As eleições de 2012 consolidam momentos históricos na política tubaronense. Elas marcam a primeira vitória do PT na cidade após 30 anos de tentativas. História esta que começou em 1982 com Heliete Santos e 91 votos, e se repetiu por outras seis vezes até chegar a vitória de Olavio Falchetti com 26.921 votos. Além do prefeito, os petistas também voltam a ter representação na Câmara de Vereadores após 16 anos quando se encerrou o mandato de Matusalém dos Santos.
Mas as datas e estatísticas também servem de reflexão para outras siglas. O PP, por exemplo, não lança um candidato a prefeito há 20 anos. A última candidatura foi em 1992 quando o ainda PDS elegeu Irmoto Feuerschuette. Depois como PPB e PP vieram somente candidaturas a vice-prefeito, três delas vitoriosas em parceria com o PSDB.
Ainda no dia das eleições, o presidente estadual do partido, deputado Joares Ponticelli voltou a defender um posicionamento da sigla para as próximas eleições. O PP vence em prefeituras menores na região da Amurel, mas precisa buscar uma cidade maior como Tubarão para consolidar a condição de força regional.
A aliança com o PMDB em 2012 mostrou novamente que a estratégia de ser vice colocou o partido numa condição de figurante. Durante toda a campanha houveram rumores de atritos e insatisfações entre simpatizantes e partidários. E ficou, sem dúvida, o sentimento de que se Deka May fosse o cabeça de chapa, o resultado poderia ser diferente. A dúvida é claro, é se o PMDB aceitaria indicar o vice.
E ainda no campo das possibilidades. Já imaginou também se Pepê Collaço tivesse acompanhado o rompimento do partido na atual gestão? Collaço saiu da sigla para ficar o lado de Manoel Bertoncini. Acabou sendo candidato sem o apoio do PSDB e foi candidato de oposição aos governos tucanos, em especial a Carlos Stupp. Se tivesse ficado no Partido Progressista poderia Pepê Collaço ter liderado uma candidatura com aliados mais fortes?
Como a eleição já passou, ficamos apenas pensando em como poderia ser, mas não foi.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
E se fosse diferente...
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Amigo do Facebook também é eleitor, entende a justiça
A cassação do registro de candidatura de Pepê Collaço e a impossibilidade de disputar eleições pelos próximos oito anos é o fato novo que encerra uma semana que era movimentada apenas pelas pesquisas eleitorais. O estrago só não é maior, porque o atual prefeito que disputa a reeleição aparece em quarto lugar. Se estivesse em outra posição a repercussão seria para abalar.
O registro de Collaço foi cassado devido ao processo em que é acusado de abuso de poder político e econômico por ter feito propaganda irregular nas redes sociais, mais precisamente o Facebook. A defesa de que o site é acessado somente por ‘amigos’ que pedem ou aceitam receber as informações não foi aceita. Isso significa que se você não tem um perfil no Facebook, ou se tem, mas não acompanha o perfil de Pepê, provavelmente não sabe de nada do que ele escreve ou divulga por lá. Mas a juiza eleitoral de Tubarão não entendeu assim e aceitou a denúncia da promotoria.
Agora, os advogados de Pepê Collaço tem cinco dias para apresentar recurso junto ao TRE estadual. Por enquanto a campanha continua normal e ficam as especulações sobre o que poderia acontecer.
Será que o PSD vai insistir num nome que aparece em último nas pesquisas e aproveitar o problema para fazer uma susbstituição? E se fizer isso, quem poderia ser o novo candidato? E ainda se insistir com Pepê, será possível repetir o feito de Irmoto Feuershuette em 1992 quando foi liberado para a disputa a poucos dias do pleito e obteve uma virada histórica sobre Miguel Ximenes?
A época é outra, os fatos são outros e a popularidade dos candidatos também. Inclusive os motivos do processo revelam que vivemos novos tempos em que os escorregões virtuais não são perdoados, mesmo que seja tudo entre amigos.
