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segunda-feira, 18 de junho de 2018

A greve passou, mas os efeitos continuam

Uma das reivindicações da Greve dos Caminhoneiros foi instituir uma tabela de fretes. Só que esta tabela, além de já ter sido refeita algumas vezes para satisfazer as demandas, tem gerado discussões judiciais. Foram mais de 50 ações, que fizeram o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender todas elas e convocar uma reunião para esta quarta-feira (20/6) para tratar do assunto.

De um lado, os caminhoneiros que exigem a tabela com valores mínimos. Do outro, empresários e produtores questionam o tabelamento e reclamam do custo dos fretes. De longe e sem ter muito o que fazer fica o cidadão consumidor que vai ser afetado pelo aumento de preços, pois alguém tem que pagar essa conta.

O que vai ser decidido não se sabe, mas é fato que os efeitos da greve vão se alongar por 2018. Prefeituras e Estados já começam a contabilizar a queda na arrecadação causada pelas paralisações. E sem recursos, de novo a corda arrebenta para o lado do cidadão, que vai ficar sem os investimentos públicos que tanto precisa.

E para piorar o quadro crítico da economia, ainda temos as eleições. O primeiro semestre chega ao seu fim sem perspectivas de mudanças para o próximo.

Compre de SC

Como uma tentativa de manter a movimentação econômica, o Governo Estadual lançou a campanha ‘Compre de SC’. O objetivo é valorizar a produção local e dessa forma manter a produção e as vagas de emprego. A propaganda institucional do Governo vai até o dia 7 de julho (limite legal por causa das eleições) e após isso, o Conselho das Federações assumiu o compromisso de dar continuidade ao programa.

Na contramão

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) revogou no final da tarde de sexta-feira (15/6), o aditivo ao contrato de serviço terceirizado que previa 30 novos postos de trabalho, ao custo de mais de R$ 3 milhões por ano. Foi preciso que a Secretaria do Estado da Fazenda (SEF) divulgasse a queda brusca na arrecadação do Estado, para que a administração da Alesc tomasse a decisão. Desconectados da realidade, não tinham percebido ainda os efeitos da Greve dos Caminhoneiros?

PT de Criciúma sem candidatos

A informação de que o diretório do PT de Criciúma não terá candidatos a deputado estadual e federal nas eleições de 2018 pode interessar aos petistas de Tubarão. Por lá, a decisão é apoiar os nomes de Lauro Nogueira (Içara) e Célio Elias (Foquilhinha), pré-candidatos a estadual e federal, respectivamente. Com menos candidatos no Sul pode haver mais espaço para os tubaronenses Olavio Falchetti e Professor Paulão. Resta saber se eles realmente vão colocar os nomes na rua para valer. Leia mais...

Partidos e o dinheiro público

Segundo levantamento do site Poder360, os 35 partidos políticos do Brasil tiveram gastos de R$ 901 milhões em 2017. Quase 74% disso foram de recursos públicos por meio do Fundo Partidário. O dinheiro foi gasto com pagamentos de salários, publicidade, alugueis, transporte, pesquisas, alimentação e compra de jornais e revistas. Está aí um outro assunto para você questionar e avaliar em quem vai votar em 2018. O seu candidato defende o fim do Fundo Partidário?

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Economia da Amurel precisa reagir

Dados da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina reforçam que os municípios da Amurel precisam agir para fazer a economia regional crescer. As projeções dos valores do Índice de Participação dos Municípios (IPM), divulgadas na última semana, que serão repassados em 2019 demonstram uma estagnação preocupante.

A maior cidade da Amurel, tem apenas a 24ª economia do Estado. Está na mesma posição do ano anterior, mas ficou menor em relação a maior (Joinville) e em números não chega nem a um décimo da conhecida ‘Manchester Catarinense’.

Aqui na Amurel também está a menor economia de Santa Catarina: Pescaria Brava.

Enquanto isso, cidades como Araquari, Navegantes e Ponte Alta do Norte tiveram crescimentos entre 15 e 25% em relação ao ano anterior.

Se levarmos em conta a crise atual e até mesmo os problemas da universidade, com grande desemprego, a diminuição da atividade econômica pode ser ainda maior.

Por isso, Tubarão e região precisam agir para galgar esta recuperação, que não virá de um ano para o outro. Há muito tempo se fala na busca por atração de investimentos em novos negócios que possam geram empregos, renda e por consequência giro na economia local. Mas em termos de resultados práticos o que se pode contabilizar?

