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segunda-feira, 4 de março de 2013

Penitenciária: qual o plano B?

Quando será que o Governo do Estado e os gestores da área de segurança vão aceitar que a população de Imaruí não quer a construção da penitenciária na cidade? Esta vontade já foi manifestada nas urnas, pois custou a reeleição do ex-prefeito Amarildo Souza (PSD), e vem sendo reforçada com as repetidas ações do poder executivo e judiciário que negam alvarás e licenças ambientais.

A população em geral cobra por segurança e o Estado busca dar uma resposta destinando recursos para a construção de presídios, por exemplo. O problema é que ninguém quer uma obra destas perto de casa. Como se resolve este impasse?

Decidir dentro dos gabinetes já está provado que não dá certo. Discutir e negociar com as comunidades é o mais aconselhável. No caso de Imaruí, o que parece é que esta negociação passou do ponto há muito tempo e que agora não tem mais volta. Nenhuma compensação parece convencer que a construção do presídio trará algum benefício.

Diante do impasse que está instalado qual é o Plano B das autoridades catarinenses para resolver o assunto? Se não for em Imaruí, o presídio precisará ser construido em outro lugar. Até quando o Governo vai insistir neste projeto que ao que parece, já nasceu errado?

O município de Imaruí não tem, é claro, votos suficientes para decidir uma eleição estadual. Mas a forma como o assunto foi conduzido representa muito mais do que prejuízo eleitoral. O fato mostra como o governo tem dificuldade para resolver o problema de insegurança que atinge a todos os catarinenses. E qual o preço que esta demora vai causar, só o tempo pode dizer.

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