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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O país do tempo perdido

Ao que parece o bordão ‘Brasil, País do Futuro’ foi forjado pelo judeu-austríaco Stefan Zweig, que fugiu do nazismo e se radicou na serra fluminense, mais precisamente em Petrópolis-RJ. Em 1941 lançou um livro com este título que acabou convertido em epíteto nacional, segundo o seu biógrafo e recém falecido jornalista Alberto Dines.

Pois quase 80 anos depois esta ideia continua norteando a esperança do brasileiro que sonha com que algo de bom aconteça e nos coloque no caminho da prosperidade. Na teoria temos tudo para que isso ocorra. E na verdade, na teoria, este futuro já deveria ter acontecido e transformado o presente. Temos clima, recursos naturais, recursos humanos e uma série de outros elementos que outras nações não possuem. Mas o futuro próspero ainda não prevalece.

É difícil explicar o que acontece? Seria fácil simplificar e botar toda a culpa no PT como se tem feito agora. Mas releiam lá em cima que o termo País do Futuro já tem quase oitenta anos. Portanto oito décadas teriam sido suficiente para que outras siglas partidárias também tivessem contribuído com esta transformação. Mas a insistência dos governos em tomar decisões erradas nos coloca sempre em posições desfavoráveis. A impressão que fica é que vivemos no país do tempo perdido.

O futuro passa pela educação

No mesmo período de forja da expressão ‘Brasil, País do Futuro’ países como Alemanha e Japão passaram por uma reconstrução após a derrota na Segunda Guerra Mundial. Conseguiram a recuperação num espaço de tempo bem menor, sem precisar dos 80 anos, e fizeram isso com investimentos consideráveis em educação. Já por aqui seguimos correndo atrás do tempo perdido. Confira os exemplos abaixo.

Cortes nos Cedups

Na última semana o Governo de Santa Catarina anunciou o cancelamento de novas matrículas nos Centros de Educação Profissional, os Cedups. Oficialmente a Secretaria de Estadual de Educação informa que o objetivo é garantir o equilíbrio entre a oferta e a procura de vagas. Já o deputado estadual Dirceu Dresch (PT) argumenta que isso tem relação com o decreto 1.608, de 11 de maio deste ano, assinado pelo governador Eduardo Moreira (MDB), que anula R$ 271,2 milhões do orçamento da educação. Recursos que seriam remanejados para o pagamento de dívidas do Estado. 

Cortes nas federais

Em nível federal, levantamento do Site G1, revelou que os repasses do Ministério da Educação (MEC) para as universidades federais chegaram ao menor patamar dos últimos seis anos. Em 2017 foram pouco mais de R$ 6 bilhões para despesas como conta de luz, bolsas para estudantes de baixa renda e manutenção de prédios, chamadas verbas não obrigatórias. Esse valor é um pouco maior do que foi repassado em 2010. Mesmo que não obrigatórias é impossível dizer que elas não interfiram nas atividades educacionais.

Círculo vicioso

Mas é tudo reflexo da crise, alguém pode argumentar. Sim, é claro que é. Mas os cortes que os governos fazem na educação hoje têm reflexos nos gastos futuros com saúde, segurança e etc. É um circulo vicioso que não nos deixa ser o país do futuro e nos segura perdendo tempo, ou não é?

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Transição começa em janeiro, mas Colombo só renuncia em abril

No canto à esquerda, Moreira observa Colombo que fala sobre
a transição do Governo prevista para o início de 2018
A renuncia do Governador Raimundo Colombo (PSD) só deve ocorrer em abril de 2018. Ele vai deixar o cargo para poder disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro do próximo ano. A transição porém já está encaminhada e deve ser definida no final do mês de janeiro.

Estas informações foram confirmadas hoje em Florianópolis durante um almoço oferecido pelo Governador para alguns jornalistas dos principais veículos de comunicação do Estado. Antes da renúncia, vai fazer um curso na Espanha, no mês de fevereiro e depois também pretende cuidar da saúde.

