A cassação do registro de candidatura de Pepê Collaço e a impossibilidade de disputar eleições pelos próximos oito anos é o fato novo que encerra uma semana que era movimentada apenas pelas pesquisas eleitorais. O estrago só não é maior, porque o atual prefeito que disputa a reeleição aparece em quarto lugar. Se estivesse em outra posição a repercussão seria para abalar.
O registro de Collaço foi cassado devido ao processo em que é acusado de abuso de poder político e econômico por ter feito propaganda irregular nas redes sociais, mais precisamente o Facebook. A defesa de que o site é acessado somente por ‘amigos’ que pedem ou aceitam receber as informações não foi aceita. Isso significa que se você não tem um perfil no Facebook, ou se tem, mas não acompanha o perfil de Pepê, provavelmente não sabe de nada do que ele escreve ou divulga por lá. Mas a juiza eleitoral de Tubarão não entendeu assim e aceitou a denúncia da promotoria.
Agora, os advogados de Pepê Collaço tem cinco dias para apresentar recurso junto ao TRE estadual. Por enquanto a campanha continua normal e ficam as especulações sobre o que poderia acontecer.
Será que o PSD vai insistir num nome que aparece em último nas pesquisas e aproveitar o problema para fazer uma susbstituição? E se fizer isso, quem poderia ser o novo candidato? E ainda se insistir com Pepê, será possível repetir o feito de Irmoto Feuershuette em 1992 quando foi liberado para a disputa a poucos dias do pleito e obteve uma virada histórica sobre Miguel Ximenes?
A época é outra, os fatos são outros e a popularidade dos candidatos também. Inclusive os motivos do processo revelam que vivemos novos tempos em que os escorregões virtuais não são perdoados, mesmo que seja tudo entre amigos.
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