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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
PP de Laguna filia ex-vice-prefeito
O PP de Laguna deve oficializar no final do mês de setembro a filiação do ex-vice-prefeito Aderbal Zapeline Mendes. Ele foi vice-prefeito na primeira gestão de Célio Antonio (PT), entre 2005 e 2008, quando era filiado ao PTB. Depois foi para o PSDB e disputou novamente o cargo em 2008, mas na chapa de Mauro Candemil (PMDB). Mendes chega ao PP como pré-candidato a prefeito em 2016. O partido não tem candidato próprio para o cargo desde 1996, quando João Gualberto Pereira foi eleito prefeito de Laguna.
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segunda-feira, 9 de março de 2015
PR de Imaruí muda Comissão Provisória
A Comissão Provisório do PR de Imaruí foi renovada e a ex-vereadora, Regiane Damas, é a nova presidente da sigla. Ela foi candidata a vice-prefeita em 2012 pelo PSDB na chapa composta com Amarildo de Souza (PSD). Em 2008 ela havia sido eleita vereadora pelo PMDB. A intenção agora é disputar a prefeitura. O PR já teve o vice-prefeito de Imaruí, quando em 2008 Edisson Rodrigues foi eleito na chapa composta por Amarildo de Souza, na época no Democratas.
Além de Regiane, a nova Comissão Provisória do PR Fernando Silveira, como vice-presidente, Almir Rogério, secretário; Fábio Correia, tesoureiro, além de Adriana Martins, Edilene Silveira, Felipe Silveira, Quintino Guarezi e Vitor Cardoso, todos membros do diretório.
Além de Regiane, a nova Comissão Provisória do PR Fernando Silveira, como vice-presidente, Almir Rogério, secretário; Fábio Correia, tesoureiro, além de Adriana Martins, Edilene Silveira, Felipe Silveira, Quintino Guarezi e Vitor Cardoso, todos membros do diretório.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Morre Luizinho da Refrigeração, aos 48 anos
O gerente de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Agricultura da SDR de Tubarão, Luiz Fernandes Pereira, o Luizinho da Refrigeração (PSD), faleceu na madrugada desta quarta-feira, 10/12, aos 48 anos, vítima de um infarto. O velório está ocorrendo na Capela Mortuária de Bom Pastor, em Tubarão. Luizinho também era suplente de vereador, fez 596 votos nas eleições de 2012, e 326 nas eleições de 2008 (pelo PP).
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
O ´noivo´ de Imbituba
O médico Rosenvaldo Júnior, candidato a prefeito em 2012 e a deputado estadual agora em 2014, é o chamado ‘noivo’ da vez em Imbituba. O desempenho dele nas eleições de outubro, quando foi o mais votado na cidade com 7.143 votos, o coloca em posição favorável e semelhante a Olávio Falchetti em Tubarão em 2010. PMDB e PSB teriam interesses em coligar com os petistas. Em 2008, Rosenvaldo disputou as eleições como candidato a vice do peemedebista Osny Souza.
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sábado, 19 de outubro de 2013
PMDB de Sangão
Ex-vice-prefeito de Sangão Herivelto Reynaldo filiou-se ao PMDB. Ele foi vice de Antônio Mauro na gestão 2005-2008 quando era do PP. Depois filiou-se ao PSDB e disputou o cargo de prefeito em 2008, sendo derrotado por Mauro. Em 2012 com o PSDB coligado ao PP não disputou as eleições.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Sem garantias
Vai longe o tempo em que os políticos transferiam votos com facilidade para quem quisessem. O caudilho Leonel Brizola, que era bom de votos por aqui tentou isso uma vez com Manoel Dias (PDT), este mesmo que agora é Ministro do Trabalho. Não deu em nada e Maneca nem chegou perto de uma vaga para deputado estadual nas eleições de 1990. E olha que Brizola recém tinha sido candidato a presidente!
Mais recentemente, o prefeito de Braço do Norte Ademir Matos (PMDB) venceu com folga as eleições municipais de 2008, mas acabou não assumindo. Nas eleições complementares lançou a esposa Zalene (PMDB) como candidata e acabaram derrotados por Vânio Uliano (PP). O eleitor queria Ademir e não Zalene.
No ano passado, em Tubarão, muita gente achava a chapa Edinho Bez (PMDB) e Deka May (PP) imbatível. Após a derrota confirmou-se a rejeição identificada nas pesquisas prévias. Os que queriam Deka não toparam votar em Edinho.
Portanto, é possível duvidar se os simpatizantes de Marina Silva e os estimados 20 milhões de eleitores irão apoiar a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB) só porque ela o fez. A filiação de última hora criou evidentemente um fato novo e de repercussão. Mas ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo.
Mais recentemente, o prefeito de Braço do Norte Ademir Matos (PMDB) venceu com folga as eleições municipais de 2008, mas acabou não assumindo. Nas eleições complementares lançou a esposa Zalene (PMDB) como candidata e acabaram derrotados por Vânio Uliano (PP). O eleitor queria Ademir e não Zalene.
No ano passado, em Tubarão, muita gente achava a chapa Edinho Bez (PMDB) e Deka May (PP) imbatível. Após a derrota confirmou-se a rejeição identificada nas pesquisas prévias. Os que queriam Deka não toparam votar em Edinho.
Portanto, é possível duvidar se os simpatizantes de Marina Silva e os estimados 20 milhões de eleitores irão apoiar a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB) só porque ela o fez. A filiação de última hora criou evidentemente um fato novo e de repercussão. Mas ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
Retirada do PMDB de Tubarão começa por ex-presidentes
Três ex-presidentes do diretório municipal do PMDB de Tubarão deram início na terça-feira a um processo que deve somar cerca de 200 filiações do partido. Beto Tournier, Maurício da Silva e Dalton Bardini assinam uma carta enderaçada ao atual presidente Mario Cesar de Carvalho em que solicitam o desligamento e desfiliação dos quadros parditários.
O texto lista alguns motivos que os levaram a tomar a decisão. São usados alguns termos pesados como “golpes, mentiras, descumprimentos, alijamentos e enganações”, mas que dão a dimensão do racha dentro do partido, que teve o diretório destituído no final de 2012 e recomposto agora no mês de maio.