Sem dar muitos detalhes sobre datas, ficou a impressão que o vice-governador Eduardo Moreira vai ocupar o cargo de forma interina já nos primeiros meses do ano, para só em abril voltar a ser governador em definitivo com a renúncia de Colombo. Moreira inclusive também estava no almoço e abriu o encontro dizendo que no final de 2018 ele será o anfitrião.

O encontro de Colombo com jornalistas nesta época vem sendo realizado nos últimos anos como forma de fazer uma avaliação do Governo. Mas desta vez, o que todos queriam mesmo saber era a data da renuncia. Isso porque esta informação pode dizer muito sobre como serão as alianças para as eleições de 2018.

Do jeito que ficou, o entendimento é de que o PSD de Colombo vai estar junto novamente com o PMDB de Eduardo Moreira. Mas de janeiro a abril haveria tempo para definir os espaços de cada um. E apesar deste desenho, há quem aposte que as definições só vão ocorrer mesmo no final do mês de julho ou início de agosto, que é o prazo final das convenções partidárias.

Ou seja, Raimundo Colombo hoje falou com os jornalistas, mas sem responder muito o que se queria saber.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Currículo para apreciação

O atual presidente da Câmara de Vereadores Edson Firmino (PMDB) acabou ficando de fora das eleições de outubro e por isso estará sem um cargo eletivo depois de 12 anos e três mandatos consecutivos no legislativo. Mas ele pretende continuar no processo político e por isso já apresentou o currículo para o deputado federal Edinho Bez, presidente estadual do partido Mauro Mariani e ao vice-governador Eduardo Moreira, pleiteando uma indicação.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Além da presença

A participação ou não do governador Raimundo Colombo nas eleições municipais deste ano é assunto disputado neste período eleitoral. Há algumas semanas o vice-governador Eduardo Moreira, que é do PMDB, partido que vai estar coligado com o PSDB, disse que duvidava que Colombo viria a Tubarão pedir votos para Joares Ponticelli, pré-candidato do PP, mas coligado com o PSD.

Do lado do PP, a conversa tem sido diferente e se garante que Colombo vai participar da campanha, já que o seu partido o PSD também faz parte da coligação.

Se lembrarmos o que aconteceu nas eleições de 2012, vamos ver que Colombo não envolveu a sua imagem com as campanhas municipais. Naquele ano, o PSD teve candidato próprio em Tubarão, da mesma forma que tiveram os então aliados PSDB e PMDB. Onde houve divisão da então Tríplice Aliança o governador não deu as caras.

Agora, se lembrarmos do que o governador disse com exclusividade na Unisul TV, em dezembro do ano passado, até pode-se esperar pela mesma postura de não se envolver diretamente. Mas Colombo disse que tinha compromisso com o ex-governador Luiz Henrique da Silveira e não com o PMDB. Colombo disse também que tinha obrigação de governar, mas que estava alinhado com o projeto das eleições de 2018 do PSD que vem sendo articulado pelo presidente da Alesc Gelson Merísio. E neste projeto, o principal aliado é o PP.

Diante disso, pode-se imaginar por quem o governador vai estar torcendo nas eleições de outubro, mesmo que não apareça por aqui para pedir votos.

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quinta-feira, 10 de março de 2016

O vai e vem de Everaldo

O cenário pré-eleitoral de Laguna até o momento está repleto de possibilidades. São pelo menos seis partidos com pré-candidatos e que buscam consolidar espaço para as eleições de 2016. Entre os nomes que se apresentam está o prefeito Everaldo dos Santos, que é do PMDB, mas pode mudar de partido para poder tentar a reeleição.

Esta troca de partido do atual prefeito é comentada desde o ano passado. Ficou muito forte durante o verão, mas parecia fora de questão nas últimas semanas. Everaldo teria definido o apoio da direção estadual da sigla. Chegou a bater foto com o vice-governador Eduardo Moreira e garantiu que ficaria no PMDB para ser novamente candidato.

