Estudos do Tribunal de Justiça podem indicar o fechamento de comarcas pelo estado. Esta ameaça absurda tem relação com a greve dos professores, que acabou em Tubarão, mas continua no Estado
A informação publicada na coluna de Roberto Azevedo, do Diário Catarinense de hoje pode ser interpretada por alguns como uma chantagem. Por quê? Diante de toda a polêmica da utilização dos recursos do Fundeb dentro da base de cálculo do repasse para os poderes judiciário e legislativo, vem a notícia de que o Tribunal de Justiça pode reduzir as atividades se receber menos recursos.
Há 10 anos, o TJ recebia 6% da receita líquida disponível e hoje recebe o repasse de 7,7%. Com a greve dos professores a fonte dos recursos e não a porcentagem passou a ser questionada. Mas aí vem a possibilidade em tom de ameaça de que se diminuírem os recursos, a morosidade da justiça pode aumentar.
Porque então, ao invés de propor um retrocesso desses não se discute os aumentos salariais do legislativo e judiciário, que geralmente são bem maiores do que aqueles dados aos trabalhadores comuns? Será que todo servidor público, sem nenhuma distinção de cargo ou função não deveria receber os mesmos índices de aumentos que são dados aos profissionais de outras categorias? Ou seja, reposição das perdas da inflação e no máximo 1% de ganho real.
Seria sem dúvida uma forma de conter gastos e permitir a sobra de recursos para investimentos e ampliação dos serviços prestados ao cidadão, que já paga por educação de qualidade, mas não recebe, paga por serviços de saúde, mas tem que aguardamos até anos em filas de espera, paga para ter segurança, mas vive com medo de sair de casa, paga para ter estradas, mas tem que dirigir por desvios e buracos.
Bom, vou parar por aqui, porque esta lista pode ser interminável e aí nós vamos perceber que além de sermos chantageados, também somos vítimas de estelionato.
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