Esta crise do PMDB não é nova e as quatro derrotas consecutivas nas eleições municipais confirmam que a união passava longe há muito tempo. Neste período, por exemplo, o PMDB manteve a representação na Câmara de Vereadores com votações melhores do que os candidatos a prefeito. Mais um sinal de que a mobilização era dividida.
O grupo de descontentes deve a partir de agora registrar desfiliações em blocos com a expectativa de atingir duas centenas. Suplentes de vereadores também cogitam a desfiliação. Existe a expectativa de que os ex-peemedebistas sigam em bloco para uma nova sigla que ainda está indefinida. Fala-se em PR e PDT e eles terão até outubro para decidir.
Leia a íntegra da carta:
"Ilmo Sr.
Mario Cesar Carvalho
DD Presidente do PMDB de Tubarão
Tubarão, SC, 4 de junho de 2013
Considerando que:
a) Na condição de ex presidentes, somos membros do Diretório do PMDB de Tubarão;
b) Não fomos consultados e discordamos, de forma veemente, que peemedebistas históricos e com longa folha de serviço prestado ao PMDB e à sociedade tubaronense tenham sido alijados da composição do Diretório do partido em Tubarão;
c) Denunciamos os descumprimentos das decisões da Executiva e do Estatuto do partido quando da Convenção no ano passado, o golpe, em que peemedebistas foram enganados para assinar documento, que objetivou DISSOLVER o Diretório anterior, legitimamente eleito, mas nenhuma providência foi tomada;
d) Não fomos ouvidos, quando, em reunião ordinária do Diretório, alertamos que se não fosse mudado o rumo da campanha eleitoral do ano passado a derrota seria eminente. Como de fato, foi, a pior de todas.
e) Golpes, mentiras, descumprimentos, alijamentos e enganações enxovalham a HISTÓRIA e a IDENTIDADE do MDB (e depois PMDB), que devolveu ao povo brasileiro as liberdades individuais e coletivas, a DEMOCRACIA, a JUSTIÇA e a VERDADE.
Solicitamos, em caráter irrevogável, o desligamento do Diretório e a DESFILIAÇÃO dos quadros do PMDB de Tubarão.
Atenciosamente,
José Roberto Cardoso Tournier, ex presidente do PMDB
Maurício da Silva, ex presidente do PMDB
Dalto Bardini, ex presidente do PMDB"
O texto lista alguns motivos que os levaram a tomar a decisão. São usados alguns termos pesados como “golpes, mentiras, descumprimentos, alijamentos e enganações”, mas que dão a dimensão do racha dentro do partido, que teve o diretório destituído no final de 2012 e recomposto agora no mês de maio.
Esta crise do PMDB não é nova e as quatro derrotas consecutivas nas eleições municipais confirmam que a união passava longe há muito tempo. Neste período, por exemplo, o PMDB manteve a representação na Câmara de Vereadores com votações melhores do que os candidatos a prefeito. Mais um sinal de que a mobilização era dividida.
O grupo de descontentes deve a partir de agora registrar desfiliações em blocos com a expectativa de atingir duas centenas. Suplentes de vereadores também cogitam a desfiliação. Existe a expectativa de que os ex-peemedebistas sigam em bloco para uma nova sigla que ainda está indefinida. Fala-se em PR e PDT e eles terão até outubro para decidir.
Leia a íntegra da carta:
"Ilmo Sr.
Mario Cesar Carvalho
DD Presidente do PMDB de Tubarão
Tubarão, SC, 4 de junho de 2013
Considerando que:
a) Na condição de ex presidentes, somos membros do Diretório do PMDB de Tubarão;
b) Não fomos consultados e discordamos, de forma veemente, que peemedebistas históricos e com longa folha de serviço prestado ao PMDB e à sociedade tubaronense tenham sido alijados da composição do Diretório do partido em Tubarão;
c) Denunciamos os descumprimentos das decisões da Executiva e do Estatuto do partido quando da Convenção no ano passado, o golpe, em que peemedebistas foram enganados para assinar documento, que objetivou DISSOLVER o Diretório anterior, legitimamente eleito, mas nenhuma providência foi tomada;
d) Não fomos ouvidos, quando, em reunião ordinária do Diretório, alertamos que se não fosse mudado o rumo da campanha eleitoral do ano passado a derrota seria eminente. Como de fato, foi, a pior de todas.
e) Golpes, mentiras, descumprimentos, alijamentos e enganações enxovalham a HISTÓRIA e a IDENTIDADE do MDB (e depois PMDB), que devolveu ao povo brasileiro as liberdades individuais e coletivas, a DEMOCRACIA, a JUSTIÇA e a VERDADE.
Solicitamos, em caráter irrevogável, o desligamento do Diretório e a DESFILIAÇÃO dos quadros do PMDB de Tubarão.
Atenciosamente,
José Roberto Cardoso Tournier, ex presidente do PMDB
Maurício da Silva, ex presidente do PMDB
Dalto Bardini, ex presidente do PMDB"
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Natal e Reveillon de vigilância
Em 2008, após o resultado das eleições de outubro, o então prefeito eleito Manoel Bertoncini (PSDB) tinha maioria absoluta na Câmara de Vereadores. Eram três do PSDB, dois do PP e um do PDT. Diante do quadro favorável indicou que o candidato a presidente da casa seria o vereador Edson Firmino, na época no PDT e hoje PMDB. Eu cheguei a gravar um entrevista com ele sobre esta articulação.
Quem acompanha o processo lembra que em 1º de janeiro de 2009 nada saiu conforme o que havia sido planejado. João Fernandes do PSDB aliou-se aos quatro vereadores do PMDB e conseguiu chegar à presidência da Câmara. O recado naquela época foi o de que a interferência do prefeito por lá não era tão simples assim.
Por causa de desdobramentos deste tipo é que é tão difícil arrancar alguma informação concreta e antecipada dos vereadores de Tubarão sobre a eleição de 1º de janeiro. Principalmente, é claro, de Edson Firmino.
