No último mês três grandes siglas em Santa Catarina tiveram problemas com a realização de suas convenções partidárias. PMDB, PSDB e agora PP prorrogaram mandatos, sofreram intervenções do diretório nacional e adiaram as convenções sem previsão concreta de quando vão ocorrer.
As situações evidenciam que os partidos estão divididos quanto aos rumos que desejam tomar nas eleições de 2014. E pior ainda, por mais que sonhem em conquistar o governo estadual não têm um projeto alternativo ou um nome que se apresente com possibilidade de vitória. Se tivessem esta figura salvadora tudo já estaria resolvido. Projeto neste caso é assunto secundário.
O irônico disso tudo é que PMDB, PSDB e PP fazem parte ou apoiam o governo estadual atual que desejam suceder. Então qual será o argumento que vão utilizar numa campanha eleitoral? O que vão apresentar como alternativa?
Os catarinenses sofrem com o atendimento na saúde. Os pequenos hospitais espalhados pelo estado fazem malabarismos para manter as portas abertas. Os deputados não se cansam de falar no assunto nas sessões da Assembleia Legislativa. Na educação os problemas abrangem a falta de estrutura de algumas escolas, greves de professores e agora mais recentemente o episódio da reenturmação. Só aí seriam dois pratos bem cheios para uma forte oposição.
O governador Raimundo Colombo (PSD), que pode ter todas as boas intenções do mundo, sofre também com a falta de recursos e com a queda na arrecadação. A receita precisa crescer em mais de R$ 260 milhões e os gastos precisam cair em mais de R$ 120 milhões. A folha de pagamento já passou do limite legal e quase nada sobra para investimentos.
O Pacto por Santa Catarina é a grande cartada para sair do marasmo e convencer os partidos aliados a continuarem juntos. É a grande aposta de um governo que não tem ousadia para cortar o que é desnecessário, e de uma oposição pobre de ideias para propor soluções.
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