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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Por e-mail: Acidentes

Mensagem enviada por Sara Marks

"Trabalho ao lado da ponte do quartel, na rua Profª Eugênia dos Reis Perito, antiga rua Chile. Aqui é um caos. Todos os dias muitos motoristas imprudentes fazem a mesma coisa: dobram para a esquerda, local onde não é permitido que se faça isso. Quem vem do shopping pela beira rio é obrigado a virar a direita para ir para a outra margem, evitando desta forma acidentes na cabeceira da ponte. Imagino que este local seja um dos piores em nossa cidade. Em dias de chuva isso piora muito por causa do fluxo de veiculos que aumenta. As vezes a GMT está por aqui, mas só preenchem multas ou sei lá o que, sem chamar a devida atenção dos motoristas. Dias atrás, uma ambulância fez essa manobra errada e quase causou um acidente muito feio. É um absurdo... Sem contar que a própria polícia faz essa manobra. Será que vocês conseguem fazer com que a administração publica ou qualquer outro orgão responsavel tome uma atitude? Será que eles estão esperando que algo muito trágico aconteça? Gente, até uma pintura no chão eu acho que já ajudaria... (tipo seta, informando sentido obrigatório) porque as placas que tem eles simplesmente ignoram ou dizem que não viram."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Por e-mail: "Só faltava essa"

Mensagem enviada pelo leitor o blog: Rogério Teixeira, de Tubarão

"Uma boa parcela da população não hesita em criticar o poder público pelo descaso com a cidade. Está certo, é essa uma das funções dos governantes, e se ela não está sendo cumprida a contento, deve ser cobrada. Mas é igualmente dever do cidadão preservar o espaço do qual ele também usufrui. Fala-se muito em cidadania em nossos dias; essa palavra virou moeda corrente. Todos requerem para si o estatuto de cidadãos. Esquecem, no entanto, não poucas vezes, que o exercício da cidadania inclui direitos e deveres. Reclamar os direitos é sempre muito fácil, quanto a dar a contrapartida, essa é outra história. Digo isso porque não é possível que continue aqueles terrenos em redor da Rodoviária uma das mais bonitas do Estado, porta de entrada de milhares de visitantes, sem cercas e com matagal impressionante. Só faltava essa! Colocaram uma  enorme tenda bem na frente do terminal rodoviário."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado estadual Carlos Stüpp (PSDB)

Confira a décima entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

Carlos Stüpp (PSDB)
BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
CARLOS STÜPP - A minha principal proposta é defender os interesses da nossa região. Quero ser um embaixador da Amurel na Assembléia. Temos carências nas áreas de segurança, infraestrutura, saúde, logística, educação e qualificação da mão-de-obra. Quero propor ações que possam resultar no fortalecimento dessas áreas.

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
CS - Primeiro, através da proposição de leis que possam solucionar problemas existentes nos setores citados. Segundo, sendo um incansável representante da região. Prefeitos, vereadores, presidentes de entidades e outras lideranças da Amurel terão alguém sempre pronto a ajudar e a buscar atenção e recursos para os municípios daqui.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
CS -
Eu estou seguindo as determinações do meu partido, o PSDB, mas muito mais que isso, estou pedindo votos para os que estão na coligação que faço parte, porque acredito nessas pessoas. Eu quero me eleger, mas quero ser um deputado com governador, presidente, deputado federal e senadores que me conheçam e que abram as portas para mim e para os eleitores que eu represento.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
CS -
O que me chama atenção é a receptividade. Parece que as pessoas me conhecem desde a infância. Em todos os municípios da Amurel quando chego para uma reunião ou encontro, tenho a impressão que fui prefeito nessas cidades também, tamanho o carinho e o interesse com que as pessoas conversam comigo, me dão sugestões, pedem para representar o seu município. Vou encerrar essa campanha com a certeza de que nossas comunidades sabem o que querem, estão muito mais politizadas e acreditam em políticos que trabalham e são sérios.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 2 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
CS -
Na verdade a declaração de gastos foi feita igualmente para todos os candidatos pelo nosso partido em nível estadual. O que vou gastar na campanha será apenas o necessário para informar a população minhas propostas e meu número. Muitas pessoas estão contribuindo com a campanha e todos serão divulgados sim, pois a lei exige isso, e nós sempre cumprimos a lei.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado estadual Olávio Falchetti (PT)

Olávio Falchetti (PT)
Confira a nona entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
OLÁVIO FALCHETTI - A região Sul, apesar de ter representantes na assembléia, deve ser efetivamente representada. Ter comprometimento com projetos que visem trazer desenvolvimento para esta região é o meu desafio maior. A educação é outro ponto que deve ser considerado com respeito por todos os parlamentares, porque é investindo neste setor que conseguiremos uma sociedade com mais justiça social e consequentemente mais segura. Buscar a implantação de educação em período integral, principalmente em áreas de risco social é o meu compromisso com o Estado.

BRM - Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
OF - Apresentar e apoiar projetos referentes as áreas acima citadas, fiscalizando aqueles que forem aprovados afim de que possam ter qualidade e não apenas projetos eleitoreiros. Todas essas propostas só poderão ser materializadas com o meu maior desafio, que é resgatar a credibilidade do político catarinense através das minhas ações e dos meus exemplos na Assembléia Legislativa. Acredito que um dos fatores da falta de credibilidade na política passa por esse viés do “Tudo Vale” quando o interesse é pessoal.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
OF - Penso que o próximo Presidente deva concentrar seus esforços para a tão falada Reforma Política. Esse processo dignificará esse contesto desacreditado que se tornou esta instituição. Se há siglas partidárias, é porque em algum momento houve anseios, ideologias contrárias as que então estavam instituídas. Porque então em época de eleições tudo pode, tudo vale. Onde estão as ideologias, os anseios e as lutas? Pra mim coligação é se perpetuar no poder fazendo da política uma profissão.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
OF - Acredito que se houvesse mais dignidade na política, todo o político deveria ser respeitado pelo seus esforços e trabalho. Neste processo eleitoral em que buscamos mostrar nossas propostas, através de diálogos nos mais diversos cantos desse estado o que observamos é o descrédito com que a política é vista. As pessoas dizem: “hoje você pode ser honesto, correto, mas é só 'entrar lá' que você também vai se corromper”. É como se fosse uma fatalidade ser político e corrupto. Por isso reafirmo, minha maior bandeira é resgatar esta instituição falida.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 500 mil nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
OF - Este valor é um teto estabelecido pelo partido estadual, o meu será bem menor o suficiente para dar visibilidade. Acredito que fique entre R$ 40 e R$ 60 mil. Quanto a divulgação dos doadores é uma obrigação divulgá-los e conforme lei eleitoral deveremos prestar as contas junto a esta instituição mensalmente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado federal Edinho Bez (PMDB)

Confira a oitava entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'


Edinho Bez (PMDB)
BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
EDINHO BEZ - Dar continuidade ao meu trabalho, que é reconhecido por todos. Continuar a propor as reformas importantes para o País, como a Política, da Previdência, Tributária, da Segurança Pública, da Educação, Trabalhista e outras necessárias; lutar por um Projeto Agrícola definitivo, além de outras melhorias na área de infraestrutura. Também continuarei na luta para o resgate da credibilidade dos políticos, combatendo, entre outras mazelas, a corrupção