Nenhum dos envolvidos confirma ou nega um acordo divulgado na semana passada em que os vereadores do PMDB, PP e PSD, donos de 10 votos, estariam envolvidos. Seriam quatro mandatos de um ano. Edson Firmino (PMDB), Evandro Almeida (PMDB), Jairo Cascaes (PSD) e Zaga Reis (PP) seriam os presidentes.
Com o PSDB de fora deste grupo o receio é grande em torno de um contra-ataque. Para isto ocorrer, os tucanos teriam que buscar o apoio do PT e PPS, mas a soma de todos juntos é de sete votos. Faltariam dois para reverter o quadro.
O Natal e o Reveillon será de muita vigilância para que o 1º de janeiro de 2013 não seja de nova ressaca.
Quem acompanha o processo lembra que em 1º de janeiro de 2009 nada saiu conforme o que havia sido planejado. João Fernandes do PSDB aliou-se aos quatro vereadores do PMDB e conseguiu chegar à presidência da Câmara. O recado naquela época foi o de que a interferência do prefeito por lá não era tão simples assim.
Por causa de desdobramentos deste tipo é que é tão difícil arrancar alguma informação concreta e antecipada dos vereadores de Tubarão sobre a eleição de 1º de janeiro. Principalmente, é claro, de Edson Firmino.
Nenhum dos envolvidos confirma ou nega um acordo divulgado na semana passada em que os vereadores do PMDB, PP e PSD, donos de 10 votos, estariam envolvidos. Seriam quatro mandatos de um ano. Edson Firmino (PMDB), Evandro Almeida (PMDB), Jairo Cascaes (PSD) e Zaga Reis (PP) seriam os presidentes.
Com o PSDB de fora deste grupo o receio é grande em torno de um contra-ataque. Para isto ocorrer, os tucanos teriam que buscar o apoio do PT e PPS, mas a soma de todos juntos é de sete votos. Faltariam dois para reverter o quadro.
O Natal e o Reveillon será de muita vigilância para que o 1º de janeiro de 2013 não seja de nova ressaca.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Independência dos poderes ou interesse próprio?
Em janeiro de 2009 os vereadores de Capivari de Baixo definiram quem seriam os presidentes do legislativo pelos quatro anos seguintes. Quatro partidos diferentes, PMDB, PSDB, PDT e PPS, participaram do acordo e do chamado revezamento que deixou de fora somente o oposicionista PP.
Não satisfeitos com a inovação agora os vereadores tentam acabar, por meio de uma lei, com discussões futuras sobre a presidência da casa. Pela Lei, já aprovada em primeira votação, os quatro vereadores mais votados serão os presidentes da Câmara nos quatro anos de legislatura.
O primeiro beneficiado já seria o atual presidente da casa Arlei da Silva (PPS) que foi o mais votado agora em 2012. E entre os atuais vereadores Fernando da Casan e Jonas Santos, ambos do PMDB, também ganhariam o direito de exercer a presidência. Somente Ismael Martins (PP), o Mael, segundo mais votado e da base de apoio do prefeito eleito Moacir Rabelo (PP), não tem direito a voto agora. Então para os outros três, não seria mais um caso clássico de legislar em causa própria?
Quem não concorda com a Lei promete levar o caso para o Ministério Público. Já o argumento de quem defende é evitar os acordos para a eleição do presidente.
Na prática esta proposta só contribui para destroçar o já combalido modelo político que vê os partidos e ideologias cada vez mais enfraquecidos diante do crescimento do individualismo.
Houve um tempo em que o primeiro presidente da Câmara de Vereadores em uma nova legislatura era o mais votado, sem discussão. Esta tradição valia pois o mais votado também era do partido que elegia o prefeito e o maior número de vereadores.
Hoje em dia, prefeitos são eleitos e muitas vezes os partidos que fizeram parte da coligação vitoriosa não têm a maioria na Câmara. Mesmo assim, conseguem reverter a situação e garantem o apoio no legislativo. Também temos os casos em que mesmo tendo a maioria, os vereadores não seguem as orientações partidárias e fazem acordos à revelia para eleger a mesa diretora.
Executivo e legislativo são poderes independentes. Nisso não há discussão. Mas o ministério público bem que poderia investigar os interesses e acordos que rolam nos bastidores para medir o verdadeiro tamanho desta independência.
Não satisfeitos com a inovação agora os vereadores tentam acabar, por meio de uma lei, com discussões futuras sobre a presidência da casa. Pela Lei, já aprovada em primeira votação, os quatro vereadores mais votados serão os presidentes da Câmara nos quatro anos de legislatura.
O primeiro beneficiado já seria o atual presidente da casa Arlei da Silva (PPS) que foi o mais votado agora em 2012. E entre os atuais vereadores Fernando da Casan e Jonas Santos, ambos do PMDB, também ganhariam o direito de exercer a presidência. Somente Ismael Martins (PP), o Mael, segundo mais votado e da base de apoio do prefeito eleito Moacir Rabelo (PP), não tem direito a voto agora. Então para os outros três, não seria mais um caso clássico de legislar em causa própria?
Quem não concorda com a Lei promete levar o caso para o Ministério Público. Já o argumento de quem defende é evitar os acordos para a eleição do presidente.
Na prática esta proposta só contribui para destroçar o já combalido modelo político que vê os partidos e ideologias cada vez mais enfraquecidos diante do crescimento do individualismo.
Houve um tempo em que o primeiro presidente da Câmara de Vereadores em uma nova legislatura era o mais votado, sem discussão. Esta tradição valia pois o mais votado também era do partido que elegia o prefeito e o maior número de vereadores.
Hoje em dia, prefeitos são eleitos e muitas vezes os partidos que fizeram parte da coligação vitoriosa não têm a maioria na Câmara. Mesmo assim, conseguem reverter a situação e garantem o apoio no legislativo. Também temos os casos em que mesmo tendo a maioria, os vereadores não seguem as orientações partidárias e fazem acordos à revelia para eleger a mesa diretora.