Só que esta semana, uma nova movimentação do secretário-executivo da ADR de Laguna, Mauro Candemil, apoiado pela deputada estadual Ada De Luca, voltou a deixar o processo indefinido. Candemil estaria de novo na preferência do PMDB para disputar a prefeitura de Laguna.

Ao saber disso, Everaldo dos Santos, voltou a cogitar o ingresso no PSDB para disputar as eleições de outubro. E se isso acontecer vai protagonizar um dos fatos curiosos do próximo pleito. Há prefeitos que estão abrindo mão de disputar a reeleição, mas partido rejeitando candidato que quer disputar a reeleição, é caso mais raro.

O desfecho disso é aguardado para os próximos dias, pois a indefinição do PMDB e de Everaldo está dando munição e motivação para os adversários.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Refil para o Fundam

As declarações do vice-governador Eduardo Moreira (PMDB) à Rádio Bandeirantes 1090 Tabajara AM, de que a prefeitura de Tubarão deveria ter indicado a conclusão da UPA 24 Horas no Fundo Estadual de Apoio aos Municípios (Fundam), geraram reação do executivo municipal. Em nota divulgada pela Assessoria de Imprensa, é informado que se tentou a inclusão da obra no Fundo, mas a obra não era mais classificada como construção. E de acordo com o estabelecido para o Fundam o principal objetivo dos recursos deveria ser para novas obras de infraestrutura.

Esclarecido este ponto, é preciso atentar para outra situação relativa ao Fundam, criado em 2013 e que previa o repasse de mais de R$ 500 milhões aos municípios. Quem ainda não teve nenhuma obra aprovada deve correr contra o tempo, pois os recursos praticamente acabaram.

Segundo correspondência do Secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, R$ 407 milhões já haviam sido liberados até o mês de junho, num total de 384 negociações, sendo que existiam ainda 62 aguardando repasses. Outras 51 também esperavam por análise do Bando de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que ultrapassariam os valores iniciais.

Esta correspondência foi usada para justificar um Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa para remanejar mais R$ 76 milhões do Programa Caminhos do Desenvolvimento e Caminhos de Prevenção de Desastres Contra as Secas para o Fundam.

Vale lembrar que o Fundam foi criado a partir de financiamento feito junto ao BNDES e que a carência inicial termina no fim de 2018, e deverá ser paga pelos futuros governadores.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Um vazio e alguns desafios

O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) foi eleito Senador em 2010 aos 70 anos. Como terminaria o mandato com 78 chegou a dizer na época que aquela seria a sua última eleição. Estaria perto de quase 50 anos de vida pública e por isso não estaria mais disposto a enfrentar as urnas.

Mas após a reeleição de Raimundo Colombo (PSD) em 2014, o nome de Luiz Henrique ganhou força como o único candidato possível para unir o PMDB e manter a aliança que já governa o estado há quatro mandatos. Mas quis o destino que esta decisão não ficasse a cargo dos homens. O senador morreu no último domingo e sem dúvida deixa uma lacuna na política do estado.

Foi um dos principais nomes da história recente. Chegou a ser Ministro da Ciência e Tecnologia no final dos anos 80 e depois presidente nacional do PMDB.

Sem Luiz Henrique para liderar o partido, os correligionários catarinenses sabem que tem pela frente não só a tarefa de manter o PMDB unido, mas encontrar entre suas lideranças um estrategista que saiba os caminhos para negociar com aliados e se manter próximo do poder.

Luiz Henrique era um líder ainda na ativa e por isso o seu desaparecimento repentino também gera esta expectativa. Quem irá sucedê-lo? O atual vice-governador Eduardo Moreira, o senador Dário Berger e os deputados Mauro Mariani e Valdir Cobalchini devem buscar este espaço.

