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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Financiamento por CPF

Muitos partidos e candidatos defendem nestas eleições a ampliação do financiamento público das campanhas eleitorais. Falam em acabar com as doações de empresas sob o argumento de que esse é um dos motivos da desigualdade entre partidos grandes e pequenos. Hoje já se gasta muito com as eleições e ao que parece querem ainda mais.

Você de casa concorda com isso? Acha que o seu dinheiro deve ir para um partido político mesmo que você não concorde com o que ele defende? Na comparação com os orçamentos da saúde, educação, segurança e desenvolvimento social, pode até ser irrisório, mas é dinheiro suficiente para construir alguns hospitais e pontes, por exemplo.

Ao defender o financiamento público propõe-se acabar com as doações de empresas, o que em parte está correto. Quem dá dinheiro a um candidato, provavelmente vai querer cobrar no futuro. Então pode-se perguntar: qual interesse tem uma empresa que doa milhões para uma campanha?

Entendo que nem dinheiro público e nem dinheiro de empresas deveria ser envolvido nas campanhas. Abaixo o CNPJ! As doações deveriam ser vindas apenas de pessoas físicas e mesmo assim com limites. Um ou dois salários mínimos no máximo por CPF.

Daí sim, caberia ao cidadão que tirou do próprio bolso, e por vontade própria, alguns reais para dar a um candidato, cobrar dele ações que sejam de interesse público e não só privado.

Como vai ficar mais difícil ainda convencer alguém a fazer doações de dois em dois anos, talvez seja possível também que seja votada uma reforma política que unifique as eleições, acabe com as coligações e reeleições entre outras reivindicações.

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