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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perguntas para um ministro

Novo relatório do Dnit sobre as obras da BR-101 acabou com qualquer previsão para o término da obra. Os prazos estão cada vez mais indefinidos. A culpa, agora, é de uma tal de licença ambiental.

Não faltava mais nada mesmo, botar a culpa na natureza. Todo catarinense deveria receber uma cópia deste relatório e junto com ele um nariz vermelho, daqueles usados pelos palhaços.

E não seria um deboche. Seria apenas para completar a fantasia. Nós já estamos sendo tratados como palhaços há muito tempo. E infelizmente até agora nada do que se tentou fazer apresentou resultados.

É verdade que a obra emperrou em licenças ambientais que agora impedem o andamento e vão nos deixar três gargalos: o Morro do Formigão, a ponte de Cabeçudas e o Morro dos Cavalos.

Mas lá atrás, no início da obra, há quase uma década, ninguém deu entrada nos processos burocráticos para se obter esta tal licença?

Certamente esta seria uma das perguntas feitas ao ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR) na audiência que ele teve ontem com representantes de Santa Catarina. Só que parte da imprensa foi expulsa do local do encontro e depois o tal ministro não concedeu entrevistas.

O que ficou com medo de revelar? Que não está nem aí para o problema?

O que mais deveria ser perguntado a ele? Pensei esta manhã numa lista de perguntas e também pedi ajuda dos leitores que me seguem na internet. Confira algumas.

O país tem planejamento para alternativas de transportes sustentáveis? Por que a fiscalização das obras é tão fraca e depende dos apelos da população? Por que não se investe em transporte ferroviário de cargas e passageiros? O ministro já trafegou pela BR-101? E se já, não tem vergonha da moleza da obra? O ministro tem certeza de alguma coisa sobre a BR-101 ou só palpites?

Eu confesso que acreditava que a realização de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada poderia trazer muito desenvolvimento para um país. Mas em nosso caso já estou com medo de passar vergonha.

Não conseguimos terminar uma obra, não conseguimos reformar escolas, ou recuperar cidades atingidas por catástrofes e perdemos oportunidades de mudar o jeito de ser de nosso país. A população não ganha nem o respeito que merece.

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