Um jovem de 17 anos, que aos 12 tinha repetido a sexta série e deixado a escola. Tentou voltar, trocou de bairro, mas se sentiu descolado entre os estudantes mais jovens e novamente desistiu e resolveu apenas trabalhar. Quem não conhece uma história assim?
É um exemplo imaginário, mas os dados do IBGE indicam que temos no Brasil cerca de três milhões e oitocentas mil crianças entre quatro e dezessete anos fora da escola. É um número muito grande.
E também uma realidade bem próxima da gente. Aqui em Tubarão são 1.203 crianças fora da escola. Em Laguna são outras 901 crianças. Em toda a Amurel o número chega a 5.173 crianças fora da escola. Repito, é um número muito grande.
Os motivos são os mais variados: faltam vagas, falta transporte, falta apoio da família, falta motivação, falta qualidade nas aulas, falta estrutura nas escolas e até mesmo a discriminação racial e social são fatores. Do total no país que já relatamos aqui, em média 60% são negros e 70% têm pais com baixa escolaridade.
Após um período eleitoral em que vimos os candidatos falarem na educação como prioridade, podemos perceber que ainda há muito por fazer. A baixa escolaridade vai contribuir no futuro para que estes jovens também tenham dificuldades de melhorar a renda e assim vai se mantendo um círculo vicioso.
Todos devem, precisam e merecem estar na escola. Os envolvidos com a educação tem obrigação de identificar quantas crianças estão em risco de abandono e quantas não foram matriculadas. O cidadão também pode ajudar oferecendo um auxílio a quem precisa. Algum passo deve ser dado para transformar esta triste realidade.
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