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
EB - Utilizando meu trabalho, minha experiência e a minha respeitabilidade na esfera federal, em especial no Congresso Nacional.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
EB - Fazer a Reforma Política urgente, sob pena de diminuir o número de políticos sérios e comprometidos com a sociedade.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
EB - Não é o meu caso, pois trabalho durante os 4 anos em Brasília e em Santa Catarina, em especial no sul do Estado. Além de conhecer muito bem Santa Catarina.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 4 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
EB - Não foi eu quem declarou, e sim os partidos da coligação que autorizaram a captação de até este valor, de acordo com a legislação. No entanto, ainda não sei quanto irei arrecadar, mas afirmo que ficará muito distante do autorizado. Quanto a divulgar os doadores, isto tem de estar registrado na prestação de contas que entregamos ao TRE.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado federal Edson Firmino (PDT)

Edson Firmino (PDT)
Foto de Gilmar Estevam

Confira a sétima entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
ÉDSON FIRMINO - Melhorar aposentadorias com recursos do pré-sal, dignidade do professor no sentido de tirá-lo da condição de refém da sala de aula, com propostas educacionais de qualificação e apoio assistencial extra aula, aeroporto regional, usar de força política para agilizar a conclusão, Consórcio de Segurança, buscar a discussão de segurança microrregional, afim de políticas de ação dificultando o deslocamento do crime, apoio ao esporte amador e cultura. Trouxe um programa de qualificação de artesanato no CRAS da Passagem e esporte. Eu mesmo fiz uma experiencia de escolinha de futebol, mas que pode ser estendido a outros esportes. Cidades Solares, difundir a energia limpa e buscar linhas de financiamento para implantação de aquecedores solares com diminuição acentuada nas contas de energia e redução de poluentes, Força do Sul em Brasília.

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
EF -
Através do mecanismo de reivindicação e de vontade política de buscar em bloco pelo partido.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
EF -
Sou favorável a uma reforma política com redução do número de partidos em no máximo cinco.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
EF -
O fato que mais me tem chamado a atenção é que as pessoas criticam a classe política, mas estão abertas a serem convencidas por uma perspectiva de solução.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 2,5 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
EF -
Não tenho problemas de divulgar os doadores, desde que eles não se importem, mas os valores recebidos oficialmente até agora foram pouco mais de R$ 40 mil.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado estadual Douglas Antunes (PSC)

Douglas Antunes (PSC
Confira a sexta entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
DOUGLAS ANTUNES - Estamos apresentando a proposta de criar um gabinete móvel em um trailer, que atenderá as pessoas e lideranças em todas as cidades sem precisar ir a capital; colocar duas vans à disposição dos grupos; uma reforma na educação, a começar por processo seletivo para diretores de escola de dois em dois anos, oportunizando a todos os professores formados e pós graduados o acesso à direção escolar sem vínculo político, assistência social a grupos, igrejas e entidades; trabalhar em prol do desenvolvimento da nossa região.

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
DA - Sendo eleito tomarei iniciativas, sem esperar pelos outros deputados, pois entendo que se eu não fizer o que propus, serei mais um. Nosso gabinete móvel já será entregue no segundo dia de nosso mandato.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
DA - Vejo que a reforma política tem que acontecer urgentemente, mas entendo que não pelos deputados e senadores, mas sim por plebiscito.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
DA - Me chama atenção o fato de ver que os eleitores querem ganhar tudo na campanha e esquecem dos próximos quatro anos, o que nos trás uma realidade política decepcionante e um futuro comprometedor.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 2 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
DA - Com certeza, tudo que estamos fazendo em nossa campanha é dentro da legalidade, sendo eu cristão, não poderia ser diferente. Estarei prestando contas de tudo que fiz à nossa população. Mas fico triste, quando vejo eleitores dizendo que estão recebendo gasolina, dinheiro para colocação de placas e adesivos de certos candidatos, onde a pergunta que faço é a seguinte: Da onde vem esse dinheiro “sujo” e “corrupto”? Será que é declarado? Ficam essas perguntas para o eleitor analisar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidata a deputada federal Gilsara Hansen (PTB)

Confira a quinta entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'
BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
GILSARA HANSEN –
Educação: Que todos os estados pratiquem o piso salarial com reposição aos salários dos professores de carreira. Contratos ACT (temporário) que seja considerado todos os títulos que possua a fim de receber um salário mais digno. Qualificação profissional, técnica ou de nível superior de qualidade faz parte das propostas que tenho intenção de implementar se eleita. Qualificando nossos jovens e a população no contexto geral, culmina com melhorias nas condições sociais, que são: a família, reconhecimento próprio e da sociedade, aumento da renda familiar, etc. Política social na educação: Que inicie o tratamento bucal já durante o início das séries iniciais. (não apenas a visualização do problema, mas a solução do problema). Que inicie o tratamento ocular já durante o início das séries iniciais. (idem ao anterior)
Saúde: Creditar aos agentes de saúde o agendamento com profissionais de clínica geral, para que estes encaminhem o paciente ao especialista conforme a necessidade, sem haver necessidade de filas nos postos de saúde. Buscar apoio para criar um plano de saúde, público e gratuito, municipal ou estadual ou nacional (verificando-se as tramitações necessárias, e as facilitações de repasse de verbas), junto a empresários do ramo (sugira-se isenção de parte dos impostos). (estilo Unimed-Flex). Também vou propor a descentralização do atendimento de média e alta complexidade visando reduzir necessidade de deslocamentos de pacientes para a capital do estado.
Alimentação: Buscar medidas que culminem com diminuição de impostos à agricultores de pequeno e médio porte, ênfase a agricultura familiar. E estar junto do nosso colono intermediando com bancos e com compradores dos produtos.
Moradia: Criar um fundo ou um consórcio nacional distribuído pelos estados para que a população possa ser privilegiada com empréstimos sem juros. Para isso buscar empresários dentro e fora do país que sejam solidários que este intento.
Infra-estrutura: A questão do ICMS-SC 17%. Trazer empresas internacionais para estabelecer unidades de produção aqui. Mudar a pauta de serviços para saneamento básico, rede de esgoto e tratamento de água e esgotos. Ainda existem municípios não servidos por um serviço de qualidade e rotineiro no transporte intermunicipal, isso precisa mudar, lutarei por abrir licitações nestes municípios como Treze de Maio, por exemplo. Pedras Grandes e as cidades vizinhas precisam ser servidas de melhores estradas, estimulando assim o turismo, que é uma das formas que o município tem para captação de recursos. Manter em pauta o turismo, para isto consultar junto com prefeituras quais lugares ou temas podem ser explorados para que os municípios de nossa região sejam visitados, com fomento ao mercado local.
Segurança: Creio que com a efetivação de parcerias públicas-privadas, é possível uma solução regional para a segurança pública. A questão do presídio regional de Tubarão é de suma importância, a população precisa realmente sentir-se segura, tanto em relação aos detentos que ali estão, quanto à questão de profissionais conscientes com seu trabalho na segurança da sociedade.

