O início dos novos governos é marcado pela nomeação de novos ministros e secretários e também por muita disputa entre os partidos pelos cargos de segundo e terceiro escalão. A maioria destas indicações ainda está pendente e revela a pobreza do nosso sistema político.
Em nível federal são mais de 22 mil cargos comissionados. Em Santa Catarina, as SDRs tem mais cargos comissionados do que todo o governo da Inglaterra, que tem pouco mais de 300 empregos desse tipo.
Neste momento os partidos discutem a fatia do bolo. Parece aquela velha divisão de pacote de bala feita por crianças. Um para você, um para mim. Só que hoje fala-se em porcentagem. Tantos por cento para partido A, outros tantos por cento para o B. Uma lástima!
Dividem-se os cargos por critérios políticos e ficam de lado os critérios técnicos. Pouco importa se o nomeado é da área. Vale mais o peso político da indicação.
Este modelo é um banho de água fria para os servidores públicos. Fazer carreira neste setor é garantia de estabilidade mas nem sempre de ascensão profissional. Para crescer nesta área de nada adianta ser o melhor, o mais profissional, o mais capacitado. Se não tiver envolvimento partidário não adianta nada. Até diretor de escola é escolhido pela cor do partido. Um absurdo!
Isso não é exclusividade de partido A ou B. Hoje em dia, todos que ganham uma eleição fazem isso e a prática é considerada normal. Só não partilham cargos os derrotados. E é claro aqueles que acham isso não é política. É politicagem.
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