Um dos principais gritos de guerra durante as manifestações que tomam as ruas do Brasil é o “sem partido, sem partido!”. Por que isso? Qual o problema da participação dos partidos políticos nos protestos da população? A resposta pode ser falta de credibilidade e um não ao oportunismo.
Pois ao que parece, boa parte da população vê os partidos e seus militantes como meros oportunistas num momento que movimentos populares e sem lideranças bem definidas conseguem mobilizar e chamar a atenção. E a culpa deste pensamento comum é quase que exclusiva dos partidos que ao longo dos últimos anos ignoraram ideologias, participaram de negociatas e deixaram de lado os problemas da população.
Mas além de todas as reivindicações que levam as pessoas para as ruas, deve estar também a de termos melhores partidos. Todos devem lembrar que um sistema sem partidos é uma ditadura. Então se as entidades partidárias estão ruins, deve-se lutar para que elas sejam fortalecidas e aprimoradas.
O Brasil hoje tem 30 partidos oficializados, mas somente 16 têm representantes no Senado e 23 na Câmara dos Deputados. Entre eles, somente três tem mais de dez senadores e quatro tem mais de quarenta deputados. Só um destes partidos é de oposição. O restante das vagas está pulverizado. Os chamados nanicos, por exemplo, não somam 20 deputados ou cinco senadores.
O parlamento tem que ser o responsável pela aprovação de leis e reformas que podem melhorar a sociedade e também um fiscalizador das ações do executivo. Quem sabe quando eles pararem de legislar em causa própria poderão voltar às ruas e se integrar ao povo.