O começo da Copa das Confederações foi o grande assunto do fim de semana em todo o país. Dentro das quatro linhas e fora delas. Tem muita gente se perguntando se os protestos realizados são legítimos e se deveriam realmente acontecer. Será que a presidente Dilma Roussef (PT) merecia as vaias?
Bom, os protestos mostram que tem gente insatisfeita com o que ocorre no país. Seja pelos preços do transporte público ou pelos gastos para sediar a Copa, mas tem. E tem que protestar mesmo, só que sem violência e sem ataques a quem não tem nada a ver com o assunto. Protesta quem quer e fica de braço cruzado quem quiser.
Um protesto interessante, por exemplo, seria boicotar as competições e não pagar o preço absurdo dos ingressos. Afinal, gastar pelo menos uns mil reais para vaiar não é para qualquer um.
É claro que os protestos durante um evento que atrai a atenção internacional podem ter mais repercussão do que numa esquina qualquer. Todo organizador de evento, ou de protesto, sabe disso.
O importante nesta história é que as manifestações contagiem a população e ocorram por causa de muitos outros temas. Temos eleições a cada dois anos e uma grande oportunidade de dizer que não estamos satisfeitos.
Mas esta semana, por exemplo, o projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação é o destaque na Câmara dos Deputados, em Brasília. Será que alguém vai lá protestar para garantir os direitos de uma área tão importante? E se tivermos o protesto, terá a mesma repercussão da Copa?
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