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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Segurança: quem garante e quem cobra?

Pesquisa da Secretaria de Segurança Pública informa que Santa Catarina já teve quase 450 homicídios em 2011. Os números são preocupantes, principalmente porque só se pensa no problema e não na solução.

Na mesma pesquisa foi divulgado um ranking com as cidades que registraram mais casos. Criciúma está em nono lugar com 13 homicídios e Tubarão em décimo com 10. Sendo que a nossa cidade é a menor de todas que aparecem entre as dez primeiras. Alguém pode até dizer que este ano foram menos crimes que no ano passado, mas não dá para negar que a situação mudou muito nos últimos cinco anos. E é claro, mudou para pior.

Mas este assunto só vira comoção geral na população quando pessoas inocentes perdem a vida, como no caso do cidadão que atravessou uma rua e deu o azar de passar na hora de um assalto ou o Guarda Municipal que foi assassinado ao abordar bandidos. Fora isso, o alarme quase não toca.

Enquanto isso a criminalidade só cresce e sem limites geográficos. É claro que alguns pontos da cidade são mais críticos, mas a insegurança está por toda parte. E a gente não deve pensar em gravidade só quando morre alguém.

Na semana passada, mãe e filha iam a pé para casa na avenida Marcolino Martins Cabral, a cerca de 200 metros do Farol Shopping. Foram abordadas por assaltantes. A filha teve uma faca colocada no pescoço até que a mãe entregasse a bolsa. Fugiram de carro pela mesma avenida numa das regiões mais movimentadas da cidade. Tudo isso ocorreu às 20 horas. Não foi de madrugada não, foi num horário que muita gente está voltando para casa.

O principal responsável por nossa cidade é o prefeito. Se a Policia Militar não tem condições da garantir a segurança que se tome uma providência. Ele tem o poder para cobrar isso. Não dá para ficar ouvindo as desculpas esfarrapadas das autoridades e esperando pela sorte. Porque esse é o sentimento que vivemos hoje, torcendo para que nada de grave nos aconteça.

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