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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Marcha do passo lento

Todos os anos os gestores municipais se reúnem em Brasília na chamada Marcha dos Prefeitos e entre as principais discussões está a revisão do Pacto Federativo. Até agora eles não conseguiram exercer pressão suficiente para mudar a divisão dos recursos arrecadados por meio dos impostos e outros tributos.

Na programação de quarta-feira, os prefeitos ouviram quatro pré-candidatos a presidente. Dilma Roussef (PT) também foi convidada, mas não compareceu. De Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB), Pastor Everaldo (PSC) e Randolfe Rodrigues (PSOL), tiveram os compromissos de que haverá mais aproximação entre o governo federal e municípios e de que será feita a reforma tributária e revisto o pacto federativo.

Resta saber se estes compromissos serão mesmo mantidos depois das eleições, já que o discurso tem sido bem parecido nas últimas campanhas.

A situação atual é semelhante a um balão cheio de ar, prestes a estourar. O cidadão que mora nas cidades espera por diversas melhorias no serviço público. Os prefeitos agonizam para tentar cumprir as promessas que fizeram durante as campanhas.

As prefeituras dependem e muito de convênios federais e estaduais para realizar alguma obra. Dizem que tem dinheiro sobrando em Brasília, mas sem contrapartida municipal nada é aprovado. É nesse ponto que a situação precisa ser revisada. Algo precisa ser feito para tirar os municípios da paralisia que só atrasa o crescimento e as perspectivas de um futuro melhor.

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