Sem força para investimentos

O Índice de Participação dos Municípios (IPM) nada mais é do que é retorno do ICMS. Do total de ICMS arrecadado pelo Estado, 25% são partilhados com as prefeituras. Deste montante, 15% são distribuídos igualmente dividindo-se o valor entre o número total de municípios. Os 85% restantes são partilhados de acordo com o movimento econômico de cada cidade. A soma dos dois percentuais (15%/295 + proporcionalidade do Valor Adicionado x 85%) resulta no IPM. Ou seja, uma atividade econômica estagnada significa quase o mesmo repasse de valores e uma capacidade cada vez menor dos municípios realizarem investimentos.

Cinto apertado em Capivari de Baixo

A contenção de despesas anunciada novamente pela Prefeitura de Capivari de Baixo corrobora com as projeções da Secretaria da Fazenda sobre o IPM. O prefeito Nivaldo Sousa (PSB) não tem tido folga desde o início da atual gestão. Para piorar, o município é um dos que vai ter diminuição no repasse para o próximo ano, com queda em torno de 3%. Ainda segundo o órgão estadual, os municípios têm até 5 de julho para questionar os números divulgados até agora.

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Missão (quase secreta) internacional
Um bom alerta

Gráficas pedem a redução do ICMS

Representantes da Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Regional de Santa Catarina (Abigraf/SC) estiveram na Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) na última semana, para solicitar o retorno da alíquota do ICMS em 12% para o setor produtivo. O presidente da Abigraf/SC, Cidnei Luiz Barozzi, diz que o setor está sendo prejudicado com o retorno do ICMS para 17%. O secretário da SEF, Paulo Eli, afirmou que os segmentos estão sendo atendidos individualmente. A Abigraf/SC representa 1.278 empresas gráficas de SC e mais de 11 mil trabalhadores.

Política ainda na frente da Copa

Pesquisa da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP) aponta que brasileiros ainda não entraram no clima da Copa do Mundo. As menções no Twitter à seleção brasileira e à Copa ainda são pouco menos da metade de referências, no mesmo período, à política do país, que somam menções a pré-candidatos à presidência da República, à greve dos caminhoneiros, ao desemprego, à corrupção e às eleições de outubro. Essa diferença de volume, segundo a FGV, é sintoma de como os sucessivos episódios políticos continuam prendendo a atenção (e a preocupação) dos brasileiros, apesar do interesse nacional na seleção e no hexa. Será que esse desinteresse resiste à estreia da Seleção?

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Morre Beltrame, ex-vereador de Capivari de Baixo, aos 67 anos

O ex-vereador de Capivari de Baixo, Antônio José Beltrame, faleceu nesta quarta-feira, 6/6, vítima de um infarto. Também advogado, Beltrame tinha 67 anos e deixa esposa, três filhos e três netos. O velório ocorre desde às nove da manhã na sede da Câmara. O enterro está previsto para as 8 horas de quinta-feira, 7/6. Foi candidato nas eleições de 1996 pelo PT, quando obteve 200 votos e não se elegeu. Nas eleições de 2000, já no PMDB, obteve 255 votos e ficou na suplência. Nas eleições de 2004, foi eleito vereador com 365 votos. Em 2008 ficou na suplência apesar de ter feito 385 votos. Em 2016 disputou seu último pleito pelo PSD e obteve 342 votos, ficando na suplência novamente.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O mundo da fantasia da classe política

Mais uma vez vivemos momentos que reforçam a teoria expressada no título deste artigo. A classe política brasileira vive num mundo da fantasia, totalmente desconectada dos reais problemas da maioria da população do país.

E você sabe por que isso acontece? Isso ocorre há muito tempo e é claro não é de agora. No passado, os cargos políticos eram ocupados somente por gente muito endinheirada, os ‘coronéis’. Depois, mesmo que alguém do ‘povo’ tenha conseguido chegar lá, há uma série de benesses inerentes aos cargos que só aumentam esta distância.

Político no Brasil não paga aluguel, não paga pra comer, não usa o sistema público de saúde, os filhos não frequentam a escola pública, não se preocupa com salários atrasados, não enfrenta problemas de abastecimento, tem segurança, tem passagens áreas (ou até mesmo jatinho dos amigos) disponíveis a toda hora e só chega realmente perto dos problemas do cidadão durante as campanhas eleitorais. Demonstra algum interesse e depois se eleito, some.

Não tenho certeza sobre a receita correta para acabar com isso, mas certamente um bom remédio, seria diminuir a quase zero o número de reeleições. Nos parlamentos temos deputados com mais de cinco, seis mandatos consecutivos, mais de 20 anos pelos corredores. Experiência é importante, mas só para quem tem mesmo serviços prestados. Mas pelo menos o risco de perder o mandato, essa turma tem que ter. Quem sabe assim ficam mais ligados em como é ser um cidadão brasileiro.