BRM – Caso seja eleita, como pretende colocar em prática estas propostas?
GH -
Além das respondidas a cima, com o apoio da bancada catarinense.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
GH -
Creio que o mais importante é buscar sempre representar o povo, as picuinhas nesta hora, os desejos mesquinhos e egoístas devem ser deixados de lado, tendo sempre o alvo de fazer o melhor e o possível para implementar políticas que agraciem toda a população.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
GH -
Através das atividades que já desenvolvo fui agraciada por conhecer muitos lugares e realidades, mas o que mais me chama a atenção é a garra, a força do povo catarinense, independente das calamidades dos fenômenos naturais ou dos trambiques que vem à tona através dos diversos meios de comunicação, está sempre de cabeça levantada e pronta para enfrentar todas as dificuldades da vida e faço menção à união, esta é muito grande e forte, que me incita a pedir ao povo catarinense para mudar essa é a hora, vote na Gilsara, União faz a força, dia 3 de outubro 1444 Gilsara Hansen, para deputada federal.

BRM – No TRE você declarou que poderá arrecadar até R$ 300 mil nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
GH -
Quando isso ocorrer ai nos preocuparemos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado estadual Alexandre Moraes (PMDB)

Confira a quarta entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'
Alexandre Moraes (PMDB)
BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
ALEXANDRE MORAES -
Como legislador, vou propor a descentralização orçamentária e financeira das Secretarias Regionais com o objetivo de dar efetividade as decisões tomadas pelos Conselhos de Desenvolvimento quanto as obras e investimentos prioritários para a região. Ainda, vou propor, através de Lei, a concessão de incentivos fiscais para micro, pequenas e médias empresas que invistam em inovação (produtos ou processos inovadores), permitindo tornar as empresas catarinenses mais competitivas. Quanto ao nosso compromisso com a região da Amurel, proponho contribuir com ações políticas para a criação de uma identidade regional, promovendo um diagnóstico da nossa realidade para potencializar nossas vocações.

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
AM -
Primeiro, com muito trabalho. A forma do trabalho será através da regionalização do gabinete, ou seja, tendo em cada municÍpio que compõe a região da Amurel um representante, permitindo um canal de comunicação direto com o gabinete em Florianópolis.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
AM -
Demonstra, cabalmente, que o processo político eleitoral precisa ser revisto. Defendo, o fim da reeleição, eleições unificadas, mandato de cinco anos, voto distrital e fim das coligações.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
AM -
De fato, em razão do processo eleitoral, o candidato tem a oportunidade de conhecer outras realidades. Tem a possibilidade de deixar sua rotina e vivenciar outras experiências, o que, sem dúvida, lhe engrandece enquanto ser humano. O que tem me chamado a atenção é a disparidade de padrão de vida em nossa região. Existem famílias que não possuem o necessário para um vida digna e isto sensibiliza, indigna, nos obriga a pensar que é preciso construir um mundo diferente.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 2 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
AM -
É evidente. Por dever legal, todo recurso arrecadado deve ser declarado através dos recibos eleitorais.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Entrevista por e-mail: candidato a deputado estadual José Nei Ascari (DEM)

José Nei Ascari (DEM)
Confira a terceira entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
JOSÉ NEI ASCARI – Entendo que o poder público precisa se aproximar cada vez mais do cidadão. Por isso defendo o fortalecimento dos municípios e das instituições locais. É nos municípios que as pessoas residem. É neles que efetivamente as coisas acontecem. Já as entidades prestam um relevante serviço à sociedade. Por isso merecem nosso apoio.

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
JNA – Hoje, os recursos financeiros e as ações do governo estão muito centralizadas. É possível dar aos municípios maior autonomia administrativa e financeira. É possível descentralizar ainda mais as ações, atribuindo aos municípios e instituições maiores responsabilidades. Para tanto, os municípios precisam receber mais recursos. Penso que isso é possível.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
JNA – Mesmo nos municípios com divergências históricas, as lideranças partidárias estão entendendo o momento e apóiam a composição. As lideranças estão abrindo mão dos interesses partidários locais em favor de um projeto maior para Santa Catarina. Mas o que precisamos mesmo é da reforma política. Ela é prioridade. Nada disso estaria acontecendo se ela já tivesse sido aprovada.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
JNA – Não me deparei, ainda, com nenhuma situação inusitada. Mas o que mais marcou a caminhada, até agora, foram as manifestações de apoio, grande parte delas vindas de pessoas que nem conheço, mas que de uma forma ou de outra se identificam com nosso projeto.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 2 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
JNA – Com certeza.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Por e-mail: candidata a deputada federal Rosângela Pereira (PMN)

Confira a segunda entrevista da série que este blog está publicando com todos os candidatos a deputado estadual e federal da região. As entrevistas serão publicadas por ordem de chegada das respostas. Caso queira ler outras entrevistas clique na tag 'Por e-mail'

Rosângela Pereira (PMN)
BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
ROSÂNGELA PEREIRA - A grande prioridade para a população de nossa região é com relação a saúde, pois todos reclamam da falta de médicos em postos e quando vão procurar atendimento nos hospitais, são orientados a procurarem os postinhos e em último caso (só quando estão praticamente morrendo) se dirigirem aos hospitais.(emergências). Nossa região necessita de melhor estrutura, principalmente nos bairros para dar melhor qualidade de vida à população. Para melhorar a qualidade de vida da população, temos também que levar saneamento básico às comunidades carentes e outras, até não carentes, que não possuem água tratada e muito menos esgoto. O único esgoto que tem é a céu aberto. Com isso evitaremos muitas doenças e alagamentos principalmente das regiões ribeirinhas. Vamos trabalhar juntos para o desassoreamento do rio Tubarão. Temos também como proposta, juntos trabalhar para garantir maior segurança ao povo catarinense. Juntamente com a população vamos trabalhar para a construção de uma nova rodovia, para podermos desafogar o trânsito na BR-101 (deixando assim a BR-101 para os catarinenses), pois a mesma ainda não está pronta, mas já não suporta mais o transito intenso.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
RP -
Acredito que o modelo como está deixa o eleitor com maior liberdade para escolher os melhores candidatos.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
RP -
Tive muitas surpresas, pois em alguns locais muitas pessoas já haviam assistido ao programa da TV e quando cheguei já me reconheceram. Outro fato é o de que a grande maioria das pessoas que visitei, comentaram que poucos políticos os haviam visitado e como tínhamos sido os primeiros, eles se comprometeram a nos apoiar pelas propostas apresentadas.

BRM – No TRE você declarou que poderá arrecadar até R$ 1,8 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
RP -
Estamos trabalhando duro e com pouco apoio. Até estranhei sua pergunta sobre minha declaração ao TRE de que iria arrecadar R$ 1.8 milhões. Eu não informei isso ao TRE e a ninguém, pois é impossível arrecadar uma quantia destas sendo minha primeira participação em eleições. Concordas que é uma quantia elevada?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por e-mail: candidato a deputado estadual Maneca Moura (PDT)

O candidato a deputado estadual Manoel de Moura (PDT), o Maneca, abre uma série de entrevistas  por e-mail com os candidatos a deputado estadual e federal da Amurel. Todos os que têm domicílio eleitoral na região receberam, ou ainda receberão, as perguntas que terão as respostas publicadas neste blog. As perguntas são as mesmas para todos e as respostas serão publicadas pela ordem de chegada.