Com relação ao trabalho que fazia no Senador, Luiz Henrique era um dos principais defensores da revisão do Pacto Federativo. Governadores e prefeitos perdem um grande aliado na defesa pela mudança na divisão do bolo tributário.

E ainda pra finalizar, o senador e ex-governador iria receber em breve o título de Cidadão Tubaronense, numa indicação feita pelo vereador Edson Firmino. Agora, algum familiar deverá receber a homenagem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Namoro não correspondido

Prefeito de Tubarão Olávio Falchetti foi um dos prefeitos do PT do Sul que participou de reuniões que discutiram o futuro relacionamento do partido com o governo estadual. O entendimento deles é que o partido precisa sair do isolamento que tem no estado. A bancada de deputados estaduais também faz coro a esta necessidade.

Uma das alternativas seria uma aproximação com Raimundo Colombo (PSD) que é aliado da presidente Dilma Roussef. Também o vice Eduardo Moreira é do PMDB, partido que integra o governo federal. Repetir as parcerias em Santa Catarina seria coerente diante destes argumentos.

O problema que se identificou no último encontro, que teve a participação do presidente estadual do PT, Cláudio Vignatti, é que até agora não se viu a mesma intenção do outro lado. Não houve nenhum convite por parte de Colombo para esta aproximação. Então neste momento não adianta discutir um ‘namoro’ se do outro lado não corresponde.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Depende do coração

Com a redução na representação parlamentar da região da Amurel ficou ainda maior a expectativa em torno da reforma administrativa que deverá ser feita pelo governador reeleito Raimundo Colombo. As Secretarias de Desenvolvimento Regional vão continuar? Se forem mantidas, vão ter suas funções revistas e melhor definidas? A Amurel vai continuar com três SDRs?

Destas discussões dependem também as possíveis indicações para os eventuais cargos de secretários. A especulação até agora, se mantidas a estrutura atual, é de que PMDB e PSD dividam as indicações, ficando Braço do Norte para os peemedebistas e Tubarão e Laguna para os pessedistas.

Em Tubarão, é certo que Jairo Cascaes (PSD) deixa o cargo para assumir a presidência da Câmara de Vereadores em 2015. Outro vereador, Caio Tokarski, estaria na linha de sucessão com o objetivo de ganhar projeção para as eleições municipais de 2016. Correndo por fora estaria o ex-prefeito Pepê Collaço.

Mesmo que involuntariamente, o governador Raimundo Colombo deve deixar todo mundo esperando um pouco mais por estas definições. Desde ontem ele está em São Paulo para passar por exames e procedimentos cardíacos. O vice-governador Eduardo Moreira (PMDB) assumiu os compromissos da agenda, mas que não incluem a reforma administrativa e montagem do futuro governo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Governo no debate

A presença do vice-governador e candidato à reeleição, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), no debate de ontem anulou uma das estratégias dos adversários, que era criticar o atual governo sem a possibilidade de resposta imediata. No primeiro debate, com a ausência de Raimundo Colombo (PSD) não houve o contra-ataque.

Por estar dentro do governo, Eduardo, rebateu as críticas e contestou os adversários. Foi assim principalmente contra o candidato a vice-governador do PT, Thiago Morastoni. O petista apresentou números sobre despesas das SDRs e saúde que foram desmentidos pelo vice-governador.

Na outra ponta, Cíntia dos Santos (PSTU), não poupou críticas ao deputado Joares Ponticelli (PP). O plano de carreira do magistério catarinense foi o principal assunto. Cíntia criticou Joares, que foi o relator do projeto na Assembleia, e as proposta apresentadas para recuperar o achatamento salarial. Joares rebateu dizendo que as propostas do PSTU eram fantasiosas e que a realidade exigia soluções mais viáveis e responsáveis.

O candidato do PRP, Nilton Silva, ficou de fora de disputas mais acirradas e defendeu as posições do partido, levantando temas como segurança, agricultura e independência do Tribunal de Contas do Estado.

