Os administradores de Centros de Educação Infantil de instituições filantrópicas privadas estão em estado de alerta, para não dizer temor, a respeito de 2013. Sem o repasse de recursos públicos terão dificuldades para manter as vagas oferecidas.
A principal dificuldade é com os gastos com alimentação. Os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) podem ser usados em creches para crianças de até três anos. Para os alunos entre 4 e 6 anos a fonte deve ser outra.
Muitas destes instituições tem convênios com as prefeituras e conseguem suprir a carência com o repasses destes recursos. Terão que buscar alternativas ou fechar a oferta de vagas.
Mais curioso ainda nesta situação é saber que por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) são repassadas por alunos a cada dia letivo os seguintes valores: Creches – R$ 1, Pré-escola – R$ 0,50, Escolas indígenas e quilombolas – R$ 0,60, Ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos – R$ 0,30, Ensino integral (Mais Educação) – R$ 0,90.
Já o repasse para alimentar um detento nas prisões brasileiras fica em média em R$ 7,50 por dia. Em geral, o custo total mensal de cada preso é de três salários mínimos.
É impossível concordar com esta conta. Em qualquer país sério, educação é investimento, prevenção em saúde é investimento, criar oportunidades para a população é investimento e gastar com a construção e manutenção de prisões é tirar dinheiro destas áreas.
Se realmente ouvimos os políticos falarem em tratar a educação com prioridade, não dá para acreditar que isso é levado a sério. É indiscutível dizer que investir em educação agora é economizar lá na frente.
Mas o discurso está longe da prática e a vida segue assim com valores sociais invertidos. O governo alega que não tem como arcar com todas as despesas e responsabilidade constitucionais e o cidadão fica sem pai nem mãe na hora de reclamar.
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