31 de dezembro de 2014
Mais um ano que termina e outro que se avizinha. Foi o ano da Copa no Brasil, de vitória no gramado e conquistas fora dele. Se ganhamos o Hexa dentro de campo, fico mais feliz em saber que fora das quatro linhas a população ganhou com a preparação das cidades que sediaram os jogos. A infraestrutura melhorou muito e a população é que irá aproveitar. Fica o exemplo para que os investimentos sejam feitos no restante do país.
Depois da Copa também vieram as eleições, ainda em clima de comemoração. Mas felizmente, já foram eleições diferentes porque as esperadas reformas foram realizadas ao longo dos últimos quatro anos. Parece que a classe política ganhou inspiração no clima de preparação para o Mundial de Futebol e também resolveu preparar o país para o futuro.
Logo no primeiro ano do mandato foi aprovada a PEC 29, aquela que destinaria mais recursos para a saúde. Não foram resolvidos todos os problemas, é claro, mas diminuíram as filas nos hospitais, os atendimentos nos corredores, a falta de remédios e a espera por exames. Melhor ainda, investiu-se em orientação e mais informada, a população adoeceu menos.
Em seguida foram feitas a reforma trabalhista, a reforma tributária e a reforma na educação. A carga de impostos foi revista, empresários e trabalhadores tiveram margem para melhorar as relações de trabalho e os investimentos em educação, apontaram rumos para o desenvolvimento do país.
Nada que nos tenha tirado do atraso de décadas, mas ganhamos fôlego para olhar para o futuro e sonhar com uma nação melhor. A distância entre os mais pobres e os mais ricos ficou menor e tudo indica que poderá reduzir ainda mais.
A classe política, inspirada pela preparação para a Copa e pelo clima de mudanças, também teve coragem para botar o dedo nas próprias feridas. A reforma política buscou corrigir as fragilidades do sistema e o reflexo já pôde ser visto nas eleições realizadas em outubro. Com voto distrital misto, mandatos de seis anos, fim da reeleição para os executivos e limitação para os legislativos, fim das coligações, financiamento público de campanhas e reagrupamento das siglas partidárias tivemos uma renovação histórica na Câmara e Senado.
Portanto, os governantes que assumem amanhã, em 1º de janeiro de 2015, terão ainda mais recursos, e não falo só em dinheiro, para melhorar a vida da população. As esperanças foram renovadas e não custa sonhar.
* Este é o texto de estreia da coluna que passo a assinar na Revista Alternativa, que já circula nas bancas da região.
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