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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma salada eleitoral

Junto com o prazo para novas filiações e mudanças de partidos, terminou também o prazo para mudanças nas regras eleitorais e a Reforma Eleitoral ficou pra trás novamente. Se ela for aprovada este ano, não irá valer para a próxima eleição.

De novo tivemos algumas discussões e algumas ideias aprovadas e rejeitadas nas comissões. Mas qualquer mudança na lei eleitoral deve ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados e Senado Federal pelo menos um ano antes das eleições. Como nada mudou algumas situações consideradas estranhas vão continuar existindo.

Vejamos o exemplo do troca-troca de partidos que ocorreu nos últimos dias. Quem mudou para um partido novo não corre risco nenhum. Quem trocou de sigla vira alvo de alguns questionamentos.

É o caso do vereador Edson Firmino que deixou o PDT para se filiar ao PMDB. A mudança foi a opção dele para tentar continuar com chances de ser reeleito. Como o PDT ficou enfraquecido, corria sério risco de não garantir a legenda suficiente.

Mas Firmino foi eleito em 2008 numa coligação proporcional com o PPS, PTB e PR. Partidos que na majoritária integraram a coligação do prefeito eleito Manoel Bertoncini do PSDB. O PMDB foi adversário em todos os cenários. Ele ainda faz parte da atual administração e ocupa o cargo de secretário de Governo.

Em 2010, o vereador também foi candidato. Chegou a ser cotado para ser vice na chapa de Ângela Amin, do PP, mas acabou disputando o cargo de deputado federal, coligado com PP e PT do B. Mesma aliança que deu apoio na disputa pelo governo do Estado. Nos dois cenários o PMDB também foi adversário.

Vale lembrar também que o mesmo PMDB que foi adversário do PSDB em nível municipal, foi aliado dos tucanos em nível estadual e adversário novamente nas eleições presidenciais.

É uma salada muito difícil de entender, mas que é autorizada e permitida pela legislação eleitoral. Não sei nem se dá para entender o que estou escrevendo hoje. Mas diante de tudo isso, dá para criticar alguém que faz uso de todas as possibilidades para continuar se mantendo vivo no jogo político atual? Já que ideologia não vale nada mesmo, os mais espertos se aproveitam das cartas que tem.

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