Após duas semanas das eleições municipais os eleitos tiraram um tempo para dar entrevistas e descansar. A partir desta semana são esperadas algumas atividades relativas as transições de governo, já que a maioria não conseguiu reeleição, e provavelmente divulgação de nomes que vão compor as secretarias.
Tudo dentro da normalidade se não fosse a triste percepção de que falta foco aos futuros gestores. O que se viu até agora, na campanha e apos a vitória, é uma tentativa de agradar a todos e definitivamente sabemos que isso é impossível.
Os eleitos, em sua maioria, insistem em dizer que tudo será prioridade em seus governos. Mas tenho que discordar dos que pensam assim. Dizer que tudo está em primeiro lugar, pra mim tem o mesmo significado de “vamos ver o que vai dar para fazer”.
Os futuros prefeitos que assumem os cargos em menos de 80 dias precisam ter uma prioridade sim. Eles precisam saber qual o lugar que desejam levar as suas cidades e o que pretendem para o futuro que vai além dos quatro anos de mandato. Ter um foco definido não significa que as outras áreas serão abandonadas. Mas se todos sabem qual é o Norte poderão trabalhar integrados para atingir este objetivo.
Por exemplo, se a prioridade é dar saúde para a população, um governo municipal pode investir forte em prevenção com ações educacionais, com melhorias em urbanização, saneamento básico, tratamento da água, medidas para controlar a poluição, criação de ciclovias e ações sociais, atrair e incentivar empreendimentos autossustentáveis, só para começar. Para ter uma cidade saudável é preciso trabalhar em todas as áreas com um foco definido.
Quem quer agradar a todos deve lembrar que pode acabar não agradando ninguém.
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