Ano de eleição, é mais um ano para ouvir promessas e propostas mirabolantes dos candidatos. E o eleitor como fica nesta história?
Fica desiludido.
Mas eu diria para ficar esperto. Só assim para separar o joio do trigo. Só prestando atenção é que o eleitor pode conferir as promessas repetidas que nunca são cumpridas.
Nossos políticos, infelizmente, ainda agem como se estivéssemos nos Século Vinte ou Dezenove. Apresentam propostas velhas que nunca saem do papel e mesmo assim conseguem se eleger. Com uma atuação fraca e ridícula conseguem confundir o cidadão que cada vez mais se afasta do processo por não gostar do que vê.
Só que esta politicagem dos dias atuais não pode ser considerada política. É politicagem porque a preocupação é apenas em cuidar dos interesses próprios ao invés do coletivo. Não é política porque não trata de projetos de longo prazo e que avancem na solução de problemas crônicos da sociedade.
Vamos tomar como exemplo a marcação de consultas médicas nos postos de saúde. Há trinta anos, a gente acordava de madrugada para pegar a fila do INAMPS ou INPS. Hoje não se vai mas para a fila de madrugada, mas não porque acabaram com as filas. Simplesmente mudaram o atendimento para o início da tarde.
E o cidadão continua brigando nas filas para tentar pegar uma ficha que lhe dê a chance de marcar uma consulta. Enquanto que a verdadeira e única briga deveria ser o direito de ter a consulta, não importando quantas pessoas precisassem dela.
Em tempos modernos e de avanços tecnológicos os atuais atores políticos não conseguem nem acabar com uma misera fila num posto de saúde. O que dizer então de outros setores como educação, segurança, desenvolvimento urbano e etc. Nem precisa, estamos cansados de ver isso.
Não precisamos de politiqueiros com listas e mais listas de promessas. Precisamos de pessoas comprometidas com a solução real dos problemas comuns do cidadão. Este sim poderá ser chamado de político. Não é fácil encontra-lo, mas não se pode desistir.
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