Novamente, o programa foi uma oportunidade para os eleitores conhecerem as pessoas que compõem as chapas majoritárias e vão estar ao lado do futuro governador do estado. Domingo que vem tem mais, desta vez cm os candidatos a senador.

sábado, 6 de setembro de 2014

Candidatos a vice-governador em debate na Unisul TV

Pela primeira vez a Unisul TV promove um debate entre os candidatos a vice-governador de Santa Catarina. O programa A Hora do Voto – Debate será realizado ao vivo, no domingo, 7/9, a partir das 20h30min e poderá ser acompanhado em TV aberta, canal 4 em Tubarão, canal 26 em Laguna, e canal 4 TV Cabo Tubarão. Cinco emissoras de rádio (Bandeirantes AM 1090, Bandeirantes AM 1010, Antena 1 FM, Som Maior FM e Guarujá AM) vão retransmitir o áudio para as três microrregiões do Sul de Estado (Amurel, Amrec e Amesc).

Todos os oito candidatos foram convidados para participar do programa: Sargento Armindo (PSOL, Cintia dos Santos (PSTU), Eduardo Pinho Moreira (PMDB), Joares Ponticelli (PP), Nilton Silva (PRP), Beto Pereira (PMN), Thiago Morastoni (PT) e Valdeli (PCB).

O programa foi formatado em cinco blocos. No primeiro os candidatos terão tempo para se apresentar. No segundo haverá perguntas entre eles, sendo que todos farão e responderão a uma pergunta. No terceiro bloco, serão feitas perguntas da produção do programa e dois candidatos serão sorteados ao vivo para responder ao mesmo questionamento. No quarto bloco os candidatos voltam a fazer perguntas entre eles. Cada um fará uma pergunta e será permitida a repetição na escolha de quem responde aos questionamentos. No quinto bloco os candidatos terão tempo para as considerações finais.

No domingo passado a Unisul realizou o primeiro dos três debates previstos. Participaram sete dos oito candidato a governador de Santa Catarina. A cobertura eleitoral da emissora também conta com entrevistas que estão sendo exibidas dentro do programa Café Com Notícias. Foram convidados para as entrevistas todos os candidato a governador, vice-governador e senador.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Governador em exercício em TB

O tubaronense Nelson Schaefer Martins, atual presidente do Tribunal de Justiça de Santa, será um dos homenageados pela Câmara de Vereadores de Tubarão na Sessão Solene marcada para esta segunda-feira. Curiosamente no mesmo ato ele estará no exercício do cargo de governado do Estado, já que Raimundo Colombo (PSD), o vice Eduardo Moreira (PMDB), e o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP) estarão em uma missão internacional.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ficou pra depois

“Tudo certo e nada resolvido”. Esta foi uma das frases ouvidas na reunião de ontem do governador Raimundo Colombo (PSD), pré-candidato à reeleição, com mais de 100 lideranças do PMDB. Na pauta principal a exposição dos planos de Colombo para um segundo mandato. Na pauta paralela, a participação do PP na aliança.

Para alguns ficou o entendimento de que houve certa abertura para a ampliação da coligação. Para outros se manteve o impasse que vai perseguir Colombo até o final do mês de junho, prazo final para as convenções partidárias. Como se disse na reunião e eu repito: “tudo certo e nada resolvido”.

No campo da confirmação da aliança, os peemedebistas querem o compromisso de Colombo para apoio nas eleições de 2016, renúncia em 2018 para dar lugar ao vice do PMDB, apoio ao candidato do partido em 2018 e espaços no governo conforme a geografia das urnas.

Nos planos apresentados pelo governador estão reformas em áreas como previdência e estrutura administrativa. O PMDB também quer a manutenção e fortalecimento das Secretarias Regionais. Consideram que elas foram enfraquecidas durante o mandato.

Após a reunião, o presidente do PMDB, vice-governador Eduardo Pinho Moreira, também anunciou a criação de uma comissão interna para discutir os encaminhamentos da sigla na construção de alianças.

