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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um problema nosso ou de todos?

O problema de insegurança que vivemos em Santa Catarina é só nosso ou é de todo o país? Começo hoje logo com uma pergunta porque não consegui entender a demora do Governo do Estado em aceitar a ajuda das Forças de Segurança Nacional para conter a situação. Porque ficar constrangido em assumir que com os recursos locais não está sendo possível acabar com os ataques? Seria constrangimento para as polícias Civil e Militar do Estado? Entendo que não, se o objetivo é resolver.

Mas em geral os problemas são dos outros até que eles possam nos atingir diretamente. Enquanto a violência era um problema das comunidades cariocas, isso era um problema só deles? Quando os ataques eram contra os policiais de São Paulo, era um problema só deles? Será que a pacificação dos morros do Rio do Janeiro não nos interessa?

O número absurdo de assassinatos em Tubarão entre 2010 e 2011 só chocou quando as mortes ocorreram no centro da cidade e envolveram quem não tinha envolvimento com o tráfico. Enquanto isso, os assassinatos eram tratados como problemas deles e das áreas de risco.

Para encontrarmos alguma solução neste caos que estamos nos encaminhando precisamos ter uma consciência nacional que o problema é do país e não dos estados A, B ou C que enfrentam as situações que parecem isoladas, mas na verdade estão conectadas. Todos os brasileiros têm o direito a ter segurança independente da região, estado, cidade ou bairro que habitem.

Este debate precisa ser amplo e agir diretamente na causas para ter chances de sucesso. As condições sociais da população precisam ser avaliadas, a educação precisa ser tratada como prioridade, o crescimento das cidades melhor planejado e uma reforma urgente da legislação deve ser feita.

Os bandidos cada vez mais se protegem nos artigos da Lei para se esquivar das punições. É só ver o grande número de menores que são presos para perceber que os crimonosos estão utilizando a Lei a seu favor.

A população honesta, que é a grande maioria da nação, não pode ficar encolhida, vendo os seus direitos serem diminuidos a cada dia.

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