Maneca Moura - PDT

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quais as principais propostas que você tem apresentado ao eleitor?
MANECA MOURA -
Estou pedindo o voto. Preciso me eleger, por isso peço o voto. Seria uma ironia apresentar propostas ao eleitor e pedir sua procuração (voto).

BRM – Caso seja eleito, como pretende colocar em prática estas propostas?
MM -
Em sendo eleito, serei procurador dos eleitores, então devo reunir-me com os mesmos para saber deles o que devo fazer ou encaminhar junto ao Governo para atende-los, por isso venho preparando bem e mantendo-os bem limpos meus ouvidos para escutar.

BRM – A ausência da verticalização nestas eleições permitiu um quadro bem confuso para candidatos e eleitores. Em alguns casos, diferenças históricas tiveram de ficar de lado. Qual a sua opinião sobre isso?
MM -
A elite dominante mais uma vez através de seus representantes, desorientou a maioria dos eleitores, reforçando os chavões que políticos são todos iguais. Só que esta elite não erra seu voto. Eles (elite) votam bem certinho em seus candidatos; mas os que mais precisam dos políticos ficam desnorteados, sem saber o que fazer, e até parece que realmente é tudo igual. Precisamos de uma reforma política urgente. O quadro que ai está serve para perpetuar essa gente no poder.

BRM – Durante a campanha, o candidato circula mais, vai a lugares que nunca, ou pouco, tinha ido e se depara com situações inusitadas. Qual situação nesta campanha lhe chamou mais a atenção até agora?
MM -
Não encontrei nada que pudesse descrever como inusitado, apenas observei e observo que alguns políticos que se dizem representar e trabalhar em favor do povo, continuam enganando. Vou citar uma situação, em 2006, colocaram as máquinas na estrada da Esplanada dizendo que já iriam iniciar as obras para atender uma reivindicação antiga da população e nada, agora novamente. Que tipo de representante é esse? Na minha opinião um enganador.

BRM – No TRE o senhor declarou que poderá arrecadar até R$ 1,5 milhões nesta campanha. Pretende divulgar o nome dos apoiadores e doadores?
MM -
Isto são estimativas que são feitas coletivamente, porque o candidato não pode ultrapassar o estimado, pode ser gasto no máximo até o estimado. Tenho minhas prestações de contas parciais e você poderá conferir ao final o quanto que este candidato vai gastar. Conhece aquele chavão tostão contra o milhão?

sábado, 5 de junho de 2010

Por e-mail: Deputado federal Jorge Boeira (PT)

Na troca de e-mails desta semana o deputado petista fala sobre recursos federais para prevenção às cheias, cassações e perfil dos petistas

BLOG DO RAFAEL MATOS - Qual ação efetiva pode ser feita pelos municípios da região para obter recursos para projetos de prevenção de cheias?
JORGE BOEIRA - Para conseguir os recursos, antes é necessário que as prefeituras tenham bons projetos. E não só os projetos idealizados, é necessário a execução do projetos básico, executivo e principalmente o licenciamento ambiental. Ou seja, os municípios têm que se preparar para pleitear os recursos que estão sendo disponibilizados pelo Governo Federal. Como exemplo, informo que no final de 2009 trabalhamos junto ao Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Defesa Civil o empenho de R$ 24 milhões para 17 municípios do sul para serem executados projetos de "Obras para Prevenção de enchentes e desastres". Desses R$ 1,1 milhão foi para a prefeitura de Tubarão.

BRM - O senhor foi eleito deputado federal em 2002 e depois ficou na suplência em 2006. Ficou desapontado? Qual lição tirou disso?
JB - Acredito que o trabalho realizado foi aprovado pela população. Tanto que na primeira eleição fiz 51.142 votos e na segunda 67.259. Foram 16 mil votos a mais. Claro que não foram suficientes para garantir a reeleição, mais significa aprovação do nosso trabalho. Houve reconhecimento e não fiquei frustrado. Muito pelo contrário, sou eternamente grato pela confiança daquelas 67 mil e 259 pessoas que depositaram em mim o seu voto de confiança, pessoas que sei que posso contar novamente.

BRM - O Projeto Ficha Limpa será suficiente para recuperar a imagem da classe política, tão desgastada nos últimos tempos?
JB - Acredito que só isso ainda não. O Ficha Limpa vai inibir e evitar o acesso do corrupto já julgado em colegiado na vida pública e a longo prazo contribuir, mas acredito que o fim da corrupção esta ligada diretamente a pessoa, a sua formação familiar, suas crenças e valores. Eu acredito nisso. Na educação e na formação de valores para combater a corrupção. Eu votei a favor do Ficha Limpa. Tenho zelo com o dinheiro público e nada a esconder de minha vida pública. Muito pelo contrário, quando assumi como deputado meu primeiro pronunciamento na Tribuna da Câmara foi abrir as contas e os gastos de meu gabinete para todo cidadão acompanhar. Uma pesquisa mostrou que o nosso gabinete foi o que mais economizou verba entre os deputados de SC.

BRM - TSE e TRE têm anunciado um grande numero de cassações. Pode-se dizer que os candidatos não se adaptaram a legislação? Ou está havendo um rigor exagerado?
JB - Acredito que são os dois casos. Na vida pessoal você pode fazer o que bem entender com seu dinheiro. É seu. Na pública não. Nós não podemos nos dar ao luxo de errar, de cometer equívocos. Precisamos zelar ao máximo, pois o dinheiro público nada mais é que a soma dos impostos pagos pelo cidadão, por isso, precisa ser bem empregado.

BRM - Antes de ser deputado federal o senhor teve experiência como secretário municipal em Araranguá (No governo de Neri Garcia 1992-1996). Pensa no futuro disputar um cargo executivo?
JB - Por enquanto estou deputado e é um privilégio representar meu Estado e principalmente a nossa região sul, em Brasília. O futuro a Deus pertence. Por enquanto acredito que ainda posso contribuir muito com Tubarão e as cidades da Amurel.

BRM - O perfil de alguns líderes do PT mudou nos últimos anos. Empresários como o senhor, como o pré-candidato a deputado estadual Olávio Falchetti em Tubarão, são exemplos disso. Por que acha que isso ocorreu?
JB - Empresários, pintores, cantores, metalúrgico, jornalistas, garis, mecânicos médicos, engenheiros, advogados, enfim, em todas as profissões existem pessoas que sonham por um país de oportunidades. Tanto eu, como o amigo Olávio Falchetti e outras milhões de pessoas, também acreditam num Brasil que possa distribuir suas rendas para garantir o seu desenvolvimento. Que defendem o crescimento econômico e a redução da desigualdade social. Para contribuir com essas mudanças e se doar você precisa estar em um partido. Nós escolhemos o Partido dos Trabalhadores porque ele tem esse foco, esse objetivo, essa ideologia.

