcimento é mero restabelecimento da situação anterior ao ato ímprobo. "Não configura, propriamente, uma reprimenda e, por esse motivo, deve ser aplicada em conjunto com ao menos uma das outras penalidades da Lei de Improbidade Administrativa", explica o Coordenador-Geral de Recursos da Área Cível do MPSC, Procurador de Justiça Fábio Trajano.
A tese apresentada pelo MPSC foi acolhida pela Segunda Turma do STJ, resultando na condenação de Michels, além do ressarcimento do prejuízo arcado pelo município de Braço do Norte atualizado monetariamente e acrescido dos juros legais, ao pagamento de multa na proporção de 50% deste valor. A decisão é passível de recurso. Com informações do MP-SC
Com informações do MP-SC
A Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa foi inicialmente proposta pelo MPSC na comarca de Braço do Norte em 1996, em função do ex-prefeito ter deixando de comparecer a uma audiência na Justiça do Trabalho, acarretando na condenação à revelia do município ao pagamento de verbas rescisórias.
Em primeira instância, Michels, na época filiado ao PDS, foi condenado ao ressarcimento de R$ 4.719,14 - atualizados monetariamente e acrescidos dos juros legais e à suspensão dos direitos políticos por cinco anos. O ex-prefeito apelou ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), conseguindo a exclusão da suspensão dos direitos políticos da sentença.
Contra esta decisão, o MP-SC, por meio de sua Coordenadoria de Recursos, recorreu ao STJ, por entender que o ressarcimento é mero restabelecimento da situação anterior ao ato ímprobo. "Não configura, propriamente, uma reprimenda e, por esse motivo, deve ser aplicada em conjunto com ao menos uma das outras penalidades da Lei de Improbidade Administrativa", explica o Coordenador-Geral de Recursos da Área Cível do MPSC, Procurador de Justiça Fábio Trajano.
A tese apresentada pelo MPSC foi acolhida pela Segunda Turma do STJ, resultando na condenação de Michels, além do ressarcimento do prejuízo arcado pelo município de Braço do Norte atualizado monetariamente e acrescido dos juros legais, ao pagamento de multa na proporção de 50% deste valor. A decisão é passível de recurso. Com informações do MP-SC
Com informações do MP-SC
terça-feira, 16 de outubro de 2012
E se fosse diferente...
As eleições de 2012 consolidam momentos históricos na política tubaronense. Elas marcam a primeira vitória do PT na cidade após 30 anos de tentativas. História esta que começou em 1982 com Heliete Santos e 91 votos, e se repetiu por outras seis vezes até chegar a vitória de Olavio Falchetti com 26.921 votos. Além do prefeito, os petistas também voltam a ter representação na Câmara de Vereadores após 16 anos quando se encerrou o mandato de Matusalém dos Santos.
Mas as datas e estatísticas também servem de reflexão para outras siglas. O PP, por exemplo, não lança um candidato a prefeito há 20 anos. A última candidatura foi em 1992 quando o ainda PDS elegeu Irmoto Feuerschuette. Depois como PPB e PP vieram somente candidaturas a vice-prefeito, três delas vitoriosas em parceria com o PSDB.
Ainda no dia das eleições, o presidente estadual do partido, deputado Joares Ponticelli voltou a defender um posicionamento da sigla para as próximas eleições. O PP vence em prefeituras menores na região da Amurel, mas precisa buscar uma cidade maior como Tubarão para consolidar a condição de força regional.
A aliança com o PMDB em 2012 mostrou novamente que a estratégia de ser vice colocou o partido numa condição de figurante. Durante toda a campanha houveram rumores de atritos e insatisfações entre simpatizantes e partidários. E ficou, sem dúvida, o sentimento de que se Deka May fosse o cabeça de chapa, o resultado poderia ser diferente. A dúvida é claro, é se o PMDB aceitaria indicar o vice.