O registro de Collaço foi cassado devido ao processo em que é acusado de abuso de poder político e econômico por ter feito propaganda irregular nas redes sociais, mais precisamente o Facebook. A defesa de que o site é acessado somente por ‘amigos’ que pedem ou aceitam receber as informações não foi aceita. Isso significa que se você não tem um perfil no Facebook, ou se tem, mas não acompanha o perfil de Pepê, provavelmente não sabe de nada do que ele escreve ou divulga por lá. Mas a juiza eleitoral de Tubarão não entendeu assim e aceitou a denúncia da promotoria.
Agora, os advogados de Pepê Collaço tem cinco dias para apresentar recurso junto ao TRE estadual. Por enquanto a campanha continua normal e ficam as especulações sobre o que poderia acontecer.
Será que o PSD vai insistir num nome que aparece em último nas pesquisas e aproveitar o problema para fazer uma susbstituição? E se fizer isso, quem poderia ser o novo candidato? E ainda se insistir com Pepê, será possível repetir o feito de Irmoto Feuershuette em 1992 quando foi liberado para a disputa a poucos dias do pleito e obteve uma virada histórica sobre Miguel Ximenes?
A época é outra, os fatos são outros e a popularidade dos candidatos também. Inclusive os motivos do processo revelam que vivemos novos tempos em que os escorregões virtuais não são perdoados, mesmo que seja tudo entre amigos.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Renovar com caras novas, não com as manjadas
Uma das justificativas para a criação do futuro novo partido do Gilberto Kassab cuja sigla é PSD, e não PGK, é a falta de um projeto político nacional e também de renovação.
Quanto ao projeto político nacional, ainda não se viu nada, mas quando se fala em renovação, ela realmente é necessária. Não se sabe como ainda o PGK, quero dizer PSD, será renovador com a presença de tanta gente manjada, mas em Santa Catarina, uma das lideranças emergentes surgiu num lampejo de renovação do antigo PFL.
A atual vereadora de Criciúma Romanna Remor, que também é suplente de deputada federal, foi candidata a prefeita de Criciúma nas eleições de 2000, então com 25 anos. Não venceu, mas desde então se consolidou no cenário político.
O antigo PDS, atual PP, também contribuiu na década de 90. O atual deputado estadual José Nei Ascari (ainda DEM), foi eleito prefeito de Grão-Pará em 1992 com 25 anos. E reeleito em 2000, pelo PFL já com 33 anos.
Alguém conhece uma sigla que tenha coragem de lançar candidatos tão jovens para o executivo?
Quanto ao projeto político nacional, ainda não se viu nada, mas quando se fala em renovação, ela realmente é necessária. Não se sabe como ainda o PGK, quero dizer PSD, será renovador com a presença de tanta gente manjada, mas em Santa Catarina, uma das lideranças emergentes surgiu num lampejo de renovação do antigo PFL.
A atual vereadora de Criciúma Romanna Remor, que também é suplente de deputada federal, foi candidata a prefeita de Criciúma nas eleições de 2000, então com 25 anos. Não venceu, mas desde então se consolidou no cenário político.
O antigo PDS, atual PP, também contribuiu na década de 90. O atual deputado estadual José Nei Ascari (ainda DEM), foi eleito prefeito de Grão-Pará em 1992 com 25 anos. E reeleito em 2000, pelo PFL já com 33 anos.
Alguém conhece uma sigla que tenha coragem de lançar candidatos tão jovens para o executivo?
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Carlos Ghislandi: histórico do PSDB
Entre os novos titulares das secretarias municipais de Tubarão vale destacar a presença do professor Carlos Ghislandi (PSDB) na pasta de Urbanismo e Meio Ambiente. É dos poucos que não tem pretensões eleitorais em 2012 e tem história dentro do partido. Foi o primeiro candidato a prefeito do PSDB em 1992, quando a sigla era recém formada. Obteve 1.118 votos na curiosa coligação com PT e PCdoB. Naquela eleição o partido lançou sete candidatos a vereador, e a mesma coligação ‘Frente Popular de Tubarão’ elegeu Matusalém dos Santos (PT), o Matusa, com 545 votos. Elemar Nunes foi o mais votado do PSDB com 252 votos.
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