Executivo e legislativo são poderes independentes. Nisso não há discussão. Mas o ministério público bem que poderia investigar os interesses e acordos que rolam nos bastidores para medir o verdadeiro tamanho desta independência.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
O carisma de Manoel
A morte do prefeito Manoel Bertoncini não o transformará no melhor prefeito da história de Tubarão. Até porque o seu governo teve problemas que se assemelham aos diversos prefeitos pelo Brasil afora.
Mas não se pode negar que a forma com que ele encarou os problemas pessoais para continuar trabalhando deixaram um exemplo para quem fica. Ele não teve plena saúde durante nenhum dia de seu mandato e mesmo assim procurou manter o compromisso que lhe foi conferido pelas urnas em 2008.
Contrariou as previsões negativas, a vontade da família, ignorou as dores e sequelas do tratamento do câncer e trabalhou até o último dia em que teve forças. Publicamente sempre atendeu a todos da melhor maneira possível. Respondia o que lhe perguntavam de bom, ou ruim. E sempre, sempre conseguia sorrir. Ao fazer isso, Manoel apenas confirmou o carisma que teve em sua curta carreira política.
Enfrentou três eleições apenas. Foi o segundo vereador mais votado em 2004 com 2.767 votos. Obteve 21.839 votos para deputado estadual em 2006, sendo 13.524 em Tubarão, mais do que o ex-prefeito Carlos Stupp conquistou em 2010. E foi eleito prefeito em 2008 com 30.128 votos, superando o total de votos dos adversários.
Como gestor público não teve o nome envolvido em nenhum escândalo. Foi um político ´ficha limpa´. Não fez tudo o que pretendia, é verdade, mas foi fiel ao seu grupo político mantendo posições e nomeações nem sempre correspondidas.
O pagamento do Piso Nacional aos professores, início das obras da Arena Multiuso, do Pronto Atendimento 24 horas, da macrodrenagem da margem esquerda, Central do Cidadão, entre outras, são ações que deverão ser lembradas no futuro.
Mas com certeza, a imagem de quem não desistiu ou fraquejou diante de problemas que vão além da nossa compreensão é que estão sempre ligadas ao agora saudoso prefeito de Tubarão Manoel Bertoncini. Que ele descanse em paz.
Mas não se pode negar que a forma com que ele encarou os problemas pessoais para continuar trabalhando deixaram um exemplo para quem fica. Ele não teve plena saúde durante nenhum dia de seu mandato e mesmo assim procurou manter o compromisso que lhe foi conferido pelas urnas em 2008.
Contrariou as previsões negativas, a vontade da família, ignorou as dores e sequelas do tratamento do câncer e trabalhou até o último dia em que teve forças. Publicamente sempre atendeu a todos da melhor maneira possível. Respondia o que lhe perguntavam de bom, ou ruim. E sempre, sempre conseguia sorrir. Ao fazer isso, Manoel apenas confirmou o carisma que teve em sua curta carreira política.
Enfrentou três eleições apenas. Foi o segundo vereador mais votado em 2004 com 2.767 votos. Obteve 21.839 votos para deputado estadual em 2006, sendo 13.524 em Tubarão, mais do que o ex-prefeito Carlos Stupp conquistou em 2010. E foi eleito prefeito em 2008 com 30.128 votos, superando o total de votos dos adversários.
Como gestor público não teve o nome envolvido em nenhum escândalo. Foi um político ´ficha limpa´. Não fez tudo o que pretendia, é verdade, mas foi fiel ao seu grupo político mantendo posições e nomeações nem sempre correspondidas.
O pagamento do Piso Nacional aos professores, início das obras da Arena Multiuso, do Pronto Atendimento 24 horas, da macrodrenagem da margem esquerda, Central do Cidadão, entre outras, são ações que deverão ser lembradas no futuro.
Mas com certeza, a imagem de quem não desistiu ou fraquejou diante de problemas que vão além da nossa compreensão é que estão sempre ligadas ao agora saudoso prefeito de Tubarão Manoel Bertoncini. Que ele descanse em paz.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Lista cheia, mas com votos
Muitos são os detalhes que podem influenciar no sucesso ou fracasso de uma campanha eleitoral. E quem está no processo precisa se preparar para diminuir o fator surpresa. Ter bons candidatos a vereadores é importante para um candidato a prefeito e os pré-candidatos dão muita atenção a isso.
Nesta fase pré-eleitoral uma das primeiras preocupações é preencher a nominata possível de candidatos. Em Tubarão, com 17 vagas, cada partido pode lançar 25 candidatos e se estiver coligado até 34. Cada um destes pré-candidatos é um cabo eleitoral em potencial e muito importante para manter a campanha viva até o final.
Agora mais importante ainda que ter uma lista cheia é ter nomes com potencial para se eleger. Ou seja, as siglas também precisam de candidatos fortes e com expectativa de superar os mil votos. Ao se avaliar este item pode-se ter uma ideia do verdadeiro potencial de cada candidato a prefeito lá na reta final da campanha.
Por isso, mais do que possíveis composições, os lideres dos partidos procuram neste momento agrupar e formar uma lista de candidatos que possam sustentar a disputa eleitoral.
Depois disso, o passo é manter a motivação e a união dos candidatos a vereador. Na última eleição em Tubarão, a relação de votos entre os candidatos ao legislativo e ao executivo não fechou para alguns. O PMDB, por exemplo, conquistou quatro cadeiras na Câmara, sem repetir o mesmo desempenho para o então candidato Genésio Goulart. No PT, a situação foi inversa. O candidato a prefeito Olávio Falchetti obteve o melhor desempenho da história do partido, mas nenhum petista foi eleito vereador. Fazer esta conta bater é um grande desafio.
Nesta fase pré-eleitoral uma das primeiras preocupações é preencher a nominata possível de candidatos. Em Tubarão, com 17 vagas, cada partido pode lançar 25 candidatos e se estiver coligado até 34. Cada um destes pré-candidatos é um cabo eleitoral em potencial e muito importante para manter a campanha viva até o final.
Agora mais importante ainda que ter uma lista cheia é ter nomes com potencial para se eleger. Ou seja, as siglas também precisam de candidatos fortes e com expectativa de superar os mil votos. Ao se avaliar este item pode-se ter uma ideia do verdadeiro potencial de cada candidato a prefeito lá na reta final da campanha.