Enquanto isso, nas próximas duas semanas Raimundo Colombo terá encontros semelhantes com lideranças do PSD, PSDB, PSB e PP. Corre contra o tempo para buscar decisões importantes e estratégicas para a campanha eleitoral.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Colombo segue conversando

O clima pré-eleitoral vai esquentando com as discussões sobre coligações e candidaturas. As reuniões entre as lideranças partidárias ficam mais frequentes e a expectativa sobre definições só aumenta. Ontem o governador Raimundo Colombo (PSD) teve uma reunião fechada com o senador Luiz Henrique da Silva (PMDB), o ex-senador Jorge Bornhausen e o vice-governador Eduardo Moreira (PMDB).

Do encontro apenas Colombo se manifestou posteriormente dizendo que “não existe veto ao PP, mas dificuldades a serem superadas”. O governador também anunciou que a partir do dia 19 passará a ter encontros com diversos partidos para construir a coligação. O PMDB será o primeiro.

Para a região da Amurel toda esta discussão interessa, pois um nome da região, o deputado Joares Ponticelli (PP), é cotado para integrar a chapa majoritária. Para o governador, mais do que garantir o PP na aliança é evitar que alguém do casal Amin seja do candidato. Consultas internas indicam que este cenário daria possibilidades para um segundo turno.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Governador programa lançamento de obras em Tubarão

Uma pré-agenda do governador Raimundo Colombo (PSD) e do vice-governador, Eduardo Moreira (PMDB) a Tubarão foi definida com o secretário regional, Estêner Soratto (PSDB), para o dia 9 de abril. O Governo do Estado fará o lançamento do Edital de Construção da Rodovia Ivane Fretta Moreira; lançamento do Edital da restauração da SC 370, no trecho de Tubarão-Braço do Norte; protocolo de intenções para a vinda da empresa Intelbras a Tubarão; protocolo de intenções para a manutenção da empresa Thermosystem, em Tubarão.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Conflito ético ou interferência?

O afastamento do presidente da Assembleia Legislativa, Romildo Titon (PMDB), levanta discussão a respeito da interferência do Poder Judiciário no Legislativo. Seria um abuso? Algo precipitado por parte do desembargador que tomou a decisão sem passar por um colegiado? É comum o legislativo acusar a justiça de se intrometer em seu poder. Contudo, é preciso salientar que enquanto o legislativo brasileiro não sofrer uma lavagem moral e ética, com certeza a justiça terá que sempre agir.

Talvez o fato mais lamentável nesta história seja o envolvimento de alguém com um cargo tão importante numa investigação que envolve um esquema criminoso de desvio de dinheiro público. Será que mesmo sendo alvo desta denúncia, Titon deveria ter assumido a presidência da Assembleia?

O agora presidente afastado poderá voltar ao cargo se tiver sucesso nos recursos jurídicos possíveis, mas estará fragilizado. Um dos motivos alegados para o afastamento foi a nomeação para a chefia de gabinete da esposa de um ex-funcionário da Assembleia e que também é réu na chamada Operação Fundo do Poço. Foi ingenuidade ou atrevimento? Será que outras medidas do deputado poderão ser questionadas?

Na esfera partidária, o presidente estadual do PMDB, o vice-governador Eduardo Moreira, emitiu uma nota oficial, dando irrestrito apoio a Titon e afirmando que a justiça haverá de ocorrer e o legislativo retomará suas atividades sob o comando de Romildo Titon. Será que o PMDB prejulgou Titon e condenou a justiça? Ou é apenas uma confirmação do corporativismo e fisiologismo?

Claro que a atitude emocional de Moreira também decorre da situação do partido, ameaçado de precisar abandonar a coligação com o PSD por força dos rebeldes. Mas o PMDB nacional também age desta forma, ao, por exemplo, tentar manter o mandato de Natan Donadon, mesmo condenado a 14 anos de prisão por corrupção. E teria mantido se o voto não fosse aberto.

