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terça-feira, 31 de maio de 2011

E se a educação não fosse prioridade?

Em toda campanha eleitoral é a mesma coisa. Educação está entre as prioridades dos candidatos. E eu fico imaginando se ela não estivesse nesta lista.

Quem sabe a gente teria um modelo educacional comparado aos melhores do mundo. Pagaria salários decentes aos professores. Daria a eles condições de trabalho que se refletiriam em melhores aulas com estudantes mais interessados e motivados em aprender. Afinal de contas, teriam diante de si, mestres devidamente preparados para repassar o conhecimento. Pessoas felizes da vida pela carreira que escolheram.

Quem sabe se a educação não estivesse entre as prioridades, as instalações escolares seriam locais onde não faltaria nada. Prédios e moveis novos, equipados com a tecnologia mais moderna possível. Tudo à disposição de professores, estudantes e comunidade. As escolas seriam o ponto de encontro de todos. Teríamos projetos de construção de universidades e pólos de desenvolvimento regional orçados em milhares de reais, com direito a aditivos diversos e quase sem limite.

Com nossa educação, fora das prioridades, estaríamos aptos a sediar os congressos mundiais mais importantes da área e ganharíamos prêmios como Nobel, da mesma forma que vez ou outra temos o melhor jogador de futebol do mundo. Aliás, poderíamos manter por aqui os melhores cientistas que preparamos e a presença deles em nossas universidades e centros de pesquisa atrairiam a atenção de olheiros de todo o mundo.

Mas infelizmente, a educação está entre as prioridades nacionais. E da mesma forma como a saúde e a segurança, temas que também estão na lista dos políticos, vive uma crise sem precedentes e com muita dificuldade de enxergar uma luz no fim do túnel.

A greve dos professores da rede estadual e municipal apenas expõe uma parte da falta de comprometimento daqueles que tem a caneta na mão. Não conseguem cumprir nem o que diz a lei. Seja por falta de dinheiro, planejamento ou por estarem presos a um sistema que deixa o orçamento e as ações engessadas.

O que não pode é um assunto dito prioritário, ser tratado como uma obrigação e que na realidade fica lá na ponta de baixo da lista de tarefas.

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