BRM - Há um mês das convenções partidárias onde o senhor aposta suas fichas em SC? Duas grandes coligações ou candidaturas próprias no primeiro turno?
JB - Aposto na maturidade dos partidos políticos em construir suas propostas baseadas nas necessidades reais de cada pessoa, visando o desenvolvimento, a reestruturação e a oferta de oportunidades e inclusão. Dificilmente a senadora Ideli Salvatti não será candidata ao governo de SC. O PT está unido nesta proposta e ela está preparada. Nunca na história de Santa Catarina se garantiu a vinda de tantos recursos para serem investidos no Estado como pelo trabalho da senadora. Em relação a duas ou mais candidaturas próprias, apesar de estarmos há menos de 30 dias, ainda não sem tem nada claro.

sábado, 29 de maio de 2010

Por e-mail: Deputado estadual Joares Ponticelli (PP)

Na troca de e-mails desta semana o presidente estadual do PP (foto de Carlos Kilian) fala sobre a prevenção da violência, eleições 2010 e garante que o partido terá candidato a prefeito em Tubarão em 2012

BLOG DO RAFAEL MATOS - Quando é preciso criar leis como a de combate ao bullying, pode-se dizer que é um sintoma que de que a sociedade está doente?
JOARES PONTICELLI -
O crescimento da violência, que infelizmente é uma tendência mundial, exige do poder público atenção às causas dela. Não podemos atacar as consequências, precisamos atacar no nascedouro da violência. E no caso do bullying, que durante muito tempo foi considerado uma brincadeira de criança, a estatística mundial de crescimento deste tipo de violência  chama a atenção pelo aperfeiçoamento da crueldade. O objetivo de criar a lei foi justamente de atacar as causas, o nascedouro desta fonte silenciosa e geradora de violência.

BRM - Que outras iniciativas do seu mandato considera que ficarão marcadas?
JP -
Deste agora, o cumprimento permanente de uma das principais missões do parlamentar, que é fiscalizar. Na repartição dos poderes e da democracia, quem perde tem a principal missão de fiscalizar as ações do governo, se está cumprido o que prometeu durante a campanha e fiscalizar a correta aplicação transparente e eficaz dos recursos. Como um dos principais líderes da oposição, além de apresentar as falhas, apresento as saídas, como no caso da terceirização da merenda, que desmonta a tese da descentralização, e da entrega dos uniformes apenas de 2 em 2 anos, que são fabricados em São Paulo e Pernambuco e nem ao menos em Santa Catarina. Descentralizar de verdade é comprar merenda nos próprios bairros das cidades, fabricar o uniforme todo ano nas malharias locais. Isso aquece a economia e gera emprego para os municípios. Além disso, também empreendi diversas leis, como a de gerenciamento costeiro, que o Estado não tinha. Quando fui deputado de governo, de 1998 a 2002, fiquei conhecido como 'trem pagador', pelas obras, convênios e subvenções que trouxe para a Amurel. Espero que esse tempo retorne.

BRM - Fala-se que o fato de ter o nome estadualizado o deixa numa situação confortável para a reeleição. Isso é bom ou perigoso?
JP -
Não existe eleição ganha nem perdida pra ninguém, cada voto tem que ser conquistado como a primeira eleição. Nenhum voto está nas urnas, nem o meu próprio. Evidente que o serviço prestado e o nome estadualizado facilita, mas tem que ser com muito trabalho e dedicação, prestação de contas e ações reais até aqui, além das propostas apresentadas e que serão colocadas em prática se virarmos governo, que voltarei com com mais experiência e crédito por estes oito anos como oposição.

BRM - O senhor chegou a cogitar a possibilidade de ser candidato a deputado federal, ocupando o espaço deixado por Leodegar Tiscoski?
JP -
Não, o meu projeto é definido, sou candidato à reeleição. Como presidente do partido, experiência de três mandados, líder de governo no primeiro e da oposição nestes dois, a minha convivência e articulação dentro da Assembleia são mais importantes para Ângela, para o governo e para Santa Catarina se eu permanecer na Assembleia, melhorando a governabilidade, efetivando ações que a região não ganhou nestes oito anos. Acredito que tenha crédito, experiência e confiabilidade para pleitear estas ações se formos governo.

BRM - O senhor gostaria de ser prefeito de Tubarão algum dia?
JP -
Todo político sonha ser prefeito de sua cidade, eu seria hipócrita se disser que não sonhei com isso. Mas acho que pulei essa etapa, depois de vereador comecei meus mandatos como deputado. O espaço que ocupei, a estadualização do meu nome e, principalmente, no próximo ano, se for governo, estarei a passos largos pela liderança e de uma composição majoritária. Muitas regiões têm o entendimento sobre minha eleição majoritária de 2014. Claro que seria uma honra ser prefeito de Tubarão, mas temos hoje um espaço estadual que a região conquistou e não posso e nem devo deixar este espaço vazio. Há outros importantes companheiros no partido que podem ser candidatos a prefeito.

BRM - O que é fato e o que é boato no relacionamento do PP com o PSDB na administração de Tubarão?
JP -
Nós assumimos compromissos durante a campanha, participamos do governo e procuramos colaborar em todas as ações que somos chamados. Temos responsabilidade. De todos os partidos, o PP foi o que mais viabilizou recursos neste um ano e meio, como as emendas dos deputados Odacir Zonta, João Pizzolatti e Ângela Amin, além do secretário Leodegar Tiscoski. O próprio prefeito Manoel reconheceu isto publicamente.

BRM - Ainda é cedo para dizer que o PP terá candidato próprio em 2012 ou essa ideia já vem sendo trabalhada no partido?
JP -
Trabalhamos e não abrimos mão da nossa decisão. Independente das eleições deste ano, teremos candidato a prefeito em 2012. Há quase duas décadas não temos candidato próprio e há entendimento unânime que nas próximas eleições municipais teremos. Estamos firmes e decididos neste propósito, respeitando sempre os outros partidos e ouvindo a população.

sábado, 22 de maio de 2010

Por e-mail: Deputado federal Edinho Bez

Do alto de sua experiência, o deputado Edson Bez, o Edinho (foto de Saulo Cruz), avalia nesta entrevista feita por e-mail a movimentação na Câmara dos Deputados, a necessidade de reformas, situação política nacional, estadual e local e ainda as chances do pré-candidato do partido a deputado estadual Alexandre Moraes

BLOG DO RAFAEL MATOS - O congresso discutiu muito o Projeto Ficha Limpa. O senhor acha que ele é necessário, ou o eleitor poderia fazer essa triagem?
EDINHO BEZ - Os dois são importantes. O Projeto Ficha Limpa nasceu da vontade popular liderada pela CNBB, mas independente de cor partidária, independente de religião ele prosseguiu. Eu participei em várias reuniões da CNBB aqui em Brasília discutindo a forma e a maneira de tramitar no Congresso Nacional. Fiz inúmeros pronunciamentos e participei de reuniões defendendo a aprovação desse Projeto Ficha Limpa. Estava na hora de dar uma certa tranquilidade para o eleitor, já que a maioria não acompanha direito os seus candidatos e muitos candidatos prometem com facilidade durante a campanha e depois não cumprem. Mas por falha do eleitor que não acompanha, acaba tendo a manutenção dos candidatos que não correspondem com aquilo que divulga, que propaga, aquilo que promete e assume compromisso durante a campanha eleitoral. Então os dois são importantes, a Ficha Limpa é importante e o eleitor também não tem condições de saber tudo do candidato porque muitas vezes ele vota enganado, por isso ele até tem o direito de se enganar. O que não é possível é nós continuarmos com eleição sem que haja uma atenção maior por parte do eleitor na hora de votar. Ainda temos eleitores, embora minoria, mas que ainda vota porque ganha alguma coisa. Isso é ruim para a democracia, é ruim para a comunidade, é ruim para o estado, é ruim para o Brasil. Eu espero que com a Ficha Limpa, dê essa oportunidade para o eleitor ficar mais tranquilo com as candidaturas dos que se apresentarão. Tanto é importante que o eleitor fique atento porque a justiça não costuma acertar 100%. Então é importante que o eleitor continue avaliando e prestando atenção na hora de votar. 