Enquanto isso, o deputado estadual Joares Ponticelli (PP), assume interinamente a presidência que havia deixado há menos de um mês. Mais do que conduzir os trabalhos da casa, terá a missão de não deixar o assunto virar uma crise institucional. O envolvido na investigação é o deputado Romildo Titon e não a Assembleia Legislativa.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Fim de ano temperado

A previsão de calmaria do mês de dezembro e fim de 2013 a respeito das próximas eleições foi quebrada esta semana com o anúncio de que PSD e PP estarão juntos. O governador Raimundo Colombo teve encontro com lideranças pepistas e confirmou as negociações para ter uma nome na chapa majoritária, no caso, a vaga de candidato ao Senado.

O principal aliado de Colombo atualmente, o PMDB, reagiu rápido a este encontro e ontem mesmo, o vice-governador Eduardo Moreira e o ex-governador Paulo Afonso Vieira receberam o presidente do PT, Cláudio Vignatti. O canal de comunicação entre as duas siglas, antes obstruído para alguns, foi aberto e outras conversas serão feitas. Pelas redes sociais, Moreira disse que “o PMDB não tem dono e as decisões partidárias serão sempre pautadas na democracia que rege o partido”.

Apesar da movimentação, que anima boa parte da base peemedebista que anda insatisfeita com o governo atual, deve-se considerar que o PSDB continua isolado neste cenário. Mesmo que o PSD troque o aliado e o PMDB procure o PT, nenhum deles sinaliza uma caminho de aproximação com os tucanos. Nenhuma dessas possíveis alianças atende às necessidades do PSDB de ter um candidato ao governo para ter palanque para a candidatura a presidente.

O certo é que a farofa de fim de ano ganhou temperos inesperados.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ponticelli é empossado no governo

Com as dependências do Teatro Pedro Ivo Campos, em Florianópolis, lotadas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Joares Ponticelli (PP), assumiu, na tarde desta sexta-feira (8/11), a chefia do governo do Estado. A transmissão do cargo ocorreu na presença de familiares, deputados estaduais e estaduais, prefeitos, lideranças empresariais, secretários estaduais e autoridades do Poder Judiciário.

Ponticelli permanecerá no comando de Santa Catarina até o dia 17 de novembro. Nesse período, o governador Raimundo Colombo (PSD) estará em viagem oficial à Rússia e à França. Já o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) está em férias, segundo a Secretaria de Estado da Comunicação.

Colombo afirmou que a transmissão do cargo para Ponticelli é um ato de agradecimento à Assembleia Legislativa, que, segundo o governador licenciado, tem sido parceira do Poder Executivo na ações em prol da sociedade catarinense. O vice-governador não compareceu à cerimônia de transmissão do cargo, mas encaminhou mensagem parabenizando Ponticelli pelo cargo.

Emoção e agradecimentos
No primeiro discurso como governador em exercício, Joares Ponticelli relatou a emoção de assumir o comando do Estado. “São dias de forte emoção que vivo. Para o filho de dois pequenos agricultores do interior de Pouso Redondo (cidade natal de Ponticelli) ter chegado aqui é algo que mexe profundamente”.

Ponticelli não poupou agradecimentos durante o discurso. Primeiramente, aos familiares e eleitores e, depois, aos deputados estaduais. Ao relembrar sua trajetória desde a primeira eleição para a Assembleia, em 1998, até chegar à Presidência, no começo deste ano, citou, um a um, o nome dos 39 deputados, em especial o de Romildo Titon (PMDB), presidente em exercício do Parlamento catarinense.

“Vocês (deputados) permitiram que esse momento acontecesse. Se vocês não tivessem me levado à Presidência, hoje eu não poderia assumir esse cargo”, afirmou. Ponticelli também agradeceu a Colombo e Pinho Moreira. “Esse gesto não é um gesto em favor da minha pessoa do meu partido, é em favor do Parlamento celebrando um parceria saudável entre os dois poderes”.

