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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Um governo que governe

O atentado ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi a pior coisa que poderia ter ocorrido nesta campanha eleitoral. Pior mesmo que a vitória daquele que você leitor possa considerar o seu adversário, independente de quem seja o seu preferido. Pois tudo que não precisamos neste momento é de uma campanha que desande para a violência. O ataque a Bolsonaro é injustificável, da mesma forma que será injustificável qualquer revide violento a qualquer um dos outros doze candidatos.

O que eleitor e cidadão brasileiro precisa entender é que o resultado das urnas deve ser soberano e quem vencer as eleições precisará governar. Essa guerra do ‘nós contra eles’, do ‘eles contra a gente’ precisa acabar. Os últimos quatro já nos mostraram como isso acaba. O próximo governo também não pode ficar refém de um congresso fisiologista e corrupto.

A grave crise econômica que atravessamos é a consequência da crise política que estamos atolados. Por mais ódio que se possa ter de um político ou partido, a crise é culpa de toda a classe política que vem usurpando os cofres públicos nas últimas décadas.

A instabilidade política precisa ser contornada para voltarmos a ter estabilidade econômica. Entre as causas da nossa crise está a falta de confiança. Ninguém gasta pois não sabe se terá emprego ali na frente. Quem já perdeu não sabe quando voltará a ter renda fixa. Ninguém contrata pois não há movimento que garanta a demanda. Ninguém investe pois não sabe se vai ter retorno. Caímos num circulo vicioso, cujo principal remédio é a estabilidade.

E definitivamente, rejeitar novamente o resultado das urnas ou apelar para a violência não é o caminho para isso.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sociedade com mandato

Quem assistiu a alguma imagem dos trabalhos na Câmara dos Deputados, em Brasília, deve ter visto o tamanho da confusão em que estamos metidos. Seja no Conselho de Ética ou no Plenário tudo é feito na base da enrolação, manobras regimentares e até mesmo no grito ou no braço.

Enquanto isso, nada se resolve e o jogo de interesses pessoais prevalece.

No Conselho de Ética, se tenta cassar o mandato do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que por sua vez autorizou o processo de impeachment para cassar o mandato a presidente da república Dilma Roussef (PT).

A gente até pode se perguntar o motivo dessas figuras públicas agirem desta maneira. Mas a resposta, às vezes, é bem simples. Nós os colocamos lá por meio do voto.

Mais lamentável ainda é nos darmos conta de que eles representam a nossa sociedade. Não dá apenas para dizer que a culpa é dos políticos e da corrupção.

Temos que lembrar, que a grande maioria das pessoas que hoje tem um cargo eletivo, de vereador a presidente, um dia foi um membro da sociedade sem cargo. Mas hoje estão lá, escolhidos pelo voto, professores, advogados, jornalistas, agricultores, comerciantes, médicos, enfermeiros, sindicalistas e representantes das mais diversas profissões.

A grande pergunta é: a corrupção e o mau comportamento político só atingiu estas pessoas depois que elas foram eleitas? Se antes elas eram figuras exemplares na sociedade, ao ponto de merecer o voto do eleitor, deixaram de ser somente porque venceram uma eleição?

Por onde eu converso sobre isso, me dizem que está difícil escolher entre os candidatos que se apresentam, que todo político é corrupto e coisa e tal. Mas eu ainda quero acreditar que tem gente boa tentado se eleger por aí, o problema é que nem sempre consegue. E a culpa disso é de um sistema que primeiro privilegia quem já faz parte dele, e depois de quem vende o voto. O resultado disso está nessa bagunça em que estamos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Câmara de Laguna corta gastos para equilibrar contas

A preocupação do presidente da Câmara de Vereadores de Laguna, Deyvison de Souza (PMDB), em não ter custos para ingressar na Amurel é por causa da situação financeira atual da casa legislativa. Ele disse que a mudança no cálculo do repasse do duodécimo, que reduziu de 8% para 7%, e a queda na arrecadação do município já reduziram em R$ 600 mil reais a receita.

A solução até agora tem sido cortar gastos. Gratificações, recursos para treinamentos e telefones celulares foram cortados. A pior delas, diz Souza, será reduzir o quadro de funcionários de 30 para 26. Ou seja, terá que fazer quatro demissões. O salários dos vereadores, hoje de R$ 3,6 mil, também poderá ser reduzido.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Senador quer mais recursos para municípios e ameaça obstruir votações

O líder do Democratas, senador José Agripino (RN) anunciou nesta quarta-feira (16) que a oposição vai obstruir as votações em Plenário a partir da próxima semana se o governo não editar uma medida provisória até sexta-feira (18) liberando mais recursos para compensar os municípios pelas perdas decorrentes da crise financeira internacional. SAIBA MAIS...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Onda de reação

Jornais paulistas divulgam hoje notícias otimistas sobre o reaquecimento da economia e o reflexo na ofertas de vagas de empregos. Como tudo por aqui é em clima de onda, esperamos que a onde chegue até o Sul.

Setores como o de serviços, comércio, construção, metalúrgica, têxtil, químico, veículos estão entre os que estão reagindo.

Leia mais em:
Indústria brasileira interrompe demissões e já começa a contratar
Crise já é passado para 10 setores da economia de SP

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Crise em debate

A crise pode ser passageira ou permanente, dependendo do ponto de vista. Eu sou dos que pensam que ela é passageira e já está passando. Alguns partidos políticos, como o PSOL, por exemplo, debatem o tema de forma permanente.

O partido e a Fundação Lauro Campos organizam no mês de agosto um seminário internacional. O evento será nos dias 18 e 19, dias antes do Congresso Nacional do Partido Socialismo e Liberdade.

As plenárias estaduais já estão acontecendo e a de Santa Catarina foi realizada no sábado (25/7), em Florianópolis. O PSOL ainda não tem diretório constituído na região da Amurel.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Crise e recessão

Muito se propaga sobre o fato de que a crise mundial não atingirá o Brasil. Sou daqueles que também acreditam que quando se fala muito em coisas ruins, certo ou tarde, elas se tornam realidade. Mas é impossível negar que com a crise que atinge Estados Unidos, China e toda a Europa o nosso país vá sair ileso desta história toda.

Então o que se deve fazer é agir para que os efeitos sejam os menores possíveis. Números baseados em levantamentos do IBGE indicam queda no PIB de 2,4% em 2009, até agora. A indústria registra redução de 15% na produção até abril.

Para o cidade vale a máxima de consumir com responsabilidade. Para a indústria a ordem é reduzir custo e o governo poderia fazer a sua parte com o ajuste fiscal, controle de gastos e todas as outras reformas necessárias.

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