BRM – Por que é importante ocorrer a reforma política?
EB - Eu não tenho a menor dúvida de que precisamos fazer uma reforma política urgente. Eu briguei em 2008, 2009, com um grupo de parlamentares aqui em Brasília para fazermos a reforma política. Setenta por centro dos que vão se eleger nas eleições hoje, ou é corrupto ou tem dinheiro. Eu venho dizendo isso há muito tempo, está aqui na tribuna, em entrevistas, e com a reforma política vai dar uma inibida, passa a ser mais valorizado o partido. No entanto, hoje, o eleitor, inteligentemente, vem votando no candidato, porque os partidos estão fragilizados. As coligações que nós temos hoje acabaram com as ideologias políticas, partidárias, acabaram de uma vez por todas com o controle do eleitor no candidato. Porque se ele votar errado o partido não corrigirá, tamanha a sua fragilidade. Então nós precisamos fazer a reforma política urgentemente. São várias reformas, mas essa será a reforma da reforma. 

BRM - Outras reformas também são discutidas pela sociedade: fiscal, da previdência, educacional, etc. Elas estão longe de ocorrer?
EB - Todas são importantes. O momento é propício para nós cobrarmos dos candidatos à presidência da república. Nós temos eleições este ano para escolha de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da república. É o momento certo para nos organizarmos. Eu já estou fazendo isso. Tenho dito que o candidato a presidente que eu vier a apoiar terá que assumir compromisso com as reformas. Nós precisamos mudar este país. Não é possível nós continuarmos como está. Como eu falei, a reforma política é importante porque os partidos estão fragilizados, agora segurança pública é outra urgência. O sistema está falido no Brasil. Nós precisamos fazer a reforma da segurança pública porque hoje as pessoas, e eu falo daqueles que cometem irregularidades, os bandidos, não respeitam mais a lei. Mata-se pessoas na rua, assalta-se lojas e bancos. Antigamente os assaltos eram planejados, era um trabalho de profissionais, hoje qualquer um que está sem dinheiro entra numa loja assalta e sai caminhando. Isso é um absurdo e prova que estamos fragilizados. Precisamos também fazer uma reforma tributária e fiscal. Não é possível nós continuarmos com um sistema tributário arcaico e ultrapassado, desmotivador. Por isso existe muita sonegação. Tem muitas pessoas boas, empresas boas que sonegam, não porque queiram sonegar, mas porque não tem como pagar. Ou fecha a empresa ou sonega. Nós não podemos aceitar isso. Então nós temos aqui uma proposta praticamente pronta. E a partir de 2011 também haveremos de retomar. Vale lembrar que as reformas sempre partem do executivo porque tudo que exige que vai haver despesa, ou diminuir receita a proposta deverá partir do executivo. Uma vez que na qualidade de legislador não posso apresentar uma proposta que venha caracterizar alteração na receita ou na arrecadação do governo, mas toda essas reformas serão importantes e nós haveremos de pressionar o futuro presidente para que elas ocorram. 

BRM - O PMDB conseguirá ter uma unidade nacional em torno de uma candidatura a presidente?
EB - Infelizmente não. Eu defendo a candidatura própria, vou até o fim porque sou coerente com aquilo que prego. É o maior partido do país. Nós temos mais vereadores, prefeitos, governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Sem sombra de dúvida, é o maior partido e nada justifica não lançarmos candidatura própria. Infelizmente, alguns oportunistas entendem que devem fazer um acordo, como já foi feito na época de Fernando Henrique Cardoso. Infelizmente, o Norte e o Nordeste são maioria aqui no Congresso Nacional, e eles trabalham unidos. Por isso dificulta a nossa candidatura própria, mas vou até o fim defendendo a candidatura própria. Até porque se não houver a candidatura própria, e entendo que está distante, também não haverá unidade em termos daquele que for escolhido para disputar como vice-presidente da república ou para outros cargos em nível federal. 

BRM - E em Santa Catarina, qual o cenário considera mais provável? Acredita na repetição da tríplice aliança?
EB - Eu espero que sim, mas eu não posso afirmar aqui que vai haver a tríplice aliança. Nós lutamos para que isso acontecesse, mas não escondo e não nego que estamos distanciados, ficou mais difícil. Mas não impossível. Houve uma nova conversação com os Democratas, com o PSDB, e com outros partidos menores com o PPS, como o PDT. Então nós estamos retomando esta discussão. Não é uma tarefa fácil, mas eu ainda acredito que é possível nós retomarmos e acertarmos para a tríplice aliança. Não custa nada acreditar e eu sempre acreditei nas coisas. 

BRM - Diversas polêmicas cercam o PMDB de Tubarão. Geralmente ele está dividido. Por que que isso ocorre?
EB - Primeiro não é de hoje que o partido não consegue unanimidade. Agora, é um partido democrático. Quem quiser participar, quem quiser sugerir, quem quiser disputar, se apresenta e será respeitado. É bom que as pessoas saibam disso. Agora, democracia a gente deve respeitar o resultado da maioria. Eu venho pregando unidade no partido há muito tempo. Logo que passou a última eleição para prefeito eu solicitei uma reunião ao diretório do PMDB de Tubarão e apresentei uma proposta para que a gente pudesse ter uma diretriz de trabalho, de comportamento, de respeito e atuação. Não dando mais espaço para moleque, para pessoas que tumultuam o partido e que não agem com respeito e maturidade. Então eu entendo que é possível nós melhorarmos, mas gradativamente. Virou um problema cultural, mas que já melhorou e muito, haja visto que a própria escolha agora para um candidato a deputado estadual representando Tubarão e posteriormente com a Amurel foi submetida uma prévia dentro do partido e quem ganhou foi o pré-candidato Alexandre Moraes e o vereador Evandro Almeida que participou imediatamente abraçou o Alexandre e se colocou à disposição para ajudá-lo na campanha eleitoral. Isso é uma demonstração de que o partido está maduro. Eu não gostaria de tratar de divisão. Eu falo que nós melhoramos muito e ainda não alcançamos 100% do nosso objetivo. 

