Os deputados federais ameaçaram esta semana votar um esboço da chamada Reforma Política. A proposta incluia alguns poucos pontos, mas na prática seria um começo, uma tentativa de aprovar um assunto que se arrasta há uma decada em Brasília. Mas mesmo assim não houve acordo e agora o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB/RN), espera voltar ao tema em 30 dias.
Entre as propostas que se pretendiam votar esta semana estavam o financiamento público de campanha, a proibição de coligações nas eleições proporcionais, ou seja, para deputados e vereadores, unificação das eleições a cada quatro anos, mudança nas datas de posses prefeitos, governadores e presidente e a implantação da lista flexível para as eleições proporcionais, que é um modelo intermediário entre o sistema atual e a lista fechada.
Mas acreditar que os deputados entrariam em acordo sobre este assunto seria demais não é mesmo? Infelizmente, a maioria dos parlamentares passa hoje em dia a imagem de que não votam e aprovam nada que não lhe traga benefícios.
Acabar com coligações ou eleições a cada dois anos, por exemplo, seria um grande favor para a sociedade. Mas qual é o interesse da classe política em mudar este sistema viciado que os beneficia tanto? Pulam de partido em partido e de eleição em eleição e ao que parece vão continuar saltitando por muito tempo.
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