Por isso, mais do que possíveis composições, os lideres dos partidos procuram neste momento agrupar e formar uma lista de candidatos que possam sustentar a disputa eleitoral.
Depois disso, o passo é manter a motivação e a união dos candidatos a vereador. Na última eleição em Tubarão, a relação de votos entre os candidatos ao legislativo e ao executivo não fechou para alguns. O PMDB, por exemplo, conquistou quatro cadeiras na Câmara, sem repetir o mesmo desempenho para o então candidato Genésio Goulart. No PT, a situação foi inversa. O candidato a prefeito Olávio Falchetti obteve o melhor desempenho da história do partido, mas nenhum petista foi eleito vereador. Fazer esta conta bater é um grande desafio.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Democratas e PDT juntos em Laguna
Lideranças dos partidos Democratas e PDT estiveram reunidas para firmar uma união visando as eleições de 2012. A executiva do Democratas que já tem como pré-candidato a prefeito, o vereador Tono Laureano, confirmou o apoio do PDT para o projeto eleitoral é de fundamental importância. “Estamos buscando estreitar a relação entre os partidos para formar uma aliança”, destacou o presidente municipal do Democratas Michel Laureano. Já o líder do PDT lagunense, Bento José Pereira, que o partido estará no projeto político com o Democratas. As duas siglas já estiveram juntas nas eleições de 2008 quando o candidato pedetista foi Júlio Willemann. Foram 4.075 votos para prefeito e uma vaga na Câmara de Vereadores (Orlando Rodrigues). Em 2008 Tono foi eleito vereador pelo PMDB e Willemann atualmente está no PSDB.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Lucro de uns, prejuízo de outros
A Justiça Eleitoral de Laguna determinou o cumprimento da sentença que cassou o mandato da vereadora Jussalva da Silva Mattos, a Nega (PSB). Agora ela terá que deixar o cargo. É mais um dos casos que se arrastam na justiça.
Este assunto já foi tema de meus comentários na Unisul TV e aqui no blog. Por várias vezes nos últimos três anos a vereadora Jussalva, a Nega, foi assunto por conta de um processo de compra de votos. Processo este que tramita desde o período da campanha eleitoral de 2008. Passou a eleição, a posse, um vai e vem aos tribunais, posse como presidente da Câmara de Vereadores, escapadas cinematográficas para não receber notificação judicial e três anos e três meses depois, quase no final do mandato, ela finalmente terá de deixar o cargo.
Sabe o que a Jussalva disse sobre isso tudo? Está no jornal Diário do Sul, “Já estou no lucro, para quem não ia nem assumir, fiquei três anos e três meses no cargo”.
O problema é que para ela ter lucrado, alguém teve que arcar com o prejuízo. Desde o eleitor que teve os votos desperdiçados, o vereador que ficaria com o cargo e não assumiu durante este período, até o tempo perdido nos tribunais. Muita gente teve prejuízo para que um ficasse no lucro.
É claro que este absurdo não é tão somente culpa da vereadora. Ela se utilizou dos recursos e caminhos permitidos pela legislação. E enquanto não tivermos mudanças na justiça eleitoral vamos continuar tendo problemas semelhantes a estes. São deputados, prefeitos, vereadores, senadores, governadores discutindo a vigência e a aplicação de Leis que geram instabilidade ao sistema político. Processos e punições que chegam com anos de atraso e às vezes até sem efeito. Temos político que é condenado a perder um mandato depois que ele já não tem mais mandato. É ou não, um absurdo?
Este assunto já foi tema de meus comentários na Unisul TV e aqui no blog. Por várias vezes nos últimos três anos a vereadora Jussalva, a Nega, foi assunto por conta de um processo de compra de votos. Processo este que tramita desde o período da campanha eleitoral de 2008. Passou a eleição, a posse, um vai e vem aos tribunais, posse como presidente da Câmara de Vereadores, escapadas cinematográficas para não receber notificação judicial e três anos e três meses depois, quase no final do mandato, ela finalmente terá de deixar o cargo.
Sabe o que a Jussalva disse sobre isso tudo? Está no jornal Diário do Sul, “Já estou no lucro, para quem não ia nem assumir, fiquei três anos e três meses no cargo”.
O problema é que para ela ter lucrado, alguém teve que arcar com o prejuízo. Desde o eleitor que teve os votos desperdiçados, o vereador que ficaria com o cargo e não assumiu durante este período, até o tempo perdido nos tribunais. Muita gente teve prejuízo para que um ficasse no lucro.
É claro que este absurdo não é tão somente culpa da vereadora. Ela se utilizou dos recursos e caminhos permitidos pela legislação. E enquanto não tivermos mudanças na justiça eleitoral vamos continuar tendo problemas semelhantes a estes. São deputados, prefeitos, vereadores, senadores, governadores discutindo a vigência e a aplicação de Leis que geram instabilidade ao sistema político. Processos e punições que chegam com anos de atraso e às vezes até sem efeito. Temos político que é condenado a perder um mandato depois que ele já não tem mais mandato. É ou não, um absurdo?
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Uma salada eleitoral
Junto com o prazo para novas filiações e mudanças de partidos,
terminou também o prazo para mudanças nas regras eleitorais e a Reforma
Eleitoral ficou pra trás novamente. Se ela for aprovada este ano, não
irá valer para a próxima eleição.
De novo tivemos algumas discussões e algumas ideias aprovadas e rejeitadas nas comissões. Mas qualquer mudança na lei eleitoral deve ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal pelo menos um ano antes das eleições. Como nada mudou algumas situações consideradas estranhas vão continuar existindo.
Vejamos o exemplo do troca-troca de partidos que ocorreu nos últimos dias. Quem mudou para um partido novo não corre risco nenhum. Quem trocou de sigla vira alvo de alguns questionamentos.
É o caso do vereador Edson Firmino que deixou o PDT para se filiar ao PMDB. A mudança foi a opção dele para tentar continuar com chances de ser reeleito. Como o PDT ficou enfraquecido, corria sério risco de não garantir a legenda suficiente.