BRM - Como avalia as chances do pré-candidato a deputado estadual Alexandre Moraes, que, como ocorreu com o senhor, disputará uma primeira eleição também para deputado estadual?
EB - O Alexandre é um bom moço. Um advogado. Já conversamos várias vezes. Esteve inúmeras vezes na minha residência. Conversamos no diretório, conversamos nas ruas e é uma boa pessoa e, não vamos esconder, a dificuldade no início é o fato de não ser uma pessoa ainda conhecida politicamente. Mas ele leva vantagem porque é uma boa pessoa, com caráter. Estamos conhecendo agora politicamente, mas estaremos junto com ele nessa caminhada. Em eleição não existe nada impossível. Eu acredito que dependendo do andar da carruagem ele terá plena chance de se eleger deputado estadual junto comigo na região, fazendo com que os partidários da região também demonstrem interesse por essa candidatura. Como ele é novo, o nome já diz, não podemos aqui avaliar uma perspectiva de vitória ou derrota, mas eu acredito que existem grandes possibilidades, desde que haja um engajamento regional com a candidatura dele. Embora nós enfrentamos um outro obstáculo que é o fato de a candidatura dele ter saído atrasada. Vários outros candidatos ocuparam alguns espaços na região da Amurel. Mas como eu também na época saí candidato dia 10 de maio e também era novo, porque o Alexandre não pode também trabalhar e acreditar?

sábado, 15 de maio de 2010

Por e-mail: Deputado Estadual Décio Góes

O entrevistado desta semana é o líder da bancada do PT na Alesc. Além da atuação política, Décio Góes (foto ao lado de Eduardo Oliveira) também se destaca pelo uso da internet e nesta troca de e-mails ele responde a perguntas sobre os projetos do sul, crescimento do PT em Tubarão, entre outros temas

BLOG DO RAFAEL MATOS - As lideranças empresariais da Amurel têm se organizado e cobrado ações para o desenvolvimento da região Sul. O que o senhor achar que está faltando para se obter sucesso?
DÉCIO GÓES - Acho muito positiva essa articulação. Tenho participado das reuniões, procurado ajudar nos encaminhamentos e temos obtido sucesso. O problema é que ficamos isolados por muito tempo e as demandas se acumularam para atingirmos o nível de desenvolvimento das demais regiões do estado. Ficar unidos e focados nas obras de infra-estrutura logística, como a conclusão da duplicação da BR-101, do Aeroporto de Jaguaruna, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao norte e ao sul do país, otimização do portos de Laguna e Imbituba e a complementação de vias estaduais; infra-estrutura turística, como a rota serra-mar, a despoluição dos rios e lagos, a formação profissionalizante, com mais escolas técnicas. Esse é o caminho.


BRM - Como os deputados estaduais podem contribuir para que a região tenha investimentos que contribuam com o crescimento da região?
DG - Primeiro buscando uma unidade de ação da sociedade e da bancada do sul. Diretamente, defendendo as nossas bandeiras, tencionando com o estado, fiscalizando, atento as oportunidades. Indiretamente, com as relações que construímos com a bancada federal e outros organismos da sociedade.


BRM - O senhor tem se empenhado em diversas causas sociais. Poderia destacar alguma delas?
DG - Apoio aos movimentos sociais, a luta dos servidores públicos estaduais, dos trabalhadores urbanos e rurais com o salário mínimo regional e o pagamento por serviços ambientais prestados, os anistiados do governo Collor, apoio ao movimento ambiental, como a luta contra à fosfateira, entre outros. É importante destacar que diversas ações consideradas pequenas por alguns, mas essenciais para a qualidade de vida dos catarinenses tem pautado nosso mandato.


BRM - O PT tubaronense cresceu nas últimas eleições para prefeito o que motiva inclusive o lançamento da pré-candidatura a deputado estadual de Olávio Falchetti. Como o senhor vê isso?
DG - Com muita alegria, pois mostra que Tubarão está cada vez mais perto de um governo do PT. O PT governa com participação popular e assim prioriza as necessidades da população: saúde, educação, segurança e a infra-estrutura que promova o desenvolvimento sustentável (com preservação do meio ambiente) e a geração de oportunidades de trabalho, a partir das potencialidades locais. Assim que o presidente Lula fez o Brasil crescer e distribuir renda. O Olávio está bem sintonizado com esse projeto.


BRM - O senhor ainda sonha em voltar a ser prefeito de Criciúma? Pensa nisso para 2012?
DG - Estou empenhado no projeto do partido para 2010: dar continuidade no governo do presidente Lula, com a eleição da Dilma Roussef, da Senadora Ideli Salvatti como governadora do estado, de Cláudio Vignatti como Senador e ampliar nossas bancadas federal e estadual para dar a governabilidade necessária. Sou pré-candidato a reeleição como deputado estadual.


BRM - O senhor poderia destacar qual foi a maior conquista do seu mandato?
DG - A conquista de um parlamentar é coletiva, destaco o desencalhe dos convênios para a realização dos Planos Diretores dos municípios cortados pela duplicação da BR-101 e a lei que regulamenta o turismo rural. Colaborei na expansão das escolas técnicas federal, na ampliação do Pronaf Mais Alimentos para os avicultores e suinocultores. Oportunizamos a participação com direito a voz a milhares de cidadãos catarinenses em questões cruciais para a vida das pessoas através de centenas de audiências públicas realizadas por proposição nossa enquanto deputado e presidente da Comissão de Turismo e Meio Ambiente no período de 2007-2009. Dessas muitas audiências destaco por exemplo a discussão do código ambiental catarinense, o debate em torno a instalação da Fosfateira em Anitápolis (IFC), a modificação da lei de segurança nas lotéricas, temas envolvendo duplicação da BR-101, pedagiamento, reestruturação das malhas ferroviárias, debates envolvendo o complexo lagunar entre outras.


BRM - Qual a avaliação que o senhor faz dos últimos acontecimentos da Alesc, com as polêmicas MPs e manifestações de servidores?
DG - A medidas provisórias beneficiaram uma minoria de servidores com gratificações, deixando de fora exatamente aqueles que atendem o povo, como os professores, os profissionais da saúde, da segurança pública. Aumentaram as diferenças entre o maior e o menor salário, desestruturaram o plano de cargos e salários e provocaram uma desunião das diversas categorias. O governador Pavan deixa um grande problema para a próxima governadora.

sábado, 8 de maio de 2010

Por e-mail: deputada estadual Ada de Luca

A deputada estadual Ada de Luca (PMDB) (foto ao lado de Eduardo Oliveira) abre uma série de entrevistas com os parlamentares da região Sul. Nesta troca de e-mails, ela fala sobre a atuação na Alesc, projetos, presença na Amurel e a desistência do deputado estadual Genésio Goulart (PMDB)

BLOG DO RAFAEL MATOS - Uma de suas bandeiras durante o mandato foi a valorização e a participação da mulher na política. Como a deputada avalia esta situação em Santa Catarina?
ADA DE LUCA
- Ainda existe muita discriminação, que começa na participação dentro dos partidos, passa pelas poucas candidaturas femininas, pela dificuldade que convencer o eleitor de que as mulheres são capazes de exercer cargos públicos e, quando eleita, a mulher ainda sofre discriminação. O debate é importante para começarmos a quebrar estes tabus. A barreira dentro das próprias siglas partidárias se deve ao fato de que os partidos consideram as mulheres ótimas cabos eleitorais, porém só abrem espaço para candidatas porque a lei eleitoral define que 30% das vagas a candidaturas são destinadas as minorias. Depois que a mulher consegue ser candidata, vem a eleição. A mulher candidata tem que provar 24 horas por dia que tem melhores propostas para a comunidade e capacidade para exercer um cargo público. Mas, somos guerreiras, administramos bem várias atividades ao mesmo tempo e não podemos desanimar, nossa luta continua e é diária.