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Candidatos novos e diferentes

Dar corda para se enforcar

Você já deve ter ouvido a expressão: ‘dar corda pra se enfocar’, que mais ou menos significa deixar alguém falando, achando que tem razão, mas na hora da verdade, acabe se enrolando e mostrando que não era tudo aquilo? Pois muitos prefeitos que participaram da Marcha, em Brasília, voltaram com esta expressão de um certo pré-candidato a presidente. Para eles, o sujeito não tem condições nenhumas de debater os assuntos sérios de uma campanha presidencial.

Licença da Adepol

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol), delegado Ulisses Gabriel (PSD), se licencia do cargo nesta quarta-feira (6/6), para ficar apto a disputar as eleições de 2018. Ele é pré-candidato a deputado estadual. O vice-presidente Artur José Régis Neto fica em seu lugar. Nos últimos meses Gabriel realizou reuniões nas 30 regionais do estado para levantar informações sobre as reivindicações que foram entregues ao Governador, Secretário Estadual de Segurança Pública e Delegacia-Geral.

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Outros nomes do PSD

Mais recursos para as candidatas

O TSE decidiu que os partidos políticos devem destinar 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para as campanhas das mulheres. Um levantamento do Transparência Partidária chamado "Um olhar sobre a participação da mulher na política brasileira nos últimos 10 anos", aponta que hoje elas representam apenas 13% do número total de candidatos eleitos (levando em consideração as eleições municipais e as eleições gerais, entre 2008 e 2016). Sendo que, por lei, 1/3 (33%) das candidatas devem ser mulheres.

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Cotas? #SQN
O espaço das mulheres
Perfil do eleitor: maioria de mulheres

Mais fiscalização no gás

Dados do aplicativo Chama, indicam que por volta de 38% do mercado de botijão de gás passe pela mão de revendedores ilegais. Esse número é um problema de segurança pública, afinal os riscos levados ao consumidor vão desde a compra de um botijão que não esteja totalmente cheio até uma peça com válvulas fora de validade. Regulamentada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a indústria do gás exige que cada revenda esteja em dia com uma série de documentações, como CNPJ, autorização do Corpo de Bombeiros e alvará da prefeitura.

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Atenção ao gás de cozinha

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O que podemos aprender com a greve dos caminhoneiros?

Que os caminhoneiros podem parar o país

A greve dos caminhoneiros da última semana forjou um novo capítulo da história de manifestações populares no Brasil. Os motoristas paralisaram o país, desabasteceram alguns setores e botaram a classe política para correr. Confesso que para mim foi uma surpresa ver a falta de combustível, por exemplo, com apenas três dias de paralisações. Faltar frutas e verduras (produtos perecíveis) era compreensível, mas outros produtos?

Revela uma face da crise por meio dos baixos estoques e também a falta de coletividade. Teve gente encarando duas horas de fila em posto de combustível para completar o tanque com cinco, seis litros. Será que não dava para deixar para quem realmente precisava?

Que o povo não sabe bem o que quer, mas quer mudança

Mas voltando às manifestações, também houve quem se lembrou daquelas grandes passeatas de 2013. O povo foi às ruas protestar contra tudo, sem reivindicações específicas e sem a participação de partidos políticos.

O que se espera dessa vez, é que estas greves e manifestações tenham algum efeito prático nas eleições. Em 2014 praticamente não se viu renovação nenhuma entre os eleitos. Quem sabe agora em outubro, com a memória mais fresca, o eleitor vote diferente.

Que democracia é melhor que ditadura

Ao passar pelos pontos de concentração dos motoristas ao longa da BR-101 e cidades do Sul de Santa Catarina me deparei com as faixas pedindo “Intervenção Militar Já”. Será que as pessoas que defendem isso não entendem o quão grave é este pedido? Será que elas não entendem que depois, se estiverem insatisfeitas com a ditadura solicitada, não terão o direito de expor uma nova faixa com o texto “Chega de intervenção militar”.

Então, ao ver todo este rebuliço causado pelos caminhoneiros, acredito que um dos aprendizados é que a democracia pode ter um governo ruim, mas a liberdade de dizer que ele é ruim não tem preço.

Que devemos prestar atenção na fala dos políticos

Será que nas eleições de outubro o eleitor vai prestar atenção no que vão dizer os candidatos a presidente? Será que o eleitor vai ficar atento a política de preços dos combustíveis de cada candidato dirá que vai adotar? Será que o eleitor vai ficar atento a como o futuro presidente vai tratar os investimentos em educação? O que cada um vai prometer sobre Reforma da Previdência, Reforma Fiscal, entre outros assuntos importantes?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Bernardes, o Plano D do PSDB

O pré-candidato a Senador, Napoleão Bernardes (PSDB), realizou um roteiro de visitas pela região Sul durante o fim de semana. Teve encontros com os diretórios de Tubarão e Jaguaruna (onde visitou o Aeroporto Regional – foto) na Amurel, Nova Veneza e Forquilhinha na Amrec, e Meleiro na Amesc. Por onde passou levou a mensagem que o plano A, B e C, do partido é ter candidatura própria ao governo mantendo a confiança que Paulo Bauer será o candidato. Porém, diante das investigações que vem surgindo e envolvendo o nome do senador, ninguém descarta que esse candidato seja o próprio Napoleão, numa espécie de Plano D.

