Os gestores públicos catarinenses esperam que a partir da instalação da fábrica da BMW o estado consiga atrair outros investimentos para cá. Curiosamente, esta expectativa foi confirmada ontem com a ausência do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável Paulo Bornhausen (PSD) que deveria proferir uma palestra em Tubarão.
Depois de cumprir a programação da manhã em Criciúma, teria sido chamado para participar de uma reunião com representantes da Mercedes em São Paulo. Até pode ter deixado uns e outros desapontados e que nem acompanharam a explanação do diretor do Sebrae, Guilherme Zigelli, mas confirmou a tal previsão de que o Estado passou a atrair a atenção de investidores.
Quem ficou, viu a apresentação dos dados de uma operação semelhante no estado da Carolina do Sul nos Estados Unidos. Após 18 anos da instalação de uma fábrica da BMW, o estado passou de uma região decadente para um polo de desenvolvimento econômico. Nestas quase duas décadas, recebeu mais de R$ 12 bilhões em investimentos, foram gerados oito mil empregos diretos e a região passou de 34 para 108 empresas internacionais.
A possibilidade de repetição deste processo em Santa Catarina surge como uma grande oportunidade de desenvolvimento. Mas para que os investimentos realmente venham e se instalem em todas as regiões do Estado ainda existem longos caminhos a percorrer e gargalos para resolver.
Para a região Sul, talvez os obstáculos sejam ainda maiores, apesar de todo o potencial. Por isso não dá para ficar assistindo toda esta movimentação e esperar que algum empreendimento destes caia do céu. É preciso ação para resolver os problemas estruturais e colocar a região no mapa de interesse dos investidores.
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