Mas Firmino foi eleito em 2008 numa coligação proporcional com o PPS, PTB e PR. Partidos que na majoritária integraram a coligação do prefeito eleito Manoel Bertoncini do PSDB. O PMDB foi adversário em todos os cenários. Ele ainda faz parte da atual administração e ocupa o cargo de secretário de Governo.
Em 2010, o vereador também foi candidato. Chegou a ser cotado para ser vice na chapa de Ângela Amin, do PP, mas acabou disputando o cargo de deputado federal, coligado com PP e PT do B. Mesma aliança que deu apoio na disputa pelo governo do Estado. Nos dois cenários o PMDB também foi adversário.
Vale lembrar também que o mesmo PMDB que foi adversário do PSDB em nível municipal, foi aliado dos tucanos em nível estadual e adversário novamente nas eleições presidenciais.
É uma salada muito difícil de entender, mas que é autorizada e permitida pela legislação eleitoral. Não sei nem se dá para entender o que estou escrevendo hoje. Mas diante de tudo isso, dá para criticar alguém que faz uso de todas as possibilidades para continuar se mantendo vivo no jogo político atual? Já que ideologia não vale nada mesmo, os mais espertos se aproveitam das cartas que tem.
De novo tivemos algumas discussões e algumas ideias aprovadas e rejeitadas nas comissões. Mas qualquer mudança na lei eleitoral deve ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal pelo menos um ano antes das eleições. Como nada mudou algumas situações consideradas estranhas vão continuar existindo.
Vejamos o exemplo do troca-troca de partidos que ocorreu nos últimos dias. Quem mudou para um partido novo não corre risco nenhum. Quem trocou de sigla vira alvo de alguns questionamentos.
É o caso do vereador Edson Firmino que deixou o PDT para se filiar ao PMDB. A mudança foi a opção dele para tentar continuar com chances de ser reeleito. Como o PDT ficou enfraquecido, corria sério risco de não garantir a legenda suficiente.
Mas Firmino foi eleito em 2008 numa coligação proporcional com o PPS, PTB e PR. Partidos que na majoritária integraram a coligação do prefeito eleito Manoel Bertoncini do PSDB. O PMDB foi adversário em todos os cenários. Ele ainda faz parte da atual administração e ocupa o cargo de secretário de Governo.
Em 2010, o vereador também foi candidato. Chegou a ser cotado para ser vice na chapa de Ângela Amin, do PP, mas acabou disputando o cargo de deputado federal, coligado com PP e PT do B. Mesma aliança que deu apoio na disputa pelo governo do Estado. Nos dois cenários o PMDB também foi adversário.
Vale lembrar também que o mesmo PMDB que foi adversário do PSDB em nível municipal, foi aliado dos tucanos em nível estadual e adversário novamente nas eleições presidenciais.
É uma salada muito difícil de entender, mas que é autorizada e permitida pela legislação eleitoral. Não sei nem se dá para entender o que estou escrevendo hoje. Mas diante de tudo isso, dá para criticar alguém que faz uso de todas as possibilidades para continuar se mantendo vivo no jogo político atual? Já que ideologia não vale nada mesmo, os mais espertos se aproveitam das cartas que tem.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Estratégia Tiririca
Uma campanha eleitoral é montada em cima de diversas estratégias. Desde a escolha dos candidatos e as posições ocupadas por cada um são determinantes para o sucesso de uma chapa
E definir o papel de cada um é complicado.
Mexe-se com interesse e também vaidades.
Mas talvez o pior elemento nesta hora é o clima de já ganhou. E está mais do que provado que ninguém ganha um jogo de futebol na véspera e uma eleição um ano antes dela ocorrer.
Só que os próximos dias são decisivos para o pleito de 2012. Hoje deve acabar a novela da criação do PSD. E tem gente roendo as unhas na torcida para que tudo finalmente acabe como o planejado. O partido será criado, é provável, mas com muita ansiedade.
Na outra semana será a vez para o prazo final das novas filiações e trocas de siglas. Os que estão conversando, negociando, barganhando ou indecisos vão ter que tomar uma posição.
O prazo de 7 de outubro não significa que no dia 8 estará tudo resolvido. Os partidos saberão apenas com quais cartas poderá ser jogado o jogo. Seguirão então mais sete, oito meses para a realização das convenções e montagens de chapas.
Mesmo com um prazo tão esticado existem aqueles partidos que já tem suas chapas e quase estratégias montadas. Alguns nomes para algumas posições já estão definidos, mas não devem esquecer que a vitória não vem na véspera. Os exemplos de como fazer estão colocados e já foram testados, só não vê quem não quer.
Por exemplo, o que deve fazer um partido que tem um nome forte, testado nas urnas e com bons resultados nas pesquisas feitas até o momento? Será que ele deve ser o cabeça de uma chapa pura ou o seu potencial deve ser usado para fortalecer a sigla e obter vagas no legislativo?
Lembre-se que o Tiririca, deputado federal mais votado no ano passado em São Paulo, elegeu junto com ele mais três deputados. Será que ele teria o mesmo desempenho se fosse o candidato a governador?
Será que um partido que não elege ninguém há 11 anos deve apostar novamente numa fraca nominata de vereadores achando que o até agora forte pré-candidato a prefeito vai puxar os votos suficientes? Mesmo a estratégia tendo dado errado em 2008?
Mas talvez o pior elemento nesta hora é o clima de já ganhou. E está mais do que provado que ninguém ganha um jogo de futebol na véspera e uma eleição um ano antes dela ocorrer.
Só que os próximos dias são decisivos para o pleito de 2012. Hoje deve acabar a novela da criação do PSD. E tem gente roendo as unhas na torcida para que tudo finalmente acabe como o planejado. O partido será criado, é provável, mas com muita ansiedade.
Na outra semana será a vez para o prazo final das novas filiações e trocas de siglas. Os que estão conversando, negociando, barganhando ou indecisos vão ter que tomar uma posição.
O prazo de 7 de outubro não significa que no dia 8 estará tudo resolvido. Os partidos saberão apenas com quais cartas poderá ser jogado o jogo. Seguirão então mais sete, oito meses para a realização das convenções e montagens de chapas.