Nós mulheres temos características muito marcantes, que são a determinação, a organização e o desprendimento em favor de nossas famílias, o que nos faz agir de forma diferente das dos homens. Nós, mulheres, temos uma convivência mais próxima com vizinhos e com as pessoas da comunidade onde moramos, pois somos nós que – normalmente – vamos à padaria, a reunião de pais, ao supermercado, e acabamos nos envolvendo mais e nos preocupando mais com os aspectos que envolvem o relacionamento com o nosso bairro. Temos uma preocupação maior com o bem estar de todos e por isso nos posicionamos de forma diferente diante dos problemas, principalmente na vida pública.

BRM - Algumas siglas ainda têm dificuldades para encontrar mulheres candidatas. O sistema de cotas femininas entre os candidatos tem ajudado ou existe outra alternativa?
ADL -
Considero que a política de cotas não deu certo porque a lei, no Brasil, está mal formulada e não garante a chegada da mulher ao poder e a lugar algum. Os 30% estabelecidos se referem à cota mínima de qualquer um dos sexos - homem ou mulher. Ou seja, um sexo não pode se sobrepor ao outro mais do que 70%.
Para garantir uma maior representação feminina defendo uma reforma política que contemple o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais, a destinação por parte dos partidos de 50% do fundo partidário para a promoção e divulgação das mulheres na política, a ocupação pelas mulheres de 50% dos espaços nos diretórios municipais e regionais e, principalmente, que 50% das vagas a serem ocupadas, na câmara, senado, assembléias legislativas e câmaras municipais, sejam destinadas as mulheres. Eu mesma, hoje sou 3ª vice-presidente da executiva estadual do PMDB depois de muita luta. Temos que vencer os desafios um a um. Não somos contra os homens, muito pelo contrário, queremos ser parceiras e trabalhar junto.

BRM - Se a senhora não viesse de uma família ligada à política, com avô, pai e esposo todos com mandatos exercidos, acha que teria se envolvido com a política?
ADL -
Acho que a capacidade de liderar tem elementos inatos, que vão depender da área para ser uma boa liderança, por exemplo: você pode nascer com sensibilidade olfativa de base genética, maior capacidade de sentir aromas, e poderá liderar uma equipe na área de perfumes com mais facilidade. No entanto, de nada adianta ter essa capacidade se ela não for colocada em ação, em circunstância e ocasião. Então, há uma base, sim, que precisa ser trabalhada e desenvolvida. Por isso, o líder não nasce pronto, ele se faz, se constrói. A base da liderança é genética, mas de nada adianta se não for desenvolvida, trabalhada e construída. Comecei minha relação com a política aos 12 anos, como líder estudantil. Daí pra frente, aprimorei este dom com pessoas próximas, com mais experiência.

BRM - A senhora poderia eleger qual foi a principal conquista entre os projetos propostos em seu mandato?
ADL -
Durante estes três anos de mandato foram vários projetos e atividades desenvolvidas voltadas para os catarinenses. Destaco minha atuação na Assembléia Legislativa em dois momentos. O primeiro, no início de meu mandato, quando assumi a Presidência da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais de Amparo à Família e a Mulher, para o Biênio 2007/2008. Foram dois anos de muito trabalho, com a realização de reuniões por onde tramitaram aproximadamente 100 projetos de lei, e a realização conferências, encontros e audiências.

O maior destaque, certamente, foi a realização da primeira Jornada Catarinense Maria da Penha, que trouxe a própria Maria da Penha à Santa Catarina e percorreu várias regiões do Estado levando informação sobre a lei 11.340 as mulheres catarinenses.
O Segundo momento, no qual estou, foi conquistado com luta e persistência, e também é extremamente importante e de muita responsabilidade, que foi a minha eleição como 4ª secretária da Mesa da Assembléia Legislativa.

Dentre os vários projetos que apresentei, destaco alguns principais, como a lei 15.122, que regulamenta as atividades em estúdios de tatuagens e para colocação de piercings, resultado de um projeto que apresentei.

Lutei pela ampliação da licença maternidade para as servidoras públicas estaduais. Encaminhei indicação e intercedi junto ao governador Luiz Henrique por este objetivo. O resultado foi a lei complementar 447/09, que amplia o período de licença-maternidade, de quatro para seis meses, e de licença-paternidade, de oito para 15 dias, de servidores efetivos. Recentemente, passou a valer a lei 14.927, que é resultado de um projeto que apresentei. A partir de agora todas as escolas públicas são obrigadas a instalar filtros para bloquear conteúdos pornográficos nos equipamentos de informática. A proposição tem o objetivo de impedir que crianças e jovens possam ter acesso a sites e conteúdos impróprios em sala de aula.
Uma das causas que abracei, e que beneficia diretamente os municípios catarinenses, é o combate a sonegação fiscal dos combustíveis, cujos estudos e minuta de projeto de lei encaminhei ao governo do Estado e resultaram na lei 14.954, regulamentada pelo decreto 2926, ambos de 2009.

BRM - Como está a organização da sua campanha de reeleição na Amurel?
ADL -
A campanha só começa efetivamente a partir de 3 de junho e, por enquanto, estamos ainda em conversações preliminares. Sigo com meu trabalho na Assembléia Legislativa e como deputada estadual a minha preocupação, neste momento, é discutir com municípios a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2010 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2011, nas audiências públicas do orçamento regionalizado que começam na semana que vem. Estaremos em Tubarão no dia 7 de junho, na Unisul.

BRM - Na Amurel existem críticas com relação a sua ausência na região. A senhora concorda com isso?
ADL -
Sou muito presente na região da Amurel. Posso ter sido ausente na cidade de Tubarão, até agora, em respeito ao deputado Genésio. Porém, a minha presença na região se faz mediante ações que beneficiam a população como um todo.

Posso citar alguns exemplos de obras pelas quais me empenhei pessoalmente, e com afinco, para a realização de cada uma delas, como a pavimentação da Estrada do Camacho, uma reivindicação antiga tanto da comunidade lagunense, quanto de Jaguaruna; a construção do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna; a criação da UTI do Hospital de Laguna, que é importantíssima para atender toda a região; a criação do município de Pescaria Brava. As sugestões para combate sonegação fiscal no setor de combustíveis, que citei anteriormente, beneficiam os municípios porque garante a arrecadação de mais 6% de ICMS.

Além disso, continuem contando com esta deputada para a concretização do projeto da rodovia Serramar.

BRM - A senhora pode avaliar como fica o quadro na região com a desistência do deputado Genésio Goulart em disputar a reeleição?
ADL -
O deputado Genésio é um homem público exemplar, foi vereador, prefeito e é deputado pela segunda vez, fez parte de cooperativas, sempre esteve envolvido nas questões de esporte, cultura e desenvolvimento da cidade de Tubarão. Se ele desistir de concorrer a deputado estadual será a perda de um homem público batalhador para a região. Mas tenho certeza de que a população saberá escolher um novo representante para trabalhar efetivamente por Tubarão e região.

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