Com apenas 35 anos, ele nunca exerceu nenhum cargo estadual, mas tem no currículo duas vitórias para prefeito de Blumenau e é também sobre esta experiência que tem buscado motivar a militância. “Como ex-prefeito, sei onde o calo aperta e sei que os municípios precisam ser fortalecidos. Hoje 70% do que é produzido nas cidades vai para a União e que depois os prefeitos precisam ficar lutando para ter o retorno destes recursos”, me disse com a empolgação e discurso que se encaixam para uma candidatura ao senado ou ao governo.

PSD no Oeste

O deputado estadual Gelson Merísio (PSD) programa para o próximo sábado um grande evento em Chapecó para marcar o lançamento da pré-candidatura ao governo do Estado. Espera-se mais de 15 mil pessoas na Efapi. Se confirmada a previsão desse público a ausência de alguns grupos (como do Sul) pode não fazer nenhuma diferença.

Flávio Rocha

O pré-candidato a presidente pelo PRB, Flávio Rocha, realiza uma palestra nesta terça-feira (22/5), em Criciúma. O tema ‘O que queremos em 2022’. O evento vai ser na Faculdade Satc, às 19h30min. Rocha é CEO da Riachuelo e Midway Financeira e fundador do Movimento Brasil 200.

Vaquinha virtual

A arrecadação eletrônica para o financiamento de campanhas é uma das novidades deste ano. A chamada Vaquinha Virtual já está sendo usada por alguns pré-candidatos da região como o pré-candidato ao senado Lucas Esmeraldino (PSL),

O casamento do sexto

A transmissão ao vivo de um casamento da nobreza britânica por um canal de TV aberta no Brasil me fez pensar sobre isso neste fim de semana. Eu não assisti e nem perdi meu tempo, mas qual seria o interesse dos brasileiros em acompanhar o casamento do sexto na linha sucessória do trono? Isso mesmo, pois na frente do noivo do último sábado, estão o pai dele, o irmão mais velho e os três sobrinhos. E quando algum dos sobrinhos tiver filhos, ele cairá ainda mais nesta lista.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Asfalto Pedras Grandes - Urussanga

Uma audiência pública nesta sexta-feira, 18/5, vai discutir a pavimentação asfáltica entre os municípios de Pedras Grandes e Urussanga. A audiência é uma proposta das Câmaras de Vereadores das duas cidades com a participação da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. O evento vai ser no Salão Comunitário do Distrito de Azambuja, berço da colonização italiana na região, às 19 horas.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A saúde na Justiça

Um dos pontos recorrentes hoje em dia quando se fala em saúde pública é a judicialização, que é quando o cidadão tem que recorrer à justiça para conseguir algum tratamento e/ou medicamento. Pois uma decisão da Vara da Fazenda Pública de Itajaí foi assunto de polêmica no Estado. A juíza Sônia Moroso Terres negou uma liminar para fornecer medicamento de alto custo e que não é cedido pelo SUS.

Para tomar tal decisão, a juíza se baseou nos gastos da prefeitura com medicamentos que beneficiaram 102 pessoas. Segundo o cálculo, 21% de tudo o que se gastou no município foram destinados para apenas 0,04% da população.

Assisti uma entrevista da juíza na TV e ela alegava que costumava dar ganho de causa para os pacientes, mas que mudou de opinião quando fez os cálculos. Para ela, o judiciário não deveria ficar determinando como serão usados os recursos da prefeitura.

Em sua passagem por Tubarão, o pré-candidato a governador Gelson Merísio (PSD) chegou a falar do tema judicialização e disse que havia uma interpretação errada da Constituição Federal, onde diz que o Estado deve garantir os recursos (tratamentos e medicamentos) para todos. Para ele, a afirmação completa deveria ser ‘para todos que não podem pagar’. Quem pode deveria.

Nas redes sociais as reações sobre a decisão da juíza de Itajaí são as mais diversas. Para alguns foi revoltante, para outros controversa. De um lado uma decisão para beneficiar a coletividade. De outro, cada ação judicial defende uma pessoa e que corre o risco de receber uma negativa dos seus direitos como cidadão contribuinte.

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