Metade das doações para campanhas eleitorais em 2014 tiveram origem em 19 grupos empresariais privados. Sete dos dez maiores doadores são suspeitos de envolvimento com algum tipo de corrupção. O maior doador do país concentrou repasses para candidatos governistas. Este grupo empresarial doou mais de 110 milhões de reais. Só a campanha da presidente Dilma Roussef (PT) ficou com 68% dos recursos dos maiores doadores.
Cada uma faz o que quer do próprio dinheiro, mas estas informações divulgadas na imprensa durante e após o término das eleições reforçam a necessidade de que algo precisa ser feito para diminuir o poder econômico no processo eleitoral. Os doadores, é claro, dão dinheiro a quem tem mais chances de ganhar. Não há nada ideológico nisso. É puro investimento!
A tal reforma política que falam tanto que vão fazer precisa tocar neste assunto. Se não mexer no financiamento das campanhas todas as outras mudanças poderão ser quase sem efeito. E não venham dizer que o ideal é o financiamento público. Esta contribuição do cidadão já é feita com o pagamento de impostos e depois com os recursos gastos para a realização das eleições e manutenção dos partidos políticos.
A contribuição de empresas precisa acabar e somente pessoas físicas poderão doar recursos para as campanhas. E mesmo assim deve haver um limite entre um e dois salários mínimos por CPF. Esta regra vai colocar todos em igualdade de condições. O problema é que é difícil de acreditar que os políticos vão criar regras que os façam deixar de receber bilhões a cada dois anos.
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