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segunda-feira, 20 de junho de 2011

“PT precisa acertar na estratégia”, diz Paludo

A decisão do PT de Tubarão de acompanhar a decisão do presidente municipal da sigla, Olávio Falchetti, de não realizar coligações para as eleições 2012, gera desdobramentos no processo pré-eleitoral da cidade. Cedo demais? Radical demais? Confiante demais? Pois esta posição gerou também a curiosidade de saber o que a direção estadual da sigla pensa sobre o tema. Na entrevista abaixo feita por e-mail, o secretário geral do diretório estadual José Roberto Paludo esclarece que as diretrizes partidárias para o próximo ano ainda não foram definidas e que o andamento do processo, que ainda está em construção, é que deverá dizer se é melhor chapa pura ou não. Porém ele também acredita que seja possível uma vitória sem coligação. “O PT tem experiências de ser a ‘bola da vez’ e perder eleições porque se aliou com antigos adversários”, diz.

BRM - O PT de SC já tem diretrizes definidas para as eleições de 2012 quanto ao tema coligações?
José Roberto Paludo -
O PT está na fase de diagnóstico para as eleições 2012. Estamos promovendo reuniões em todas as regiões do Estado (agora são 33 regionais) e estamos perguntando aos presidentes municipais sobre candidatura própria ou coligações e chapa de vereadores. Com base nessas informações faremos um planejamento no dia 9 de julho.

BRM - A dúvida surge pelo fato de Tubarão já ter definido que novamente vai disputar o pleito com chapa pura. Decidir isso agora pode ser considerado muito cedo?
JRP - Os municípios têm grande autonomia para tomar essas decisões, especialmente em se tratando de chapa pura. Nossa maior preocupação é evitar alianças amplas, fora dos critérios partidários (ainda por definir), porém, chapa petista é sempre bem vinda. Sabemos que taticamente, quem é oposição deve colocar a pré-campanha na rua mais cedo, mas com o cuidado para não cometer ilegalidades, nem desgastar os candidatos. No caso específico de Tubarão, temos um nome que foi muito bem votado para deputado estadual em 2010 e poderá ser um forte candidato no próximo ano. Porém, o PT estadual definirá um calendário oficial para tomar as decisões, que será apenas no ano que vem, neste ano possivelmente iremos mobilizar apenas os municípios onde poderão ocorrer prévias.

BRM - Respeitando é claro, a autonomia do diretório municipal, poderá haver algum tipo de recomendação aos petistas tubaronenses?
JRP - A recomendação é apenas que não cometam ilegalidade e tomem cuidado para não desgastar o Partido, nem o possível candidato ou candidatos. Porém, isto não tem como prever com precisão, somente colocando o Partido para funcionar, preparar-se, mobilizar a militância, então o saldo será positivo.

BRM - O PT de Tubarão tem no momento um pré-candidato (Olávio Falchetti) que lidera as pesquisas, mas a história e o modelo político atual mostram que sozinha uma sigla enfrenta dificuldades na disputa eleitoral. Você acredita que este tipo de argumento poderá fazer Falchetti mudar de ideia?
JRP - Acho que é a vez do companheiro Olávio ser o prefeito de Tubarão a partir de 2013 e o PT precisa acertar na estratégia para isso. Devemos fazer pesquisa, debater a estratégia, fazer planejamento e ir construindo as condições para sermos vitoriosos. Este processo deverá nos dizer se o melhor é disputar com ou sem alianças. Assim como normalmente um partido não vence eleições sem alianças, o PT tem experiências de ser a "bola da vez" e perder eleições porque se aliou com antigos adversários. Enfim, deve ser um tema em construção.

BRM - Você considera possível nos dias de hoje vencer uma eleição sem uma forte coligação?
JRP - Sim, é possível. Em política quase tudo é possível, mas depende da combinação de muitos fatores. Pelos resultados práticos a regra é coligar para ganhar, mas pode sim haver exceções, porém, repito, depende da combinação de muitos fatores que se pode controlar e outros que não se tem controle, mas pode-se saber aproveitar os erros dos adversários.

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