Um dos pontos recorrentes hoje em dia quando se fala em saúde pública é a judicialização, que é quando o cidadão tem que recorrer à justiça para conseguir algum tratamento e/ou medicamento. Pois uma decisão da Vara da Fazenda Pública de Itajaí foi assunto de polêmica no Estado. A juíza Sônia Moroso Terres negou uma liminar para fornecer medicamento de alto custo e que não é cedido pelo SUS.
Para tomar tal decisão, a juíza se baseou nos gastos da prefeitura com medicamentos que beneficiaram 102 pessoas. Segundo o cálculo, 21% de tudo o que se gastou no município foram destinados para apenas 0,04% da população.
Assisti uma entrevista da juíza na TV e ela alegava que costumava dar ganho de causa para os pacientes, mas que mudou de opinião quando fez os cálculos. Para ela, o judiciário não deveria ficar determinando como serão usados os recursos da prefeitura.
Em sua passagem por Tubarão, o pré-candidato a governador Gelson Merísio (PSD) chegou a falar do tema judicialização e disse que havia uma interpretação errada da Constituição Federal, onde diz que o Estado deve garantir os recursos (tratamentos e medicamentos) para todos. Para ele, a afirmação completa deveria ser ‘para todos que não podem pagar’. Quem pode deveria.
Nas redes sociais as reações sobre a decisão da juíza de Itajaí são as mais diversas. Para alguns foi revoltante, para outros controversa. De um lado uma decisão para beneficiar a coletividade. De outro, cada ação judicial defende uma pessoa e que corre o risco de receber uma negativa dos seus direitos como cidadão contribuinte.
Leia mais...
Páginas
▼
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Margens caindo
Alguns pontos na Margem Esquerda do Rio Tubarão merecem um cuidado redobrado das autoridades públicas municipais. Próximo ao Angeloni há trechos desbarrancando. Mais ao norte, em direção a Capivari de Baixo também há pontos onde a tubulação para o escoamento das águas da chuva estourou e grandes crateras se formaram. É bom alguém tomar providência para o prejuízo não ficar maior.
Proteção veicular
A situação das cooperativas de proteção veicular que se multiplicaram nos últimos anos vai ter um parecer na Câmara dos Deputados esta semana. A comissão especial que trata do projeto que criminaliza esta atividade vai discutir o parecer do relator. Segundo o deputado Vinícius Carvalho (PRB-SP) as cooperativas devem ser regularizadas, pois foi uma solução encontrada pelo mercado para driblar o alto custo dos seguros e a recusa de alguns veículos mais antigos por parte das seguradoras. Estima-se que no Brasil existam atualmente cerca de 1,7 mil associações deste tipo.
Vereadores com apoio na Alesc
O Centro de Apoio às Câmaras Municipais (Ceac) que funciona na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) registrou em pouco mais de um ano de funcionamento quase 7 mil atendimentos a vereadores de vários municípios catarinenses. O Ceac foi criado com objetivo de oferecer gratuitamente assistência jurídica e legislativa para os vereadores, principalmente os que atuam em cidades pequenas e mais distantes da Capital.