Entre os pactos nacionais propostos pela presidenta Dilma Roussef (PT) houve recuo na ideia de convocar uma Constituinte para fazer a Reforma Eleitoral. Houve reação em torno do assunto e se observamos mais a fundo, vamos perceber que não haveria necessidade de começar novas discussões se já temos no Congresso um projeto para a tal reforma. O que falta é botá-lo na pauta de votações.
O fato é que a ideia de propor uma constituinte para fazer esta reforma nasce da falta de credibilidade que o atual parlamento tem para votar este assunto. As propostas se arrastam em longas discussões, projetos e emendas que não garantem que teremos um sistema melhor. Será que os congressistas votarão algo que não lhe traga vantagens?
Os políticos em geral vivem com regalias de reis e rainhas e não parecem dispostos a cortar nenhum benefício. Será que eles topariam acabar com as reeleições sem limites para os cargos legislativos? Será que eles aceitariam cortar o número de assessores e despesas de gabinete? Será que eles vão tomar medidas para modificar a atuação dos partidos que hoje dominam o executivo e exigem nomeações de cargos e comando de ministérios e secretarias?
A pressão popular já obteve resultado na votação da PEC 37 que mesmo sem um esclarecimento mais claro acabou sendo derrotada. Então a mobilização deve continuar para que as reformas necessárias, e entre elas a política, tragam melhorias e não sejam apenas remendos para tapar um buraco qualquer.
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