Os crescentes índices de violência na região continuam a assustar a população. Os números mostram que a solução do problema não passa apenas pelo reforço policial.
Faltam policiais, é verdade, mas é fato também que as nossas polícias nunca trabalham e prenderam tanta gente. Cresceram o número de vagas nas cadeias, mas não o suficiente para abrigar todos aqueles que estão sendo detidos.
E mesmo assim a gente continua acompanhando casos de assassinatos no meio da tarde, tiroteios a qualquer hora do dia e até invasão armada de hospital.
Vai ficar pior se continuarmos agindo somente nas conseqüências sem nos preocuparmos com as causas de tudo isso. De nada vai adiantar um guarda a mais armado nas ruas se a condição social da população não melhorar.
Este trabalho social pode ser feito de várias formas e vamos tomar como exemplo a urbanização de nossas cidades. Aqueles com melhores condições financeiras vão se isolando em condomínios fechados, investindo em conforto e segurança. Não lhes faltam opções de lazer e uma vista agradável do quintal de casa.
Enquanto isso, as áreas mais humildes são relegadas ao descaso sem as mínimas condições de uma vida descente. Vivendo em áreas sem planejamento, ficam longe de direitos básicos do cidadão como acesso à educação e saúde.
Um bairro de ruas estreitas, esburacadas, sem saneamento básico, sem coleta de lixo fica à mercê da criminalidade. O transporte público provavelmente passa longe pela falta de condições de tráfego das vias. Por consequência, a polícia ou um socorro médico também não passam lá ou têm dificuldades de agir quando são chamados.
Portanto, a urbanização dos bairros e o melhor planejamento na ocupação de áreas também são ações determinantes para combater a pobreza e a criminalidade.
Certamente uma cidade bonita e agradável para todos não será cenário para a violência e a desigualdade social.
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