O pedido de cassação do registro da candidatura de Pepê Collaço (PSD) em Tubarão reforça a necessidade de revisão no modelo político atual que permite a reeleição. Se cometeu alguma irregularidade ou não, é assunto para os advogados e juizes envolvidos no caso, até porque, por força da legislação eleitoral, as opiniões são limitadas e podem ser mal interpretadas.
Mas o fato é que ao se permitir a reeleição, os políticos detentores de cargos tem de largada uma enorme vantagem sobre os demais. Ou alguém acha que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT) não eram os nomes mais lembrados nas campanhas em que disputavam as reeleições?
Quem já é dono de um cargo público está constantemente na mídia, tem o nome mais facilmente lembrado pelo eleitor e até por esta exposição consegue arrecadar mais recursos do que os outros. Apesar das regras estipuladas pela Lei Eleitoral não dá para limitar a memória do eleitor ou até mesmo controlar o efeito subliminar de uma imagem ou mensagem emitida antes do início das campanhas eleitorais.
Prefeito, governadores, presidente, vereadores e deputados que disputam a reeleição podem divulgar ações dos seus mandatos meses antes das eleições e até o início oficial das campanhas. Mas é impossível que da noite para o dia, por determinação de uma lei, tudo que tenha sido divulgado seja esquecido. É uma vantagem descomunal contra os adversários.
Sem uma reforma eleitoral clara e objetiva, vamos continuar tendo campanhas eleitorais vazias e baseadas em processos e recursos jurídicos. O jogo atual tem regras estabelecidas e que devem ser cumpridas, mas uma bela revisão pode poupar muito tempo para discutir o que realmente interessa: um futuro melhor para todos.
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