Mesmo com um prazo tão esticado existem aqueles partidos que já tem suas chapas e quase estratégias montadas. Alguns nomes para algumas posições já estão definidos, mas não devem esquecer que a vitória não vem na véspera. Os exemplos de como fazer estão colocados e já foram testados, só não vê quem não quer.
Por exemplo, o que deve fazer um partido que tem um nome forte, testado nas urnas e com bons resultados nas pesquisas feitas até o momento? Será que ele deve ser o cabeça de uma chapa pura ou o seu potencial deve ser usado para fortalecer a sigla e obter vagas no legislativo?
Lembre-se que o Tiririca, deputado federal mais votado no ano passado em São Paulo, elegeu junto com ele mais três deputados. Será que ele teria o mesmo desempenho se fosse o candidato a governador?
Será que um partido que não elege ninguém há 11 anos deve apostar novamente numa fraca nominata de vereadores achando que o até agora forte pré-candidato a prefeito vai puxar os votos suficientes? Mesmo a estratégia tendo dado errado em 2008?
terça-feira, 6 de setembro de 2011
E agora Pepê?
Com a licença do prefeito de Tubarão Manoel Bertoncini (PSDB) para tratamento de saúde, o cenário político acaba movimentado por uma causa que nada tem a ver com política. Tem a ver com a vida e aquilo que ninguém tem como evitar.
Mas a questão que fica no ar é e agora Pepê? O vice-prefeito volta a assumir numa condição difícil. Não sabe quanto tempo fica o que dificulta saber até onde pode ir para tomar as próprias decisões.
Mas o fato é que a prefeitura precisa ser tocada, precisa de uma liderança. Sem essa de achar que é falta de respeito falar sobre a condição de saúde dele ou de trabalhar muito durante a sua ausência que ninguém sabe quanto vai durar.
Se ficar parado, esperando, Pepê será taxado de quê? Se botar a máquina para trabalhar será criticado por se aproveitar de uma situação e se promover, visando as eleições de 2012? De um jeito ou de outro o melhor é atuar em benefício da população sem pensar no que os outros vão falar. Deve honrar o mandato para o qual foi eleito junto com Manoel.
O prefeito já mostrou que é um exemplo humano, de quem reagiu contra uma doença grave sem abandonar o posto para o qual foi eleito. Mas devemos admitir que na composição político-partidária ele teve dificuldades na condução da gestão municipal. Quem leu e ouviu os planos do candidato Manoel Bertoncini pode concluir que ele demorou a pôr em prática alguns projetos importantes.
Da mesma forma, pela solidariedade do povo para com o doutor Manoel Bertoncini neste período da sua doença faltou um porta-voz para colocar a população a par, até para desfazer os rumores que circulam na cidade.
Bertoncini, pelo seu caráter e perfil de um político identificado com Tubarão, merece o respeito e carinho. Contudo, a cidade que o elegeu precisa saber e estar a par inclusive dos planos reservados para o seu último ano de mandato.
Como vice-prefeito eleito junto com Manoel, Pepê Collaço tem o direito legítimo de continuar esta gestão e cumprir esta missão.
Mas a questão que fica no ar é e agora Pepê? O vice-prefeito volta a assumir numa condição difícil. Não sabe quanto tempo fica o que dificulta saber até onde pode ir para tomar as próprias decisões.
Mas o fato é que a prefeitura precisa ser tocada, precisa de uma liderança. Sem essa de achar que é falta de respeito falar sobre a condição de saúde dele ou de trabalhar muito durante a sua ausência que ninguém sabe quanto vai durar.
Se ficar parado, esperando, Pepê será taxado de quê? Se botar a máquina para trabalhar será criticado por se aproveitar de uma situação e se promover, visando as eleições de 2012? De um jeito ou de outro o melhor é atuar em benefício da população sem pensar no que os outros vão falar. Deve honrar o mandato para o qual foi eleito junto com Manoel.
O prefeito já mostrou que é um exemplo humano, de quem reagiu contra uma doença grave sem abandonar o posto para o qual foi eleito. Mas devemos admitir que na composição político-partidária ele teve dificuldades na condução da gestão municipal. Quem leu e ouviu os planos do candidato Manoel Bertoncini pode concluir que ele demorou a pôr em prática alguns projetos importantes.
Da mesma forma, pela solidariedade do povo para com o doutor Manoel Bertoncini neste período da sua doença faltou um porta-voz para colocar a população a par, até para desfazer os rumores que circulam na cidade.
Bertoncini, pelo seu caráter e perfil de um político identificado com Tubarão, merece o respeito e carinho. Contudo, a cidade que o elegeu precisa saber e estar a par inclusive dos planos reservados para o seu último ano de mandato.
Como vice-prefeito eleito junto com Manoel, Pepê Collaço tem o direito legítimo de continuar esta gestão e cumprir esta missão.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
TSE rejeita embargos de vereadora
A vereadora de Laguna, Jussalva Matos (PSB), a Nega, sofreu mais uma derrota na justiça. Ele enfrenta um processo de cassação do mandato e teve rejeitado pelo TSE os embargos de declaração que a garantiam no cargo. A justiça eleitoral tem prazo de cinco dias para ser comunicada.
A vereadora diz que vai tentar um novo recurso. Para quem não lembra, Nega é acusada de comprar votos com remédios nas eleições de 2008. Por conta do processo foi impedida de assumir em 2009 e desde abril do ano passado briga na justiça contra a decisão que lhe negou o registro da candidatura e por conseqüência, o mandato.
Leia mais...
Vereadora de Laguna é cassada pelo TSE
Nega vai recorrer de decisão do TSE
A vereadora diz que vai tentar um novo recurso. Para quem não lembra, Nega é acusada de comprar votos com remédios nas eleições de 2008. Por conta do processo foi impedida de assumir em 2009 e desde abril do ano passado briga na justiça contra a decisão que lhe negou o registro da candidatura e por conseqüência, o mandato.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Enredo de novela
Nas eleições de 2008, entre os debates realizados pela Unisul TV, um dos mais tensos foi entre os candidatos de Imbituba, Beto Martins (PSDB) e Osny Souza (PMDB). O clima que antecedeu o programa, que incluiu tentativas de minar a credibilidade da emissora, e depois durante o encontro com um ambiente acalorado entre candidatos e assessores deu o tom nervoso do debate.
