Nas últimas semanas temos visto manifestações organizadas para protestar contra o deputado federal Marco Feliciano (PSD/SP) e a presença dele como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A polêmica em torno do parlamentar é causada devido as opiniões que geraram acusações de racismo, homofobia e misoginia. Opiniões que seriam incompatíveis com a função que ele exerce na Câmara dos Deputados.
Estes protestos demonstram que parte da sociedade ainda consegue demonstram insatisfação. E desde que sejam realizados dentro de uma ordem social e que respeite a democracia não há nada de errado com eles. Melhor ainda seria se esta indignicação conseguisse contagiar a população para outros assuntos.
O descaso com a educação e a saúde, por exemplo, são dois temas fundamentais e que fazem parte da raiz de muitos outros problemas deste país. Onde está a indignação popular com o descumprimento da Lei que institui o Piso Nacional dos Professores? Onde está a indignação popular com a péssima gestão dos recursos federais na área da saúde? Teríamos uma lista bem grande, mas só estes dois assuntos deveriam render um grande boicote da população aos políticos que insistem em ignorá-los.
A sociedade precisa sim protestar contra os Marco Felicianos que temos por aí, mas também precisa ter uma consciência maior de que tem o poder nas mãos, que é o voto. É por meio dele que deputados acusados de racismo, corrupção ou outras opiniões e atitudes absurdas ganham o direito de estar nas Câmaras e Assembleias Legislativas.
Votar certo também pode ser uma forma bem organizada de protestar, basta querer e prestar atenção nas escolhas que são feitas.
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