E ainda no campo das possibilidades. Já imaginou também se Pepê Collaço tivesse acompanhado o rompimento do partido na atual gestão? Collaço saiu da sigla para ficar o lado de Manoel Bertoncini. Acabou sendo candidato sem o apoio do PSDB e foi candidato de oposição aos governos tucanos, em especial a Carlos Stupp. Se tivesse ficado no Partido Progressista poderia Pepê Collaço ter liderado uma candidatura com aliados mais fortes?
Como a eleição já passou, ficamos apenas pensando em como poderia ser, mas não foi.
Mas as datas e estatísticas também servem de reflexão para outras siglas. O PP, por exemplo, não lança um candidato a prefeito há 20 anos. A última candidatura foi em 1992 quando o ainda PDS elegeu Irmoto Feuerschuette. Depois como PPB e PP vieram somente candidaturas a vice-prefeito, três delas vitoriosas em parceria com o PSDB.
Ainda no dia das eleições, o presidente estadual do partido, deputado Joares Ponticelli voltou a defender um posicionamento da sigla para as próximas eleições. O PP vence em prefeituras menores na região da Amurel, mas precisa buscar uma cidade maior como Tubarão para consolidar a condição de força regional.
A aliança com o PMDB em 2012 mostrou novamente que a estratégia de ser vice colocou o partido numa condição de figurante. Durante toda a campanha houveram rumores de atritos e insatisfações entre simpatizantes e partidários. E ficou, sem dúvida, o sentimento de que se Deka May fosse o cabeça de chapa, o resultado poderia ser diferente. A dúvida é claro, é se o PMDB aceitaria indicar o vice.
E ainda no campo das possibilidades. Já imaginou também se Pepê Collaço tivesse acompanhado o rompimento do partido na atual gestão? Collaço saiu da sigla para ficar o lado de Manoel Bertoncini. Acabou sendo candidato sem o apoio do PSDB e foi candidato de oposição aos governos tucanos, em especial a Carlos Stupp. Se tivesse ficado no Partido Progressista poderia Pepê Collaço ter liderado uma candidatura com aliados mais fortes?
Como a eleição já passou, ficamos apenas pensando em como poderia ser, mas não foi.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Renovar com caras novas, não com as manjadas
Uma das justificativas para a criação do futuro novo partido do Gilberto Kassab cuja sigla é PSD, e não PGK, é a falta de um projeto político nacional e também de renovação.
Quanto ao projeto político nacional, ainda não se viu nada, mas quando se fala em renovação, ela realmente é necessária. Não se sabe como ainda o PGK, quero dizer PSD, será renovador com a presença de tanta gente manjada, mas em Santa Catarina, uma das lideranças emergentes surgiu num lampejo de renovação do antigo PFL.
A atual vereadora de Criciúma Romanna Remor, que também é suplente de deputada federal, foi candidata a prefeita de Criciúma nas eleições de 2000, então com 25 anos. Não venceu, mas desde então se consolidou no cenário político.
O antigo PDS, atual PP, também contribuiu na década de 90. O atual deputado estadual José Nei Ascari (ainda DEM), foi eleito prefeito de Grão-Pará em 1992 com 25 anos. E reeleito em 2000, pelo PFL já com 33 anos.
Alguém conhece uma sigla que tenha coragem de lançar candidatos tão jovens para o executivo?
Quanto ao projeto político nacional, ainda não se viu nada, mas quando se fala em renovação, ela realmente é necessária. Não se sabe como ainda o PGK, quero dizer PSD, será renovador com a presença de tanta gente manjada, mas em Santa Catarina, uma das lideranças emergentes surgiu num lampejo de renovação do antigo PFL.
A atual vereadora de Criciúma Romanna Remor, que também é suplente de deputada federal, foi candidata a prefeita de Criciúma nas eleições de 2000, então com 25 anos. Não venceu, mas desde então se consolidou no cenário político.
O antigo PDS, atual PP, também contribuiu na década de 90. O atual deputado estadual José Nei Ascari (ainda DEM), foi eleito prefeito de Grão-Pará em 1992 com 25 anos. E reeleito em 2000, pelo PFL já com 33 anos.
Alguém conhece uma sigla que tenha coragem de lançar candidatos tão jovens para o executivo?
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