No encerramento do discurso, Ponticelli falou do orgulho de poder governar aquele que considera o melhor estado do país e brincou com o Raimundo Colombo: “Se o senhor precisar de mais umas semanas de viagem, eu e o deputado Titon faremos o sacrifício de continuar nos cargos que estamos”.

Após o encerramento da cerimônia de transmissão de cargo, Ponticelli foi cercado por autoridades, amigos, familiares e correligionários, que o cumprimentaram pelo exercício interino da chefia do Executivo. Na sequência, ele concedeu uma entrevista coletiva no gabinete do governador, no Centro Administrativo do Estado.

Com informações da Agência Alesc

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O articulador

O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado Joares Ponticelli (PP), assume o cargo de governador interino nesta sexta-feira. O ato vai marcar a volta de um representante de Tubarão ao cargo depois de 55 anos da posse de Heriberto Hülse, que substituiu o falecido Jorge Lacerda.

A interinidade será de apenas 10 dias, mas a articulação que a tornou possível pode trazer desdobramentos interessantes para 2014, quando teremos eleições no estado. Para permitir a posse de Ponticelli, o governador Raimundo Colombo (PSD) contou com a concordância do vice-governador Eduardo Moreira (PMDB), que num passado bem recente foi duramente criticado pelo deputado.

As diferenças parecem ter ficado para trás e os três navegam em calmaria. Aparentemente, entre eles, tudo converge para que também estejam juntos nas eleições de 2014. O PP, partido de Ponticelli, ocuparia o espaço que será aberto pela saída do PSDB que terá um candidato próprio.

Se entre os líderes políticos vai tudo bem, o passo seguinte será convencer as bases de que este é o melhor caminho. No PMDB há resistência em aceitar o PP na aliança e até mesmo a defesa da tese de candidatura própria, o que significa um desembarque do governo. No PP, também existem resistências. Os apoiadores do casal Amin e ainda a disputa de espaço com o deputado federal João Pizzolatti, são obstáculos a serem enfrentados por Ponticelli.

Até aqui, o presidente da Alesc tem se revelado um grande articulador político. A eleição na Assembleia, em mandato dividido com o PMDB, e a posse no governo, mesmo que interina, comprovam isso. Terá ele força e habilidade para completar o projeto político?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ponticelli assume governo dia 8 de novembro

O presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP), confirmou que assume a chefia do governo do estado de 8 a 17 de novembro. A cerimônia de posse foi marcada para o dia 8, às 14 horas, no centro administrativo. Os detalhes da interinidade foram tratados em reuniões com o governador Raimundo Colombo e com o vice, Eduardo Pinho Moreira, nesta terça-feira (29) na capital.

Na conversa com o governador Raimundo Colombo, o presidente da Assembleia discutiu algumas ações que pretende empreender no período em que estiver à frente do executivo. O aeroporto regional de Jaguaruna e a pavimentação da estrada para o santuário de Albertina Berkenbrock, na localidade de São Luiz, interior do município de Imarui, estão entre as prioridades. Ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira, Ponticelli reiterou o agradecimento pelo gesto de também se licenciar do comando do estado, a fim de possibilitar a sua posse.

Em Criciúma, Ponticelli deve estar no dia 11, para a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense. Como governador interino ele também pretende fazer visitas oficiais ao município de Pouso Redondo, onde nasceu, e a Tubarão, cidade que o acolheu na década de 1980.

A audiência com o Papa Francisco está confirmada para o dia 20/11, às 10 horas. Ponticelli transferiu o embarque para Roma do dia 14/11 para 18/11, devido a interinidade no cargo de governador. Junto ao Pontífice, ele irá entregar uma imagem de Santa Catarina de Alexandria e ressaltar a importância da canonização da beata Albertina Berkembrock.

Com informações da AI/DEJP

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