Você já pensou sair de casa para trabalhar e ser ameaçado de morte? E pior ainda, sofrer esta ameaça porque está tentando realizar o seu trabalho?
Pois esta situação absurda vem ocorrendo em escolas de Tubarão. Professores da rede pública sentem-se acuados diante da falta de respeito e truculência de alguns estudantes. Sem o respaldo para realizar o trabalho de um educador, sofrem ameaças constantes, inclusive de morte.
Apesar da liderança nacional em indicadores como Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, a situação nas chamadas turmas de Correção de Fluxo é critica. São estudantes já fora da faixa etária comum das séries que deveriam ter cursado e que agrupados nestas turmas, buscam a equivalência para acompanhar a sequência escolar.
Os problemas sociais que envolvem estes estudantes geralmente são os mesmos. Tem origem em famílias desestruturadas, habitam em áreas esquecidas pelo poder público e convivem com uma realidade muito próxima da ilegalidade. São jovens que não veem perspectivas na educação e acreditam que o tráfico pode lhes dar algum tipo de ascensão social.
É claro que estes jovens precisam de ajuda. Mas apenas coloca-los dentro de uma sala de aula e esperar que o professor vai resolver é brincar de faz de conta. É preciso uma avaliação psicológica e social para identificar as condições que ele se encontra e apontar os melhores caminhos.
As turmas de correção de fluxo oferecem três disciplinas apenas que tentam acelerar três anos em um. É muito pouco. Enquanto isso, o professor ameaçado não sabe para onde correr. Reclama da falta de apoio das direções das escolas e dos gestores educacionais. Não se pode esperar por uma tragédia para mudar a situação. É preciso agir.
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