Os alunos do curso de Comunicação Social da Unisul apresentaram projetos sobre o tema sustentabilidade. Foram diversas abordagens e todas elas levam a pensar sobre o nosso futuro.
O trânsito é uma delas. Não sobre quem deve controlar, mas como gestores públicos e população devem se comportar. É visível que a situação está ficando cada vez mais complicada. As ruas e avenidas têm as mesmas larguras de décadas atrás, e o número de veículos é muito maior do que a capacidade para a qual foram projetadas.
A capital do nosso estado discute agora a construção de uma quarta ponte, estimada em mais de um bilhão de reais. Aqui em Tubarão a construção de pontes também é apontada como a solução para alguns dos problemas de trânsito.
Desde o início deste governo, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) fala que sonha em construir uma ponte na Guarda, ligando a margem direita à esquerda. No centro da cidade as pessoas discutem onde seria melhor construir mais uma ponte. Próxima à Unisul, próximo ao Colégio São José? Quem sabe? O certo é que um bom estudo pode indicar o melhor lugar para se evitar os ‘achismos’.
Mas certo também é que estas pontes seriam apenas uma entre outras medidas que poderiam contribuir com sustentabilidade do nosso meio de vida. Se não pensarmos em benefício coletivo, vamos continuar construindo pontes, ampliando e duplicando rodovias, sem nunca dar conta da demanda crescente.
Não vemos em nossas cidades o debate sobre melhorias no transporte coletivo. O que poderia ser feito com um bilhão de reais em Florianópolis para incentivar as pessoas a deixar o carro em casa e usar um ônibus?
E em Tubarão. O que pode ser feito para incentivar as pessoas a usarem outros meios de transportes? Um bom projeto para valorizar o transporte coletivo deveria ser plataforma de campanha dos candidatos do ano que vem. Porque eu concordo que do jeito que está hoje, as pessoas vão continuar preferindo o conforto de um veículo particular ao aperto de um ônibus com horários e condições ruins.
Com um trânsito melhor poderemos ter menor consumo de combustíveis, mais qualidade de vida e esperança de sustentabilidade.
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