Agora, leio no Diário do Sul, na coluna de Gervázio Plácido, que não só PSDB e PMDB devem estar juntos nas eleições de 2012, como também Beto e Osny conversam amistosamente, esquecendo as diferenças do passado. Tudo bem que a política não deve ser feita para se criar inimigos mortais, mas a união de antigos adversários (siglas e pessoas) sempre gera desconfiança.
O eleitor, coitado, continua encarando tudo como uma grande novela. As campanhas tem enredos com drama, emoção, mocinho, bandido e muita enrolação para dar preencher todos os capítulos.
Agora, leio no Diário do Sul, na coluna de Gervázio Plácido, que não só PSDB e PMDB devem estar juntos nas eleições de 2012, como também Beto e Osny conversam amistosamente, esquecendo as diferenças do passado. Tudo bem que a política não deve ser feita para se criar inimigos mortais, mas a união de antigos adversários (siglas e pessoas) sempre gera desconfiança.
O eleitor, coitado, continua encarando tudo como uma grande novela. As campanhas tem enredos com drama, emoção, mocinho, bandido e muita enrolação para dar preencher todos os capítulos.
terça-feira, 14 de junho de 2011
O noivo que diz não aos pretendentes
A posição anunciada no fim de semana pelo PT de Tubarão de não discutir coligações não é nenhuma novidade. Mas a ratificação dessa situação joga um balde de água fria em todos os partidos que sonhavam em ter o PT de Tubarão como aliado. E mais do que isso muitas siglas sonhavam em ser aliadas do petista Olávio Falchetti.
O ex-candidato a prefeito e ex-candidato a deputado estadual é o noivo mais cobiçado nas eleições municipais de Tubarão. Mais cobiçado que o próprio partido. E a prova disso é que os petistas estão acatando a vontade dele para tê-lo como candidato.
Olávio mostrou nas urnas que é maior que o PT e no momento representa uma alternativa para quem deseja mudança no comando dos rumos da cidade. Como candidato a prefeito, teve o melhor desempenho que um petista teve na história, e que não foi repetido pelos candidatos a vereador.
Em 2010, foi o candidato a deputado estadual mais votado na cidade, o que confirmou o potencial dele nas urnas e até motivou convites para mudar de sigla. Mas mantendo a posição de não coligar Olávio fica no PT.
Dentro do PMDB de Tubarão existe uma ala que sonha em repetir na cidade a dobradinha que elegeu a presidente Dilma Roussef. A ideia do grupo seria indicar o vice numa chapa formada com Olávio. Mas as conversas mantidas até agora não foram suficientes para fazê-lo mudar de ideia.
A dúvida agora é saber se os interessados no noivado vão continuar insistindo nas propostas de união.
O ex-candidato a prefeito e ex-candidato a deputado estadual é o noivo mais cobiçado nas eleições municipais de Tubarão. Mais cobiçado que o próprio partido. E a prova disso é que os petistas estão acatando a vontade dele para tê-lo como candidato.
Olávio mostrou nas urnas que é maior que o PT e no momento representa uma alternativa para quem deseja mudança no comando dos rumos da cidade. Como candidato a prefeito, teve o melhor desempenho que um petista teve na história, e que não foi repetido pelos candidatos a vereador.
Em 2010, foi o candidato a deputado estadual mais votado na cidade, o que confirmou o potencial dele nas urnas e até motivou convites para mudar de sigla. Mas mantendo a posição de não coligar Olávio fica no PT.
Dentro do PMDB de Tubarão existe uma ala que sonha em repetir na cidade a dobradinha que elegeu a presidente Dilma Roussef. A ideia do grupo seria indicar o vice numa chapa formada com Olávio. Mas as conversas mantidas até agora não foram suficientes para fazê-lo mudar de ideia.
A dúvida agora é saber se os interessados no noivado vão continuar insistindo nas propostas de união.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Matos tem sentença revista e anulada pelo TJ
Após quase quatro anos, o ex-prefeito de Braço do Norte e vencedor das eleições de outubro de 2008 com mais de 61% dos votos, Ademir Matos (PMDB), conquistou uma vitória na justiça. O processo que impugnou a candidatura e tornou o peemedebista inelegível até setembro de 2011, foi revisto pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e teve a sentença anulada.
Em entrevista coletiva de imprensa, realizada ontem, 26/5, o ex-prefeito e coordenador regional do PMDB no sul do Estado, mostrou-se finalmente aliviado.
“Quando fui candidato em 2008, minha inscrição foi devidamente autorizada pelo cartório eleitoral. Estava apto a disputar a eleição. No decorrer da campanha, esse processo arquivado há alguns anos, foi reaberto e fui considerado pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE, impossibilitado de assumir a prefeitura. Hoje, depois de muito lutar recebi o reconhecimento da justiça”, relembra Matos.
A decisão que impugnou sua candidatura, fez com que fosse marcada nova eleição, desta vez, realizada em março de 2009, quando a esposa Zalene Matos (PMDB) foi derrotado pelo atual prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio.
Em entrevista coletiva de imprensa, realizada ontem, 26/5, o ex-prefeito e coordenador regional do PMDB no sul do Estado, mostrou-se finalmente aliviado.
“Quando fui candidato em 2008, minha inscrição foi devidamente autorizada pelo cartório eleitoral. Estava apto a disputar a eleição. No decorrer da campanha, esse processo arquivado há alguns anos, foi reaberto e fui considerado pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE, impossibilitado de assumir a prefeitura. Hoje, depois de muito lutar recebi o reconhecimento da justiça”, relembra Matos.
A decisão que impugnou sua candidatura, fez com que fosse marcada nova eleição, desta vez, realizada em março de 2009, quando a esposa Zalene Matos (PMDB) foi derrotado pelo atual prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio.
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