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sexta-feira, 8 de março de 2013

O espaço das mulheres

Numa fácil comparação de números é possível conferir que o espaço político ainda é dominado pelos homens. A obrigação da cota de 30% de mulheres candidatas nas chapas proporcionais ainda não conseguiu mudar esta realidade. Pelo menos aqui na região.

Entre os 18 municípios da Amurel, temos somente uma prefeita: Dilcei Heidemann (PMDB) de Santa Rosa de Lima. Se levarmos em conta que tivemos quatro candidatas até que é um índice de eleição alto. Mas uma prefeita entre 18 também é muito pouco. Ainda no executivo a região tem duas vice-prefeitas.

Nas Câmaras de Vereadores são 19 mulheres num total de 184 vagas que temos na Amurel. Isso significa 10%. E olha que por lei elas devem ser 30% do número de candidatos. Ou seja, seria natural termos pelo menos 60 vereadoras.

A melhor representação na câmara está no município de Braço do Norte que teve cinco mulheres eleitas entre os onze legisladores. Nada mal, quase 50%.

Porém, em sete cidades da Amurel não há nenhuma presença feminina nas Câmaras. Entre elas Tubarão, que mesmo com o aumento de vagas de 10 para 17 entrou na terceira legislatura sem uma vereadora titular. A última foi Lúcia Flávia, entre 2001 e 2004. Beth Xuxa (PSDB) e Reneuza Borba (PSD) foram as suplentes que assumiram entre 2009 e 2011.

Se pelos números percebemos que o espaço feminino ainda é reduzido, na prática constatamos que a dificuldade é ainda maior. Mesmo tendo uma presidente mulher pela primeira vez as mudanças ainda são pequenas e lentas.

Muitas das mulheres que ocupam cargos eletivos ou públicos entraram na política por causa da atuação de algum familiar, geralmente o marido. Não há nada de errado nisso, mas entendo que para significar uma mudança é preciso mais do que um parentesco. Tem que ter uma atitude diferente. Quem se habilita a ocupar este espaço?

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