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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Eleitor deve cobrar mais que nomes

Chegamos a mais um período de definições de candidaturas e continuamos na mesma discussão de sempre. Os partidos ficam discutindo coligações e nomes de candidatos e pouco se fala nos projetos e propostas que vão ser defendidas durante a campanha. Vivemos um vazio ideológico, uma personalização excessiva e um enfraquecimento das siglas partidárias.

São raras as exceções neste circulo vicioso. O governador Raimundo Colombo (PSD) é um dos que tem tentando fugir desta rotina e tem apresentado aos partidos aliados alguns detalhes do projeto de governo para um futuro segundo mandato. Esbarra nos problemas para a composição da aliança que tem algumas razões históricas de divergências e outras pessoais. Ou seja, até se entendem os partidos, mas se rejeitam os nomes.

O eleitor é culpado em parte deste problema, pois precisa acompanhar mais de perto o desempenho daqueles que têm um mandato eletivo. Será que eles merecem ser reeleitos? Será que eles fazem na prática aquilo que anunciam durante a campanha? Será que eles trabalham para promover alguma mudança no sistema ou apenas acompanham a corrente?

Os partidos políticos e seus candidatos são os grandes culpados por este desinteresse do eleitor com o processo. Vivemos uma pobreza de ideias e projetos em todas as esferas governamentais. O que se quer para a nação, para o estado? Pra onde vamos e o que precisamos pra chegar lá? Se não sabemos o que queremos fica ainda mais difícil?

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